Notas iniciais
Olá pessoas! Trouxe mais um lindo capítulo para vocês depois de um kiss que deixou todo mundo tipo: ???. Peço desculpas novamente pela demora, mas como já disse antes, preciso passar no ENEM então estou estudando muito. Obrigada pela paciência e espero ansiosamente seus reviews, sério, eu sou carente e amo recebê-los. Não vou demorar mais porque a minha internet está uma porcaria e se cair de novo não tem como postar o capítulo. Se você está lendo isso, alegre-se! Eu consegui postar o capítulo. Até mais pessoal, amo vocês de coração.

Rose Weasley

– Não é o que você está pensando.

Essa foi a única coisa que consegui dizer depois daquele nojento do Malfoy resolver que a minha boca era um ótimo depósito de lixo e enfiar aquela língua mole e descontrolada lá dentro. O pior é que além de beijar o Malfoy eu ainda tinha que encarar Melanie Lestrange, que me olhava com sangue nos olhos. Se antes eu já queria vomitar, agora já podia sentir o gosto de bile na boca.

– Vocês não eram irmãos? – foi o que a oxigenada quis saber.

Olhei para Scorpius. Sai dessa, Malfoy, vamos ver do que é capaz.

– Tecnicamente não. – disse Scorpius tentando fazer algo um pouco menos idiota – Nossos pais são casados, só isso.

– Então vocês se pegam? É isso o que fazem em casa? – questionou maliciosamente.

– Não ­– respondemos em uníssono – Nunca seríamos capazes – continuei – Fazemos isso só em festas porque...

– Porque gostamos da emoção de um possível flagrante. – concluiu o loiro antes que eu me embaraçasse ainda mais.

Melanie sentou-se na cama, parecia estar refletindo sobre o que acabara de presenciar. Alguém do lado de fora chamava-a insistentemente e ela apenas ignorava.

– Acho que todos em Hogwarts iriam gostar de saber que os novatos mantém um relacionamento secreto e proibido. – começou – E como sou muito solidária em minhas festas, suponho que todos os alunos estejam aqui hoje, o que facilitaria muito o meu trabalho.

Que garota mais imoral, baixa, desprezível. Minha vontade era de voar na cara dela e deixar aquelas bochechas ainda mais rosadas, e não era com blush.

– Por favor, não. – quase implorei já sabendo a história que contaria – Se este episódio chegar aos ouvidos dos nossos pais teremos que sair da escola. Eu serei mandada para uma escola de meninas na Bulgária, e Josh pior.

– Serei mandado para um colégio de padres, e nunca mais poderei olhar para uma mulher na vida sem levar vinte chibatadas nas costas. – improvisou.

– Cinquenta. – dramatizei.

– Isso, cinquenta.

Mesmo vendo a dor em nosso olhar, ela ainda estava pensativa.

– Não me importo com o que farão com você. – falou para mim – Mas não quero que te machuquem – alisou o rosto de Scorpius – Para me manter calada, já tenho um plano.

– O que é? – quis saber logo.

– Em todos os meus aniversários eu tenho um príncipe para a sessão de fotos. Acontece que já tive Zac Efron ano passado e não queria solicitar a presença de Chris Evans novamente, ele já está velho. Então os irmãos Hemswort, que vieram quando fiz 15 anos, me passaram o contato de Ansel Elgort mas aquele idiota se recusou a vir só porque estava gravando. O que eu quero dizer, é que não tenho um príncipe, e que talvez Josh aceite ser o meu. – terminou manhosa.

– Você acha mesmo o Chris Evans velho? Isso é sério? – questionei revoltada. Como ela ousa?

A pirralha me ignorou com maestria.

– Então, em suma, você me quer como modelo fotográfico? – inquiriu Scorpius um tanto confuso.

– Exatamente! Você será o meu par. É bonito, atlético, tem um rostinho de anjo e seu cabelo é tão sexy.

– Está resolvido. – manifestei – Josh, você será o modelo dela. Melanie, foi um prazer negociar com você. – terminei já indo em direção à saída. Não havia sido tão difícil.

Assim que passei pela loira ela me puxou de volta.

– Não tão depressa, Elizabeth. Ainda falta a sua colaboração.

– Eu colaboro com apoio moral.

– Nada disso. Sabe – começou a falar andando em volta de mim – Eu gostei muito do seu vestido.

– Que bom, eu também. Tanto que estou dentro dele.

– Não por muito tempo. Eu o quero. – disse simplesmente.

– O que?

– Você ouviu, eu quero o seu vestido. Ninguém na minha festa pode estar mais bem vestida do que eu. Vamos, tire logo – ordenou apressada. Que garotinha petulante!

Olhei para Scorpius sugestivamente como quem diz: “Hello, o que ainda está fazendo aqui?”. O paspalho continuou parado como se nada estivesse acontecendo. Bufei irritada com tanta burrice.

– Josh, pode nos dar licença? Eu preciso trocar de roupa. – pedi educadamente.

– Não, você tira no banheiro – respondeu Melanie apontando para o cômodo dentro do enorme quarto antes que Malfoy pudesse dizer algo.

Entrei no local e comecei a me despir. Desta vez não tive problemas com o zíper, que deslizou facilmente pelas minhas costas. Retirei o vestido e os sapatos, logo depois reparei que não havia pegado nada para vestir novamente.

– Melanie, será que pode me emprestar algo seu? – gritei do banheiro.

– É óbvio que não. Não empresto minhas roupas para uma qualquer como você.

Okay, respire Rose, conte até dez. Isso, acalme-se. Se esta pirralha der com a língua nos dentes, adeus missão. Comecei a procurar por ali algo que pudesse me servir. Não havia nada além do tapete do box, nem uma toalha de mão havia ali, apenas de papel. Juntei toda a coragem que ainda me restava e saí do banheiro do modo que estava, apenas de langerie. Parei na frente da garota e estendi a ela minhas vestimentas, juntamente com os sapatos.

– Dá próxima vez avise antes, talvez eu consiga tirar o cabelo a tempo. – foi o que disse.

Ela pegou os itens de minha mão, lançou-me um olhar de desdém e seguiu para o que me pareceu o closet. Malfoy ficou.

– Você vai embora? – perguntou.

– Como você pretende que eu chegue até o carro vestida desse jeito? – apontei para eu mesma. Scorpius olhou para o espaço indicado e fixou seu olhar ali por um bom tempo. Espere aí, ele estava mesmo encarando meus seios? – Ei! – repreendi-o.

– Certo – pigarreou voltando a focar-se no assunto – O que você pretende exatamente?

– Ainda não sei, mas vou dar um jeito, não se preocupe e faça o que ela mandar, afinal, foi você quem nos meteu nessa.

Mal terminei de falar e a loira apareceu em nossa frente. Completamente vestida. Sorri ao reparar que o vestido não lhe caiu tão bem. Ficara um pouco largo e torto em seu corpo, o que não pareceu de forma alguma incomodá-la, já que sustentava um sorriso triunfante nos lábios.

– Então, como estou? – perguntou animada e insinuante a Scorpius. Cutuquei-o para que ele reagisse, estava perdido.

– Magnífica.

– Você não pode ficar no meu quarto – começou a dizer para mim – e nem ouse descer para a festa. Não quero que ninguém te veja assim, tão vulgar, vai acabar com a minha reputação e a desta casa.

Quem era ela para falar de vulgaridade? Por favor, eu mereço. Revirei os olhos para suas ordens. E somente esperei que eles saíssem juntos, Melanie com o braço enganchado no do Malfoy, para ir em seguida. Observei o corredor. Não havia ninguém.

Saí do quarto e segui na direção oposta à da escada de acesso ao andar inferior. Avistei um banheiro, poderia até ser um bom esconderijo, no entanto me recusava a ficar escondida dentro de um banheiro. Segui mais em frente e passei por três quartos, nenhum deles com nome, apenas um com a porta pintada com temas de vídeo-game. Sabia exatamente quem era o dono, e como não o vira na festa, esperava que ele se encontrasse ali. Tentei abrir a fechadura e ela mantinha-se trancada, como todas as outras. Bati na porta sequencialmente, sem parar, por cerca de dois minutos. Ele tinha que estar ali.

– Será que dava para parar de me encher o saco? – começou, até me ver parada ali, em sua frente – Wow! Tem mesmo uma garota pelada na minha porta? – disse sem acreditar.

– Tecnicamente, quase pelada. – corrigi – Pode me ajudar?

– Com o que exatamente você quer uma ajuda? – perguntou maliciosamente.

– Para começar, preciso que me deixe entrar no seu quarto antes que alguém me veja vestida assim no meio do corredor e caso você comece com gracinhas, saiba que eu sei como quebrar o seu brinquedinho para que doa muito, então é melhor me ajudar agora e perguntar depois. – terminei com um sorrisinho cínico. Ele entendeu o recado e deu espaço para que entrasse em seu quarto.

– Pode me arrumar algo para vestir? – pedi educadamente.

Edward apressou-se a procurar algo em seu grande armário. O quarto era completamente decorado em tons de verde. Havia uma cama enorme, e diversas poltronas, além de uma televisão gigante com pelo menos três tipos diferentes de vídeo-game, todos de última geração. Logo ele voltou com uma camiseta de basquete aparentemente nova.

– Pode ficar com ela se quiser. Rabastan acha mesmo que gosto de basquete. – riu desdenhoso – Prefiro atletismo.

– Obrigada. – vesti a blusa pensando no que o moreno havia dito – Por que não chama o diretor Lestrange de pai?

– Porque ele não é meu pai. – respondeu deixando-me curiosa.

– Como assim?

– É complicado. Por que estava seminua no corredor?

– É complicado. – repliquei. Edward suspirou.

– Ele e minha mão tiveram um... relacionamento. Eu já era nascido na época e Melanie também. Depois que a minha mãe morreu Rabastan achou que Melanie merecia um irmão. E aqui estou eu. – terminou a história me deixando com uma certa desconfiança. Algo me dizia que aquilo não era completamente verdade.

– Sinto muito pela sua mãe. – solidarizei-me – Respondendo à sua pergunta: tudo foi causado pela sua irmã.

Contei a ele todo o acontecido, obviamente ocultando a parte do beijo.

– Melanie é uma boa garota, só é mimada demais. – comentou após ouvir tudo – Sempre teve tudo os que desejava.

– Ela desvirtuou sua melhor amiga. – joguei um ponto.

– Thalia não foi obrigada a nada. Este é o jeito da Melanie, só entra na dela quem quer. – tornou calmamente.

– Você não me parece bravo ou nervoso por perdê-la para sua irmã.

– Há um bom tempo eu via ambição e inveja nos olhos dela. Uma hora ou outra isso iria acontecer. Será apenas uma questão de tempo até que ela volte à razão. – falou sentando-se confortavelmente numa poltrona – sei que também se preocupa com ela, não esquente com isso, Elizabeth. Thalia não tardará a voltar. – sorriu.

Esperava que aquilo fosse mesmo verdade, que Thalia voltaria à razão em pouco tempo. Aquela definitivamente não era ela. Conformada, sentei-me na poltrona verde-musgo à sua frente.

– O que estava fazendo antes da minha ilustre chegada?

– Coisas de garoto. – encarei-o desconfiada e um pouco enojada ao analisar as possibilidades – Estava assistindo séries. – riu da minha cara – Algumas policiais, terror, ação. Gostaria de me acompanhar?

Fingi pensar.

– Bem, é isso ou ir lá para fora, acabar com a festa da sua irmã usando estas roupas. Acho que vou aceitar.

– Sente-se aqui, senhorita. – ofereceu-me um lugar na cama – Vou fazer mais pipoca. – saiu em direção a um lado oculto do quarto – Refrigerantes e chocolate? – gritou do além.

– Por favor – devolvi. Ele não demorou a retornar – Você tem uma cozinha no quarto? – perguntei pegando meu refrigerante e um pouco de pipoca.

– Frigobar e micro-ondas. – esclareceu jogando ao meu lado e pegando o controle da TV – O que acha de algum filme sobre, sei lá, agentes secretos?

– Eu acho ótimo. – sorri. Esta noite seria divertida.