The Misty

21 Capítulo 19 - Crônicas


Notas iniciais
Boa Leitura!

Inglaterra — Londres

Júlia Smith 22 de Fevereiro de 1997, 06h50min.

Aquilo era majestoso. Eu não era tão fanática por arqueologia, mas Nicolas aparentava ser. Seus olhos azuis começaram a clarear como à própria sala que de uma escuridão se se formou um brilho incrível.

Flores de todos os tipos começaram a se espalhar por todo o salão, na parede um formato de ventos marcava o mosaico de lá, no teto o sol e a lua era o que permanecia, mas no chão, apenas uma escuridão, o pequeno lago em volta do pedestal onde estava o livro era negro como o céu em dias de tempestade.

— Isso é incrível... Os cinco deuses, em formato de pedra perfeito.

— É um belo espetáculo mesmo. — Nicolas se caminhou até as primeiras estatuas. Elas estavam em um tipo de abertura na parede o qual seguia o formato circular da sala.

A primeira se chamava Flor, mas preferia se chamada de Rose, ela tinha à obrigação e o dever de manter o equilíbrio nas estações, também era deusa da floresta e da colheita. Eu e Nicolas sabíamos muito bem quem ela era.

A segunda; uma mulher de cabelos encaracolados e um enorme manto, na parede o nome destacado. Misty ou The Misty.

— Nossa eu nunca ouvir falar dela ao certo. — Nicolas falou com surpresa. Eu mesmo fiquei isso por que pensei que aquele garoto sabia do pé a cabeça sobre os deuses o quais eram adorados em toda Roseward.

— Nem eu... Misty era deusa dos ventos e da névoa ela era irmã de Rose, por conta de seus poderes ela conseguia formar tempestades quando estava com raiva ou uma chuva calma quando estava triste, também dominava locais de grandes altitudes como montanhas.

— Por isso dizem que Misty é adorada tanto em Dark Sky como Apollo Town, no entanto acho estranho ninguém ter comentado nada.

O Terceiro, um homem. Parecia um deus grego, vestia roupas gregas para falar a verdade, tinha um cabelo encaracolado, seu nome era Firewall ele era o deus do sol como o deus do fogo também conseguia controlar vulcões com seu poder.

— Curioso nome para um deus — falou.

— É, mas talvez tenha um significado.

A Quarta era uma mulher cabelos longos e um manto que chegava até a lapide. Na mesma havia escrito River, como o nome ela dominava a água e os rios, como também o mar, ela é a deusa da água, ela pode controlar tanto ondas no mar quanto a seca de alguns lagos, Além disso, também é conhecida como deusa da Lua, pode controlar fases da mesma.

— Ela deve ser bem bela… — falou desabafando.

— É…

É o ultimo era um homem com cabelos negros que ia até o ombro vestia um manto negro.

Seu nome era Darkness, por algum motivo ele não quis mudar para um nome mais formal preferia seguir o mesmo rumo de seus poderes; ele controlava a escuridão total, como os pecados dos mortais, além de levar "fantasmas" cuida de seu reino no submundo ou Limbo, como ele preferia chamar.

— Não acha a historia parecida?

— Como assim?

— Cinco deuses, cada um com poderes peculiares, você não acha pouco o numero de deuses para cada poder?

— Talvez exista algum deus menor ou algo do tipo. O que achei interessante é que a historia deles não foi contada nessa lapide, apenas seu nome e sua habilidade, isso porque talvez seja longa demais para se colocada aqui, poderia escrever e colocar em um…

— Livro? — completou, olhávamos para o livro á alguns metros de nós.

Caminhamos até o mesmo, a capa ela de uma lua e com sol, não havia nada de escrito.

— Está pronta? — Perguntou.

— Ele segurou minha mão e abriu o livro, der repente nós fomos tele transportados para um local bastante familiar.

— Está brincando — Nicolas falou, estávamos na entrada de Dark Sky, que na verdade antes tinha outro nome.

Estava tudo limpo, pássaros voando e cantando. Um dia de contos de fada para alguns, diferente daquele cinza de depressão que avistava da janela. Caminhamos pela estrada até chegar à cidade no meio do caminho ficamos pensando como estávamos lá.

— Talvez seja um teleporte, o livro queira mostrar algo para nós.

— Eu queria mesmo e ler o livro não ele mostra para gente o que eu vejo todo dia.

Quando picaretas e maquinas de construção foram ouvidas de quilômetros, nossa curiosidade foi bem forte e corremos até o local de onde vinha o som.

— Estamos nós afastando da cidade…

— Sim, por aqui… pelo o que eu lembre e tal mina onde ocorreu o acidente… — invadimos a mata até ser encontrar em um local marcante que virou uma cicatriz para a historia da cidade.

Estávamos no local onde tudo começou; nas escavações de uma mina. Eu particularmente não sabia ao certo o que havia ocorrido ali, apenas que a caverna acabou desabando e matando algumas pessoas. Nicolas parecia aflito, ele começou a ficar meio pálido.

— Você está bem?

— Minha avó… — Falou pausadamente — Ela me disse que… eles morreram aqui. — ele caiu de joelhos no chão, parecia bastante abalado... Mas é claro só não podia está feliz.

— Calma… Afinal se o livro quis mostrar isso então é por algum moti…

Sabe aquele momento em que ficamos sem palavras quando vimos algo fora do comum? Pois é foi o que aconteceu.

— Júlia?

— Não… não pode ser… Não podiam ser eles, eles me disseram que tinha ido viajar, me deixou com Júnior, o que eles estão fazendo aqui?

— Quem?

— Meus pais… — A palavra saiu como um eco e fomos levados para outro cenário, àquele que víamos há pouco tempo saiu de relance como se o livro não conseguisse mostrar o resto, um enorme brilho e ondulações vieram na minha visão. Estávamos nas montanhas de Apollo Town, á milhares de metros do chão, começamos a flutuar e fomos levados para uma sala de discussão. O que vimos era surreal.

Não conseguia ver o cenário estava tudo branco, havia cinco pessoas no local, quando a imagem melhorou como se alguém tivesse ajeitado a antena da TV.

Os deuses vistos na sala estavam reunidos e parecia bastante aflitos. Além de eles serem bem maiores que a gente… dois três metros?

Apenas dois estavam sentados, Misty em uma das cadeiras laterais e Darkness na cadeira frontal da mesa, isolado como se fosse um líder. Os outros estavam discutindo algo, River estava meio triste e uma discussão foi escutada.

— A profecia está correta, alguém de nós será o traidor e se trocará por aqueles mortais insolentes — falou o Firewall. Nesse momento faltou uma pipoca para assistir a cena, o melhor era o sento no “nada”. Ficamos flutuando a cada segundo.

— Fire, entendo sua preocupação, mas isso é um absurdo, é improvável que entre nós existe um traidor, além disso, River não tem culpa...

— Ela é culpada, no futuro ela se mostrará traída por nossas regras, pela MINHA regra!

— Eu não sei o porquê de você acha que iria quebrar uma regra, justamente sua para interferir na linha de eventos desse mundo!

— Você prefere os humanos a nós! Sempre os defendeu!

— Ora… por que vocês não sentam e se acalma, daqui a pouco algum vulcão vai acabar entrando em erupção, ou até mesmo o sol — Darkness parecia se divertir com aquela discussão, não me surpreendia se não fosse ele o traidor, sua voz lembrava me trazia uma nostalgia não tão boa, o momento em que fiquei presa na floresta.

Misty parecia aflita, ela desconfiava de alguma coisa, mas sua face mostrava que aquele não era um bom momento para acusações, Até o momento que ela protestou.

— Afinal qual é a profecia? — Sua voz saiu serena, mas ao mento tempo fria, talvez se estivesse em pressão sobre possível acusação dos demais, além disso, talvez seus poderes influenciem na maneira que fala ou age.

— Existem quatro delas, duas foram reveladas para nós… o resto não poderemos saber apenas os mortais poderão. — Firewall acabou sua frase com uma expressão “mereço dependemos deles”

— A primeira é que uns dos cinco deuses irão entrar em rebelião e irá querer dominar os mundos e dimensões, além de tirar nossos poderes… — Falou Rose.

— E a quarta — ele direcionou o olhar para River. — Um dos deuses irá quebrar a regra mais importante desse conselho.

— Deixe de drama Firewall, diga logo qual é a profecia. — falou Darkness ele queria ir embora dali o quanto antes.

— Um de nós irá interferir na linha do tempo e se passará por um mortal para salvar uma dimensão.

— Isso parece mais um alerta do que um erro. — falou Misty. — Não acha logico que salvando uma dimensão pouparemos pessoas de morrer?

— Acho que você esqueceu-se das regras… Quando um Deus fica na forma pura de um mortal por muito tempo ela perde seus poderes e a balança dos mundos acaba caindo, e nisso o que aconteceu? Caos!

Uma risada um tanto satânica vindo de Darkness…

— Então é melhor corremos… — Ele direcionou o olhar para Misty — Por que até mesmo o relógio solar, tem o seu momento de descanso…

Aquele cenário se dissipou como uma névoa havia muitas questões para serem especuladas, quatro profecias? Relógio? Tudo muito enigmático, mas eu já estava ficando com fome.

Tudo ficou preto e uma voz foi escutada.

— As relíquias dos deuses foram perdidas!

Caímos numa floresta e dessa vez era aquela do meu sonho, Rose estava sentada flutuando perto da árvore comendo uma maçã.

Chegamos perto dela e ela cria um pequeno acento e uma mesa com os galhos das árvores além de um pequeno lanche para gente

— Chá?

— Eu quero saber o que está acontecendo aqui se não eu vou corto essa arvore e eu quero chá sim! Tem bolachas?

Ela ficou me encarando com uma cara bem feliz como se não tivesse ligado, Nicolas parecia bem tranquilo para quem viu algo sobrenatural.

— O que vimos há pouco tempo é real?

— Sim, aquilo aconteceu, o livro mostrou o que vocês precisavam “ler”, como a regra diz não podemos mudar a linha do tempo, destino é destino.

— Mas o tempo pode se reinscrito — falou Nicolas. Creio que ele está bem abalado com o cenário da morte de seus pais e acabo lembrando que meus pais também estavam nas escavações.

— De fato, mas somente se você for merecedor, aliais vocês formaram uma bela dupla nessa pequena missão, eu pensei que vocês iriam morrer na primeira armadilha que implantei — riu.

— Você fez tudo aquilo?

— Mais ou menos — Coloquei umas coisinhas para ver até onde vocês estavam dispostos a ir.

— Você quase nós matou! — Afirmei o que Nicolas disse. Estava ocupada demais comendo bolachas e o chá Rose havia criado ou feito, espero que não tenha nenhuma cobrinha nesse lanche matinal.

— Vocês devem ter milhares de perguntas e eu terei de dizer a verdade. — ela se levantou e ajeitou o vestido, sentou-se novamente se acomodando no “nada” — Vamos pergunte.

— Você acabou de nós dizermos que não pode interferir no destino.

— Ora esse é seu destino, o seu, o seu e de uma garota a mais que está faltando mais logo vocês irão conhecê-la. — Ela apontou para nós dois e ficou pensando na tal garota.

— Então podemos fazer qualquer pergunta? — Nicolas perguntou.

— Sim, desde que vocês aceitem o contrato…


Pergunto-me quem além dela faz tantos contratos assim… talvez um duende ou um carinha com um nome estranho e longo demais para ser pronunciado...