The Mystery Of Fate
9 Despreso
Notas iniciais
Acordei com meu notebook jogado no chão e com meu celular avisando que já era hora de acordar, mas hoje era o que segunda. Terça. Olhei no calendário. Era terça. O celular estava avisando que era hora de ir á escola. Mas eu não podia. Se eu fosse iria encontrar Rafael ou talvez não. Decidi ir para escola. Levantei. Tomei banho. Escovei os dentes e coloquei o uniforme. Era horrível a camisa parecia uma caixa de leite metade azul metade branca. Olhei-me no espelho. Nossa era horrível mesmo. Mas fazer o que sem ele não posso entrar na escola.
Só agora fui reparar que Thiago não estava na cama. "Onde meu irmãozinho foi" pensei. Peguei a chave da moto e fui ate o estacionamento. Minha moto não estava lá. Mas como alguém pode ter levado-a se a chave esta na comigo. Olhei para chave. Só então fui reparar que não era a chave da minha moto e sim do carro de Oliver.
Voltei para dentro do apartamento. Acordei Oliver e disse:
-Onde esta Thiago?
- O que? — disse ele como se não estivesse me ouvido. Como se ainda estivesse dormindo. Fui ate a cozinha peguei um copo enchi de água e voltei ate onde Oliver estava e joguei a água fria no rosto dele. Ele levou um tremendo susto. Mas acordou e eu disse de novo:
- Onde esta Thiago? Odeio q peguem minha moto sem permissão
- por que você fez isso? Jogou água em mim.
- Foi preciso. — eu disse quase dando risada me lembrando da cara que ele havia feito quando joguei água nele.
- Eu não sei. Não faço a mínima idéia de onde ele esteja. Mas você já ligou para ele? Seria uma ótima idéia de saber onde ele esta em vez de quase me mata afogado. — agora eu ri muito da cara dele. Ele ficava tão lindo quando estava tentando se fazer de bravo. — O que foi. É verdade você quase me matou.
- Ta. Me da seu celular. O meu ta sem credito — eu pedi. Mas ele não deu. Ele fez cara de quem não emprestaria. Mas no depois de eu ter tirado o celular dele. Ele ficou quieto. Mas com uma enorme vontade de rir que dava para ver em suas expressões faciais.
Eu liguei para Thiago que não atendeu na primeira vez. Ele só foi atender na quinta vez que liguei.
- Alô. Oliver, não posso falar agora. Eu estou fazendo aquilo que você me pediu. Investigando o passado da Nicole. E sabe o que eu encontrei? É você não sabe. Mas ela tem uma casa no nome dela. Ah e sabe de mais uma coisa ela é rica. Ela mentiu quando disse que não tinha dinheiro nem para colocar credito. — Oliver tinha mandado Tiago pesquisar sobre minha vida. Não acredito. E agora descobriram que eu tenho um pouco a mais de dinheiro do tinha dito que tinha. Thiago me chamou pensando que fosse Oliver na linha. Então desliguei a chamada.
Depois de tudo ainda não confiam em mim. Meu próprio irmão. Oliver. O homem q pensei gostar de mim mesmo às vezes discutindo com ele. É inacreditável.
Fui ate Oliver. Joguei o celular nele e sai do apartamento. Não ia mais dar tempo de ir à escola então depois de sair e fechar a porta me encostei-me a ela por um tempo. Depois caminhei ate a lanchonete perto do hotel. O lugar não estava muito cheio. Mas os poucos que ali estavam me olharam como se eu fosse um ET. Sentei-me na mesa ao lado da janela. A vista era bonita de onde eu estava. O atendente veio ver o que eu queria:
- Um copo de leite com café amargo e um pedaço de pizza. Por favor.
- É pra já moça.
Dizendo isso ele foi ate o balcão onde duas pessoas comiam e onde também estava à mulher que preparava os lanches. As duas pessoas que estavam lá me pareciam conhecidas. Mas não eram. Não podia ser já que eu não conhecia ninguém daquela lanchonete. O que será que meus amigos estão fazendo na escola? Será que sentiram minha falta? Um segundo depois desses pensamentos o garçom trouxe meu pedido. O paguei e enquanto comia minha pizza entrou um homem aparência de trinta. Trinta e poucos anos atirando em todos que esta a sua vista. Escondi-me rápido de baixo da mesa. Os tiros param e quando vi que o homem estava virado de costas para mim sai de baixo da mesa. Mas no segundo em que eu já estava de pé e fui dar meu primeiro passo em direção à saída dos fundos pisei em um pedaço de vidro que antes era uma garrafa de cerveja. Mas que com os tiros se quebraram e agora eu havia pisado em cima fazendo o quebrar mais uma vez e fazer barulho. O homem virou-se em minha direção. Apontou a arma em direção a minha cabeça. Então neste segundo em que ele ainda não tinha apertado o gatilho tive uma idéia e comecei a falar com ele:
- Por favor, você não vai fazer isso vai. — disse isso e fui me aproximando. Com a intenção de tirar a arma de suas mãos.
- Fica paradinha ai. Ou eu atiro. Você não vai ser diferente dos outros que acabei de matar.
- A vou sim sabe por quê? — eu disse isso vendo que Oliver estava atrás dele. E como num passe de mágica o homem já estava no chão com uma arma sedo apontada para sua cabeça.
- O que? Não acredito nisso. Mais um crime que eu sou pego por cidadãos comuns.
- Há Ha Ha. Não somos comuns. — Oliver disse isso e pegou a faca do bolso e cravou- a no peito daquele homem que só agora reparei que era um demônio. Ele brilhava enquanto morria. Luzes saindo pelos olhos. Pela boca. Então se apagou.
- De nada por salvar sua vida. — disse Oliver se vangloriado por seu feito.
- Obrigado Oliver. Mas estava tudo sobre controle. Não precisava de você. — eu disse isso com desprezo. Ele tinha mandado pesquisar minha vida e queria prestígios com isso? Ele que pensa que pode ficar tranquilo com relação a isso. Saindo pela porta do fundo para que ninguém visse nos saindo de um local onde acabara de acontecer um crime.
Caminhando ao lado dele calada. Sem dizer uma si quer palavra. Ele perguntou:
- Por que esta tão quieta. Parece que um gato comeu sua língua? — ele disse isso cutucando meu braço.
- Logo, Logo você vai saber. O Tiago não esta me investigando. Pede para ele investigar porque estou calada tambem. — eu tinha jogado toda minha raiva para fora. Falei com ele do jeito que eu nunca tinha falado com ninguém. Ele ficou quieto o resto do caminho ate o apartamento.
Quando chegamos. Vi que Thiago já tinha chegado. Pois minha moto já estava estacionada. Abri a porta dando de cara com o Thiago desmaiado no chão.
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