The Music

12 Capítulo 11


Notas iniciais
Oii! Está aí um capítulo um pouquinho diferente dos outros e bem maior também kkkk mais creiam, vale a pena ir até o final! ;) Boa Leitura *-*

Depois que saímos do colégio pegamos um táxi o qual andou uns 20 minutos até que parássemos em uma belíssima casa. Fiquei de boca aberta porque tipo, meus pais tinham dinheiro pra caramba mas mesmo assim não tinham uma casa assim tão chique. Acho que o Christoper percebeu meu espanto e deu uma leve risada.

Entramos e já demos de cara com uma moça que aparenta ter seus 37 anos varrendo a entrada.

– Chris? O que faz aqui essa hora? – ela disse com uma mistura no olhar de espanto e confusão.

– Não se preocupa não! Viemos fazer um trabalho do colégio. – disse colocando as chaves numa mesinha perto da porta e tirando os tênis e largando-os em um canto qualquer. – Vamos Emily! – falou seguindo e eu fui atrás.

Só então acho que a mulher notou minha presença, pois olhou pra mim da cabeça aos pés e franziu as sobrancelhas, acabou que no final deu de ombros e se dirigiu á outro cômodo sem nem mesmo me dirigir um “Olá! Seja bem-vinda a casa dos Lengston’s”.

Subi as escadas com ele e entramos na terceira porta á direita, era um quarto completamente organizado e estiloso, podemos dizer.

Parei na porta mesmo enquanto ele entrou e tirou a camisa mostrando os resultados de bons dias na academia. Se sentou na cama e ficou me encarando.

– Não vai entrar?

– Pensei que fossemos compor na sala de música.

– E vamos! Só que preciso relaxar um pouco.

– De que? – disse me encostando ao batente da porta.

– Foi um longo caminho. Cansativo! – disse se jogando com tudo na cama muito bem arrumada.

– Viemos de carro. – falei sorrindo da quantidade exagerada de drama.

– Mesmo assim, me locomovi por muito tempo! – disse sem me olhar, mantendo seu olhar no teto. Só bufei e soltei outra risada.

Entrei e me sentei em um puff que fica próximo a uma janela.

– Porque ela me olhou daquele jeito?

– Como? – se sentou na cama em um pulo e ficou em perninhas de índio virado na minha direção.

– A mulher da entrada. Ela me olhou da cabeça aos pés e depois ficou meio assim, como se estivesse confusa. – ele ficou algum tempo calado só me encarando, mas depois me respondeu despreocupado:

– Deve ser por que você é a garota mais decente que já trouxe aqui. – falou casualmente.

No momento que ele disse aquela frase um forte enjôo subiu minha garganta, achei que botaria todo o meu almoço para fora. Só de imaginar que ele já havia transado com outras garotas naquele quarto, que poderiam ter se sentado no puff o qual estou sentada, minha cabeça começou a doer e a vontade de vomitar era forte pra caramba.

Me levantei em um pulo do puff com esses pensamentos e imagens indesejadas sendo projetadas na minha cabeça.

– Acho melhor começarmos logo! Não to afim de ficar muito tempo aqui.

– O.k. então.

Ele vestiu a mesma camisa só não colocou seu colete, saiu do quarto e eu fui logo atrás. Tinham muitas portas uma na frente da outra, de acordo com minhas contas 4 portas de cada lado e no final do corredor havia 1 única porta branca que se destacava em meio a todas as outras portas de madeira amarronzadas.

Ele entrou no cômodo que quando o vi meu queixo caiu. Era uma sala completamente escura. Pelo que dava para perceber a parede de frente a da porta parecia uma janela que tomava uma parede toda, a qual estava coberta por duas enormes cortinas de um tecido grosso e de estampa vermelha medieval. No meio da sala havia um belo piano de cauda branco que parecia ter sido tomado pela poeira, seu banquinho também era branco e cabia perfeitamente um casal, o tamanho exato, pelo que percebi não havia interruptores nem lâmpadas no cômodo o que estranhei bastante.

– Você se incomodaria se eu não abrisse as cortinas? – ele falou de cabeça baixa e quase sussurrando o que estranhei um pouco, mas ok. Balancei a cabeça em sinal negativo assim que ele olhou pra mim.

Não via problemas afinal, a sala não estava completamente escura, pois as frestas na divisória das duas cortinas davam uma certa luminosidade na direção das teclas.

Parecia que cada detalhe havia sido projetado perfeitamente.

Ele se dirigiu devagar até o banco e se sentou me sentei ao seu lado. Como o banco era projetado para um casal, nossos braços ficaram colados, nós estávamos praticamente colados um no outro.

Ele abriu a tampa e passou seus dedos cuidadosamente sobre as teclas.

– Tudo bem? – perguntei percebendo que ao olhar cada tecla parecia que sua mente viajava mais uma milha de distância de mim.

– É a primeira vez que essa sala é aberta desde que ela se foi. – ele falou tão baixo que se eu não estivesse colada a ele não teria ouvido.

– Hã... – fiquei sem-jeito – se você quiser a gente pode compor no seu quarto sei lá, tip...

– Ela amava vim pra cá no meio da noite – me cortou – ela fechava a porta abria as cortinas e tocava por horas a luz do luar. Eu toda vez que escutava sentava atrás da porta e ficava ouvindo, até eu cair no sono e no outro dia acordar no meu quarto. Nós ás vezes tocávamos juntos, — eu o estava encarando, ele estava de cabeça baixa, percebi uma lagrima cair sobre uma das teclas – foi ela quem me ensinou a tocar.

– Você sente muita falta dela. – falei mais pra mim do que pra ele.

– Se ela estivesse aqui já teria vindo para cá para perguntar “há quanto tempo vocês estão juntos?” – ele deu uma leve risada, que pareceu mais sofrida do que divertida – e eu falaria pra ela parar de me fazer vergonha. Ela riria e me mandaria parar de ser besta. – Não sei o que deu em mim sinceramente, mas, peguei seu rosto que estava abaixado pelo queixo e limpei suas lágrimas com os polegares.

– Onde quer que ela esteja, ela sente falta disso tanto quanto você. – disse e o abracei, esperava ser empurrada, mas o abraço foi retribuído com mais força. Ficamos assim por alguns segundos até que ele me soltou, limpou as lágrimas e falou:

– Acho bom não contar isso aqui pra ninguém se não você vai ver! – disse ele enfezado.

– Pronto! E o Christoper idiota voltou! – disse e ele deu uma risada alta e gostosa.

– Vamos começar logo!

~*~

Terminamos de compor e eu estava exausta.

– To morta! – falei jogando minha cabeça sobre seu ombro.

– Sei como é tampinha. – disse jogando sua cabeça em cima da minha. Tampinha? Ele nunca me chamou assim... e nem deveria chamar. Tampinha é a vozinha dele, rum!

– Será que seu pai vai gostar? – resolvi não comentar sobre a vozinha dele ser tampinha.

– Acho que sim. – falou coçando o olho e saindo de cima de mim e eu dele. — Até que ficou bom!

– Verdade! Talvez façamos mesmo uma boa dupla – disse e nós nos encaramos sérios

– Nãnnnnn! – respondemos os dois juntos e começamos a rir como dois patetas idiotas.

Aos poucos fomos parando de rir, ele antes de mim, percebi que ele agora dividia seu olhar entre meus olhos e meus lábios, sem perceber comecei a fazer o mesmo e antes que percebesse já estávamos com os lábios imprensados um contra o outro. Minhas mãos foram uma pro seu peito e a outra pro seu pescoço, enquanto isso, as dele estavam na minha cintura. Ele pediu passagem e eu concedi facilmente.

Começamos a dançar uma dança completamente rítmica e envolvente, parecia que nossos lábios se encaixavam perfeitamente e que nossas línguas já se conheciam á anos.

O que nunca havia acontecido.

Notas finais
Awwwntt! O primeiro kissu do casal! Que cuti!! Espero comentários nesse capítulo que sugou toda minha imaginação desse domingo. Bjokas da Tia Angel :3