The Mission

2 Ódio inexplicável? Nem tanto


Notas iniciais
Sei que demorei a postar e peço desculpas por isso, mas é que a escola me consome e estava com um bloqueio criativo enorme, mas aqui estou eu. Vocês vão perceber ao longo da história que vão ter narrações de personagens diferente, mas a maioria das narrações serão feitas pela Rose ou pelo Scorpius. Nesse capítulo eu explico um pouco o ódio da Rose entre outras coisas da missão. Os primeiros capítulos serão assim mesmo. A história de verdade começa lá pelo terceiro ou quarto capítulo e eu prometo não demorar a postá-los. Pra terminar, eu só quero fazer uma observação. Acho que vocês perceberam que a fic não tem capa, então se alguém sabe onde posso fazer ou quem pode fazer isso pra mim, por favor, me mande uma MP. Peço desculpas mais uma vez e desejo-lhes uma boa leitura.

Rose Weasley

Sobre o fato de eu ter que trabalhar com o Malfoy? Acho totalmente desnecessário. Tipo, ele é o Malfoy! É idiota, ridículo e medíocre por natureza. Trabalhar com ele tendo uma arma à minha disposição é um grande erro. Minha mão poderia acidentalmente escorregar fazendo com que eu apertasse o gatilho com a arma apontada pra ele, ou até mesmo poderia ser desastrada o bastante para deixar uma faca bem afiada largada por aí e ele, mais desastrado ainda, corria o risco de cair sobre ela umas duas ou vinte cinco vezes. É uma possibilidade, acontece sempre. Vai saber né?

Mas você deve estar se perguntando: “Por que você odeia tanto esse rapaz?” Simples. Já disse isso e não canso de repetir: ele é um idiota. Tudo bem que agora é um homem de 23 anos, não um garoto, entretanto ainda assim tenho a ligeira impressão de que ele não mudou nada nesses últimos anos. Como eu sei disso? Te digo agora.

Scorpius Malfoy estudava na mesma escola que eu desde os nossos 15 anos e era incrivelmente insuportável. Era um daqueles garotos que jogavam no time da escola, se exibiam com seus carrões e desfilavam com suas namoradas super lindas e sexys. Nos conhecemos logo no primeiro dia de aula quando ele levou uma detenção por ter “acidentalmente” jogado um copo de suco na professora de inglês, eu era monitora e fui encarregada de levá-lo até a sala onde ele teria que limpar os troféus da escola. Desde aquele instante eu o odeio. Depois desse episodio ele me parava nos corredores todos os dias e enchia a minha paciência me chamando de “nerd antissocial”, o que não era nada agradável, todavia convenhamos, antes ser antissocial do que idiota e burra como ele.

E as coisas não pararam por aí. No nosso segundo ano Malfoy passou a me seguir, não sabia exatamente quando e nem a razão, o fato é que ele descobriu algumas coisas sobre mim. Coisas que ninguém deveria saber.

Naquela época eu era considerada a queridinha dos professores, mas na verdade os odiava. Sentia que explodiria se não conseguisse extravasar a raiva que sentia, portanto quando todos saíam da escola, me oferecia para ficar com os alunos que deveriam cumprir detenção. Parecia uma atitude inocente, mas não fazia aquilo por boa vontade, minhas intenções eram outras. Quando a escola esvaziava-se por completo, sem nenhum aluno ou professor nos corredores eu aprontava. Invadia os computadores e mudava as notas dos colegas de quem não gostava, colocava substâncias como laxantes na cafeteira da sala dos professores e cola nas cadeiras do auditório, entre outras façanhas que não valem a pena ser ditas ou ficarei aqui o dia todo. O fato é que o Malfoy resolveu ficar na escola depois de uma das suas detenções e me seguiu – não sei como já que sou muito esperta – sem que eu percebesse. Deu-me um flagra daqueles quando estava na sala do diretor manipulando o microfone para que, quando alguém falasse, a voz se se tornasse mais fina. Era um grande plano que infelizmente o Malfoy fez questão de estragar. Meus momentos de diversão foram por água abaixo depois disso e eu passe a odiá-lo ainda mais.

Entende a minha situação agora? Acho que tantos anos no comando desta organização fizeram mal ao Sr. Rogers, afinal, só um maluco mesmo para colocar Malfoy e eu na mesma missão e ainda querer que dê tudo certo.

Mesmo assim mantive-me calma e tentei alertá-lo de que aquilo tudo era uma loucura, entretanto ele não me ouviu, na verdade, ameaçou despedir-me caso recusasse a missão. O que poderia fazer então? Aceitar, é claro. Foi aí que descobri que esta missão era mais louca do que eu pensava. Como uma pessoa quer que dois jovens de 23 anos voltem a ter 17, assim, do nada?

Bom, em resumo, eu e Scorpius Malfoy teríamos que nos infiltrar em um colégio de Nova York para poder prender o maior mafioso dos Estados Unidos. O fato era que o diretor da escola era um fantoche desse mafioso, e se conseguíssemos chegar ao diretor, alcançaríamos o chefe.

Mas aí você me pergunta: “Por que vocês não se disfarçam de professores? É muito mais fácil um diretor se relacionar com um funcionário do que com um aluno”. E eu te respondo. Essa tentativa já foi feita antes, mas falhou completamente, já que os professores da escola também têm uma extensa relação com a organização criminosa.

Precisávamos urgentemente prender esse mafioso e todos os seus comparsas antes que eles cometessem mais crimes, incluindo muitos assassinatos.

Esse tal mafioso é conhecido por “Lord Voldemort”, ou como muitos diziam, “Lorde das Trevas”. Ele não é um lorde de verdade, apenas gostava de ser chamado assim. Escorregava das nossas mãos como sabonete. Não sabíamos seu verdadeiro nome, nem de onde veio, agia por meio de seus comparsas, os “Comensais da Morte”. Quase nunca dava as caras. Isso mesmo, quase. Infelizmente, já tivera o desprazer de vê-lo pessoalmente, em minha segunda missão na C.I.A. fiquei cara a cara com ele, obviamente falhei miseravelmente já que não conseguimos capturá-lo. Perdemos um agente naquela missão.

Só que agora tenho certeza de que esse cara não me escapa, afinal, experiência é tudo, e no meu caso, sede de sangue também.

Notas finais
Então, o que acharam? Mereço reviews? Até mais!