The Music Of My Heart
35 Nothing's fine, i'm torn!
Notas iniciais
Juro que já não aguentava mais rir das piadas que Louis e Zayn ficaram contando, e acabaram me prendendo. Eles eram completamente idiotas, entendem? Em relação ao Zayn eu já sabia, pois afinal a gente morava "junto", mas em relação ao Louis, eu só ouvia falarem! Mas agora eu concluí: Louis William Tomlinson é um verdadeiro palhaço! Gente, eu já não aguentava mais rir e meus olhos já lacrimejavam, fazendo (com certeza) minha maquiagem ficar meio borrada. As palhaçadas estavam muito legais, mas Liam não estava ali com a gente! Viu, eu disse que ele estava estranho!
– Cadê o Liam, gente? — perguntei para os meninos que ainda riam, mas pararam ao perceber que o amigo não estava por ali.
– Não sei! — Josh respondeu e todos assentiram à resposta dele.
– Vou procurá-lo! — eu disse e saí andando do local em que estávamos. Andei mais um pouco por aquele estúdio enorme e a única coisa que consegui, foi me perder. — Merda!
Fiquei olhando pras portas sem saber o que faria. Me encostei na parede e abri os meus contatos no celular, tratei de buscar rápido por "Daddy Direction" (fofa eu, né?) e achei, então decidi mandar uma mensagem pra ele:
"Onde está? Tenho que falar contigo! xx Jenny" — mensagem enviada com sucesso! Agora eu resolvi voltar por aquele corredor, até chegar no fim dele... acho que assim eu chegaria até a recepção! Fiquei me xingando mentalmente por ser tão lerda e enquanto estava andando por aquele longo corredor, senti o barulho de uma porta se abrindo e decidi esperar, afinal essa pessoa poderia me levar à recepção! We! Foi quando dei de cara com...
– Liam? — perguntei ao ver ele saindo daquele tal lugar. Parecia ser um banheiro masculino. — Você tá chorando?
– Recebi sua mensagem agora e acabei de responder... deve chegar daqui a alguns segundos! — Liam disse e foi feito. Em no máximo 3 segundos depois, meu celular tocou alarmando que uma mensagem havia chego.
– Não foi isso que eu te perguntei! Dá pra me responder, por favor? — pedi com a voz um pouco mais firme, sem nem mesmo encarar meu celular pra saber o que ele respondeu na mensagem.
– Não foi nada! — ele respondeu, mas não fez tanta lógica à minha pergunta.
– Você estava chorando? — perguntei me aproximando dele e colocando minha mão direita em seu rosto. Vi uma menina passando cheia de papéis na mão e nos olhando. Era a menina da recepção e ela havia me visto entrar dando vários selinhos em Niall, e com certeza estava estranhando a minha proximadade à Liam. Percebi ela quase caindo enquanto andava e tentava nos olhar, e prendi o riso pois o momento com Liam era sério.
– Danielle! — ele respondeu me puxando pela mão até o canto da parede e escorregou seu corpo, sentando no chão em seguida. Logo tratei de sentar ao lado dele.
– O que houve? Ela está mal e você tá preocupado? — perguntei.
– Não... ela tá bem! — ele disse sem me olhar.
– Então qual é o problema? — perguntei de novo, esboçando um sorriso em meu rosto.
– Nós não somos mais um casal! — Liam me respondeu, enquanto me encarava com seus lindos olhos castanhos.
– Vocês terminaram? — perguntei sentindo meu queixo cair e minha expressão facial mudar completamente.
– Terminamos! — Liam disse e eu vi uma lágrima rolando pelo rosto dele e confesso, aquilo partiu o meu coração.
– Não chora, Daddy! — eu disse secando as lágrimas que insistiam em sair dos olhos dele e pensando em que eu poderia falar. — Você vai encontrar uma forma de ser feliz... não fique pelos cantos se deprimindo, sozinho, pois é pior!
– Como vou encontrar uma forma de ser feliz, se toda a minha felicidade está em Danielle Peazer? — ele perguntou com seus olhos cheios de lágrimas e eu só pude sentir algumas lágrimas rolando pelo meu rosto, também.
– Me explica... por que isso aconteceu? — perguntei secando meu rosto com as costas da minha mão.
– Ela falou que não dava mais pra gente continuar junto, porque estava ficando a cada vez pior as nossas brigas por motivos fúteis e que por parte dela, não existia mais tanto amor! — ele disse com a voz embargada e me encarando, daí eu olhei para o chão e cara, não tinha o que falar.
– Você vai ficar bem, eu sei! — eu disse puxando ele para um abraço. — Sempre que precisar, me liga! Estarei aqui pra você, por você e com você, sempre!
– Obrigada por tudo, princesa! — ele disse e me abraçou um pouco mais forte. Abrindo os olhos ainda abraçada com ele, pude ver o display de seu iPhone acendendo e aparecendo uma foto, que provavelmente era ele e Danielle, anunciando a entrada de uma mensagem.
– Por nada.. e ah, chegou mensagem pra você! — eu disse apontando pro celular dele. Logo ele pegou o celular, acho que leu a mensagem e deu uma risada...
– Niall está perguntando se você está comigo! — Liam disse rindo um pouco. — Vamos?
– Vamos! — eu disse me levantando e ele também. Logo começamos a andar pelo corredor até chegarmos na recepção. — Se eu te contar que me perdi aqui dentro, você acredita?
– Acredito! — ele disse e riu. Paramos na recepção e Liam anunciou que já estava indo embora e da minha entrada no estúdio como cantora para a recepcionista.
– Ótimo sr. Liam e seja bem-vinda senhorita Jennifer! — a menina da recepção disse, cujo crachá pendurado em seu uniforme informava seu nome, Emily.
– Agora estamos indo, tchau Emily, até amanhã! — Liam disse e virou as costas pra ela.
– Tchauzinho! — eu disse dando um leve aceno pra ela que deu um sorriso.
– Tchau, até amanhã! — ela disse e nós saimos do estúdio, encontrando com os meninos todos lá fora nos esperando.
– Amor, vai lá pra casa? — Niall perguntou envolvendo minha cintura com seus braços.
– Não amor... — eu disse e fiz biquinho. — Vou resolver algumas coisas com Harry e depois devo ir direto pra casa de Zayn!
– Quando se muda lá pra casa, hein? — Niall perguntou, tirando os seus braços de volta da minha cintura e os cruzando.
– Não sei amor, não sei! — eu disse dando alguns selinhos nele, que sorriu e me beijou.
– Vamos Jennifer? — Harry disse cortando o clima entre eu e Niall.
– Vamos sim! — eu disse dando mais um selinho no Niall. — Tchau meninos!
– Tchau Jenny e Harry! — os meninos disseram e eu pisquei pro Liam que sorriu pra mim. Acho que ele ficaria bem. Por fim, entrei no carro de Harry que pelo visto foi o único que não veio de van.
– Vamos na casa dela primeiro? — Harry perguntou.
– Acho que é melhor, vamos! — eu disse e Harry acelerou com o carro. Ultrapassamos sinais, quase atropelamos umas 5 velhinhas, quase batemos com outro carro, mas chegamos bem na casa de Fernanda.
– Toca você! — Harry disse e eu toquei a campainha.
– Bom dia... Oi Jennifer — Tio Isaac, pai da Fê abriu a porta e me abraçou. — E Harry!
– Olá seu Isaac! — Harry disse enquanto eles se cumprimentavam com um aperto de mão.
– O que traz vocês aqui? — Tio Isaac perguntou e eu esbocei um sorriso sem graça no rosto.
– Fernanda tá aí? — perguntei.
– Não! Ontem ela saiu com Jullie pra uma festa e até agora nada... talvez ela esteja na casa dela, não sei! — Tio Isaac disse gesticulando pouco com as mãos.
– Atá então tio, obrigada! Vou tentar localizar ela... — eu disse sorrindo e Harry me cutucou disfarçadamente.
– Tá bom, linda! — Tio Isaac disse.
– Tchau, até mais! — eu e Harry falamos juntos e viramos as costas, nos encarando sérios.
– Vamos na casa da Jullie agora? — Harry perguntou.
– Não! — eu disse rapidamente, entrando no carro. Harry deu a volta e entrou pelo lado do motorista.
– Então aonde vamos? — ele perguntou apoiando seus braços no volante.
– Sabe aonde é o... — eu disse a ele, mas continuei falando o endereço e Harry assentiu ligando o carro.
(...)
– Tem certeza de que Fernanda pode estar aqui? — Harry perguntou olhando meio estranho para as pessoas que estavam por ali. Tá, eu tava olhando da mesma forma.
– Jullie costumava ficar aqui com os "amiguinhos" dela! — eu disse riscando aspas no ar e começando a tossir em seguida, pois a fumaça naquele lugar, era muita.
– Aí tia, vai pó de 10? — um mulequinho perguntou parando na minha frente e aquilo quebrou meu coração. Na idade dele, eu brincava de boneca ainda.
– Não, obrigada... mas vem cá, você viu essa menina aqui? — perguntei ao menino, mostrando uma foto de Fernanda no meu celular.
– Ela tá ali, depois daquela esquina com a Jullie! — ele disse e saiu correndo. Ótimo, essas foram as únicas informações que eu consegui, mas já ajudava bastante. Suspirei encarando Harry e tomamos coragem de seguir andando enfrente. Andamos por meio daquelas pessoas desoladas no meio das drogas, completamente fora de si. Virei a esquina e pude dar de cara com um grupinho de jovens rodeados por fumaça e garrafas de bebidas fortes por perto. Eles riam como se nada mais importassem. Respirei fundo tentando criar coragem e segurando o choro, e cheguei mais perto. Percebi que Harry não saiu de onde havia parado.
– Fernanda? — perguntei em um tom alto, chegando perto da rodinha de jovens, que pararam de rir ao ouvir a minha voz.
– Jennifer? — um menino que também não parecia estar em um estado bom, disse á mim. Ele estava sentado ao lado da minha pequena... e ela estava fumando drogas e bebendo.
– Fernanda? Eu to falando com você! — eu disse em um tom mais alto e Fernanda levantou sua cabeça. Ela estava descabelada, pálida e com os olhos vermelhos.
– Que que é? — ela perguntou seca e grossa.
– Vamos embora amiga... ficar aqui não te faz bem! — eu disse pra ela, segurando minhas lágrimas. Vi Fernanda se levantando e vindo em minha direção. Senti um braço me abraçando pelo ombro e me puxando levemente para trás... era Harry.
– Você não sabe de nada! Eu estou completamente bem estando aqui! — Fernanda disse e como ela fedia à drogas e bebidas.
– Correr risco de morrer é estar bem, Fernanda? — eu disse dando um passo a frente, chegando mais perto de Fernanda.
– Ela tá fora de si, pode te machucar! — Harry disse no pé do meu ouvido, me puxando pra trás de volta.
– Pode deixar, com ela eu me entendo! — eu disse tirando o braço dele dos meus ombros e avançando pra mais perto de Fernanda.
– Risco de morrer? — ela perguntou e riu debochadamente. — Você tá louca!
– Eu tô louca, Fernanda? Você que é a drogada da história e eu que sou louca? Por favor, né! — eu disse gesticulando pouco com as mãos e mudando bastante o tom da minha voz.
– Pelo menos eu não cortava meus pulsos feito uma idiota! — ela disse dando mais um passo e agora, nos encarávamos firmemente e tudo era olho no olho.
– Comparando à você, eu tenho orgulho de ter cortados meus pulsos ao invés de me drogar feito uma idiota junto a pessoas que dizem ser meus amigos! — eu disse e pisquei pra ela dando um sorrisinho debochado.
– Prefiro estar com eles do que com você, uma idiota, corna desde sempre e péssima amiga! — Fernanda disse e meus olhos se encheram de lágrimas, não consegui segurar e elas rolaram pelo meu rosto.
– Fernanda, para com isso amor! — o menino que estava sentado ao lado dela antes, se levantou e abraçou falando isso e em seguida ela o beijou.
– QUÊ? FERNANDA VOCÊ TÁ COM ESSE GAROTO? — Harry perguntou com um tom de voz bem agressivo.
– Eu sou o namorado dela! — o garoto respondeu super sério, como se isso fosse normal.
– Você é o... Drew! — eu disse e meu queixo foi quase no chão. — Eu não acredito que...
– Estou namorando com a sua melhor amiga? É, minha pequena Jennifer! — Drew disse. Engraçado como drogados tem uma mente perfeita, né? Sabem direitinho do que se tratam as coisas.
– Mas eu sou o namorado de Fernanda e isso já tem mais de 1 mês! — Harry falou e Drew riu.
– Se toca Harry, meu namorado agora é Drew... você não é mais nada pra mim! — Fernanda falou e as palavras dela cortaram o meu coração, e eu tenho certeza que cortou o do Harry também.
– Como conseguiu ser tão baixa, Fernanda? Namorar o garoto por quem eu sofri por mais de 6 meses depois de terminar nosso relacionamento de 2 anos e meio? Nunca pensei que pudesse fazer isso comigo, um dia! — eu disse colocando o dedo na cara de Fernanda e a xingando de todas as formas e líguas possíveis na minha mente. Harry me olhou como se pudesse ler meus pensamentos e eu apenas abaixei a cabeça, sentindo minhas bochechas quentes e meu sangue fervendo.
– Só existiu amor da sua parte, pequena Jennifer! — Drew disse e eu o encarei.
– Eu sempre soube idiota! Só não sabia que também só existiu amizade da minha parte, né Fernanda? — perguntei e ela sorriu.
– Claro, querida! Você me interessava por conta de seu dinheiro e você Harry, foi pela fama, pelo dinheiro... bens materiais! — ela disse e em seguida pegou um copo da mão de Drew e bebeu o que tinha ali dentro.
– Eu não merecia isso... você é uma... — Harry disse mas parou de falar para não arranjar confusão. O encarei e percebi que ele chorava.
– Você é uma vadia, Fernanda! — eu disse o que Harry queria ter dito e ela me encarou. Virei as costas para sair dali e escutei ela falando alguma coisa... parei pra prestar atenção.
– E você é uma corna, Jennifer Bradley! Sabe quando você descobriu que estava sendo traída por Drew com a Cassie que também era do grupo em que você era líder de torcida? Então, Drew já estava comigo e só você não sabia! — Fernanda falou e meu mundo desabou. Que garota, mais... arrrrrrrrrgh! Voltei até ela chorando, dei um tapa em sua cara e saí dali correndo, vendo Harry parado e pálido a encarando.
– Você vai se arrepender Fernanda, por tudo! — Harry disse pra Fernanda e correu atrás de mim. Passei por todas aquelas pessoas fumantes, drogadas, bêbadas... correndo como se o mundo tivesse acabando, mas era quase isso! Cheguei no carro de Harry e me debrucei nele chorando. Logo senti mãos em minha cintura e me virei, o abraçando. Era Harry e ele também chorava. Levantei pouco mais o meu pé para poder encostar minha cabeça no ombro de Harry, que afundava seu rosto na curva do meu pescoço e me fazia sentir suas lágrimas quentes rolando pelo meu ombro, gelado.
– Acho melhor a gente ir! — eu disse deixando de abraçar ele, que somente concordou e entrou no carro. Logo ele deu partida, andando lentamente com o carro e me fazendo ter uma puta nostalgia que parecia ser surreal. Depois de um tempo, já inconformada com o silêncio a parte dentro do carro, que só se escutava os meus soluços e os de Harry, tomei a liberdade de ligar o rádio que tocava música cujo seu nome é "Torn", cantada (em um cover) por uma banda chamada "One Direction"... já até sabem, né? Paramos em um sinal vermelho e Harry abaixou sua cabeça no volante, praticamente chorando e ainda escutando a música.
– Nothing's fine, i'm torn... — cantamos juntos e Harry voltou a sua atenção ao semáforo, que logo indicou o sinal verde. Prosseguimos pra casa e Harry me deixou na casa de Niall, a meu pedido.
Notas finais
pois bem, a notícia ruim é que semana que vem eu entro em semana de provas, daí ferrou... não vou nem entrar na internet direito! Sendo assim, a partir do dia 20 ou 21, eu só poste no dia 24 e/ou 25, e depois no dia 27 em diante, ok? rs
QUERO REVIEEEEEEEEWS! u-u
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