The Music
17 Capítulo 16
Notas iniciais
Pov — Christoper Lengston
[06/11/2014]
Saudade.
Eu mau conheço ela “de verdade”, e já estou sentindo falta do seu beijo, isso porque só ficamos, imagine se nós estivéssemos namorando? Eu estava era fudido! Peguei a minha camisa gola polo que vestia hoje e cheirei, talvez seja apenas a lucidez da minha cabeça mas consigo sentir o cheiro dela, como se naquele pequeno tempo que passamos juntos já fosse tempo o suficiente pra minha roupa se empreguinar com seu intenso perfume. Não é doce. Não é forte. É intenso!
Eu estou ferrado!
Em tão pouco tempo ela me fez dependente dela. Como se eu necessitasse a cada segundo dela do meu lado, de pelo menos ter a certeza de que ela é minha e de que ninguém além de mim pode possuí-la. Como esse fato não é verídico, me corro-o por dentro, neste exato momento que estou jogado na cama narrando minha vida para o nada ela pode estar lá, pegando quem ela quiser com aquele seu perfume que me embreaga, aquele seu charme que me seduz e aquele seu corpo que me enlouquece.
O.k., o.k., o.k. parou a viadagem!
Moço, to apaixonado e agora? Simples! Me fudi, me lasquei, usem o que vocês quiserem mas aqui entre nós: até que não é tão ruim. Bem, pelo menos não é quando você gosta de uma garota linda como ela.
Pera ai, ela é bonita, quer dizer que outros podem ficar de olho nela e pega-la. Ah não, mas ela é minha! Quem quiser tocar nela vai ter que ser ver comigo primeiro.
Grandes merdas eu! Mas enfim...
“Sala de música ás 4:00 – Chris :#”
Mandei pra ela e esperei bastante, mas nada de resposta, mas o.k. talvez esteja ocupada.
~*~
Sabe onde estou? Isso mesmo, na sala de música!
Sabe quantas horas são? Não? Pois é, são 5:45.
Sabe quem me deu o bolo? Pois é, ela!
E quer saber pra onde estou indo? Simples! Pro quarto dela!
~Toc-Toc
Bato na porta assim que a alcanço e vejo seu nome na mesma. Bato mais um a vez e ninguém atende, já na terceira, uma Emily com cabelo todo bagunçado e pijamas me atendem coçando os olhos e bocejando.
Meu pé bate descontroladamente no chão de nervoso enquanto estou com um bico gigante nos lábios emburrado. O que está acontecendo comigo?
– O quê que você quer? – perguntou ela incrédula.
Quem não tá acreditando sou eu, esperei uma hora e quarenta e cinco minutos numa sala de música, e quando resolvo ir atrás dela descubro que estava dormindo.
– Você recebeu minha mensagem?
– Acho que sim. – disse coçando a cabeça tentando lembrar. Oh meu Deus, ela fica linda até de pijama.
– E porque não foi me encontrar na sala de música? — Agora quem estava incrédulo era eu. Como assim ela recebeu minha mensagem e não foi? — Te esperei por uma hora e quarenta e cinco minutos.
– Por que quis! – disse de braços cruzados.
– Como? – Eu simplesmente não estou acreditando no que acabei de ouvir.
– Ué Christoper, não fui porque simplesmente achei que você me achasse: feia, fedida, — disse contando as ofensas nos dedos – rainha do mundo, mandona e o mais ridículo: uma pessoa que beija super mal.
– Mas eu...
– Ah quer saber Christoper, vai pro inferno! – depois de dizer estas palavra a porta se fechou com um baque e pude ouvir a tranca.
Eu não acredito. Eu vou matar o Jerry!
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