The Miss Sunshine: "A filha de Apolo"
2 Meu melhor amigo está meloso.
Notas iniciais
Eu estava sentada encostada no tronco de uma árvore na floresta e Nico estava do meu lado, já era noite e nós estávamos conversando, um contando o dia pro outro.
– Como foi seu dia Raio de sol? – ele me perguntou e senti sua mão encostar na minha.
– Normal, eu joguei vôlei, estudei grego antigo e depois fiquei treinando arco e flecha, e agora a pouco estava cantando. E o seu dia?
– Eu fui as minhas aulas, treinei com Percy, e depois me tranquei no quarto, não gosto muito de sair de dia e você sabe Raio de sol.
Nico estava com uma mania de me chamar de Raio de sol, eu realmente estava estranhando o comportamento dele, ele nunca foi de falar muito, nem mesmo comigo, e nos últimos dias ele estava tão falante.
– Eu sei, eu até gosto do sol, do dia, mas eu ainda sim sou muito pálida, todos falam que pareço filha de Hades, eu lembro que no começo eles me chamavam de estranha...
Nico acariciou meu rosto, coisa que ele NUNCA fez, e me deu um beijinho na testa e começou a falar.
– você não é estranha é bonita do jeitinho que é, e seu pai, Apolo, tem muito orgulho de você, olhe só pra você, uma garota linda, com olhos mais lindos ainda, cabelos inigualáveis, pele branca como a neve e... – ele parou e olhou pra minha boca- essa boca bem desenhada, com traços finos e intensos, qualquer um daria a vida pra beijá-la.
Okay, aquilo foi MUITO estranho, Nico nunca falou aquilo, ele nem se quer falava, eu me lembro que um ano atrás eu tive que cair em cima dele (longa história) pra ele falar comigo.
– Desculpa – ele riu- Ignora isso okay?
–Okay.
Eu me levantei, eu estava ficando com sono e necessitava dormir, e além do mais, eu não gostava muito da noite, preferia a luz do sol batendo contra minha pele.
– Nico eu estou com sono, vou dormir tá?
Ele me olhou com uma expressão triste.
–Mas já? Eu ainda não estou com sono, fica mais um pouco Sunshine.
Eu olhei pra Nico e ele estava com aquele olhar triste me olhando como se estivesse implorando pra mim ficar mais um minutinhos.
– Nico, eu não posso, já está tarde.
– Vamos fazer assim, você vai pro meu chalé e nós ficamos conversando, quando sentir sono você deita na cama e dorme.
Olhei pra ele desconfiada.
– Não sei Di Ângelo, eu deveria estar no meu chalé.
– Por favor Elizabeth, eu sou seu amigo, faço de tudo por você, mas quando é pra você fazer um esforcinho pra me ajudar não pode?
– Ta bom seu chato, eu vou pro seu chalé.
Ele levantou e saiu me puxando pelo acampamento afora, até chegarmos ao chalé dele, entramos no chalé e ele acendeu a luz.
–Lizz meu Raio de sol, se importa de virar de costas, ou tapar os olhos? Eu vou me trocar.
Eu tapei os olhos e enquanto Nico se trocava ele ia falando comigo.
– Lizz, lembra no dia que nos conhecemos? Eu lembro que você estava chorando e quando caiu em cima de mim...
Flashback ON
“Eu estava andando pelo acampamento quando uma garota me puxou pela camiseta.
– Novata, qual é seu nome?
– E-Eliezabeth...
Ela me olhou de cima abaixo.
– bom como todos os novatos você tem que passar pelo ritual de “Bem- vindo ao Acampamento Meio-sangue”
Eu estremeci e fiquei ali, encolhida olhando pra garota, enorme, com colete militar e olhar cruel, logo ouvi uma voz feminina atrás de mim.
– Clarisse, deixe a garota, ela é acabou de chegar, deve estar assustada.
– Cale a boca princesinha, eu não vou fazer tudo que você manda, ela não passa de uma filhinha de Hades, como aquele Nanico do Di Ângelo.
Olhei pro chão desapontada, porque raios todo mundo achava que eu era filha do Senhor dos mortos?
– Correção ela é filha de Apolo, repete comigo Clarisse A-P-O-L-O- a garota soletrou
Olhei pra trás e vi que era Annabeth, sorri ao vê-la, mas logo Clarisse me empurrou e eu cai no chão.
– Você não parece uma filha de Apolo, parece um pássaro assustado, um urubu filhote, daqueles bem feios, da vontade de matar aquele bicho, olhar pra você me dá nojo garota, a gente se esbarra, e ai você vai se ver comigo, e não vale chamar amiguinho nenhum pra te defender.
Eu me levantei e senti lágrimas rolarem pelo meu rosto, eu não era aceita naquela droga de acampamento, me virei e sai correndo
– ELIZABETH, ESPERE.
Annabeth gritou, mas eu nem dei bola, continuei correndo até que ‘BUM’ colidi com alguém ou alguma coisa, olhei pra cima e vi um garoto, mais ou menos da mesma altura que eu, talvez uns dois centímetros mais alto.
– D-desculpa — disse secando as lágrimas- desculpa mesmo.
Ele me olhava sério, mas assustado.
– Ei, porque esta chorando?
Olhei pra ele e disse.
– Clarisse.
Ele fechou a cara me ajudou a levantar e foi andando em direção onde a garota estava”
– É.
Ele destampou meus olhos e me entregou uma camiseta preta, maior que eu, tipo bem maior, com uma caveira estampada.
– O que é isso Nico?
– Seu pijama de hoje, pode se trocar, prometo não olhar. – ele sorrio pra mim.
Peguei a camiseta e esperei ele tampar os olhos, comecei a me despir e coloquei a camiseta, estava sem sutiã, só de calcinha e camiseta.
– Pronto? – ele perguntou
– S-Sim. – eu respondi com vergonha.
Ele se virou e me viu só com aquela camiseta, eu percebi que eu comecei a corar e meu rosto começará a queimar.
– Não precisa ficar com vergonha não Lizz, eu sou seu amigo, lembra? Melhor amigo, sabemos tudo um do outro.
Eu andei até a cama e sentei do lado dele.
– É, acho que afinal de contas tenho que agradecer por alguma coisa que Clarisse fez, eu encontrei a melhor pessoa do mundo, meu melhor amigo.
Ele sorrio e colocou uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.
– Eu não imagino a minha vida sem você sunshine, você é realmente uma pessoa especial.
Ele beijou minha bochecha e eu sorri.
– E-Eu vou dormir tá?
Ele desfez a cama e deu espaço pra eu me deitar, me deitei e senti ele se deitar na mesma cama.
– Nico v-você vai dormir comigo?
– Está frio, eu até gosto, mas eu sei que uma camiseta e uma coberta não esquentam uma filha de Apolo, você prefere o sol.
Ele abraçou minha cintura e sussurrou um “boa noite” e acabou adormecendo, não demorou muito e eu apaguei.
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