The Namikaze Sage Mother.

3 3- Tobirama, Namikaze Minato.


Notas iniciais
Atualizando a idade dos personagens. Esse capitulo se passa no ano 43 da vila. Yako tem 18, assim como Sakumo. Tsunade e os sanin 13. Fugaku 8 e Nawaki só 3. Tobirama 57. Hiruzen 27.

Em uma das minhas saídas de Konoha para coletar material no mar e pelo território do país do fogo. Conheci Kenji um homem loiro de olhos azuis. Ele dizia que era pescador, mas estranhei, pois, nesse mundo sem tecnologia pescadores passam horas debaixo de sol e mesmo sendo brancos acabam ficando bronzeados outra coisa era a agilidade dele que era bem suspeita e o chakra intenso como raio. Ta meio que na cara que ele é um ninja e provavelmente deve ser do país do Raio. Afinal loiros são bem raros aqui no país do Fogo e esse tipo de intensidade com Raiton também.

Logo notei que estava tentando me seduzir para saber mais sobre o que estava acontecendo na vila da folha. Entrei no jogo mais por que achei ele bonito, quis curtir as noites especialmente por que ele também era bom na cama. Eu estava tomando contraceptivos então achei que estava tudo bem... Voltei para Konoha tranquila em 3 dias e la pelo 5º senti algo estranho enquanto meditava, por algum motivo uma pequena parte do meu chakra parecia estar sendo absorvida em meu ventre. Usei minha habilidade com Raiton para fazer um chekck up geral e não notei nada anormal além disso. Como não sentia nada anormal fora isso ignorei.

Em Konoha Tobirama se tornou alguém extremamente frequente na minha vida, mais até que Sakumo que vira e mexe tinha missões com o time de genin ou missões com outros jounins. Ele adorava discutir assuntos variados comigo enquanto tomávamos chá, sempre muito atento ao que eu falava e inclusive me ajudava com “ideias novas” que na verdade para mim nem eram tão novas. Bicicletas em Konoha não eram uma real novidade, mas as que criei baseadas no design do meu mundo antigo eram. Marchas eram novidade total por exemplo. Logo se tornaram sucesso junto com skate e patins.

Com o passar dos dias senti algo crescendo dentro de mim quando moldava chakra ou meditava, primeiro me assustei achando que poderia ser um câncer ou alguma doença, porem logo percebi o que era a pequena coisa que absorvia meu chakra... Eu estava gravida. Isso me deixou em choque afinal eu tomei contraceptivos... ainda sim falhou. Sem saber muito o que fazer eu apenas melhorei minha dieta acrescentando comidas mais saudáveis enquanto tentava me lembrar das vitaminas que faziam bem ao feto em desenvolvimento. Me ocorreu um pensamento de que talvez... não... melhor não pensar nisso. Decidi não contar para ninguém, mas la pelo 3º mês meus pais notaram...

Para pessoas que não ligam de a filha de 12 viver sozinha no mar eles aparentemente ligam bastante para uma filha que engravida fora de um relacionamento ao ponto de brigarem comigo. Isso fez eu perder totalmente minha conexão com eles e curiosamente eu realmente não senti falta deles. Seja por eu ter memorias de uma vida passada, por os meus pais nunca terem sido tão amorosos assim desde sempre pelo menos em comparação ao que eu me lembrava da minha antiga família ou uma combinação dos dois.

Por outro lado, Tobirama se aproximou mais de mim. Nem todo o trabalho de ser líder da vila e líder de um clã faz o homem ficar sem tempo de achar algo para fazer comigo, no fim acabei contando para ele. Deu na telha dele que eu deveria aprende sobre ninjutsu medico pois eu tinha potencial para ser boa nisso. Ele até me colocou para estudar junto com a Tsunade que no com seus 13 anos aprende com o tio e a avó sobre medicina. Acho incrível como ela entende e absorve bem o conhecimento e logo em seguida já pondo em pratica. Ela inclusive é capaz de analisar bem e procurar métodos de melhorar a técnica ensinada.

O Tobirama tenta esconder por traz da cara de sério como ele fica orgulhoso da sobrinha, mas sempre vejo que quando ele fica feliz com a evolução da sobrinha ele lhe da uns tapinhas no ombro sempre que ela o surpreende de maneira boa. Já quando é de maneira ruim ele não poupa críticas. O que é ótimo, pois suas críticas são sempre construtivas.

—Vejo que está crescendo saudável, agora no quarto mês tem menos chance de perder por aborto espontâneo. Tem sentido algum mal estar? -Tobirama perguntou curioso.

—Que bom que eu estava certa! Fico feliz por dar uma segunda opinião. -Disse aliviada. Pois mesmo tendo conhecimento que adquiri em uma vida passada por pura curiosidade, não tem como comparar conhecimentos vindo puramente de livros e artigos científicos da internet com conhecimento prático da vida real.

—Sobre sua ideia interessante, depois de pensar mais sobre ela decidi colocar postos de saúde pela vila, colocando um ou dois por distrito dependendo do tamanho. Isso realmente desafoga o hospital e ao mesmo tempo resolve com eficiência os casos de doença ou machucados menores dos cidadãos da vila.

—Fico feliz em ter ajudado. -Disse com sinceridade. Konoha ainda não é tão grande quanto uma cidade realmente grande da minha vida passada, esta longe de ser uma São Paulo, Nova York, Tokyo, ou qualquer uma desse porte, mas já é grande o suficiente para ter filas no hospital especialmente por que agora que estamos em guerra muitos ninjas precisam de tratamento com frequência. Senti que seria útil ter postos pela cidade para tratar coisas menores enquanto os problemas mais graves ficavam a cargo dos hospitais.

-Seria interessante criar mais um hospital. Um mais focado em crianças e bebes, mas que também atendessem mulheres gravidas. Sabe mais especializado nessa área, pois existem medicamentos que afetam crianças de maneira diferente de adultos e não só isso doenças que também afetam de maneira diferente adultos, crianças e bebes. Acho que poderia incluir idosos também afinal o organismo também funciona de maneira diferente...- Dei uma nova ideia animada. Konoha ainda não tem especializações separadas por faixas etárias e um outro hospital seria ótimo também.

— Agora que você mencionou faz sentido, dependendo da idade certas coisas funcionam de maneira diferente... talvez além disso poderíamos ter mais especializações com foco em... mas para isso... Já sei! -Tobirama tirou um caderno animado e começou a anotar furiosamente. – Preciso criar algo além da academia. Um nível avançado...

—Uma faculdade? -Comentei sem pensar muito.

—O que? -Ele me olhou confuso.

—Uma faculdade é tipo uma escola, mas para adultos ou adolescentes que querem aprender uma profissão ou se especializar numa área da profissão... -Dei mais detalhes. Logo começamos a se aprofundar mais na educação e vendo que isso ia longe eu me levantei e fui buscar mais chá e cookies para beliscar.

Quando voltei da cozinha ele ainda estava escrevendo furiosamente ideias. As vezes ele pedia uma opinião aqui e ali e voltava a escrever furiosamente. Alguns dias depois já vi os resultados de nossa conversa, ele não só começou a construção de um novo hospital como também de duas novas academias.

Durante a nossa conversa ele decidiu que abriria uma para treinamento avançado para ninjas, mais voltada para artes ninjas ensinando melhor as crianças maiores por volta de 10 anos e aquelas crianças mais novas que estavam acima da média que achavam a academia comum básica demais, que também teria curso para adolescentes. Dando cursos sobre ninjutsu dando foco em controle de chakra avançado, transformação da natureza, manipulação de forma, liberação Yin e Yang. Genjutsu. Ensino de Fuinjutsu do básico ao avançado. Especialização em Bukijutsu com armas variadas e que também serviria de campo de pesquisa para desenvolvimento de novas técnicas.

Já a outra seria totalmente focada em medicina. Com estudos sobre remédios, venenos, funcionamento do corpo humano. Especializações para certos órgãos. Assim como ensino de liberação Yang, controle de chakra avançado. Métodos sem uso de chakra. Assim civis e filhos de ninja que não tem muito chakra também poderiam contribuir e aprender. Mito Uzumaki e Suisen Senju ficaram encarregadas de ensinarem as primeiras turmas.

No 5º mês de gravidez senti uma grande mudança. O chakra do bebe ficou ativo pela primeira vez. Tinha uma bela cor de amarelo intenso e ao mesmo tempo gentil, me lembrava os raios solares de um belo amanhecer sobre o oceano. Fiquei mais tranquila por ele não ter o chakra carregado de eletricidade como a maioria dos habitantes do país do Raio possuem e o pai dele. Decidi deixar dois clones lidarem com minha loja e meu trabalho enquanto eu passa a maior parte do dia fazendo exercícios leves enquanto fazia o chakra circular pelo meu corpo, apesar de eu fazer isso já enquanto trabalhava em casa era mais tranquilo e eu podia simplesmente focar no bebe.

Descobri que além de absorver parte do meu chakra ele também interagia se mexendo tentando encostar nele. As vezes eu passava vários minutos apenas brincando com o bebe passando envolvendo-o em chakra enquanto ele respondia se mexendo bastante parecendo animado com a sensação até se cansar e parecer dormir. É uma sensação diferente poder realmente sentir o bebe assim na barriga e ser capaz de interagir, graças a constante interação logo eu descobri que o bebe era um menino. O primeiro a saber da notícia foi Tobirama.

Por volta do 6º mês descobri que o bebe passou reagir ao chakra ao redor também. Seu chakra amarelo dava pequenos picos quando alguém estava usando chakra ao redor. Sempre que eu ia comprar coisas para casa ele se mexia intensamente na direção de alguém usando chakra.

—Reage a chakra ao redor? -Tobirama ficou surpreso com o que eu contei.

—Isso não é normal? -Agora que ficou curiosa fui eu.

—Não. Apenas sensores naturais são capazes de reagir assim. Isso significa que seu bebe é um sensor natural. -Ele disse animado pedindo permissão para testar. Eu dei e ele gentilmente a mão em minha barriga enquanto moldava chakra na mão em uma quantidade mínima quase imperceptível. O chakra de Tobirama era de um verde meio terroso, me lembra um rio, é um pouco frio, mas não ao ponto de ser uma sensação ruim. Logo o bebe respondeu se mexendo em direção ao chakra na mão. – Ele é perceptivo. -Ele disse interessado.

Eu ri como ele ficou interessado no bebe e brincando com chakra na minha barriga por um tempo e então do nada ele parou. Eu olhei curiosa querendo entender o porquê, ele se virou meio rápido e eu apenas notei suas orelhas que pareciam levemente rosadas.

— Preciso ir. – Disse ele rapidamente. – Te vejo semana que vem.

Me despedi dele meio confusa.

*

*

Recebi uma visita inesperada e fiquei muito feliz. Sakumo finalmente estava de volta a Konoha e com tempo de vir me visitar. Ele veio com o seu trio de mini ninjas. Infelizmente logo percebi que a guerra fez efeito neles que estavam mais quietos que antes e pareciam ter perdido parte da tranquilidade que tinham antes. Então tentei distrai-los com doces que tinha feito.

— Quando você se casou? – Haru Sarutobi perguntou curioso olhando para a minha barriga. Sakumo lhe deu um cascudo na cabeça de leve.

—Que pergunta é essa? Garoto enxerido! Me desculpa...-Ele deu bronca. Eu ri.

—Relaxa Sakumo. Não me casei com ninguém, só hm... aconteceu. – Eu disse meio que sem saber como explicar dando de ombros.

O povo nesse mundo ainda é muito esquisito com relação a esses assuntos. Alguns tratam como algo normal, já outros como meus pais tratam como um escândalo. Além de ninjas terem diferenças entre si de clã para clã. As vezes crianças muito novas aprendem desde bem cedo sobre morte, sexo, casamento... enquanto outras só aprendem mais tarde.

—Ah foi tipo uma missão de sedução? Minha mãe disse que isso as vezes acontece. – Natsuki Senju comentou. Deixando o Sarutobi perplexo. – O que foi? Ainda não aprendeu sobre isso?

—Também já ouvi falar. Esse é um dos motivos de meu clã não aceitar esse tipo de missão para os homens. -Fugaku comentou assentindo.

—Ah por causa da kekkei genkai né? A gente não tem muito desse tipo de problema. – Natsuki disse pensativa.

—Ahh agora entendi. – Haru disse animado após finalmente entender o assunto. – Mas a tia Yako não é ninja né...

—Isso não tem muita importância. Mudando para algo mais importante já viram a bicicleta nova que eu criei? -Antes que o assunto degringolasse ainda mais eu simplesmente mudei para outra coisa. Criei um clona para levar a criançada lá pro meu quarto de experimentos. Isso funcionou, pois logo eles se animaram com a novidade e eu respirei aliviada quando seguiram o clone.

—Me desculpe eles... – Sakumo tentou se desculpar novamente, mas eu só neguei com a mão. – Como está?

Eu o atualizei sobre o que eu andei fazendo nesse tempo que ele esteve fora. Também atualizei sobre o que andava rolando pela vila.

—Ah por isso tem novas construções. Acho uma ótima ideia! Assim quando os jounins de equipe estiverem ocupados em missões solo por semanas ou meses os genins terão onde estudar. Além de que pode servir como complemento para o que já estão aprendendo. Vou conversar com eles depois e ver se tem algo que lhes interessa nesse curso que eu não sou especializado. -Ele disse animado. – Fico feliz de ter pelo menos uma notícia boa. A guerra ainda parece longe de acabar. -Ele disse mais desanimado.

Eu concordei com ele. Desde o começo da guerra enterros começaram a ser mais comuns e até eu que não conheço muita gente percebi o número de pessoas diminuído na vila.

—Quase 7 meses já! Logo logo vai nascer! Já escolheu um nome? -Ele perguntou mais animado novamente.

—Ainda não. Não sei muito bem, decidi que vou escolher quando nascer. -Disse e então tive uma ideia. -Quem ser um dos padrinhos?

—Que honra! Fico feliz que confia em mim para isso. –Ele disse com os olhos brilhando. – Já esta se preparando para a chegada?

O resto da conversa acabou sendo sobre como eu estava me preparando para o bebe. Falei sobre o quanto que estava preparando e Sakumo se prontificou a me ajudar. Logo os genins voltaram tirando Fugaku os outros dois estavam doidos pela nova bicicleta. Logo que o meu clone aqui se desfez ele passou as memorias para mim, Haru e Natsuki iam amanha a loja para escolherem a suas bicicletas. Depois que o Sakumo foi embora com as crianças fiquei com várias ideias nas cabeça.

Eu decidi que ia ensinar português e inglês para o meu filho. Nesse mundo não existe uma língua diferente, a mesma falada no país do Fogo é a mesma em outros países só tem pequenas diferenças de sotaque e algumas expressões. Com isso em mente comecei a esculpir cubos com letras e números, pintando com varias cores diferentes. Além de esculpir animais, formas geométricas e o que deu o maior trabalho de todos as peças de lego.

Como qualquer coisa diferenciada que eu fazia isso chamou a atenção de Tobirama que logo passou a me perguntar o que era o que estava fazendo, ele ficou especialmente interessado nas letras e números.

—Isso tem algum significado? -Ele disse examinando as letras e números.

—São apenas brinquedos. -Eu disse meio sem saber o que fazer. – Apenas pensei em uma maneira diferente de escrever. -Dei de ombros mentindo descaradamente pois a história verdadeira ia ser inacreditável.

—Como funciona? -Ele quis saber curioso como sempre.

Nunca nessa vida pensei que um dia ia ensinar o alfabeto para Tobirama Senju o segundo Hokage. Era engraçado e esquisito ao mesmo tempo, especialmente por que ele prestava muita atenção em tudo. Por fim ele me pediu umas peças de lego para levar de presente para Nawaki.

Uns dias depois Sakumo e Tobirama resolveram viram no mesmo dia, foi engraçado. Sakumo veio me ajudar com o quarto, já Tobirama foi uma surpresa. Senti os dois se aproximando de longe pois estava no modo sábio meditando no jardim dentro do rio. Me levantei e fui atender.

—H-Hokage sama! – Chegando na porta só ouvi um Sakumo surpreso. Segurei o riso.

— Hatake san... -Tobirama disse meio sem entonação quando ele quer esconder alguma coisa.

Eu não aguentei mais e soltei o riso quando vi os dois se olhando. Enquanto Sakumo estava só surpreso Tobirama parecia estar analisando a alma dele. Sakumo veio com tinta para me ajudar com o quarto do bebe e material para pintar. Já o Tobirama era um clone e só tinha vindo me ver mesmo, mas no fim acabou ajudando. Pintei as paredes do quarto inspirada no chakra do bebe, metade com um amarelo claro ao invés de intenso para não cansar muito a vista e a outra azul bebe. Com o branco decidi fazer as ondas espuma do mar e ao mesmo tempo nuvens e vento no céu.

-O que é isso? -Tobirama disse totalmente confuso.

—Não era melhor deixar o mar todo azul? – Sakumo entendeu um pouco melhor o que eu estava fazendo.

—É uma ideia que tive depois de ver o céu virar mar uma vez, nesse dia as nuvens no céu pareciam ondas e o vento batia forte foi uma visão incrível. Parecia que o céu era o mar ou que estava refletindo o mar. -Eu disse me lembrando de uma memória de outra vida.

—Deve ter ido uma bela visão. -Tobirama disse pensativo.

—Sim foi impressionante. -Respondi.

-Imagino. Se for semelhante a como pintou deve ter sido uma visão e tanto. -Sakumo disse elogiando meu trabalho.

Já de tarde quando acabamos todas as 4 paredes fomos almoçar. Sakumo comeu comigo enquanto o clone do Tobirama limpou o quarto da bagunça, logo depois o clone se desfez e Sakumo teve que ir pois tinha marcado de treinar com a equipe. O resto do dia foi tranquilo, esculpi alguns pássaros e animais marinhos de madeira para usar enfeite na parede na parede do quarto.

Na ultima semana do 7º mês de gravidez foi ano novo. Com a barriga enorme já eu decidi ficar em casa mesmo. Como sempre entrei no modo sábio que já era uma rotina diária a vários meses e entrei no rio. Não é a mesma coisa que o mar, mas gosto da sensação da água no corpo. As vezes flutuo, as vezes afundo, curtindo a sensação. Alguns peixes se aproximam curiosos, uns ficam alguns segundos, outros vários minutos.

Não vejo a hora de te levar para conhecer o mar, tem tanta... —Depois de me certificar de que ninguém estava por perto comecei a conversar com o bebe em inglês. Já faz um mês que notei que passou a prestar atenção em sons e eu sempre tive vontade falar nas línguas de minha vida antiga, mas nunca tive ninguém para falar. Meu medo de ser ouvida por ninjas aleatórios ou até mesmo alguém conhecido era algo que também fazia eu me calar. Mas agora com mais confiança nas minhas habilidades e tendo alguém com quem dividir as palavras me faz ter a vontade de falar sem parar.

*

*

Com Sakumo e Tobirama ocupados eu tive duas semanas para refletir e com isso eu passei a pensar em coisas que eu não pensava a muito tempo. Em poucos meses eu farei 19 anos e ainda não descobri quem eu sou na história, por mais que eu busque em memorias não lembro de nenhuma Yako Namikaze, assim como não lembro de Umi e Kaiyo Namikaze. Por mais que eu tenha esquecido alguns conteúdos da história de Naruto as partes importantes eu ainda me lembro. O único Namikaze que eu tenho lembrança de existir na história era Minato...

Isso me assusta.

Não sei por que ele era o único. Não sei quem eram os pais dele. O pior é que eu não sei nem se eu sou uma anomalia na história um personagem que não existia na história e que talvez não devesse existir nesse mundo. Por anos tentei não pensar muito nisso, talvez Minato fosse ser meu irmão mais novo um dia... Quando eu descobri que estava gravida cheguei a pensar nisso... que o bebe poderia ser o Minato, mas logo descartei a ideia afinal meu filho é do começo de junho só faz nove meses em fevereiro. Não tem como ser... Provavelmente ano que vem ou no outro meus pais vão aparecer com algum outro filho já que do dia para noite virei a ovelha negra da família.

Tentei tirar esses pensamentos ruins da cabeça, janeiro já estava acabando mesmo e logo eu veria que eram pensamentos sem sentido. Afinal já era dia 23 e eu estava ainda na segunda semana do mês.

Dia 24 passou que foi uma beleza. Tobirama trouxe peixe frito que pescou do rio e eu me distrai jogando conversa fora com ele. Senti uma contração, mas ignorei afinal parecia ser uma daquelas inofensivas. Depois de uma hora veio outra... outra... Foquei no peixe que estava gostoso.

-Como anda a Tsunade? Lembro que ela estava animada com o novo hospital e a faculdade... – Disse ignorando outra contração.

— Você está bem? -Tobirama disse preocupado.

—To ótima só meio nervosa com a gravidez chegando no fim... – Eu não podia dizer que só estava rezando para o universo para que meu filho não fosse ser o personagem trágico de uma história que nem dele ou sobre ele era... História essa que eu li e era fã em outra vida. – Sobre o hospital...

—Você está em trabalho de parto! – Infelizmente Tobirama era extremamente perceptivo e eu não consegui enrolar ele por muito tempo. – É melhor irmos ao hospital!

—Não. Isso vai soar estranho, mas acho melhor não. -Meu instinto me dizia para ir para a água.

—Onde você vai?

—Para o rio! -Disse correndo. Eu estava a mil nunca senti o instinto agir assim tão forte desde que aprendi a sentir o mundo usando chakra e energia natural no mar. Entei no rio me sentei na terra e

—Eu vou chamar a Tsunade e a Mito! -Tobirama gritou, mas antes que ele se teleportase e respondi.

—Não precisa. -Eu me senti calma sentindo energia natural ao redor.

A tarde virou crepúsculo e o crepúsculo virou noite. A lua cheia brilhava intensamente branquinha iluminando o céu estrelado. O tempo foi passando e varias nuvens começaram a cobrir as estrelas, uma a após a outra enquanto o vento começava a ficar forte e assoviando alto. O vento parecia trazer mais e mais nuvens.

—Yako é melhor irmos ao hospital ou pelo menos voltar para a casa o tempo está ficando perigoso! – Tobirama disse nervoso.

—Não. Eu sinto que eu estou no lugar certo. Não sei explicar... só confia em mim ok. -O vento começou a ficar tão forte que até as arvores que o Hashirama fez crescer na floresta começaram a se dobrar.

Com a Lua e as estrelas tampadas pelas nuvens o vento pareceu mudar e vir mais baixo. Eu não tinha certeza se isso era um fenômeno natural ou não, mas ele batia com força no rio criando ondas. Não tão grandes quanto as do mar, mas ainda sim belas ondas. No ápice da noite eu senti que era hora, me levantei, tirei as calças e a calcinha e empurrei, várias vezes até que senti o bebe finalmente sair e o segurei. Não sei se era por que estava envolta em energia natural sentindo tudo ao redor ao mesmo tempo, mas não senti dor.

Nessa noite o céu estava maravilhoso, mais que na minha outra vida. Vi o céu se tornar uma segunda vez com a lua iluminando as nuvens por traz fazia parecer que as ondas brancas percorriam a escuridão do céu noturno que parecia representar o universo. Namikaze, onda e vento... A Natureza pareceu querer me pregar uma peça e ao mesmo tempo me dizer algo.

-Minato Namikaze bem-vindo ao mundo. — Em um misto de alegria e medo eu aceitei quem era meu filho e decidi rejeitar o destino que ele supostamente teria que seguir.

—Vem se secar. -Tobirama veio preocupado com clone carregando toalhas. Rapidamente ele cortou o cordão e deu um nó para não sangrar e com facilidade secou o bebe e o embalou em um cobertor macio. Eu o olhei surpresa. – Tive cuidei de irmãos mais novos, dos meus sobrinhos e sobrinhos netos. -Ele explicou.

— Obrigada. – Eu disse cansada saindo do transe. -Esse é o Minato. – Disse apresentando meu filho ao meu amigo.

—De nada. O garoto é bem saudável. Vem, vamos para casa acho melhor você descansar. -Ele respondeu me ajudando a voltar para casa.

Notas finais
Eu queria colocar na foto da fic uma imagem onde o céu com nunvens fica semelhante ao mar desde o inicio, mas não achei uma foto que chegasse perto do que eu tinha na cabeça. Então acabei com essa da fic msm, mas decidi escolher uma onde o céu fica semelhante ao mar apesar de não ter mar em baixo.