The Music

8 Capítulo 7


Notas iniciais
Não me aguentei e vim logo postar o próximo. Espero que gostem! Boa Leitura *-*

– A não ser que queira que eu ache que você é gay, não seria melhor me explicar toda essa historia de Camilla Kinball de lingerie atrás de você?

–É uma longa história. – falei entediado olhando o chão que brilhava com a luz da lua.

– Sou toda ouvidos...

Contei a ela sobre o telefonema, a sala de música e sobre o meu susto. E ela? Ela riu descontroladamente de novo.

– Que bom que minha desgraça te diverte.

– Desculpe! Mas não dá pra não ri.

Silêncio.

Ficamos quietos por um bom tempo, eu apenas com o pensamento longe, e ela parecia apreciar admirada a lua.

– Você sumiu esses últimos dias. – observou ela sem desviar seus olhos do luar.

– Por quê? Sentiu minha falta?

– Não sinto falta das migalhas que caíram do pão que comi semana passada.

– Fria você, não? – a encarei.

– E não é assim que deve ser? – rebateu.

– Você esta diferente. Á alguns dias atrás era quieta, não respondia, certinha, medrosa. E hoje, sei la, está diferente!

– E isso é bom, não?

– Não pra mim. – observei me levantando e indo até a janela, ela me acompanhou e ficou do meu lado.

– Não entendi. – me encarou.

– Desde que você se tornou tão “destemida” minha moral tem diminuído bastante. Afinal, você ta sempre batendo de testa comigo. – me virei para ela.

– Ser otária uma hora cansa! – ela falou correspondendo ao meu olhar.

Silêncio.

– Acho que já vou indo. Mesmo que não consiga dormir.

Ela se dirigiu a porta e eu continuei parado lá observando o campo de futebol americano.

– Christoper.

– O que foi? – disse sem me mover.

– Você trancou a porta?

– Como? – me virei assustado.

– A porta não quer abrir. – arregalei meus olhos e ela também.

– Quantas horas são? – falei assustado. Ela olhou seu relógio de pulso.

– São 21:17.

– MERDA!

– O que houve Christoper?

– As portas das salas são automáticas – falei indignado apontando pra porta. Não acredito que vou ter que ficar aqui até de manhã com essa chata. Nem pra ser a Kath do segundo ano B. – elas trancam as 21:00hrs e só abrem de novo ás 06:00hrs.

– Pêra ai! Quer dizer que eu vou ter que ficar aqui trancada com você até de manha? Não! Isso só pode ser um pesadelo, eu dormi e não percebi. Acorda Emily, acorda! – falou dando tapas na própria cabeça.

– Olha esse também não é o meu maior sonho, então vê se relaxa! – falei estressado. Ela acha o que? Que vou estuprar ela? Como se ela fosse tão bonita assim!

– Argh! – ela urrou e foi até a mesa do professor, entre ela e a primeira carteira há um grande espaço, ela se deitou lá no chão.- Eu não sabia que você fumava. Apenas que bebia.

– Precisamos de um novo alicerce quando nossa maior rocha deixa de ser firme.

– E precisa ser um alicerce que pode te matar?

– Conhece um melhor?

– Terapia talvez.

– Muito fraco.

– Amigos.

– Fúteis.

– Gabe.

– Superficial.

– O que? – ela se levantou e ficou sentada. Seu rosto expressava confusão.

– Não vou repetir, não sou gravador.

– Eu pensei que ele fosse seu melhor amigo.

– E era, até uns dias atrás!

– E porque não é mais? – suspirei.

– Já ta querendo saber demais não acha? – ela levantou as mãos em forma de rendição e se deitou novamente. Fui até seu lado e me deitei junto há ela, ficamos os dois olhando para o teto.

– Tudo isso é só por causa do seu pai?

– Precisa de motivo maior?

– Você não sabe o que e problema! – falou debochada.

– Se isso não é um problema, então me fala o que pode ser. – falei estressado. Não gosto que digam que meu problema não é nada, se não fosse nada eu não fazia questão.

– Meus pais morreram á dois anos atrás, desde então minha tia é responsável por mim, ela me odeia, só me suporta por causa da minha herança. Corro em um grande processo escondido dela para conseguir minha emancipação, enquanto isso ela acha que um assistente social vem me visitar as vezes para saber se ela esta cuidando de mim, quando na verdade é meu padrinho que também é meu advogado que vem me informar sobre como anda correndo meu caso.

– Nossa! – eu realmente não esperava que ela passasse por tudo isso. – Mas você se torna maior de idade ano que vem.

– Até lá ela já zerou a minha conta.

– Hum. Complicado!

– Eu te falei.

– Mas não desmerece meu sofrimento.

– É eu sei!

– Porque você não se tornou uma menina rebelde? – me virei de lado e a fiquei observando, ela fez o mesmo.

– Porque sei que não é isso que eles iriam querer!

Notas finais
Está aí! Comentem, comentem, comentem por favor! Eu amo os comentários de voces. Bjokas da tia Angel ;3