The Mission

33 Quarto do Pânico


Notas iniciais
Olá amores! 2016 está aí e eu estou aqui postando mais um capítulo de The Mission. É a vida né? Enfim, vamos ao que interessa. Eu amei os últimos reviews, sério, foram de arrasar e espero receber mais neste capítulo. Além de recomendações e favoritos que me deixaria feliz demais. Sem mais delongas, desejo uma boa leitura a todas. Até breve, garotas!

– Por favor, precisamos entrar. – sussurrou a loira do grupo, quase implorando.

Rose puxou-a para dentro acompanhada dos outros dois. Estavam claramente fatigados e com ferimentos leves.

– O que houve com vocês? – Weasley fez a pergunta de um milhão de dólares.

– Estamos em apuros, todos nós. – declarou Roxanne.

– Em outras palavras. – começou Albus – Fodeu a porra toda.

Rose Weasley

Alguns minutos depois de meus colegas de trabalho acomodarem-se na sala da casa, pude entender melhor a situação. Scorpius e eu dividíamos um sofá de frente para o outro, que acomodava Roxanne e Dominique. Albus preferiu sentar-se sobre o tapete, assim poderia esticar sua perna ferida. A Central fora atacada e muitos agentes estavam mortos. A informação causou espanto em mim, afinal, eram pessoas de meu convívio e por mais que conhecesse a maioria apenas por nomes ou nem isso, imaginava a dor de suas famílias naquele momento. Era terrível demais. Roxanne explicou que era um ataque inevitável, já que havia sido organizado pelo próprio assistente do Sr. Rogers. Eles não possuíam mais detalhes, em meio ao desespero esconderam-se dentro de uma das cabines de bronzeamento artificial no interior da área de trabalho de Dominique. Antes de saírem de lá, conseguiram pegar um pouco de água e duas caixas de primeiros socorros a fim de ajudar os feridos que encontravam pelo caminho. Com grande esforço, conseguiram ajudar pouco mais de uma dúzia de pessoas até que Albus levou um tiro na perna esquerda. Graças à experiência de Dominique com pinças e agulhas, ele estava bem, porém apavorado, assim como as outras. Depois desse incidente perceberam que era necessário saírem dali o mais rápido possível. Conseguiram desvencilhar-se dos soldados do mal – denominação do meu primo – que cercavam o lugar, por mais que tenha exigido deles bastante perspicácia e atitudes nada convencionais, como usar os corpos dos caídos como escudo. No entanto já sabia que aqueles, desmaiados ou agonizando, não teriam chance alguma.

– O assistente matou o Sr. Rogers, era tudo parte de um plano. – a morena nos explicava – Norbert Blankenheim estava associado ao diretor da CIA, Volkmer Rost, num plano para derrubar Grant Rogers. O diretor seria o sucessor de Rogers ao cargo e prometeu a Blankenheim o antigo cargo.

– Como sabe disso? – indaguei impressionada.

– Estava na sala de Rogers quando tudo aconteceu. Ele escondeu-me numa antessala secreta dentro do seu escritório e ficou do lado de fora. Disse a mim que não havia escapatória para ele, já que Norbert conhecia seu esconderijo, mas que poderia haver para mim. – declarou um pouco emocionada – Antes mesmo do ataque se iniciar, tive a impressão de que ele sabia o que iria acontecer. – devaneou.

– Rogers sempre foi muito esperto. – Scorpius comentou – Com toda certeza já estava desconfiado.

– Não duvido. – Dominique acrescentou – Há algum tempo vinha mandando seus melhores agentes para missões distantes e dispensado os não-essenciais mais cedo. Nenhum dos funcionários responsáveis pela comida ou limpeza ficavam no prédio depois da seis. Considerando que antes tais serviços funcionavam em tempo integral, é algo a ser notado. Ele era bom e astuto, não pretendia que houvesse mais baixas do que as que já tivemos.

– Tem mais. – Johnson anunciou – Rogers me deu ordens antes de ser assassinado pelo assistente. Disse que precisava entrar no computador dele e apagar nossos nomes de lá. O meu, da Dominique, do Albus, do Scorpius e de você, Rose.

– Por que faria algo assim? – perguntei atônita em demasia. Era confuso e estranho.

– Não faço ideia. – expôs – Ele também disse que era para virmos para cá.

– Antes de sairmos procurei Lorcan e ele acabou com qualquer forma de localização a vocês. Tirou os rastreadores dos celulares, desativou as câmeras da casa e a Roxy mudou os registros dessa casa. Agora consta nos registros que a residência pertence a um casal que está em viagem. – a loira informou piscando várias vezes devido ao nervosismo.

– E onde está Lorcan? – soltei temendo a resposta.

– Morto. – Albus disse com pesar – Dominique não citou o que ele fez de melhor por nós. – recordou-a – Ele liberou o “quarto do pânico”.

Estava prestes a perguntar o que era o quarto do pânico, contudo algo se passou pela minha cabeça. Havia um quarto trancado em toda casa.

– E o que tem lá? – a voz de Scorpius fez-se presente ao meu lado.

– Não fazemos ideia, mas pode ser útil.

Subimos as escadas o mais depressa que podíamos. O moreno apoiava-se em Scorpius, estava claramente dolorido e precisava repousar. Ao chegar à porta que antes estava trancada, os três visitantes abriram espaço para que o Malfoy e eu, lado a lado, pudéssemos abri-la. Fitamos um ao outro e notei que ele estava hesitante, assim como eu. Respirando mais depressa que o normal, foquei-me na porta. Segurei a maçaneta e senti a mão do loiro sobre a minha. Encarei-o surpresa enquanto ele lançava-me um sorriso encorajador. Juntos, liberamos a entrada, espantados com o que estava guardado ali dentro. Era um cômodo enorme dividido em três áreas. Computação, laboratório e armamento. Nossos novos hóspedes passaram por nós com o objetivo de explorar o local.

– Estas belezinhas precisam ser usadas logo. – empolgou-se a Delacour diante dos frascos de componentes químicos dispostos ali.

Scorpius encarou-a estranhando sua atitude.

– Está ciente de eu não são bebidas coloridas, não é? – desdenhou.

– Só porque sou loira e bonita não posso ser inteligente? – retrucou nervosa – Além de esteticista, também sou formada em Química, Malfoy. Afinal, quem mais produziria minhas tintas de cabelo se não eu mesma?

– Não quis ofender. – levantou os braços em sinal de rendição. Um sorriso brincalhão preenchia seus lábios.

– Por que esconderam esse repartimento da gente? – questionei quase inaudível enquanto me aproximava dos computadores – O que ganhariam com isso?

– Ignorância. – Albus respondeu apoiando-se numa das mesas ao ficar na minha frente – Quanto menos equipamentos, menos chances.

– O que faremos agora? – Scorpius demandou juntando-se a mim e meu primo – Praticamente deixamos de existir dentro da CIA.

O silêncio reinou por um tempo até que Roxanne manifestou-se.

– Vamos voltar a existir. Temos equipamento, – apontou para a sala – Inteligência – direcionou o olhar para Albus e Dominique – E força. – encarou Scorpius e eu – Não deve ser tão difícil. Simularam um ataque terrorista à Central, todavia ainda temos outras bases secretas. Sei que as informações são confidenciais para qualquer um de nós, mas Rose é uma hacker muito boa e eu fui a principal secretária naquele lugar por muito tempo. Se não conseguirmos nada com isso, aí poderemos ficar desesperados.

– Está sugerindo que devemos concluir a missão e ainda por cima reestruturar a CIA? – o loiro interpelou – É loucura!

– Enquanto forem Elizabeth Parker e Josh Banks estarão seguros. – assegurou Delacour – Consequentemente, estaremos seguros com vocês.

– Então vamos mesmo fazer isso? – queria a confirmação – Invadir os sistemas da CIA, prender um dos caras mais perigosos do mundo e sair vivos disso?

– É por aí. – Albus concordou – Mas, por hora, só queria um banho.

As meninas concordaram prontamente. Imagino o quão tensas e doloridas elas também estavam. Um banho resolveria muita coisa.

Scorpius saiu para comprar hambúrgueres e quando voltou, estavam todos limpos e prontos para devorar qualquer coisa. Procuramos não falar muito sobre os recentes acontecimentos, e para amenizar a situação, tentei entrar num outro assunto não tão delicado.

– Como iremos pagar as contas, agora? – levantei a questão – A agência cuidava disso.

– Não se preocupe, podemos movimentar nossas reais finanças. – Scorpius respondeu.

– Está certo. – assenti – Já que ficarão aqui enquanto estivermos na escola, terão de deixar a casa em ordem. – avisei aos hóspedes – E a comida também é por conta de vocês. Scorpius e eu vamos tentar adiantar as coisas da nossa principal missão.

– Como assim? – o loiro indagou confuso.

– Vamos investigar a escola e arredores. Vamos nos aproximar da casa do Lestrange também, memorizar o perímetro e invadir os espaços que pudermos. Roxy – foquei minha atenção nela – Mais alguma informação que devemos saber?

– Vão tentar fingir que foi ataque terrorista, assim conseguirão mais dinheiro do governo e mais poder sobre o país. Nossa sede é secundária, eles querem mudar isso, porém não vejo como pode ajudar.

– Ambição demais é perigoso. – Malfoy citou – Talvez nos ajude mais tarde.

– Ficaremos de mãos atadas enquanto vocês fazem o trabalho duro? – Dominique protestou.

– Não. – garanti – Roxy estará encarregada de avisar às nossas famílias que estamos vivos e bem. – ela assentiu – Depois tente contatar aliados, vamos precisar de alguns. Domi, Scorpius e eu vamos vasculhar tudo até encontrar a fórmula, ou pelo menos os componentes do Inexcusabiles, um soro que pode se tornar uma perigosa arma química. Assim que conseguirmos, você irá criar a cura. – a loira arregalou os olhos espantada – Não se preocupe, sei que vai conseguir. E Albus – ganhei sua atenção – Costure uniformes que valha a pena usar.

– Mesmo se eu conseguir alguns aliados, não podemos encarar o perigo sozinhos. – argumentou Roxanne.

– Fique tranquila. Já temos um pequeno exército.