The Meta-Pony Project 7ª Temporada
6 Planeta Encontrado
Notas iniciais
“Viagem no tempo é real e toda a História está vulnerável ao ataque de viajantes do tempo mal intencionados. Por isso desta vez precisamos viajar no tempo para impedir que as chamadas Aberrações do Tempo se espalhem e para apagar o dano delas à História. Somos um grupo diferente de tudo que você já viu, pois dessa vez... estamos afirmando sermos heróis... porque nós somos os Originais.”
— EVA
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Núcleo Galáctico
Sistema Solar OGLE-2018-BLG-0667-L
Ano 80 Pós-Século do Julgamento
Em uma região distante de Galope e do Sistema Solar na Via Láctea, em uma região bastante tumultuada por estrelas, anéis de poeira, nebulosas, colisões e explosões estelares, uma região com muito brilho, chamada Núcleo Galáctico, viajava uma nave alongada com metal parecido com cobre, contendo um formato de charuto e km de extensão. Sessões de painéis solares dominavam o meio da nave, aonde as máquinas trabalhavam e aonde anéis externos giravam em torno dela, anéis metálicos pesados com o intuito de gerar gravidade e eletromagnetismo artificial que provém energia extra para a espaçonave. Lá fora, havia um logo em sua estrutura, NEVEC (Neo-Venus Constructions), responsável naquele milênio pelas explorações, colonizações e minerações espaciais além do Sistema Solar, em regiões até intergaláticas.
Uma nave de aproximadamente 1km de extensão se desprende da nave-mãe, acelerando na direção de um pálido centro alaranjado flutuando na imensidão do espaço, uma nave com forma de trapézio, tendo sua ponta parecida com um guarda-chuva segmentado e um cilindro logo em baixo. A nave acelerou por alguns dias e se aproximou cada vez mais do objeto alaranjado, um enorme objeto semelhante a Jupiter, quente, com colorações que variavam do amarelo para o laranja e o vermelho mais escuro, com um brilho que refletia na nave da mesma forma que uma estrela. No horizonte daquele monstruoso corpo celeste, nascia um pequeno e pálido ponto branco, para o qual esta nave acelerou.
O planeta do qual se aproximavam, EDN III, um mundo de gelo visto do espaço, era o alvo e destino daquela nave, que lançara um pequeno módulo e uma nave de pouso lá para baixo. A nave de pouso desceu com tudo pela atmosfera, seguindo o módulo que fora lançado, com seu scanner avermelhado e pulsante, seguindo uma nevasca que acontecia logo abaixo das nuvens. A nave de pouso abriu paraquedas, mas estes congelaram e tivera que se contentar com o acionar de propulsores para pousar em solo, os trens de pouso afundaram em gelo sólido como rocha e travaram. Dois pôneis abriram duas escotilhas rapidamente, ambos de máscara e roupa de inverno.
?: Aí, Peyton! Pousamos alguns metros longe!
Avisou um garanhão.
??: Certo, alguém vai ter que ir lá fora ver isso e procurar um caminho de segurança até o Beacon 01!
Avisou ele ao outro garanhão.
?: Eu te guio. O restante deverá se recuperar rapidamente do pouso forçado!
O garanhão do outro lado tirou a sua máscara, revelando ser um unicórnio de pelo branco albino, ter olhos azuis, crina loira bem acinzentada penteada para trás e barba e bigode no rosto. Ele se pôs para fora da nave e atirou um gancho da porta da escotilha, por onde desceu se pendurado até a neve, aonde deixou uma pegada. Peyton rapidamente puxou sua garra e correu pela nevasca.
?: Peyton, pega leve na corrida, esse lugar deve ter instabilidade geológica, o pior é o que a gente não sabe!
Avisou ele.
Peyton: Claro.
Ele desviou de uma fratura no gelo, causada pelo pouso e foi andando até encontrar uma caverna, por onde se embrenhou. A caverna continha um ar morno, aromado com cheiro de cinza, capaz de protegê-lo do frio.
Peyton: Olha, acho que já fiz uma descoberta. O local parece mesmo ativo geologicamente.
Avisou ele na escuta e seguiu em frente, por uma caverna que continha feições estranhas em suas paredes rochosas e nevadas.
Peyton: Que estranho.
Ele analisou o padrão e seguiu em frente, por onde acabou indo parar em uma região mais escura.
Peyton: Eu estou indo na direção certa? Alô?
Não havia sinal lá dentro. Ele seguiu alguns passos adentro dela, aonde ouviu um pequeno chiado e puxou uma arma da trinca em sua perna direita traseira, uma pistola negra. Peyton iluminou ao seu redor até apontar a lanterna na direção de uma rocha oval parecida com um ovo. Quando ele iluminou ao redor, viu várias delas, no chão, nas paredes e no teto, seguido de uma espécie de “vegetação” negra, parecida com raízes, que conectavam os ovos.
Peyton: Meu Deus!
Se assustou ele com a descoberta e deu dois passos para trás. Ele se aproximou, mas o ovo mais próximo brilhou laranja bem claro e explodiu por inteiro, o que lançou uma onda de calor em Peyton, que ele pôde sentir como se fosse um impacto de explosão.
Peyton: Ugh!
Sua armadura flicou um pouco com o impacto.
Peyton: Aposto que esse sistema de reação não existia nas criaturas lá na Terra... estranho.
Peyton percebeu movimento ao seu redor e logo percebeu que haviam seres negros embrenhados na escuridão. Ao iluminar, seres ovais desprovidos de olhos, cujo corpo era semelhante a uma flor que se abria em três pontos, e três pernas, com simetria trilateral, se moviam das paredes até ele, como em uma colméia de formigas reagindo a um intruso. Ele atirou para cima e perto dos seres, afastando-os de medo.
Peyton: Isso definitivamente acabou de ficar mais estranho!
Surtou ele.
Os animais, curiosos e espertos, deram a volta na luz e se aproximaram dele, o forçando a atirar contra eles. Ele atirou e acertou alguns, causando-lhes estouros ao serem atingidos, estes que acabavam derrubando um fluído assim que mortos, um líquido bastante viscoso, brilhante e amarelado, com uma textura semelhante a da gasolina ou de metal fundido e derretido, que certamente chamou a atenção de Peyton.
Peyton: Atenção, atenção, quem quer que esteja na escuta!
Ele sorriu e se agachou.
Peyton: Parece que as previsões estavam certas. A previsão de EDN III é nevasca... com a nova fonte de energia para a Terra.
Anunciou ele para quem estivesse ouvindo no canal geral, assim como este ouvira raios e trovões caindo do lado de fora da caverna, na tempestade.
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Século XXI
Espaço-N
Doutor: C-Como... assim?
Ele olhou ao redor, procurando qualquer sinal visual do planeta.
Doutor: EVA, não tem nada aqui e sem sinal de para onde foi.
Ele se virou e deu de ombros para ela.
EVA: Vou correr uma varredura espectral.
Twi: Posso tentar uma varredura cronal e...
Doutor: Não, você pode se cansar demais, é um planeta inteiro e mais denso que Galope.
Ele retornou para dentro, para ajudar EVA a correr rapidamente a análise. Três horas se passaram e nenhum resultado ou pista sobre o planeta foi dado.
EVA: Não há radiação dentro do espectro eletromagnético.
Doutor: Hmmm, então hora de tentarmos outros espectros.
Ele sonicou nos espectros da matéria escura, gravitacional, da energia escura, mágico e forças forte e fraca.
Doutor: Roda tudo no computador.
EVA: Vai demorar mais uma meia hora fazer de tudo isso, ainda mais da energia escura.
Doutor: Pode ser.
EVA: Corrigindo... irão levar 5... semanas.
Doutor: Caramba!
Ele encarou horrorizado o painel da TARDIS.
Doutor: Precisa de uma atualizada, hein?
Ele pôs os cascos na cintura e a TARDIS soltou um som como resposta.
Doutor: Não, um SSD para TARDISes não existe.
Respondeu a TARDIS.
EVA: A Twilight foi dormir enquanto isso, com o Flash, para recuperar suas forças.
Doutor: Okaaay. E você sabe disso como?
EVA: Consigo ouvir o coração de ambos palpitando agora pouco e-
Doutor: OH KAY. EVA, precisamos falar sobre privacidade também, uma hora dessas.
EVA: Não entendo para que, uma vez que sou andróide e não posso ter filhos.
Doutor: É para o caso dos outros, mesmo.
Definiu ele.
Doutor: Ou já podemos escolher outra missão, agora. Eu to entediado, falei para todo mundo que vou morrer, mas não significa que não me sinto vivasso da Silva.
Disse animado e se esticando, conforme andava perto do painel, olhando ele. Doutor pressionou no painel e subiram nele vários casos ao longo da História, por onde ele olhou e pensou.
Doutor: Hmmm, tem tido muitos casos no Futuro Distante.
Ele olhou.
EVA: Resolver eles pode ser uma tacada de mestre, uma vez que estão mais próximos de se tornarem concretos.
Doutor: Sim, é uma boa idéia mesmo, EVA.
EVA: Só cumprindo a minha função.
Disse ela com um ar envergonhado.
Doutor: Você cresceu muito nos últimos 100 anos... foi difícil te pôr nos eixos, hein robôa?
Brincou ele.
EVA: Heh, Doutor! Sabe que parte da ajuda veio da TARDIS.
Ela deu uns tapinhas no painel e a TARDIS soltou dois sons.
EVA: E-Ela não gosta, heh...
Ela deu de ombros.
Doutor: E seus olhinhos robóticos tentam até imitar expressões faciais, logo vai poder tornar aquele seu defasador fotônico em um verdadeiro transformador.
EVA: Não é assim que se chama, mas acho que sei aonde quer chegar.
Ela ficou pensativa com isso.
EVA: Um corpo eqüino...
Doutor: Bom... AH-Uuuhhhmmm, acho que vou ter que escolher, né mesmo? Qual brincadeira eu uso? Ah, sim!
Escravos de DAVROS jogavam com pinças e cerras.
Tira ór-gão, põe me-tal, deixa EXTEEEERMINAR.
Skaaro com Mondas fazem
Zip-tam-PLOW!
EVA: Ih, não acho que essa seja a música que os galopianos cantam, Doutor. É Escravos de Jó!
Doutor: ESCOLHI! Esse aqui. O ano é 28.000 a partir da verdadeira conformação de Equestria, depois que Celestia e Luna assumiram, no tempo presente do Século XXI.
Assim que todos descansaram e repousaram, Doutor os chamou para a próxima missão no dia seguinte.
Doutor: Muito bom-dia, minha gente.
Ele apontou automaticamente para o painel.
Doutor: É a sua próxima missão que fala aqui.
Ele sorriu bem grande.
Soarin: Er, então você ta mesmo-
Flash lhe deu uma cotovelada na costela.
Flash: Sem mencionar esse fato!
Ele falou entre os dentes.
Soarin: Flash... eu só ia perguntar se era isso mesmo, missão logo pela manhã, que nem na academia.
Flash: Oh... certo.
Doutor: Molto bene! Nós vamos para o 28º milênio.
Ele bateu os cascos, com empolgação.
Twi: 28º?? Nossa, nunca fomos tão longe assim no tempo.
Doutor: Acredite, esse é o primeiro bilênio, apenas. Vou explicar um pouco do nosso caso de hoje.
Ele se virou para a tela, aonde estava sendo mostrada um mapa estelar contendo três galáxias e galáxias-anãs.
Doutor: Galope nestes tempos chegou ao consenso mundial de ser chamado de Planeta Terra por todos os povos, finalmente. Contudo, os recursos dela logo se mostraram não ser infindáveis a todos. Disputas pelo petróleo que ocorreram em 15.000 e 16.000 acabaram gerando uma pressão na colonização espacial, que chegou ao nível intergaláctico rapidamente. As Nuvens de Magalhães, Andromeda, passaram a ser colonizadas aos poucos, na procura de recursos para suprir uma Terra que está morrendo.
EVA entrou em cena e mostrou ares completamente poluídos, enevoados por nuvens alaranjadas, cinzas e nuvens negras, cidades futuristas repletas de arranha-céus.
Twi: Meu Deus...
Doutor: A poluição do combustível fóssil foi a causa... houve um colapso da biosfera.
Ele pressionou os lábios.
Flash: Erm, isso não é a Aberração do Tempo, é?
Doutor: Não, isto é um processo natural de qualquer civilização avançada que não... saiba bem aproveitar a ecologia do planeta... é natural no Universo.
Soarin: Hmmm, isso é péssimo. Sobrando pôneis para viver nesse nevoeiro, tá tudo bem.
Ele sorriu e o casal estreitou os olhos para ele.
Doutor: Acontece que a Aberração, de fato está nos chamados “Anos Pós-Século do Julgamento”, que foi o século aonde a Terra realmente se esgotou de recursos e apenas planetas com vida, agora, podem ajudar a combater a ocorrente Sexta Extinção.
Twi: Então... eles estão tentando recuperar a vida extinta?
EVA: Mais ou menos, alguns nichos precisam ser urgentemente recuperados na Terra para manter alguns ciclos biogeoquímicos. É aí que entram os metanógenos, células alienígenas capazes de gerá-los.
Soarin: Hmmm, direto ao ponto??
EVA: Um planeta descoberto no século 30 e habitável, o mais próximo do Centro Galático, é aonde está a anomalia. Trata-se de EDN III, um lugar que vai ter um papel cosmopolítico e econômico importante na recuperação ecológica da Terra.
Explicou ela.
Soarin: Entendi, então algum viajante do tempo simplesmente está...
Ele balançou a cabeça negativamente.
Soarin: ... ameaçando a própria Terra e seu destino?
Doutor: É, creio que não se trata de um viajante do tempo de Galope.
Garantiu ele.
EVA: Se falharmos, uma série de estrelas perto do Centro Galáctico se apagam na linha do tempo alternativa, seguida pela morte completa de toda vida multicelular da Terra, por conta da poluição generalizada.
Ela mostra um holograma, mostrando ruínas de cidades em um deserto, sob um céu negro e obscuro.
Flash: É... ainda bem que vou estar morto para não ver isso.
Doutor: Eu ainda não sei porque essas estrelas se apagam, mas EDN III é um planeta com um vasto tesouro... civilizações já tentaram pousar nele para extrair esse recurso, mas nenhuma conseguiu sequer colonizá-lo. É aí que o potencial de Equestria realmente se destaca no Universo, quando conseguem na linha do tempo original.
Ele disse fascinado, dando uma moral para eles. Twilight sorriu.
Twi: Ah, nós temos o nosso patriotismo e o nosso orgulho.
Flash: Afirmativo.
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EDN III
Bishop’s Wake
Ano 81 Pós-Século do Julgamento
A TARDIS se materializou em um deserto congelado no meio do dia, com a neve refletindo a luz até em suas montanhas. Doutor, Flash, Soarin e Twilight saíram com roupas bem agasalhadas de inverno, EVA saiu gerando seu holograma.
Doutor: EVA, não vai precisar...
EVA: Ah... quero me sentir menos a vontade, mesmo.
Ele deu de ombros e fechou a porta.
Soarin: Hmmm, acho bom encontrarmos um bom lugar para se acomodar, antes de virar picolé.
Ele apontou para o horizonte, aonde havia uma série de nuvens cinzentas se aproximando, através do que parecia um oceano congelado.
EVA: É uma era do gelo, ele está certo.
Doutor: Não deve demorar muito para chegarmos aonde temos que chegar.
Ele sonicou o ar.
Doutor: Eu capto um sinal de radiofreqüências, vindo do Norte.
Ele apontou para as montanhas. O grupo foi andando aos poucos, passando 20 minutos andando.
Twi: Esse planeta tem praticamente a mesma gravidade de Galope... é... incrível! Fazia tempo que a gente não saía assim pelo Universo!
Ela experimentou, pulou e voou pela atmosfera, com sua exaltação e animação.
Doutor: Voa baixo, Twi.
Ele disse em voz baixa.
Twi: Er... por quê?
Ela continuou voando.
Doutor: Eu não expliquei tudo sobre EDN III. Porque realmente é muita informação.
Soarin: Senta que lá vem história... literalmente.
Disse ele completamente entediado.
Doutor: Há animais predadores aqui, que se alimentam até de carne extraterrestre.
Avisou ele. Twilight pousou.
Twi: Oh.
Soarin: Ah, ai sim! Isso para mim é suave!
Doutor: Vamos com cuidado, e rápido.
Ele retomou e apertou o passo, olhando para o horizonte e qualquer outro sinal estranho vindo de lá.
Flash: De onde vêem estes sinais?
Ele se aproximou de Doutor, tocando na chave de fenda dele.
Doutor: Creio que de uma colônia próxima.
Eles começaram a conversar sobre isso. EVA e Twilight ficaram para trás.
EVA: Esse é o ele de sempre quando sai.
Twi: Como assim?
EVA: Animado, chamando atenção as vezes. A notícia foi pesada, mas ele parece estar encarando bem.
Twi: Ele não encarou muito bem da última vez que isso aconteceu. Mas pode ter razão, já estamos em campo novamente.
EVA: Sim... enquanto isso, ele sabe para onde quer ir e o que quer fazer...
EVA falou com um pequeno pesar.
Twi: Sim.
EVA: Bem interessante...
Twilight suspeitou de algo que EVA sentia e tentou conversar mais, contudo ela deixou quieto. Os Originais seguiram andando pela encosta da montanha até níveis mais altos, por onde o vento batia com mais força. Daquela altura era possível ver grandes escarpas e montanhas de gelo ao longo de um oceano submerso congelado que se extendia até o horizonte, geyseres ao longe, montanhas e a tempestade se aproximando. O caminho continuou seguro até toda aquela parte alta em que estavam começar a tremer.
Soarin: É um terremoto?
EVA: Não há falhas sísmicas aqui.
Uma enorme garra negra se projetou da encosta e bateu com tudo aonde estavam. Flash pulou com Doutor para trás, o desviando de uma enorme pinça gigante. Outra se pôs do lado e patas se revelaram. Uma gigantesca criatura artrópode, semelhante a um caranguejo gigante, com espinhos alaranjados projetados nas costas, se ergueu sobre eles e deu um rugido.
Twi: AAH!
Doutor: Se espalhem!
Ele correu e se afastou. Os Originais assim fizeram. EVA foi na direção do monstro e atirou contra seu rosto duas vezes, espirrando um lodo alaranjado no chão. O monstro desceu a pinça nela, a agarrou, tentou amassar e jogou ela contra uma rocha, com selvajeria.
Twi: EVA!
O monstro seguiu Flash, se jogando na direção dele e o atingindo nas costas com todo seu corpo.
Flash: AAAH!
Flash desconstruiu seu corpo e se refez em cima dele, aonde ele criou uma espada em sua perna direita e a desceu através dos cristais alaranjados, perfurando o animal.
Flash: Vai virar acarajé, ciri!
Ele transformou o outro braço em uma marreta com espinho e desceu com tudo nas costas dele. O monstro rugiu de dor e tentou alcançá-lo com as duas pinças. Doutor sonicou a criatura.
Doutor: Tudo que brilhar alaranjado é um ponto fraco dele!
Soarin percebeu alguns nódulos nas pernas do animal, se afastou e se lançou contra elas em uma investida, quebrando uma com um soco. Uma das pernas do animal saiu fora.
Flash: Ele parece que vai lutar até a morte.
Twi: Só pode estar com fome, qual é a dieta dele?
Doutor: Ah... eu não sei.
Ele tentou sonicar enquanto pulava e desviava dos movimentos da criatura. Twilight se defendeu com um escudo de ser esmagada e criou uma nova mágica para afastá-lo.
Twi: PARA LÁ!
Soarin tomou um golpe de uma pinça e caiu rolando na neve. Flash cria um escudo e se defende de uma pinçada gigante na cabeça.
Flash: Caranguejo na montanha!? Isso não segue nem um pouco as regras da Biologia em Equestria!
Ele afastou a pinça dele com força, criou sua própria pinça e arrancou outro cristal, na força bruta.
Doutor: Tá difícil.
EVA olhou para cima, deitada na neve e ouvindo os gritos dos demais ao longe, quando um veículo bípede pulou por cima dela, caindo do alto de um precipício. EVA se ergueu conforme ele caia na neve, um gigantesco construto semelhante a um robô gigante, com furadeira e garras. O construto correu na direção do monstro.
Twi: Huh! Flash, Doutor, se afastem daí!
Ela se teleportou para longe dali. Doutor correu para o lado e em linha reta. Flash observou o robô se aproximar e não teve tempo para desviar, acabou sendo atingido com o monstro por uma furadeira do dobro do seu tamanho.
Flash: AAAAAAHHHH!
Ambos se pegaram de jeito, trocando porradas e empurrões. O construto desceu a garra na cara do caranguejo e perfurou uma das pernas com a furadeira, dando-lhe um golpe na cara em seguida. Flash se segurou ao transformar as duas patas em espadas e fincar nas costas do animal. O construto começou a empurrá-lo na direção da borda.
Twi: Não vejo o Flash!
Doutor: Flash!
Ele ousou se aproximar, mas Twi o impediu. Flash olhou para baixo e os golpes que o monstro estava tomando, decidindo entre qual forma tomar ou se ia se transformar, seus olhos correram uma chama verde e negra maior do que o normal.
Flash: Droga...
Ele fechou os olhos e se jogou, conforme o caranguejo tomava um último golpe antes de cair. Flash caiu junto com o monstro, se transformando, sentindo suas asas mudarem de forma da mesma maneira que quando vira Rei Sombra ou Wendigo, porém a sua força estava aumentando exponencialmente.
Flash: Flash...
Um vulto negro subiu com tudo de volta, quase despercebidamente de qualquer um.
Flash: MORCEGO!
Um eco gigante deu nos ouvidos de todos e um feroz bater de asas decaiu ao lado de Twilight e Soarin. Flash ergueu a cabeça e seus olhos estavam com formato de fenda e suas asas haviam ficado sem penas, ele havia virado uma espécie de pônei morcego.
Twi: Flash??
Ela ergueu uma sombrancelha.
Soarin: Mas... o que é isso?
Ele arregalou os olhos.
Flash: Hmmm? Eu não sei???
Ele coçou a nuca. Doutor olhou curioso. A atenção de todos se voltou para o construto gigante, que aparentemente se ajoelhou de frente. De seu cockpit, abriu-se tudo para cima e desceu um garanhão com roupa negra apertada.
Peyton: Ei. Quem diachos são vocês!?
Ele perguntou indignado.
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Em um local não muito longe dali, os Originais haviam sido levados por James Peyton até uma base em ruínas e abandonada, aonde ele preparou uma fogueira para eles, sem muitas explicações ou detalhes. Peyton se aproximou com duas canecas e deu para Doutor e Twilight.
Peyton: Eu não sou muito hospitaleiro e já cansei de todo esse mistério acontecendo neste planeta. Afinal, o que vocês da subsuperfície faziam tão longe da sua casa, e tão perto da minha colônia, afinal?
Ele perguntou irritado com eles e se sentou à fogueira, esperando uma resposta.
Doutor: Não somos de nenhum lugar do subterrâneo.
Ele bebeu o chocolate quente.
Doutor: Hmmm... gosto artificial, isso aqui não tem nenhum cacau ou chocolate de verdade, só imitação barata!
Ele pôs a língua para fora.
Peyton: Tá de brincadeira comigo?
Ele piscou pesado, falando sério.
Twi: Parece adorável.
Ela tentou ser mais educada com Jim.
Twi: Meu nome é Twilight.
Peyton: Meu nome é Jim Peyton... mas isso não muda nada... estão me seguindo, vocês!
Ele apontou.
Flash: Ei, fica frio ae, brother! A gente só estava seguindo um sinal ao Norte.
Peyton: Então estavam mesmo indo até a colônia da NEVEC. Vocês não podem ir até lá ainda.
Advertiu ele.
Doutor: OH-OH-OH! Calma lá, irmão! Começa desde o começo.
EVA: Nós não somos dessa colônia subterrânea.
Peyton: Hein?
Doutor encarou cada um deles, esperando uma resposta brilhante.
Doutor: Eae, Originais? Vocês não estão abrindo o bico?? Eu não vou limpar a barra de vocês.
Ele balançou a cabeça.
Peyton: Por que enviariam alguém da Nave-Mãe?
Flash: Somos de uma nova tripulação que veio da Terra.
Mentiu ele.
Peyton: Ata, e como ninguém sabe disso?
Ele brincou sério, encarando Flash com desprezo.
EVA: Somos viajantes do tempo do Século XXI.
Disse ela.
Doutor: EVA!!
Ele gritou e bateu com o casco no rosto.
EVA: É isso, Doutor.
Resumiu bem sua decisão. Jim caiu na risada.
Peyton: “Viajantes do tempo”? “Século XXI”? Sério? Ninguém mal podia ir até a Lua naquele século, quiçá viajar pelo tempo.
Twi: Ah, mas podiam sim... até mesmo sem a tecnologia que nos trouxe até aqui, pois era uma época de magias e impossibilidades.
Disse com toda sua certeza e razão.
Peyton: Magia não existe.
Flash: Então o que é isso que você fez com seu chifre?
Peyton: Fluxo de Matéria-M, ué? O muão? A partícula elementar do que antes podia ser chamado de magia... há uns 5 séculos atrás?
Ele deu risada.
Peyton: Até eu sei disso, olha que nem sou cientista. Deviam ver as suas caras.
Ele zoou com todos eles. Twilight frizou o cenhou e canalizou magia em seu chifre, criando uma pequena aurora roxa que iluminou o local.
Soarin: É sério. Somos viajantes do tempo.
Afirmou ele. Jim coçou a barba e olhou sério.
Peyton: Ok, então... s-sendo assim, por que vieram para cá? O que fazem aqui?
Doutor: Nós viajamos no tempo, porque o Universo mostrou que a história da colonização de EDN III falha por algum motivo.
Resumiu ele.
Doutor: Tem acontecido algo de estranho por aqui?
James sorriu maliciosamente.
Peyton: É brincadeira, né? Era para sermos os primeiros aqui, mas aí eu me perdi, descobri um bando de sobreviventes que vivem há uns 30 anos aqui e há bases abandonadas da NEVEC por todo o lugar. O nosso chefe quis manter segredo de todos e eu guardo segredo destas colônias perdidas, mas eu não sei por quanto tempo vou conseguir manter segredo a respeito dessa gente refugiada aqui...
Explicou ele toda a situação.
Twi: Talvez seja essa gente, Doutor. Pôneis que não deveriam estar colonizando o planeta antes da sua época correta.
Pensou ela.
Doutor: É realmente bem possível... mas nossa aberração teria que ser causada por inteligência alienígena, por conta dos danos causados da própria Aberração.
EVA: Talvez hajam aliens entre esses colonos...
Twi: Aonde eles estão, James?
Peyton: Eu não sei do que vocês estão falando, mas eu os levo até eles pela manhã. A noite, a essa hora, deve estar chovendo pedras do tamanho de icebergs lá fora.
Explicou ele. Sons de tumultos e vibrações fortes podiam ser ouvidos vindas de fora da base.
Peyton: Durmam um pouco.
Ele se levantou e saiu andando dali, os dando espaço para se acomodarem melhor.
Ainda era madrugada. Twilight acordou com uns ruídos pesados e fortes. Ela percebeu que estava com a cabeça deitada próxima do chão frio, sendo que normalmente encostava a lateral no peito de Flash quando ia dormir com ele. Ela conjurou um pequeno feitiço de proteção térmica em seus pelos, para que eles mantenham calor o mais próximo possível do corpo.
Flash estava fazendo os ruídos em uma sala próxima. Twilight bisbilhotou e viu que eram ecos que Flash realizava contra um metal retorcido. Ele estava em sua mais nova forma de vampiro, parece que estava treinando suas habilidades.
Twi: Fla-
Ela bocejou. Flash se virou em um movimento súbito, mantendo um olhar predatório e orelhas erguidas em alerta, antes de expressões faciais tomarem conta do seu rosto.
Flash: Opa... oi.
Ele deu um sorriso social.
Twi: Oi...
Disse em voz baixa, entrando na sala.
Twi: O que está fazendo a essa hora?
Flash: Eu estou vendo do que essa nova forma é capaz.
Respirou ele, bem fundo. Flash esticou a asa.
Flash: Não tem sobrado muito espaço para treinar coisas novas.
Twilight sorriu meigamente e encostou sua asa na dele, a abaixando.
Twi: Por que está preocupado com isso? Talvez tenhamos que andar muito, você precisa descansar.
Ela deu de ombros, falando com naturalidade.
Flash: Sei, mas...
Ele se virou de costas, se mantendo um pouco preso em sua idéia.
Twi: O que mais você não gostaria de falar comigo?
Ela sorriu, achando engraçado as várias vezes que as situações são sempre bastante complicadas para ele.
Flash: Combate. Eu acho que posso definir assim.
Ele exprimiu a voz, falando com aquela melancolia de antigamente.
Flash: Estamos nessa juntos e creio que precisemos melhorar nossas habilidades de combate, Twilight.
Disse com seriedade.
Twi: Isso é bobagem, Flash.
Ela balançou a cabeça, dizendo isso do coração.
Twi: Olha... eu acho incrível o que conseguimos realizar em Equestria durante um ano.
Disse ela, pensando em todo o seu trabalho e dedicação em prol da paz e harmonia.
Twi: Essa menssagem pode ser transmitida. Os outros podem ouvi-la. Às vezes dá para convencer.
Disse com um orgulho, terminando de forma séria sua fala.
Flash: Os tonitrões não pararam para ouvir, né?
Ele olhou preocupado para ela e as decisões que ela tem tomado nos últimos dias.
Twi: Guerra é guerra.
Ela deu de ombros.
Twi: As necessidades extremas imperam... mas aqui não há guerras.
Ela disse bastante calma. Flash respirou fundo.
Flash: No geral, de toda essa jornada, não quero seguir esse caminho, mas temo que seja nosso futuro.
Ele disse com afinco.
Twi: Ainda sim, devemos tentar-
Flash: E se não conseguirmos!?
Ele lançou para ela, frustrado. Twilight piscou.
Twi: Flash...
Disse em um tom baixo e distante.
Flash: E se realmente tivermos que lutar por nossas vidas em outras linhas de tempo!?
Ele ergueu uma sombrancelha, erguendo o tom de voz.
Flash: Conversar e conscientizar vai resolver alguma coisa??
Twi: Não é tão desesperador assim.
Teimou ela. Twilight se virou e saiu da sala. Flash respirou fundo e continuou a treinar.
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A manhã começava bem tarde no que dizia respeito ao horário biológico dos galopianos. Era um “nascer-do-sol” bem fosco, com uma luz levemente rosada iluminando uma pequena parte do horizonte ainda frio, negro e gelado, com nuvens negras por todo o céu. O grupo seguiu em fila indiana pelas montanhas, indo aos poucos na direção de uma enorme cratera. Peyton havia levado eles para a entrada de um vale bem pequeno, escarpado por enormes montanhas e escarpas de gelo, aonde uma enorme estrutura metálica cilíndrica estava praticamente enterrada no gelo, com pequenos pontos sendo de evasão de gases, revelando atividade industrial.
Peyton: Bem-vindos à Coronis.
Disse ele, dentro de seu exoesqueleto.
Peyton os guiou até a base central, cuja entrada ficava no alto de uma das montanhas. Um enorme portão de metal de abriu, revelando um túnel altamente mecânico, por onde os personagens passaram. O portão se fechou para dar espaço para outro, aonde Peyton caminhou por dentro de um enorme galpão de metal, aonde pôneis, grifos, zebras, dragões e outras espécies caminhavam em grupos e trabalhavam no interior, nas partes de engenharia da estrutura.
Peyton: Tá menos cheio hoje. O que aconteceu, pessoal?
Ele cumprimentou alguns dos colonos. O grupo dos Originais permaneceu unido e caminhou até um guindaste, aonde Peyton encostou o exoesqueleto e desceu dele usando uma corda retrátil de fibra de carbono.
Doutor: Parece muito improvisado, o interior dessa colônia, para o século em que estamos.
Disse com ego, suspeitando.
Peyton: Tá... acho bom virem comigo, preciso inspecionar algumas coisas a respeito da minha máquina, enquanto isso poderão conhecer alguns dos membros principais da colônia.
Doutor: EVA, vai escaneando a infraestrutura enquanto andamos, vê se encontra alguma coisa de fora do normal.
EVA: Vai ser um prazer.
Peyton: Espero que essa máquina não faça nada que comprometa os sistemas...
Ele duvidou deles e caminhou em direção a uma porta à direita. Os Originais seguiram ele logo atrás.
Soarin: Eu notei que não parece ter muito protocolo para conter “visitantes indesejáveis”.
Ele brincou.
Peyton: Essa é a realidade, poucos sabem de metade do que já vi.
Eles se dirigiram até uma sala altamente tecnológica, revestida por paredes de metal, diferente de boa parte interna da base que estava apenas escavada no gelo.
Peyton: Gale.
Uma espécie de guindaste mecânico localizado atrás de uma cerca de metal se virou e acompanhou lentamente o movimento de Peyton até um painel. Um grifo com vestimentas de mecânico saiu de dentro de uma sala com janelas e vidros quebrados que a montavam. O grifo tirou sua máscara e bandana negra na cabeça.
Gale: Demorou mais do que deveria.
Ele se aproximou.
Peyton: Esse é Gale Holden, mestre em Mecânica Avançada e Aplicação em Utility Rigs.
Gale: Andando com uma nova galera?
Ele olhou para eles, não reconhecendo.
Peyton: É... hehe...
Ele caiu na risada.
Peyton: Mostrando o alto escalão da equipe.
Gale: E eles não conhecem?
Ele deu uma pequena cotovelada no ombro de Peyton, olhando com malandragem para todos eles.
Peyton: Não pessoalmente. Isso é trabalho meu, Sr. Holden.
Ele se virou para Gale e falou sério. Gale desmanchou o sorriso e voltou-se para uma posição formal.
Gale: Ata. Me apresente seus companheiros, então.
Peyton: Estes são...
Ele extendeu a pata para eles se apresentarem.
O Doutor: Pode me chamar de Doutor. Estes são Soarin, Flash Sentry, Twilight e EVA.
Ele apontou para cada uma delas, sendo o único que ainda mantinha um sorriso no rosto.
Gale: É doutor em quê?
Doutor: Ah...
Ele extendeu o cartão psíquico até Gale.
Gale: Astrônomo?
Ele piscou e olhou para Doutor.
Gale: Eles vieram da nave-mãe?
Ele perguntou surpreso para Peyton.
Peyton: Não, não. Quer dizer. Sim, né!?
Ele riu um pouco.
Peyton: Sempre estiveram trabalhando em recluso com os demais cientistas. É uma equipe com seu próprio projeto.
Gale: Imagino que o Dr. Kovach esteja com as patas bem cheias, dirigindo mais de uma equipe.
Doutor: Ah, não. Sou eu quem dirijo a minha própria equipe...
Peyton: Enfim, estou apresentando eles aos demais, para ver se conseguem se enturmar um pouco, se sentir mais em casa e quem sabe compartilhar melhor seus trabalhos.
Gale: Hmm, que bom. Precisando qualquer auxílio, tem aqui uma cópia do meu PDA.
Ele tirou do bolso um cartão do tamanho de um tablet, azul e digital, tão duro quanto uma placa, e deu para Doutor.
Doutor: Nossa, fazia tempo que não pegava em um desses.
Ele sorriu para Gale.
Doutor: Suas qualificações são excelentes, resolveu atuar especificamente nessa área?
Gale: Acho que não tenho muito para onde fugir nesse planeta.
Disse ele, olhando estranho para cada um deles.
Gale: E quais são as suas?
Peyton já estava para levá-los para outra sala, quando Gale olhou para os demais Originais. EVA projetou uma série de identidades e currículos dos demais membros da equipe. Gale se aproximou e avaliou.
Gale: Uou. Demais.
Ele sorriu.
Gale: Parece que estão mesmo tão qualificados que não precisam da ajuda dos demais.
Twi: Sabe, a conversa, o network...
Ela apontou.
Gale: Sim... mentalidade terráquea complica as coisas, mesmo.
Ele falou rindo, retornando para a sua sala.
Peyton: Bem, dentro dos demais membros-chefes, nós temos: Renard LaRoche, outro piloto de exoesqueletos, como eu; Kendric Kovach, chefe da divisão de pesquisas biológicas e biomecânicas, também engenheiro; Bonnie Roman, pós-doutoranda em pesquisas climáticas e monitoramento exobiológico, que está lidando com a previsão do clima em EDN III, essa é a nossa grifa do tempo!; E enfim, temos o comandante da Missão Coronis, o Capitão Phil Braddock.
Apresentou ele aos demais membros no comando da colônia Coronis, terminando com o capitão.
Phil: Olá. Qual é o objetivo dessa apresentação formal? Acredito que esteja trabalhando duro para precisar da ajuda de nosso querido explorador esquimó para serem apresentados ao resto da tripulação.
Disse o canídeo, se desprendendo de um cruzar de braços e da lateral de um painel de controle. Ele andou até o grupo.
Doutor: Acredito que realmente nós vamos precisar trabalhar em conjunto para estabelecer melhor nossos objetivos e não termos dificuldade em realizar a tarefa com perfeição.
Ele se aproximou e apertou a mão de Phil.
Phil: É assim que se fala. Primeiro a conversa, depois toda a parceria, hehe. E é você quem vai estabelecer essa ponte entre todos, né Peyton?
Falou confiante.
Peyton: Estou apenas facilitando para algumas subdivisões grupais da Coronis, senhor.
Afirmou ele.
Phil: Ótimo. A conversa na Terra hoje em dia é complicada, até entre as raças...
Ele deu de ombros.
Phil: Deixar de ser altamente individualista ajuda a aliviar a tensão e a realmente alcançar o que é realmente viver, com tudo equilibrado.
Disse ele, contemplando as câmeras e os painéis que mostravam o desenvolvimento da colônia.
Phil: Um mês aqui e o desenvolvimento de boa parte da colônia continua na mesma... algumas perdas acabam tendo que ser compensadas e de um lado para.
Desabafou ele. Peyton se manteve firme.
Soarin: Não sei se entendi.
Phil retornou com um olhar bravo para ele. Flash bateu com o casco na testa, pela falta de profissionalismo de Soarin.
Phil: E é com essa mente dispersa que a gente procura novos pôneis para assumir novas tarefas.
Peyton: O que o senhor tem em mente?
Phil sorriu para ele.
Phil: No que vocês são bons?
Ele deu um passo a frente, ficando de frente para os Originais.
Twi: Além da nossa carga? Creio eu que sejamos bons nessa parte de trabalho grupal.
Soarin: Além da nossa capacidade de se virar lá naquele ambiente com cara de Arábia Selada.
Ele brincou, apontando para o lado de fora.
Flash: Sim... diria que nós temos gabarito.
Doutor acenou com a cabeça para Flash e se virou para o capitão.
Phil: Ótimo.
Pensou ele.
Phil: Talvez umas amostras ou outras de alguns Ácrides sejam suficiente para determinar de fato se eles poderiam vir a ser usados como fonte energética secundária, caso venham a ter planos mais duradouros, se é que me entendem.
Doutor: Pretende descobrir uma forma de explorar a vida nativa como fonte de energia?
Phil: A idéia não é minha, é do Dr. Kovach. Se precisarem, falem com seu chefe.
Flash: Não ficamos a par desse projeto. Iremos conversar com ele imediatamente.
Doutor: Sim... se si precipitar muito.
Retomou ele a liderança.
Phil: Perfeito. Cascos à obra.
Doutor fez sinal para os demais e os levou para fora da ponte de comando. Peyton quis se retirar, mas Phil o segurou pelo antebraço.
Phil: Só um minuto, James.
Disse em voz baixa.
Phil: Que esse nosso segredo, sobre as demais antigas colônias da NEVEC em EDN III, permaneça um segredo. Eu quero que fique de olho neles e vigie, para que não descubram nada fora do normal.
Ordenou ele.
Peyton: Meu plano já era esse desde o princípio.
Phil: Não é para se desviar muito do seu objetivo. Só seja esperto, aqueles pôneis parecem muito independentes para o meu gosto.
Peyton acenou friamente com a cabeça e saiu da sala. Doutor estava com os demais na garagem principal.
Doutor: Ok... há tecnologia alienígena aqui, EVA?
EVA: Negativo. Não há sinais de tecnologia não-terráquea. Acessei o sistema de monitoramento deles, em terra e no espaço, estou escaneando todo o planeta com ele agora mesmo e embaralhando os sinais, para que não hajam suspeitas de hacking.
Doutor: Então, isso deve demorar. Acho bom se espalharem e tentar conversar com os demais membros da tripulação. Vamos tentar descobrir se eles sabem de alguma coisa.
Flash: Esse Peyton... ele é bem suspeito, Doutor.
Doutor: Sim. Não dêem muitos ouvidos a ele. Qualquer coisa que estiver suspeita, não ousem deixar de investigar ou descobrir por si mesmos.
Soarin: Você não parece ligar muito para o disfarce.
Doutor: Lógico, dá uma vantagem. Contudo, Peyton disse que há outros, na subsuperfície. Estes dois povos irão servir para alguma coisa, disso tenho certeza... mas só terei mais se descobrirmos se há alguma conspiração alienígena por trás da Coronis. Vão.
Explicou ele rapidamente, lhes dando liberdade para investigarem por conta própria. Os Originais se separaram. EVA resolveu ir até o laboratório principal, Flash e Twilight foram juntos pelo corredor e Soarin se dirigiu até a sala de mecânica de Gale Holden. Doutor observou eles se dirigindo através de uma série de escaneamentos da base com a SSD. Peyton se aproximou dele após a conversa que teve com Phil.
Peyton: Aonde estão os demais?
Doutor: Foram conversar com os outros.
Revelou ele.
Doutor: Preciso que cubram uma área maior para saber sobre o que realmente nos trouxe aqui.
Peyton: É sério mesmo o que vocês disseram? Eu... não sei...
Doutor: Está acreditando no impossível, Peyton. Foi fácil assim por que deve saber que algo está mesmo de errado.
Peyton encarou sério o chão.
Doutor: Os pôneis sempre tiveram formas estranhas de sentir a magia, até no espaço... preciso que me conte tudo que aconteceu desde o momento que pousaram aqui. Tudo mesmo.
Peyton: Bom...
Ele deu um passo afrente, pronto para contar.
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EVA flutuou vários andares para baixo, para entrar no laboratório principal. Os cientistas ficaram pouco surpresos com a passagem de uma inteligência artificial pela porta.
EVA: Hmmm...
Ela notou a peculiaridade e se dirigiu até um painel central, aonde um yak dirigia algumas pesquisas e projetos.
EVA: Com licença. O senhor é o Doutor Kendric Kovach.
O yak se virou para ela e pressionou os óculos contra o rosto.
Kovach: Sim, sou eu, o Professor Doutor Kovach. Quem se dirige a mim?
EVA: Pode me chamar de EVA.
Kovach: “EVA”? Que modelo de IA é essa?
Ele perguntou com um olhar de extremo desprezo.
EVA: Vim tratar de assuntos a respeito da fauna nativa de EDN III. Gostaria de uma atualização dos meus próprios bancos de dados.
Kovach: Pois bem, então. Pode escanear os computadores e os dados que temos coletado. Você é uma IA ajudante de campo?
EVA: Sou, sim.
Ela escaneou os computadores.
Kovach: Vai auxiliar muito o Sr. Peyton.
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Soarin: Então... Gale Holden...
Ele puxou o sobrenome do grifo, entrando na sala dele. Gale saiu de sua sala mais interna.
Gale: Pois, não?
Soarin: Então, eu já fui uma vez do... exército.
Ele sorriu e mentiu.
Soarin: Certamente você dispõe de uma tecnologia que poderia ser utilizada para destinos mais apropriados.
Ele observou os redores dos maquinários.
Gale: Os Utility Rigs... ou a minha tecnologia no geral?
Soarin: Os Utility Rigs, é claro.
Disse com um sorriso.
Gale: Sim, o James tem usado o dele para várias atividades extra-veiculares e utilizado eles para combate, por quê?
Soarin: É disso que estou falando. Já pensou em tentar adaptar para o combate? Bebê, parece que tem potencial.
Ele encostou na lateral do corrimão e pensou.
Gale: Sabe que a Terra tem tido muitos problemas...
Soarin: Sempre tem.
Ele disse com um ar meio sombrio.
Gale: Então... isso poderia ser usado mais pelos outros, do que pelos colonos de EDN III, se fugisse do controle. Não que eu já não tenha pensado nisso, mas talvez fosse melhor planejar mais.
Ele olhou entristecido para a máquina central reparando peças.
Soarin: Tem acontecido alguma coisa fora do normal, assim?
Gale: “Fora do normal”...? Não, somente uma reflexão de como destinar meus projetos e todo o restante.
Eles continuaram conversando nesse sentido.
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Twi: O corredor está cheio de pôneis e diversas outras espécies trabalhando juntas.
Ela olhou impressionada com a união deles.
Twi: Isso é incrível, Flash! O nosso trabalho lá atrás se refletiu aqui!
Ela trotou mais rápido, animada com tudo isso.
Twi: É simplesmente perfeito, isso quer dizer que estamos fazendo história em Equestria.
Flash: Sim. Tudo isso porque as nossas fronteiras deixaram de ser erguidas por muros. O mundo não é mais tão pequeno.
Ele brincou e acompanhou Twilight.
Twi: Essa missão pode ser uma das mais importantes que estamos fazendo. Duvido que a Dra. Roman não compartilhe a mesma visão.
E assim, ao entrar no laboratório e conversar com ela...
Dra. Roman: Amigos? Essas pessoas ao nosso redor são péssimas com amizades. É bem simples a gente tentar começar qualquer coisa e compartilhar nossas visões, mas no final ninguém aqui tem nada disso para oferecer.
Ela reclamou enquanto sentada na sua cadeira, em seu escritório.
Dra. Roman: Quer dizer? Eu sinto o vento desde sempre, gosto dessas coisas e comparo com grandes conhecimentos feitos na ciência. Agora, eles, como o Renard LaRoche!?
Ela apontou para o lado de fora.
Dra. Roman: Eles só fazem amizades para que um ajude no trabalho do outro e para que possam trocar cerveja e cigarro, no final.
Terminou ela de fofocar em uma reclamação que durou mais ou menos 20 minutos. Twilight manteve um sorriso forçado durante essa quase meia hora de discussão e Flash se impressionou, a doutora viu a sua expressão e se recompôs, respirando fundo.
Dra. Roman: Obrigada por me ouvirem, sei que são do laboratório do Kendric e estiveram muito reclusos desde que chegaram.
Ela tomou um chá.
Twi: Relaxa, seu segredo está seguro com a gente.
Ela pôs o casco no ombro da grifa, essa que respirou fundo depois de desabafar bastante.
Flash: Então... nos conta mais sobre o seu trabalho? A gente veio aqui para ver isso também, sabe?
Ele deu de ombros depois de retomar o assunto principal. Twilight revirou os olhos para Flash, uma vez que esse assunto poderia ser importante para ela saber como melhorar a relação inter-espécies no seu tempo, em Equestria. A doutora se virou para uma série de três monitores e ligou eles, revelando visões por satélite e séries de gráficos e tabelas.
Dra. Roman: Bom, aqui nós temos basicamente a previsão do tempo de EDN III.
Ela mostrou tudo e sorriu para eles.
Flash: Consigo ver.
Ele puxou a sua SSD e sonicou os dados.
Dra. Roman: O que é isso?
Flash: Uma espécie de scanner que resu-
Twilight tampou a boca dele com a asa esquerda.
Twi: O que o meu parceiro está querendo dizer é que é sigiloso.
Ela falou rispidamente para ele.
Dra. Roman: Mexem com tecnologia, também?
Twi: Um pouco. Não é bem o meu forte, nem o dele.
Ela apontou com a cabeça para as telas.
Dra. Roman: Ah, sim, claro. Bom, temos uma visão ampla de como as correntes atmosféricas funcionam e no mapa térmico, eu consegui detectar alguns pontos interessantes ao longo da superfície.
Ela mostrou na tela um mapa termométrico de certos pontos do planeta. Havia uma espécie de ponto de calor ao Sul da base, que se mantinha constante com o passar das estações do ano no planeta.
Twi: Aquele ponto em vermelho fosco é a Coronis?
Ela viu a base no mapa, mas fingiu não ver e apontou para o vermelho.
Dra. Roman: É... não. Aquilo é uma anomalia termométrica que nenhum dos pilotos de Utility Rigs tiveram ainda a chance de analisar.
Ela explicou, dando de ombros por achar estranho.
Dra. Roman: Eu vi que algumas correntes atmosféricas principais, que trazem as mais frias do planeta até a região do Bishop’s Wake, acabam mudando de curso e até têm as suas temperaturas influenciadas por essa estrutura geológica.
Ela mostrou um fluxo atmosférico ficando mais quente e mais rápido, a medida que entrava em contato com aquele ponto vermelho.
Dra. Roman: Pode ser uma fonte geotérmica ou até mesmo uma fonte de Enêrgia-T. Contudo, ela tem ficado mais fria a cada dia.
Twi: Impressionante.
Ela encarou, achando bem suspeito.
Flash: Quem sabe um dia eles não trazem uma amostra.
Dra. Roman: Sim! Nós precisaríamos disso.
Ela encarou chateada para o lado, observando o quarto painel de computador desligado.
Flash: Dra. Roman?
Ela olhou surpresa para ele e Twilight.
Dra. Roman: Ah, sim! Tem isso que gostaria de dizer, também.
Creio eu que seja finalmente a hora das pessoas começarem a saber.
Ela ligou o quarto monitor.
Dra. Roman: Minha pesquisa, em conjunto com a do Dra. Kendrich, poderia ser de uso muito importante para futuras colonizações de EDN III, assim como poderia ajudar a reverter certas mudanças climáticas na Terra.
Ela pôs a garra no queixo, pensativa.
Dra. Roman: Muitas potências na Terra sempre pensaram em formas de conter os ventos fortes de poeira e ar poluído que tornam, muitas vezes, as ruas das cidades completamente irrespiráveis.
Ela explicou aos poucos, falando com uma certa tristeza.
Twi: Nossa...
Ela sentiu empatia e olhou para Flash.
Twi: Acho que seria importante você conversar com ele, então. Isso poderia ajudar a desenvolver muitas outras tecnologias, somente a partir disso.
Dra. Roman: Eu sei. Contudo as pesquisas não devem se misturar, uma vez que violariam as leis e tratados que assinamos quando viemos para cá, sabem? É uma pena mesmo.
Flash: Pode deixar, essa idéia é sua e pode fazê-la funcionar na Terra, algum dia.
A grifa olhou esperançosa para ele, mas desmanchou rapidamente o sorriso.
Dra. Roman: Nem todos têm sorte de respirar esse 21% de oxigênio. É um ar áureo.
Ela deu risada.
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Na garagem principal, acima de todos. Doutor se sentou no pé do Utility Rig de James Peyton e cruzou os braços por conta do frio, mas estava processando as coisas.
Doutor: É realmente muito suspeito. Tanto o que deixou esses Forgotten aqui no planeta, quanto os segredos do seu capitão.
Peyton se sentou do lado de Doutor.
Peyton: Ele só está tentando descobrir o que aconteceu com o pai dele.
Ele falou compreensivamente.
Peyton: E os demais... é uma missão do qual o Capitão Braddock dedicou a vida inteira dele, e eu admiro isso.
Disse do coração.
Peyton: Você já viu alguém dedicar de tudo pela família, assim? É bem raro esses dias.
Doutor pensou em Flash.
Doutor: Já, sim. Conheci pôneis dispostos a fazerem de tudo para entender...
Peyton: Eu sou pai. As vezes eu penso que não vou voltar a ver a minha família, ainda mais por conta dessas conspirações que acontecem e temos que arcar com as conseqüências, mas é tudo por eles.
Doutor: Família.
Doutor olhou para cima.
Peyton: Sim.
Doutor: Eu já fui pai.
Peyton olhou para Doutor, que olhou melancólico de volta.
Peyton: Sinto muito.
Doutor: A gente tem que lutar para manter todo o restante seguro e em pé, para que consigam alcançar seu potencial.
James sorriu para Doutor, concordando.
Peyton: É o peso da responsabilidade.
Doutor: Talvez as respostas estejam em algumas dessas bases, ou no subterrâneo.
Ele achou estranho.
Peyton: Eu tenho pensado em fazer os dois lados se conversarem. Talvez isso ajude na sua missão.
Ele se levantou, tendo a idéia.
Doutor: Sim. É uma boa idéia. Tem certeza de que os dois lados não vão simplesmente sair brigados, né?
Ele brincou com isso e se levantou.
Peyton: Já tenho planejado isso.
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Conforme Twilight, Flash e Bonnie continuam conversando, uma série de pôneis de armadura negra cruzam os corredores da instalação e um deles observa a porta e entra.
?: Com licença, é a... Dra. Roman?
Perguntou o pônei, que estava de capacete.
Dra. Roman: Erm... pois não? Sou eu, sim.
Mais dois pôneis entraram na sala e a porta automática se fechou.
Twi: Quem são eles?
Ela estranhou.
Dra. Roman: Me parecem...
Ela viu um símbolo no ombro deles, estava escrito: “NeoVenus Construction”.
Dra. Roman: Não pode ser!
Ela arregalou os olhos.
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Na garagem, uma série destes pôneis se arrumaram em fila e alguns subiram para a Ponte de Comando, conforme Doutor e James conversavam. Peyton se virou para ver aquilo acontecendo.
Doutor: O que foi?
Peyton: A NEVEC?
Ele achou estranho.
Peyton: Mas por que eles estariam aqui e agora?
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O pônei que entrou na sala da doutora sacou uma pistola e mirou contra a cabeça de Flash.
Flash: EI!
Ele atirou. Twilight havia suspeitado de tal ação e teletransportou ambos para longe dali. Os três acabaram caindo de cara na neve, do lado de fora da Coronis.
Todos: AGH!
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Peyton: Parece que eles estão fazendo um exercício de emergência.
Doutor: Você precisa ir?
Peyton: Tenho a impressão que sim.
Doutor: Estarei no laboratório do Kendrich.
Os dois se separaram. Doutor segui pelo corredor até o nível em que Soarin havia entrado para a sala mecânica de Gale, aonde ambos ainda conversavam.
Doutor: Soarin, eae?
Soarin: Bom, parece que é a minha deixa.
Ele se despediu de Holden e caminhou até Doutor.
Doutor: Tem alguma coisa acontecendo muito rápido aqui dentro. Ele mencionou alguma coisa de estranho?
Soarin: Não, nada que não tivesse haver com mecânica e mecanotrizes.
Doutor: Entendo. Vamos ver como estão as coisas no laboratório.
Os dois desceram rapidamente até o laboratório de pesquisas do Dr. Kendrich, aonde EVA terminoiu de ler os dados pesquisados a respeito da biologia de EDN III.
Dr. Kendrich: Fascinante, não lembro de termos trago tamanha tecnologia conosco.
Ele admirou EVA.
EVA: O processo foi encerrado. Parece que precisa de uma melhor organização taxonômica das espécies.
Um dos corpos de pôneis mascarados entrou na sala. Eles apontaram armas para todos eles.
??: Quem é o Dr. Kendrich?
Ele se destacou.
Dr. Kendrich: Este sou eu. A quem me recorro?
O pônei tirou a sua máscara, revelando-se ser um pônei terrestre de pelagem albina, crina dourada e com uma franja na frente dos olhos. Kovach fez uma expressão de quem não gostou do que estava acontecendo.
Dr. Kendrich: LaRoche. O que está acontecendo?
Perguntou irritado.
LaRoche: O motivo de minha conduta, professor, é que a NEVEC está assumindo o programa de colonização da Coronis.
Ele revelou.
Dr. Kendrich: Quem foi que deu essa ordem?
LaRoche: Venha para a Ponte de Comando. Você receberá as devidas satisfações dele.
O pônei abriu caminho e Kovach saiu da sala, sendo escoltado para fora dela. O pessoal ficou preso na sala pelo batalhão, sendo impedidos de sair de lá.
Soarin: Mas o que está acontecendo?
Doutor: Não sei, mas acho que nosso amigo Peyton também está em apuros.
Na Ponte de Comando, Gale e Kendrich são empurrados para dentro pelos guardas eqüinos da NEVEC, aonde Peyton e Braddock também estão cercados.
Gale: Qual é a razão disso tudo!?
Ele é empurrado por uma coronha de rifle. Peyton o segura.
Peyton: Vai tudo ficar legal, criança.
Disse ele, para acalmar os pôneis. LaRoche se aproximou entre os garanhões.
Phil: Renard, mas que história é essa?
Ordenou ele uma satisfação de LaRoche.
Renard: Desde que pousamos nesse planeta, certas coisas têm estado bem fora do lugar. Entre elas, o seu paradeiro com este planeta, capitão.
Ele revelou em voz alta.
Gale: Paradeiro? Do que ele está falando?
Renard: O que descobrimos não para por aí.
As telas de Braddock começaram a rodar, revelando ruínas de antigas bases da NEVEC.
Renard: Tanto ele, quanto o Jim tem escondido informações a respeito das expedições que realizam ou que já foram realizadas, senhores Holden e Kendrich.
Kovach se manteve quieto e Holden encarou incrédulo.
Gale: O que é essa coisa?
Ele se virou para o capitão.
Phil: Ainda não entendi aonde quer chegar. Por que a NEVEC desceu sem me avisar nada? Por que estão tomando a Coronis a força? Qual a razão disso!?
Ele apontou para as gravações, exigindo extremas satisfações do que estava acontecendo.
LaRoche: Acontece que James Peyton tem feito descobertas muito mais profundas do que aquelas que você já sabe.
Vídeos de segurança mostraram ele entrando em contato com jovem pônei terrestre usando um traje branco, no meio da neve, do lado de fora da Coronis. Ambos conversaram e Peyton retornou para seu mecanotriz, antes de partir do local.
Gale: O que? Qu-Quem é essa?
Ele se virou para James.
Peyton: Isso não é nada de ameaçador.
Phil: Não reconheço essa eqüina. Aliás, eu não reconheço nenhum daqueles seus novos amigos, também. Quem é essa gente?
Ele se virou, achando serem mais pessoas vindas da nave-mãe.
LaRoche: Devem estar pensando que são pôneis da NEVEC, que desceram da nave-mãe.
Gale: Bem óbvio. Quer dizer, por que não seriam?
LaRoche: Muito bem. Eles não são. São todos provenientes dessas antigas bases da NEVEC, de muito tempo atrás.
Phil: Não...
Ele olhou as gravações se repetindo.
Kendrich: Isso é um absurdo. Nenhum pônei seria capaz de sobreviver por tanto tempo neste ambiente inóspito. O ecossistema de EDN III não possibilita tamanha façanha sem recursos apropriados.
Ele especulou, falando como se estivesse palestrando.
LaRoche: Mas é sim, professor. Uma vez que detectamos os movimentos de Peyton nos últimos meses.
As telas mostraram em amarelo no mapa da geografia gelada do planeta, o mecanotriz de Peyton se deslocando até locais subterrâneos. A tela se aprofundou no gelo, utilizando visão raio-X, para mostrar uma enorme estrutura de cavernas e ravinas subterrâneas, aonde uma base operante e forte estava se mantendo, haviam fontes de calor diversas e atividade elétrica no local.
LaRoche: Essa é uma civilização que sobreviveu aqui em EDN III.
Peyton: Vocês... a NEVEC já sabia deles esse tempo todo!?
Ele perguntou para LaRoche.
LaRoche: Sim, o Comandante Isenberg soube desde sempre.
Afirmou ele.
Phil: Isenberg?
Ele congelou, ao ouvir o nome de seu superior que deveria estar na nave em órbita.
Phil: Ele está aqui?
LaRoche: Vamos agilizar o processo de colonização.
Peyton: Não podemos seguir com muitos dos nossos planos originais, você sabe do que as criaturas são capazes?
LaRoche: James Peyton, você não pode mais se defender, pois a partir de agora está sendo levado sob custódia da NEVEC. Suspeito de espionagem industrial e a quebra de Leis de Colonização estabelecidos pelo Tratado do Espaço Exterior. Você não terá mais direitos até que o comandante, o único com poder legível e político suficiente possa decidir o que fazer sobre seu caso.
Anunciou ele a prisão de Peyton. Os guardas começaram a se aproximar para prendê-lo.
Gale: Jim?
Peyton puxou uma balestra de suas costas e atirou contra os dois guardas que se aproximavam dele, com bastante rapidez. Eles caíram para trás, mortos.
LaRoche: Alto!
Eles miraram contra ele. Gale puxou sua pistola e mirou contra eles, atirando na cabeça de três logo em seguida. Peyton mirou contra LaRoche, ele mirou de volta e atirou de rifle contra Peyton, as balas passaram raspando do lado de sua cabeça. Phil se lançou para o lado e puxou sua pistola, mirando e atirando contra eles. Peyton se recompôs e atirou, acertando o braço de LaRoche, que pegou um rifle mais potente de um guarda que tinha acabado de tomar um tiro do capitão. LaRoche mirou e descarregou um pente inteiro, de um lado para o outro da sala. Holden pulou em Peyton e o levou ao chão. Kendrich se lançou para o chão. No final, LaRoche fugiu e Peyton pôde ver apenas a sua sombra ao virar do corredor.
Peyton: RENARD!
EVA viu tudo acontecendo através das câmeras da sala de comando.
EVA: Doutor... esses pôneis não são confiáveis. Eles estão instaurando uma lei marcial.
Doutor encarou os guardas na porta.
Na ponte de comando, Peyton se deslocou até Phil, que estava no chão, seu peito foi dilacerado por uma sequência de tiros, causados por LaRoche.
Peyton: Braddock...
Ele pressionou em sua peito para estancar o sangramento. Kovach se aproximou e o auxiliou a pressionar melhor.
Phil: Jim...
Proferiu as palavras enquanto perdia rápido sangue, quase desmaiando.
Phil: Precisa impedir que... façam qualquer coisa... com aquele lugar...
Peyton percebeu que ele já sabia sobre a base subterrânea.
Peyton: Capitão...
Phil: Dr. Kovach...
Kovach: Sim... eu sou o próximo encarregado no comando, agora.
Ele falou friamente. Braddock piscou algumas vezes antes de parar de piscar e sua respiração ficar leve. Ele se foi.
Peyton: Phil.
Ele tentou fazê-lo recuperar a consciência, mas já era tarde.
Gale: Que merda...
Ele checou os guardas, um por um. Dois deles estavam ainda respirando. Gale não ousou em atirar na cabeça de cada um deles.
Gale: Desgraçados!!
Ele berrou.
Kovach: Recomponha-se, Sr. Holden!
Ele ordenou.
Kovach: Seja lá o que a NEVEC quiser dessa cidade...
Ele pensou.
Gale: O quê?
Kovach: Independente. Peyton. Eu quero LaRoche abatido, entendido?
Peyton: Perfeitamente.
Ele recarregou sua arma.
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Nos andares do subsolo, uma série de bolinhas de gude foram lançadas pelo chão até as patas dos guardas.
?: Hum???
Eles olharam confusos. As bolinhas de gude estouraram uma areia pelo chão. EVA extendeu as mãos sobre o chão de metal e descarregou uma pequena voltagem de eletricidade, causando choque nos guardas. Uma outra leva entrou correndo na sala e mirou contra EVA. Doutor lançou uma outra série de bolinhas de gude ao chão, depois de tirá-las de um pacote de papel masso. Os guardas correram para cima deles e pisaram nas bolinhas, deslizando, tropeçando ou caindo.
????: AAAAH!
Alguns atiraram pro alto, assustando os cientistas. Soarin correu até os guardas da segunda leva e os nocauteou um por um no chão em alta velocidade, com socos nas têmporas.
Doutor: Nossa, mas como o bom e velho plano de fazer os outros tropeçar funciona. Acho que preciso incluir casca de banana nos meus bolsos sem fundo.
Soarin sorriu de leve para ele e os três saíram da sala. O trio correu pelas salas, procurando por Twi e Flash.
Soarin: Aonde estão os dois?
Doutor: Não sei, mas acho que temos problemas maiores do que isso. Pode ser que tenhamos vindo parar em uma terrível armadilha.
Soarin: Que armadilha?
Doutor: A própria história. A Base Coronis se perdeu no tempo, apesar de ser lembrada como a primeira base de EDN III.
Ele continuou correndo e falando.
Soarin: Então deve ter uma ameaça do qual não devemos enfrentar?
Doutor: Definitivamente não!
Eles retornaram para a garagem, aonde viram os guardas da NEVEC serem massacrados pelos colonos da Coronis em uma grande troca de tiros. Peyton havia subido em sua mecanotriz.
EVA: Por aqui. Nós temos que sair daqui!
Soarin: Ué? Mas e quanto às informações?
Doutor: Podemos não sair com vida
Doutor liderou os dois pelo campo de batalha, seguindo Peyton em sua máquina até os portões da garagem. Doutor sonicou as armas de alguns guardas, os impedindo de atirar. Soarin se lançou com tudo na direção da mecanotriz e se prendeu nela, EVA flutuou a frente de Doutor, o protegendo, até que ele conseguisse pular e segurar na pata de Soarin, o ajudando a subir na parte traseira do construto mecânico. As portas da garagem se abriram e Peyton cruzou ela, deixando a porta trancar logo atrás dele.
—_________________________________________________________
No vento frio da nevasca do lado de fora, Flash abriu os olhos e ergueu a cabeça, ouvindo apenas o zumbido. Flash piscou e sacodiu a cabeça, a medida que piscava, se lembrava do pônei mirar com a pistola em sua cabeça, a arma apontada e o tiro, o som do tiro, e sua coloração.
Twi: Flash.
Ela segurou no ombro dele e tudo parecia ter voltado ao normal para Flash. Ele ficou mudo e se virou.
Flash: Twilight?
Ele olhou preocupado para ela e se lançou, abraçando ela por inteira, até com as asas.
Flash: Meu Deus...
Twi: Oh...
Ela abraçou de volta, mas não tão forte.
Flash: Aonde estamos?
Twi: Eu... não sei.
Ela olhou ao redor. Estava frio e escuro, cinzento, uma vez que era de noite. Roman se levantou ao poucos e se sacodiu com o sentir do vento frio.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Dra. Roman: Mas o que foi isso?
Ela perguntou para Twilight.
Dra. Roman: A NEVEC... tentou matar a gente!?
Ela encarou Twilight, confusa.
Twi: E-Eu sei... eu achei que tal coisa... fosse acontecer...
Ela falou suspeita consigo mesmo de ter notado intuitivamente a ameaça de morte vinda do guarda, sabendo que seus instintos de sobrevivência, que foram apurados durante seus vários anos como Original, ainda estavam ativos.
Twi: Bom, o que importa é que estamos vivos.
Ela respirou fundo.
Dra. Roman: Como assim que estamos vivos!? Eles tentaram matar a gente!!! Você sabe o que isso significa!? Caramba!
Ela surtou. Flash e Twilight se encararam com desprezo.
Flash: Veja bem, está tudo certo.
Ele disse calmo.
Dra. Roman: Claro que não está, nós não podemos mais voltar!
Ela disse surtada.
Flash: Caralho, essa gente do futuro devia ser mais fácil de convencer.
Ele se frustrou. Twilight franziu o cenho e caminhou um pouco a frente, subindo em um pequeno morro de neve.
Twi: Mas eu acho que eu sei aonde estamos.
Twilight concentrou magia em seu chifre e atirou uma bola de luz que flutuou no ar como se fosse uma flaire de luz roxa incandescente, revelando uma gigantesca estrutura arbórea brotando da superfície, há mais ou menos 1km da onde estavam. A gigantesca estrutura captura um raio da nuvem cinzenta mais alta na atmosfera, deixando a descarga passar pelo seu interior e iluminar ele até sumir. O trio testemunhou gigantesco ser alienígena.
Twi: O que é isso?
Ela arregalou os olhos.
Twi: Era isso que tinha naquele seu mapa.
Ela falou para Roman, depois de se lembrar que pensou naquele lugar antes de teleportar todos.
Flash: Acho que não tem nenhum outro ponto de parada semelhante por aqui.
Disse ele, congelando.
Dra. Roman: Por essa eu não esperava.
Eles se locomoveram na direção da criatura, na esperança de encontrar um local com energia térmica suficiente para eles se aquecerem.
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A mecanotriz se locomoveu por cavernas e caminhos escarpados no gelo, seguindo para dentro de um sistema de cavernas que bifurcava em várias direções. Até que em dado momento, Peyton seguiu para dentro de uma grande ravina subterrânea, cujo solo era interconectado por colunas de gelo ao teto cheio estalactites gigantescas.
Soarin: Uau!
O veículo seguiu até uma das colunas contendo rochas que brotavam na forma de seixos. Havia uma espécie de amontoado de edifícios habitados, cujas luzes podiam ser vistas ao longe, construindo uma cidade entre duas colunas próximas. Séries de revoadas de animais passaram por cima deles, lembrando morcegos e pássaros em Galope.
Doutor: Isso não se vê toda vez que se viaja.
Ele comparou toda aquela paisagem.
EVA: Não parece que aquela cidade está realmente sob ameaça.
Ela analisou de longe.
EVA: Eles têm baixa tecnologia, se comparada com a Base Coronis.
Peyton levou o veículo até os portões automáticos da cidade, parando em frente.
Peyton: Alô?
Ele gritou no microfone, ensurdando o trio por um certo momento. Os portões de abriram de repente. Peyton seguiu para dentro da cidade, aonde havia uma rua principalque ligava a maioria dos edifícios. Jim observou ao redor e continuou andando, até que de repente um veículo beje blindado sobrevoou a cidade, chamando toda a atenção da equipe no mecanotriz. O veículo pousou no centro da cidade, assim como alguns pôneis saíram de dentro dos veículos, mas eles não estavam apontandos suas armas contra Jim.
?: Para agora, Jim!
Disse uma voz, através de um microfone.
Peyton: Ora, o que é isso? Mas que bela recepção.
Ele caçoou dos soldados.
Peyton: Vocês chegaram antes.
Ele fingiu estar apavorado. Alguns pôneis que estavam com roupas mais simples foram empurrados para fora de um edifício maior, encrustado no pilar a esquerda. Entre eles, estava uma jovem pônei terrestre pegasus, de crina loira e um pônei terrestre de crina e barba brancas. Ambos, assim como alguns demais, foram postos de joelhos de frente para James Peyton. Os pôneis da NEVEC estavam ainda meio dispersos.
Doutor: Soarin, agora!
Soarin se lançou aos céus em um movimento que Jim não esperava. Como um raio azulado, o pôneis se lançou nas estalactites e desceu, se transformando em Caped Stalker rapidamente. EVA flutuou para a extrema direita e preparou suas armas, atirando nas hélices do veículo aéreo e causando uma explosão que distraiu os demais. Soarin pousou no meio dos soldados e se lançou em cima de um deles, dois deles perceberam Soarin e miraram, mas ao atirar, suas armas emperraram, fruto de serem sonicadas de longe pelo Doutor. Doutor lançou uma onda de pulso eletromagnético com a SSD, impedindo que qualquer arma a sua vista fosse capaz de atirar, por um tempo limitado.
Doutor: Abaixem as suas armas e libertem os prisioneiros!
Ele ordenou em voz alta, como um general, aos soldados da NEVEC. Soarin se manteve sentado em cima de um dos guardas, esperando eles se renderem. Um pônei bem robusto e de armadura saiu de dentro do edifício principal, acompanhado por outros soldados.
?: Ora, Peyton. Não se perguntou por que a cidade ainda não está em chamas?
Peyton arregalou os olhos ao ver quem saia. O pônei se deslocou até ficar atrás do garanhão e da égua.
Doutor: Quem é ele?
Ele frisou os olhos.
Peyton: Coronel Caleb Isenberg? Você resolveu finalmente sair da casca, então.
Uma explosão atinge a mecanotriz de Jim, lançando Doutor ao chão com a onda de choque.
Doutor: OH!
Uma explosão atinge perto de EVA, lançando ela rodopiando pelo ar.
EVA: AAAAAAAAA!
Um trio de atiradores com bazuka estavam escondidos em uma coluna, bem longe dali, mirando a laser na equipe invasora. Soarin pulou em cima dos guardas, continuando a sua luta, até que os rifles de todos desemperraram e Soarin tomou um tiro em sua asa. Ele parou e se destransformou, erguendo os cascos.
Soarin: É magia! É só magia!
Os soldados da NEVEC o cercaram.
Caleb: Não...
Ele voltou sua atenção para Jim.
Caleb: Olha só, Peyton. Eu vou fazer isso com todo mundo nesse planeta, até que ele resolva finalmente dizer o que tem escondido tanto nessa rocha.
Ele puxou o trinco da arma, ameaçando o idoso. James foi obrigado a sair de dentro da sua mecanotriz atingida, ele se levantou e segurou sua perna direita, que estava ferida.
Peyton: Por que está fazendo isso?
Ele perguntou através do rádio, na lateral de seu ombro.
Caleb: Porque estamos todos aqui para impedir a desenfreada extinção dos últimos terráqueos que ainda sobram... eu não faço isso somente por mim, faço também pelo meu filho. Você, mais do que nenhum pônei, deveria entender isso.
Ele explicou-se para Jim.
Peyton: Da maneira como a Terra necessita de todos esses recursos? Esse planeta precisa ser repensado, coronel.
Caleb pôs a pistola na nuca do idoso.
Peyton: É Souichi. Foi ele e mais alguns que a NEVEC abandonou há 20 anos!
Gritou para seu coronel a injustiça que fizeram.
Caleb: Ele guarda um segredo sobre a Enêrgia-T, que mais nenhuma outra criatura conhece. Não é, Rei Katsuragi?
Ele ameaçou o idoso.
Souichi: Nada do que cultivamos será compartilhado com a sua gente.
Disse ele determinado, rangendo os dentes.
Caleb: Estão realmente dispostos a serem os últimos terráqueos na galáxia para proteger um segredo destes? Um segredo tão... alienígena!?
Ele desprezou. James estava decidido a não dizer nada e encarou Isenberg no olhos, de longe. Caleb olhou de volta e passou a pistola para a direita, mirando na nuca da égua.
Souichi: Não...
A égua abaixou a cabeça e fechou os olhos.
?: Sinto muito, pai.
Ela disse, arrependida.
Peyton: Caleb, eu digo qualquer coisa! Não-...
Souichi: Você não DIGA NADA!
Ele gritou.
Caleb: Olha, parece que temos um impasse, então.
Ele até ficou incrédulo por um momento.
Caleb: Como é que vai ser?
Souichi franziu o cenho.
Souichi: Ela está localizada há 20 km ao Sul da Base Coronis. Irá conseguir vê-la através de um ponto avermelhado em qualquer mapa termométrico que vocês tiverem.
Disse ele, cedendo. Caleb recuou a arma e olhou com extrema vaidade.
Caleb: Queria ter conseguido de outro jeito que não envolvesse sangue... mas como já estamos aqui.
Ele apontou a arma na cabeça de Souichi e atirou. Doutor acordou e viu o tiro acontecendo diante de seus olhos.
?: NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOO!
Peyton gritou, pegando sua arma da cintura e mirando em Caleb de longe. Doutor viu que sua chave estava longe e começou a se arrastar até ela. Caleb pegou a garota e apontou a arma contra ela.
Caleb: Peyton, você e os outros não vão parar até que entendam que a NEVEC realmente está tomando as rédeas em EDN III.
Ele explicou. Um som de rádio bem alto ruiu um momento e gritos e desespero começaram a tocar no rádio de Peyton.
??: Já-James! Sou eu... Grace... e-eles tem nosso filho sobre a mira de uma arma... e-também estou.
Ruiu bem forte.
Peyton: G-Grace?
Ele ficou arrepiado e deu dois passos para trás, assustado.
Peyton: O que aconteceu?
Grace: As revoltas na Terra aumentaram exponencialmente. Há uma guerra civil acontecendo por todo o lugar. Não há mais luz e comida.
Ela explicou, soluçando no microfone.
Grace: Tive que sair da Terra, com nosso filho, a NEVEC ajudou no resto...
Peyton: Não...
Grace: Estamos sobre a mira de uma arma.
Ele viu a princesa dos Forgotten, também na mesma situação. Doutor estava quase alcançando a SSD.
Caleb: Escolha sua Peyton. Arrisque perder tudo por essas colônias...
Ambos trocaram olhares novamente e Peyton soltou a sua arma.
Peyton: Estou rendido.
Ele jogou longe a arma. Doutor alcançou a SSD e causou um som infrassônico, longe da suspeita de qualquer um dos soldados.
Caleb: Se preparem para levar todos eles para dentro do veículo, vamos voltar para o Cruzador.
Disse ele para um dos soldados. Peyton começou a se deslocar até os soldados e os habitantes a ser presos. Um tremor de terra atingiu a cidade com tudo, paralisando a operação.
Caleb: Corram com isso, agora!
Jim se virou e viu uma série de seres escurecidos, com partes alaranjadas brilhantes, se deslocarem correndo até a cidade.
Doutor: Salve-se quem puder!
Ele se levantou em um pulo e correu até EVA para levantar ela. James encarou uma série de criaturas reptilianas, com corpo parecido com o de uma onça, invadirem e correr para cima dos habitantes e dos soldados. Peyton pulou até a mecanotriz, aonde encontrou refugio da debandada. Os soldados começaram a atirar. Caleb e seus soldados pessoais se retiraram às pressas. A princesa deu uma rasteira em Caleb, o fazendo cair e perder sua arma, ela se afastou do coronel. Isenberg pegou ela e caiu de ombro no chão, mirando na testa dela. Assim que atirou, Soarin se transformou em Gulphog e protegeu ela com o próprio corpo.
Soarin: AAARGH!
Ele soltou um rugido jurássico depois dos tiros que tomou. O coronel se levantou com a ajuda de alguns soldados e fugiu dali, à medida que seus outros garanhões eram mortos pela debandada sendo abatida. Soarin voltou ao normal e caiu sobre a princesa, fechando os olhos. Seu peito estava havia sido atingido por duas balas.
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Algumas horas haviam se passado, Soarin abriu os olhos lentamente e levou a pata até o peito, aonde sentiu que o pelo estava ainda cru, voltando a crescer sobre a pele.
Soarin: Hmmm...
Ele se sentou na maca dura em que estava deitado. Soarin estava dentro de uma sala cirúrgica. Ele caminhou até a janela e a abriu, vendo a paisagem alienígena subterrânea e a cidade, se recuperando do ataque. Ele ouviu um som de porta abrindo e EVA entrou.
EVA: Bom dia.
Soarin: Já é de manhã?
EVA: Seria se fosse na Terra.
Soarin: Ainda não me acostumei com esse nome.
EVA: Eu acho que nem vai precisar.
Soarin: O que aconteceu?
EVA levou ele para os andares de baixo do edifício, para onde Doutor estava reunido com a Princesa Mira e Peyton, ao lado de sua mulher, coordenando o que parecia ser um plano estratégico.
Soarin: Doutor.
Os principais viraram-se para ele.
Doutor: Você acordou. Podia ter morrido.
Ele se aproximou de Soarin, que parecia não se importar muito com a situação em que se encontrou no dia anterior.
Soarin: Isso não me parece muito relevante.
Ele olhou irritado.
Soarin: Precisamos voltar para a Coronis e encontrar o meu irmão.
Apontou ele.
Doutor: Como eu disse, eles sumiram.
Soarin: Ele e a Twilight podem ter sido capturados, você viu do que esses caras da NEVEC podem fazer-
Mira: Isso todos nós já sabemos!
Ela levantou sua voz real.
Mira: Mas se vamos trabalhar juntos, alguns da Coronis... e vocês... temos que correr e cooperar.
Ela tentou reestabelecer a ordem.
Soarin: Muito bem. E quem é você?
Ele desceu as escadas com tudo, perguntando de maneira estressada.
Mira: Eu sou a Princesa Regente Mira Katsuragi. Sou eu quem estou no comando dos Forgotten. Assim como sou quem salvou a sua vida.
Ela o confrontou de frente. Soarin encarou levemente assustado com a determinação dela.
Soarin: Fui eu... quem salvei a sua vida, pelo que eu me lembro.
Ele falou em voz baixa. Mira encarou com superioridade.
Peyton: Erm, acho melhor deixar isso quieto.
Doutor: Pois bem.
Ele e Peyton retornaram para o quadro holográfico aonde estavam traçando uma estratégia.
Peyton: O coronel está indo então para esse enorme Ácride localizado na região Sul do continente.
Um ponto em azul escuro estava destacado.
Mira: Esse é o Nushi, uma fonte de pura Enêrgia-T. Ele é indispensável para a manutenção da vida animal do continente.
Doutor: O que é exatamente essa criatura?
Mira: Nem meu pai sabia. Contudo, nossas fontes de Eng-T provém dos rios que ela produz.
Soarin: Ainda não peguei bem essa de Enêrgia Térmica, mas boto fé com isso tudo. Sabendo que eles querem esse combustível, devem estar se dirigindo para lá.
EVA: Afirmativo. O coronel e uma série de pôneis da Coronis estão trabalhando juntos, agora.
Peyton: Não creio que o Dr. Kovach esteja fazendo isso, mas não devemos arriscar. Temos que assegurar que o Nushi não seja atingido pela NEVEC o quanto antes e assim teremos vantagem estratégica.
Soarin: E se voltássemos para a Coronis?
Peyton: Ai então, perderíamos nossa única chance de conseguir sabotar o coronel e ele vai ter o que mais almeja.
Soarin sacou.
EVA: A Enêrgia-T é comparável à hemolinfa dos insetos na Terra, compartilhada com todos os seres vivos do planeta de modo que gere seu próprio “ciclo alimentar”. Retirar essa fonte poderia matar a fauna local.
Soarin: Vamos salvar... animais?
Ele deu de ombros.
Mira: Não, tem uma luta maior acontecendo aqui.
Doutor: De fato, você nem faz idéia.
Mira: O Nushi tem calor suficiente para mudar as correntes atmosféricas que vem de outros cantos do planeta. Sem ele, EDN III ficará mais volátil, o que intensificaria a era glacial.
Ela disse extremamente preocupada em como isso tudo iria decorrer.
Doutor: Entendi. O plano envolve então focarmos todos os nossos esforços em alcançá-lo e protegê-lo.
Mira: Nós... provavelmente vamos ter que sair do subterrâneo. Com a NEVEC sabendo da nossa localização...
Ela empalideceu, com sua voz ficando trêmula. Peyton se aproximou.
Peyton: Escuta, eu vi como você se manteve quando nos conhecemos. Você é forte e vai conseguir superar tudo isso.
Consolou ela. Mira sorriu de leve para James.
Mira: Muito bem!
Ela recuperou as forças rapidamente, erguendo o pescoço acima dos demais.
Mira: Vou preparar todo mundo para a evacuação.
Ela saiu da sala. Peyton se voltou para os Originais.
Peyton: A situação em EDN III ficou extremamente crítica...
Soarin: Doutor, só uma pergunta: Quando é que essa Aberração do Tempo vai aparecer?
Doutor: Não sei. Cada momento que passa, isso tudo fica pior para o nosso lado.
Ele pensou, tentando forçar a cabeça.
Doutor: Vamos lá. Pensa. Aonde poderia haver qualquer coisa alienígena fora do lugar...
Doutor olhou para cima.
Doutor: Lugar...?
Ele olhou para o ponto azul.
Doutor: Desde quando uma criatura é tão poderosa assim?
Ele ergueu uma sombrancelha.
EVA: Desde que ela tenha a biologia correta, quem sabe tudo seja possível.
Doutor: Mas esse planeta não tem plantas, nem florestas para regular o clima.
Ele pensou matematicamente.
Doutor: Como uma criatura é capaz de fazer isso?
Peyton olhou sem entender.
Soarin: Magia?
Ele deu de ombros. Doutor se virou para Soarin e sorriu.
Doutor: Exato. Magia! A boa e velha magia seria capaz de fazer qualquer ser do universo mexer no clima. Como em Equestria, com os pegasus.
Ele sorriu, olhando para o mapa.
Peyton: Então... nós estamos falando que vamos salvar um Pegasus Gigante de ser massacrado por um exército da Terra procurando combustível?
Ele tentou resumir a filosofia louca do Doutor.
Doutor: Não, mas vamos saber o que ela está fazendo lá e por quê. Aí, decidiremos o que fazer.
Ele pensou, juntando todas as peças.
Doutor: Morte. Guerra... isso se espalhou pela galáxia. Deve haver uma conexão com esse Nushi.
Disse ele em voz baixa para si mesmo, torcendo para que fosse isso mesmo.
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Tendo acampando próximos de uma fonte térmica aquecida por nódulos alaranjados brilhantes e enormes, Flash, Twi e Roman acordaram logo cedo de manhã, com o nevar naquela região. Roman achou intrigante estar nevando tanto naquela região. Ela extendeu uma garra para frente e deixou um floco atingi-lo, do qual ela observou atentamente.
Flash estava distraído, sonicando toda a estrutura biológica da criatura cujos tentáculos subiam até próximo das nuvens.
Twi: O que você está fazendo?
Ela perguntou para Roman.
Roman: Aqui não devia estar nevando...
Ela percebeu, estranhando.
Roman: Essa região deveria ter calor o suficiente para torná-lo até mesmo colonizável.
Flash: Mas não é.
Ele terminou de sonicar.
Flash: A temperatura local parece ter se estabilizado em – 5ºC, por até um ano.
Ele levantou uma pata, explicando.
Roman: Não é possível. A temperatura de equilíbrio deveria ser de até 10 ºC.
Ela o encarou, procurando uma resposta. Flash não deu, uma vez que usou SSD.
Twi: Talvez queira pegar uma amostra?
Roman: Peguei o suficiente...
Ela olhou para cima e viu a criatura capturar outra rajada elétrica, contudo essa demorou mais, ela absorveu mais eletricidade e seu interior brilhou mais azul.
Roman: I-Isso não está certo... a fisiologia do Àcride não devia ter mudado tanto assim, em tão pouco tempo.
Flash: Talvez faça parte de sua biologia.
Twilight resolveu sonicar a criatura ela mesma, a procura de respostas. Twi arregalou os olhos e observou.
Flash: Que? Que foi?
Twi: Parece que há uma quantidade de Enêrgia-T nela que está diminuindo.
Roman: Talvez esteja tentando compensar essa perda.
Ela arfou.
Roman: AH! Então deve ser por isso que ela está ficando mais fria. A sua Enêrgia-T está diminuindo aos poucos, deixando a região mais fria conforme o tempo passa!
Ela suspirou.
Roman: O que será que causa isso?
Twi: Seja o que for, vem do subterrâneo.
Flash: Como é que vamos para lá?
Twi: Hmmm...
EVA: Twilight!
Ela a chamou ao longe. Os três viram se aproximar uma população de pôneis, com mochilas, malas e carroças com eles, vindo de um vale. Peyton estava pilotando seu mecanotriz até eles. Twilight e Flash se deslocaram até um ponto de encontro no deserto de neve. Soarin pousou e abraçou o seu irmão.
Flash: Soarin...
Soarin: Oi, irmão. Você tinha desaparecido, aonde foram parar?
Twi: Soldados da base tentaram atirar na gente!
Ela apontou.
EVA: Não eram soldados.
Ela se aproximou.
Doutor: Foi a NEVEC.
Peyton: Eles desceram da nave-mãe e tomaram conta da Coronis. Descobriram os Forgotten e estão atrás da Enêrgia-T, nessa estrutura.
Roman: Jim?
Peyton: Bonnie?
Ele desceu do mecanotriz e foi até ela.
Twi: Quem são esses pôneis.
Doutor: São os Forgotten, sobreviventes da primeira colônia. É o que eu disse, nem mesmo os pôneis foram capazes de conquistar esse ambiente de primeira. Agora só estão querendo destruir sua segunda chance, como sempre.
Ele revirou os olhos, Twi e Flash olharam com desprezo para a esnobagem de Doutor.
Mira: Com licença, esse são aqueles que mencionaram?
Twi: Creio que sim? Sou Twilight, esse é Flash.
Mira: Tudo bem. Escutem. Temos que defender o Nushi a qualquer custo, precisamos montar um perímetro em torno dele, para que a NEVEC não arrisque sequer atacá-lo, por terra e ar.
Roman: Mas acontece que tem algo acontecendo com ele!
Ela retrucou.
Roman: O Nushi, como o chamou, está perdendo Enêrgia-T a cada dia. Logo, ele vai ficar sem e vai acabar morrendo!
Mira e os demais encararam a gigantesca criatura, preocupados.
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Algumas horas se passaram e os Forgotten montaram um acampamento de defesa ao redor da criatura, contando com uma pequena torre de vigília montada com ferro, muralhas de metal, postos de estacas de ferro e pontos de tiro. Preparativos estavam sendo feitos para que eles pudessem entrar dentro do Nushi e descobrir o que estava acontecendo com o animal. Mira ajustou em Soarin um colete com um centro dourado brilhante, assim como estava pondo em Doutor, Twilight, Flash e Peyton. Ela lacrou na frente dele, se mantendo concentrada. Soarin a encarou.
Soarin: O que é isso?
Mira: Fica parado.
Ela puxou e segurou firme, Soarin se deixou levar e fingiu ser puxado com muita força para cima dela. Mira viu a proximidade e o encarou nos olhos, de rosto fechado.
Soarin: Cuidado com como você puxa, assim pode acabar se distraindo.
Ele falou normalmente. Mira o empurrou para trás, fingindo expressar desprezo. Soarin sorriu com desejo.
Mira: Presta atenção. Isso é Enêrgia-T que irá se transformar em uma espécie de calor que vai facilitar a cura do seu organismo.
Peyton: Isso vai servir, obrigado.
Ele chamou atenção.
Mira: Não vão se aprofundar muito. Vamos estar no suporte, se precisar.
O grupo de expedição foi até uma entrada que ficava do outro lado de uma pequena ravina. Doutor foi o primeiro a cruzar a ponte de tentáculo para dentro do ser, seguido de Twilight, Flash, Soarin, EVA e Peyton. Grace, a mulher de Peyton, o abraçou, antes deles se despedirem e ele seguir à casco com os demais. Enquanto o grupo caminhava, uma série de luzes amareladas se dirigiram na direção da criatura.
Mira: SÃO ELES!
Os Forgotten tocaram uma trombeta bem alto, para fazer todos irem para seus postos.
As luzes amarelas eram mísseis, que se dirigiram na direção da criatura e explodiram contra ela. O caminho começou a se fechar, Peyton, EVA e Soarin foram obrigados a correr para fora, a medida que o caminho se fechava. Flash pulou em Twilight e ambos caíram lá dentro.
Peyton: Não!
Ele se levantou e viu o caminho fechado, como uma porta trancada. Jipes enormes, mecanotrizes e aviões se deslocaram para o local, conforme os pôneis corriam e se preparavam para atirar.
Caleb: Acabou, Peyton!
Disse ele através do rádio.
LaRoche: Última chance. Recue seu pessoal!
Ele ordenou, liderando seu próprio pessoal abordo de sua própria mecanotriz.
Caleb: É com você, LaRoche. Não deve ser muito difícil arrasar com esse litoral. Boa sorte.
Disse ele abordo de um avião negro sobrevoando a área do Nushi.
LaRoche: Sou competitivo, Coronel Isenberg. Eu faço a minha sorte.
Ele disse, bastante convencido e cheio de si, marchando com seu exército na direção dos Forgotten e do Nushi, para o encontro marcado com James Peyton.
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O local dentro da criatura era escuro e quente. Doutor acendeu a luz da SSD, cujo zumbido fez o casal se levantar rapidamente. Twilight olhou para a entrada.
Twi: Não!
Ela correu até a parede e forçou ela.
Twi: Não podem...
Ela encarou com raiva e deu um coice na parede de carne.
Twi: Abre! Temos que voltar!
Ela carregou seu chifre, pronta para atacar.
Flash: Twilight!
Ele gritou e ela cedeu, deixando-se levar e respirando fundo.
Twi: Eles vão ser massacrados e o resto do grupo ficou lá...
Ela disse com um pesar. Doutor pressionou firmemente os lábios.
Doutor: Eles vão ter que segurar até que possamos terminar isso. É com a gente, agora.
Flash olhou com um brilho no olhos, relembrando os velhos momentos.
Flash: Nossa, eu sei que a gente envelheceu um pouco, mas... vamos sempre encontrar um jeito.
Doutor sorriu para ele e acenou positivamente com a cabeça. O grupo explorou o interior da criatura, vendo seu ecossistema interno dominado pelo que pareciam pequenas colméias geradoras de criaturas.
Do lado de fora, Peyton caminhou com a sua máquina até ficar de frente para o batalhão do seu adversário. Renard se aproximou com seu mecanotriz, deixando os demais atrás dele.
LaRoche: Jim Peyton! É Renard-
Peyton: Eu sei que é você, seu imbecil!
LaRoche: Em nome da NEVEC, você foi ordenado a abaixar suas armas, se render e retornar à base sob minha custódia.
Peyton: LaRoche, você não precisava se meter nessa.
LaRoche: Me poupe, Peyton! O Coronel Isenberg disse e trouxe provas contundentes de que você esteve trabalhando com uma facção de “Piratas da Neve” para sabotar a Missão Coronis e pegar a Enêrgia-T. Sua resistência são vistas como atos terroristas e que violam os códigos da empresa, o tornando um criminoso.
Ele apontou os fatos do qual Peyton concordou em cumprir enquanto estivesse atuando no planeta, dizendo com bastante firmeza e afinco. Peyton estava pensativo, tentando ver se conseguia chegar a um acordo, mas parecia bem difícil a essa altura.
Peyton: E você acredita nisso?
LaRoche: Não tente negar! Vocês abandonaram seu acampamento, deixaram ele ser atacado para que pudessem fugir.
Peyton: LaRoche, você assassinou o Capitão Braddock! Não precisamos fazer isso, me deixe falar com o-
LaRoche: Eu vi com meus próprios olhos desde o princípio sua traição com aquela égua princesa. Sabia que o tempo das princesas se foi há milênios? Quis viver um conto de fadas!? Braddock não conseguia vê-lo pelo que você é, mas eu vejo.
Grace e Mira se encararam. Peyton ficou profundamente irritado com a ousadia dele.
Peyton: Ora, LaRoche, sua peste filha de uma puta!
Ele pressionou o casco com bastante firmeza contra o painel da máquina.
LaRoche: Quando eu partir essa sua máquina em dois, lembre-se que foi você quem trouxe isso a si mesmo.
Ele preparou sua mecanotriz para a batalha, preparando uma arma elétrica de um lado e uma furadeira do outro. Peyton preparou sua garra e furadeira.
Peyton: Isso é entre nós. Se você cair, seu batalhão recua!
LaRoche: Digo o mesmo de você!
Ambos trocaram farpas altamente competitivas e partiram para cima do outro a velocidade absurdas, impulsionadas pelos seus veículos.
O grupo seguiu de pontes em pontes e corredores em corredores, cercados por criaturas terrestres e aéreas.
Doutor: Convivência em comunidade. Não é bem uma colméia, é um ecossistema dentro do Nushi...
Ele sonicou todas as criaturas ao redor, vendo que suas conexões eram tão inter-dependentes quanto ele pensava.
Twi: Conseguiu detectar o que está tornando ele menos ativo?
Andando até cruzar uma espécie de porta, o grupo acaba parando e ficando de cara com uma enorme câmara dentro do monstro: Haviam enormes colunas dominadas por glóbulos alaranjados contendo pura Enêrgia-T líquida em seus interiores, as bases das colunas levavam para dentro de uma espécie de lago de Enêrgia-T que brilhava em um alaranjado escurecido, havendo canais e interconexões entre as paredes, como se fossem veias ou ductos, contudo havia uma estrutura em flor, metálica, com vários tubos conectados ao teto e à base a qual estava conectada, por onde a Enêrgia-T estava fluindo para dentro dela. Uma corre elétrica desceu pela criatura, indo em direção aos heróis.
Twi: Atrás de mim.
Ela criou um campo de força que protegeu eles da corrente elétrica, provinda de um raio do lado de fora. A eletricidade fora toda absorvida pela máquina metálica, dando força a ela e favorecendo a sucção de mais do fluido. Doutor sonicou a estrutura alienígena.
Doutor: Seja lá o que isso for, todo o resto da estrutura está enterrada em baixo do Nushi.
Twilight pegou Doutor e abriu asas, voando até a estrutura. Flash a acompanhou e ambos pousaram do lado dela.
LaRoche: AAAAAAAAAAAAAAA-
Peyton puxou um dos braços do mecanotriz dele e o perfurou com sua furadeira até explodiu um dos ombros, que continha Enêrgia-T como combustível.
LaRoche: Peyton. Seu filho da puta...
Ele deu dois passos para trás depois de gritar com ele, vendo o dano causado a um braço irrecuperável. Renard preparou um PEM no outro braço e o atirou contra Peyton, conforme ele continuava a degladiar. A máquina de Jim parou e ele teve que puxar uma alavanca no teto dela, para trazer energia de volta. Enquanto parado, Renard deu um chute bem forte no cockpit de Peyton, o fazendo cair.
Peyton: Argh!
LaRoche: É melhor assim. O sangue de um por muitos!
Ele posicionou o PEM acima da máquina de Peyton e carregou ela.
Grace: PEYTON!
A mulher dele se lançou para frente, ousando correr pela neve para salvá-lo. Roman segurou Grace com toda a sua força.
Roman: Não, Grace!
LaRoche: Isenberg te quer vivo, mas ainda sim...
EVA atirou contra o mecanotriz de LaRoche, o fazendo recuar.
Soarin: EVA, pare!
Ele pousou na frente dela, expandindo as asas.
EVA: Ele vai matá-lo!
Renard recuou e Peyton recuperou sua energia, fazendo sua máquina levantar e segurar o outro braço de Renard. Jim perfurou até explodir completamente o outro ombro do mecanotriz inimigo, o inutilizando. Uma vez em pé, Peyton atirou sua garra e deu choque em LaRoche até que o paralizasse, logo depois atirou novamente a garra, atingindo sua perna e a arrancando com força.
LaRoche: ARGH!
Peyton: Como eu sairia vivo de uma briga dessas? Cada uma...
Peyton mexe sua furadeira em um canto do peito do inimigo e puxa com tudo, acertando uma peça mecânica que o faz explodir em chamas. Renard se ejeta e se lança para a neve com tudo. Peyton observa de sua mecanotriz, LaRoche havia desmaiado de cara na neve. Os Forgotten comemoraram a vitória de Peyton, que retornou para eles em sua mecanotriz, até que ele foi atingido por 10 explosões. Um jato negro passou voando perto do Nushi.
Caleb: Vocês acham mesmo que isso ficaria assim?
Disse ele de um megafone, a bordo de um dos batalhões prontos para marchar na direção deles.
Caleb: A Terra precisa da Enêrgia-T. O resto que acontecer, fica por conta desse planeta.
Grace: Não!
Soarin, Mira e Grace correram até o mecanotriz de Jim, que estava entalhado na neve, pegando fogo. Grace ousou partir para cima, mas Soarin a impediu.
Soarin: Pode acabar se matando!
EVA: Ninguém precisa ir até lá.
Ela voou até as chamas e tirou Peyton de lá de dentro, o puxando para a neve.
Peytin: Coff...
Ele estava com seu pelo queimado e com fuligem negra nele, havia marca de sangue no seu rosto inteiro e pescoço, até a armadura. Peyton estava fraco e balbuciando.
EVA: James...
Ela checou seus sinais vitais.
EVA: Essa não...
As demais se aproximaram correndo, EVA se afastou e procurou enviar uma menssagem para Doutor.
EVA: Doutor, pressinto que a Aberração do Tempo pode se intensificar! Doutor!
Ele não respondia. Os dois exércitos prepararam-se para a batalha que estava para acontecer, que estava muito equilibrada para a NEVEC vencer facilmente dos Forgotten, e de bônus levar metade da equipe dos Originais com eles.
No interior, Flash olhou para a máquina.
Flash: Como que iremos entrar nessa estrutura em baixo do Nushi?
Eles olharam uns para os outros, esperando planos.
Flash: Estou sem planos.
Twi: Ué? Não é você quem vê as coisas nessas horas?
Ela brincou, Flash sorriu.
Doutor: Ok... Flash, você e o Dryo compartilham praticamente os mesmos poderes, acha que pode se transformar como ele?
Flash: Não, eu já tentei...
Um novo tremor tomou conta.
Twi: Rápido, gente! Não sei se um teleporte nos levaria para o lugar certo, um erro e podemos acabar aparecendo dentro da parede.
Ela apontou.
Flash: Eu vou ter que entrar lá sozinho... vou ter que me transformar no Anomalia, se quiser parar.
Twi: Flash, ouça com atenção. Se você mergulhar na Enêrgia-T, pode congelar ela e matar a criatura.
Flash: E se eu sair e entrar nessa estrutura por fora?
Doutor: A temperatura dela já está abaixando, você pode realmente acelerar o processo... até dificultar sua recuperação.
Flash: E os Forgotten?
Doutor: Vão acabar ficando sem Enêrgia-T, assim como os animais desse continente e vão morrer para o frio.
Apontaram eles as conseqüências.
Flash: Não vou condenar um povo inteiro a um massacre.
Ele balançou a cabeça negativamente, andando para trás e encarando lá em baixo.
Doutor: Temo eu que... não há uma boa escolha...
Ele encarou friamente para os lados, vendo que estas eram mesmo as únicas opções.
Twi: Temos que agir rápido se for para salvar o máximo de vidas possíveis.
Ela deu de ombros, olhando ansiosa para Doutor.
Doutor: Sim... o Nushi pode morrer e condenar os Forgotten, mas encontrar outra forma de descer também poderia significar o seu fim aqui e agora.
Ele olhou para a máquina. Twilight pensou consigo mesma.
Twi: Na história, EDN III continua sendo um lugar importante para que a Terra continue viva.
Ela galopou até Doutor.
Twi: É a NEVEC ou os Forgotten que fazem isso?
Doutor rangeu um pouco os dentes.
Doutor: A NEVEC. Contudo, EDN III também contém um pequeno povoado. Não sei ao certo. É minha primeira vez nesse planeta, também.
Ele se ajoelhou, encarando o fundo.
Twi: Podemos acabar alterando ainda mais a história.
Flash: Nós viemos com eles para cá. Temos apenas que impedir que a Terra morra.
Ele se levantou e encarou o lago de Enêrgia-T. Seus olhos começaram a ficar esbranquiçados e a ganhar uma certa eletricidade.
Twi: Flash?
Ele se jogou e se transformou, explodindo em uma névoa branca antes de atingir o fluído, que por si só congelou por inteiro ao redor das colunas e da base da flor metálica. Uma base de gelo se formou em uma base negra e estourou, dando espaço para uma fumaça branca, do qual saiu Flash transformado em Wendigo. Flash Sentry olhou ao seu redor e viu o que parecia também uma colméia, cheia de estruturas semelhantes ao interior do Nushi, contudo elas eram mais monocromáticas, cinzas e escuras, por onde haviam veias que passavam uma energia azulada, bastante parecida com eletricidade, outras passavam Enêrgia-T.
Flash encarou os caminhos em laranja, que subiam até o ápice daquela colméia, aonde havia uma grande concentração da Enêrgia-T, sem qualquer recipiente que a segurasse, ela estava apenas concentrando cada vez mais do fluído em torno de um grande globo circular que girava e aumentava de tamanho. Flash encarou e então virou sua enorme cabeça etérea de eqüino, para encarar um tipo de criatura estranho que o encarava de volta: Ele tinha uma estatura de um lobo, com uma cabeça que continha cristas a fazendo parecer a cabeça de um Triceratops, haviam dois tentáculos no focinho e uma cauda parecida com nuvem. Havia um terceiro olho em forma de gota em sua testa. A criatura soltou um som parecido com faísca e resolveu se afastar correndo, Flash se lançou para cima dela como uma névoa e tentou congelá-la. Nesse momento, ela gerou uma carga elétrica que afastou Flash e o fez se afastar com um pulo.
Flash: Ah!
Do lado de fora, Peyton encostou o seu casco no rosto de sua esposa e fechou os olhos, acabando morto por conta dos ferimentos. Veículos aéreos e terrestres lançaram mísseis e atiraram contra a muralha. Os Forgotten, a pé, atiraram de volta contra os veículos. Contudo, conforme as duas frentes se batiam, uma série de veículos aéreos negros se dirigiram até a luta, atirando contra a NEVEC.
Soarin: Temos que nos afastar daqui!
Ele disse para Mira, correndo com ela e EVA para longe do corpo de Jim e da zona de guerra. Grace acabou ficando para trás para poder se despedir de seu marido.
Caleb: O que está acontecendo?
Roman: São veículos da Coronis?
Ela ficou incrédula, observando a destruição sendo levada à NEVEC com todas as forças.
Dr. Kovach: Eu sugiro que todos vocês fiquem atrás da muralha!
Disse Kendrich, abordo de uma das naves, em sua ponte de comando. Uma nave flutuou em uma colina, de onde vieram os demais veículos. Uma série de Ácrides correu colina abaixo.
Roman: Kendrich, a sua máquina está funcionando!
Dr. Kovach: Era a minha pesquisa que o Isenberg tentou roubar na Coronis, quando LaRoche o chamou e traiu todos nós. Eu devia ter advinhado, depois que me tiraram do meu laboratório.
Ele falou friamente.
Dr. Kovach: Nunca tire um cientista de seu laboratório.
Soarin retornou para Grace e a pegou em uma investida, resgatando ela de ser atingida pelo exército alienígena. A armada da NEVEC troca tiros com os aliens, aonde perdem seu foco. Do lado de fora, era possível ver o Nushi congelando por completo e aos poucos.
Mira: Não...
Lá em baixo, Flash sopra gelo contra a criatura e a congela por inteiro enquanto estava em movimento. Ele retorna ao normal e observa que havia algo de estranho... tudo que continha fluído alaranjado de repente parou de brilhar. Um terremoto aconteceu.
Flash: Ah!
Ele se segurou em uma barra negra.
Flash: O que está acontecendo??
Tudo começou a brilhar intensamente. Do lado de fora, o Nushi termina de congelar por completo, da base até o topo e se desmancha, caindo aos pedaços. Doutor sonicou a criatura por dentro.
Doutor: A criatura está ficando sem Enêrgia-T muito rapidamente, Twilight!
Ele avisou ela. Twi abraçou Doutor e teletransportou-se para o lado de fora com ele. Forçadas a proteger todos, Twilight e Mira conjuraram escudos de proteção para os Forgotten, protegendo eles de serem atingidos pelos destroços.
Lá em baixo, Flash é obrigado a se transformar novamente em Anomalia e sai flutuando dali.
Uma enorme descarga elétrica bate com tudo nos destroços em queda do Nushi, de onde uma estrutura reforça os raios, parecendo passar por toda a eletricidade até os céus.
Doutor: EVA! ISSO É UM...
EVA: UM SISTEMA DE TELEPORTE! Tem uma nave escapando!
Eles alertaram um ao outro depois de prestarem atenção. Flash ressurgiu do chão e voltou ao normal, vendo a enorme estrutura em que estava escapar através da eletricidade dos trovões para fora do planeta.
Doutor: Não deixe escapar!
EVA saiu flutuando e explodiu parte do escudo de Twilight com um tiro de plasma.
Twi: EVA!
Um vórtice se formou entre as nuvens cinzas, no alto da atmosfera, antes de um clarão acontecer e todos os raios cessarem. EVA continuou subindo, à toda a sua velocidade, até que alcançou o topo das nuvens e não viu mais nada... não havia nenhum sinal ou rastro de radiação que levasse a entender o que aconteceu naquele lugar. EVA analisou as estrelas e o sistema solar, da onde podia ver, não haviam sinais da queda de brilho das estrelas, nem mesmo de naves alienígenas, fora a nave-mãe da NEVEC em órbita. EVA encarou o céu, antes de retornar para a superfície.
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Flash Sentry: “Infelizmente, naquele dia, tudo que fizemos valeu apenas para garantir que a Terra viesse a se livrar mais um dia do crepúsculo.”
Mais tarde, com os Forgotten tendo retomado o controle da região e com a ajuda dos colonos da Coronis, sob o comando de Kovach. O exército da NEVEC foi derrotado e obrigado a retornar para a nave-mãe. Caleb foi preso pelos Forgotten pelos seus crimes e termos de contrato ainda estavam sendo negociados entre a nave-mãe e os antigos colonos da primeira missão ao planeta. Na Coronis, James Peyton teve seu corpo cremado. Sua mulher e filho estavam presentes.
“A verdade que não sabíamos é o quanto a história de EDN III foi importante para um contexto geral. Tudo havia saído errado na questão histórica.”
Doutor checou a história com EVA e se frustrou muito depois de ver o quanto ela havia mudado.
“Tivemos uma vitória agridoce. A verdade é que era para James Peyton ter sobrevivido a essa luta e se tornado o líder da rebelião terráquea em EDN III contra a necessidade da Terra de suprir suas fontes esgotadas.”
Na TARDIS, os Originais tiveram que se reunir para decidir o que fazer logo a seguir e escolheram a Dra. Bonnie Roman, a Grifa do Tempo, para ser a portadora de tamanha responsabilidade.
”Alguns pequenos escolhidos tiveram que saber da nossa verdadeira origem temporal. Aqueles que nunca se foram, tiveram que assumir responsabilidades para uma vida inteira.”
Roman assumiu a liderança dos Forgotten ao lado de Mira, guiada pelo Capitão Kendrich, Grace e Gale Holden.
“Aqueles que não mereciam perdão, tiveram que ter para encontrar seu lugar na história...”.
LaRoche foi perdoado e se juntou à causa dos Forgotten, depois de muita dificuldade, até dos Originais, para convencê-lo.
“Aqueles que nunca se foram, juraram continuar...”.
Na Terra, Caleb Isenberg abraça um pequeno dragão que correu até ele, meses depois de seu exílio de EDN III, aonde estava coordenando o lançamento de diversos foguetes e naves rumo ao espaço, na esperança de um dia retornar para EDN III e terminar o que começou.
“Tivemos que cuidar deles por um tempo até que tudo se estabilizasse.”
A Dra. Roman, com a ajuda de Kendrich, por fim termina um dispositivo que é capaz de reter as mudanças climáticas em EDN III, para prevenir que a era do gelo se intensificasse. Uma vez pronto, eles lançaram um dispositivo para a Terra, para que ele plantasse na superfície e gerasse um novo sistema fértil.
“Infelizmente, nem tudo podemos controlar...”
O dispositivo assim o fez, diminuindo toda a poluição dentro de alguns anos.
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Doutor puxou a alavanca da TARDIS e ela se desmaterializou de EDN III, após vários meses ajudando eles a tentar escrever a história original da linha do tempo, mas já era tarde, tudo havia se alterado.
Doutor: O que era aquela nave?
Flash se virou, uma vez que todos estavam se retirando.
Doutor: Desde quando você saiu, não falou nada. O que era aquela nave!?
Ele perguntou irritado para Flash.
Flash: Eu não sei... ela apenas... sumiu.
Ele disse em voz baixa.
Flash: Haviam várias criaturas elétricas.
Ele procurou argumentar.
Doutor: Como eles eram?
Flash: Lutei com um deles. Forte, resistente, conseguiu inibir a metamagia com a eletricidade.
Doutor pensou consigo mesmo, quebrando um pouco a cabeça.
Doutor: Nossa. Isso de fato é diferente, eletricidade alienígena batendo de frente com magia equestriana.
Ele fez biquinho, se desprendendo do painel. Twilight retornou para a ponte, de onde Flash estava saindo.
Twi: Você sabe o que teria causado tal desastre como Aberração?
Doutor: Não. Talvez tenham voltado para seu planeta, ou seu tempo de origem.
Ele especulou.
Doutor: Não deixaram nada rastreável, assim como no planeta prisão dos Daleks.
Twi: Foram os mesmos responsáveis, né?
Doutor: Sim. Temos que ficar espertos, a partir de agora.
Ele declarou, conforme a TARDIS encerrava seus sons.
—_______________________EPÍLOGO__—______________________
EQUESTRIA
CIDADE DO EIXO
2042
No céu noturno que normalmente era tomado pelas tempestades, uma parte do céu estrelado começou a correr com as luzes em um só sentido, como se algo invisível estivesse tomando conta daquele lugar. A estrutura tomou a forma de um grande portal espaço-temporal, de onde saiu uma estaca de metal que caiu no deserto, fora da Cidade do Eixo. A estaca bateu no chão e se estendeu, revelando uma flor bastante semelhante àquela estrutura alienígena encontrada no interior do Nushi. Tropas militares se deslocaram até o loca, de nave e veículos aéreos, aonde cercaram a estrutura.
?: Essas coisas continuam acontecendo.
??: Caindo do céu? É, sim.
Disse um dos soldados, saindo de dentro de um dos vários camburões, de onde outros soldados saíam armados. Um soldado e seus garanhões passaram no meio deles, entre os camburões.
?: Essas coisas acabaram com os G.I Joe há muitos anos. O Primeiro-Ministro precisa tomar logo uma precaução sobre isso, se não vamos acabar como eles.
Desabafou o garanhão, encarando a Enêrgia Térmica alaranjada percorrer boa parte do interior da estrutura metálica, revelando luzes do seu interior para a parte externa.
??: Concordo, Tenente Steel.
Ele apontou seu rifle e fez sinal para mais pôneis estacionarem e chegarem mais perto, para montar um perímetro em torno da estrutura. Do nada, o objeto alienígena começou a bombear partículas alaranjadas no ar a uma velocidade que alcançou cada um dos soldados e começou a sufocá-los, quase matando eles.
Todos: COFF COFF COFF.
Um portal azul-roxeado se abriu nos céus de Equestria, descendo dele dois traços, um laranja e outro branco. Uma explosão branca ocorreu no chão, criando uma onda de choque se espalhou sobre os soldados, revelando também uma aura avermelhada e com alguns bolsões negros. Os soldados pararam de sufocar e começaram a se levantar. Eles viram uma pônei alicórnio voando sobre eles, ela concentrou em seu chifre uma aura roxa misturada com um negro que queimava e o atirou contra a estrutura alienígena, a teletransportando para outro local, causando um flash esverdeado. Assim que recuperaram completamente a consciência e viram que tanto o objeto, quando as pôneis haviam sumido, o tenente se aproximou do local e investigou aquela escuridão vazia e sem nada do deserto.
?: O que aconteceu!?
Tenente Steel: Foi ela...
Ele gritou em voz alta frustrado. Os demais pôneis sabiam mais ou menos quem era, mas ainda não acreditavam.
Tenente Steel: Não acredito nisso.
Ele encarou.
Tenente Steel: Foi a Walpike.
Ele balançou a cabeça negativamente.
Tenente Steel: Foram AS Walpike...
Afirmou para si mesmo, sabendo que seria um desafio lidar com estas incursões.
FIM...
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