The Meta-Pony Project 7ª Temporada

1 O Dogma do Alicórnio (Pt I)


Notas iniciais
Sinopse: Um ano após encerrarem as investigações do Projeto Meta-Pônei, ao darem um ponto final no assassinato de Merrymark e Larassol e encerrar a Guerra de Sangue, Equestria sofreu um ataque que Doutor alega não fazer sentido, pois não está escrita na história de Equestria. Twilight trabalha em cima de um projeto que beneficiará Equestria e terras além. Starkeeper se impõe para o seu orgulho e vai contra sua mãe para fazer o que ela acha certo e garantir seu lugar de direito na família real como princesa de Equestria. A história de origem de Starkeeper é contada, começando por como seus pais se conheceram.

ANTERIORMENTE NA SAGA

THE META-PONY PROJECT

Twilight: Minha querida mestra, meus estudos me levaram a crer que estamos propendentes a um desastre.

Disse uma Twilight na época em que ainda estudava para a Princesa Celestia para Spike, que anotava o que dizia em uma carta.

Twilight: Nightmare Moon!

Nightmare Moon: Se lembrem desse dia hoje, pôneis, como o último. A noite durará para sempre.

Starkeeper: Você deve ser a Princesa Twilight.

Ela disse sem interesse.

Twi: Você é a filha da Princesa Celestia.

Ela falou animada e surpresa em conhecer a filha secreta da princesa.

Starkeeper: Sou a Princesa Starkeeper, isso.

Dryo: Prazer, eu sou Dryo Freepony.

Ele se apresentou a Fluttershy.

Flutt: Meu nome é Fluttershy.

Ela se apresentou com uma voz em tom calmo, suave e em alto e bom som.

Pinkie: Ela acabou de dizer o nome em voz alta?

No Império Centauro-Gárgula, Dryo e Fluttershy se beijam, em uma sequência de movimentos que os levam para a cama.

Night Shade: Bramble morreu...

Bramble é morto por Rei Vlad na frente de todos rendidos após uma luta feia contra ele.

Midnight Blitz: Rei Vlad matou ele!

Flash cai com Rei Vlad do alto após impedir que ele intervisse na derrota de Orion, disposto a mata-lo com seus próprios cascos.

Flash: É isso aí, Vlad! Nós vamos morrer juntooooos!

Ele gritou enquanto segurava o lorde vampiro abaixo dele, no clímax da batalha final entre os Originais e os vampiros.

Rei Vlad: Tem toda razão, Flash! Eu matei seus pais! Eu dei a ordem pro Hojo!

Professor Hojo recebe a ordem de Rei Vlad via rádio para que ele não deixasse nenhum pônei sobreviver à guerra civil de Las Pegasus. Hojo manda os Irmãos Delsin matarem a Família Walpike por ter perdido seu filho durante o experimento fracassado do Projeto Meta-Pônei, de ter tentado trazer Orion de volta a vida no corpo de seu único filho, Kenneth.
Kenneth vira poeira diante dos olhos de seu pai depois de injetada uma injeção dele. Rei Vlad surta e culpa os vampôneis por este fracasso, mandando queimar toda Las Pegasus e acabar com o Projeto.

Ashley: Isso aconteceu porque a nossa espécie passou milênios nas sombras da equinidade e de Equestria, morrendo de fome para essa doença!

Ela gritou.

Van Helsing: Existe uma cura.

Após impedirem o Ragdon e as mortes de Vlad, Veronica e Tina, Van Helsing e Kane assumem a liderança dos vampiros e vampôneis.

Night Shade: Nós vamos embora por que não nos resta mais nada aqui. Ainda há muito para descobrir.

Declarou ela. Shade, Arc, Snow Blossom, Riku Tomatsku, Atlas e Ashley vão embora de PonyVille após a derrota dos vampiros, esperando recomeçarem suas vidas no interior de Equestria. Doutor pega Flash e Twilight, pondo seus braços nos ombros de ambos, tocando “Superheroes”.

Doutor: O que será que vem a seguir?

700 anos antes, uma figura de capa põe no alto de uma montanha um ovo albino.

Twilight: Vamos ver o que o tempo nos reserva.

?: Hmmm, isso deve atrasá-los. Vamos começar essa tempestade.

Um trovão quebra atrás dele.

Flash: É uma guerra que está se espalhando pelo mundo todo.

Ele põe o casco perto de um desenho do planeta, na parede da caverna que ele e Twilight descobriram após o ataque do Rei Storm.

Rei Storm: Este mundo pertence à mim.

Ele bate seu cajado no chão, em Canterlot.

Flash: O Doutor não atende.

Doutor sai dançando da TARDIS com óculos 3-D, ele estava com uma barba enorme e grisalha na ponta e sua crina tinha pontas esbranquiçadas, evidenciando o decorrer da idade de sua décima encarnação.

Doutor: Como é que vai a festança??

Ele sai rebolando da TARDIS.

Flash: Nós quase perdemos a guerra!

Doutor: Não houveram guerras em 2019.

Heart: Vivemos em paz por um ano e acabou...

Twi: NÓS NÃO SOMOS O BASTANTE!

Sunset: Você tem um coração genuíno, mas a alma de um herói, Flash.

Twi: Olha só o que o multiverso nos trouxe.

Ela brincou com um pônei estranho de crina encaracolada em um hoverboard.

Twi: Flash, esse é o Alain Dreamer.

Flash: Princesa Twilight Sparkle... quer casar comigo?

Anunciou ele depois de assumir o palco com seu irmão.

Twi: Eu aceito...

Disse no microfone.

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EQUESTRIA
Século XXI
21.12.2012

Era uma noite calma e quente, o inverno estava para chegar prematuramente aquele ano, em Equestria. A Lua estava bem ao alto no céu, acompanhada esta por três estrelas que se movimentaram sutilmente até ficarem atrás da Lua, a iluminando de forma que uma sucessão enorme de crateras no formato de um cavalo simplesmente desaparecessem com o brilho com pouco vento sendo notado.

?: Como foi no Conselho, hoje, pai?

??: Ah, meu filho.

Pai e filho jogavam pinotebol no quintal de uma casa de campo ao lado de uma floresta fechada.

??: Quer mesmo me perguntar do trabalho?

?: Sim. Gosto de saber como foi seu dia.

Disse o jovem, animado. O seu pai era um unicórnio de pelagem albina com uma corte crina simples e oriental, tingida para trás e mantida com um gel, tinha olhos azul claros. Seu filho tinha uma pelagem cinza claro e uma crina azulada encaracolada, de olhos dourados.

??: Foi trabalho pesado, ainda tem muito chão.

Ele disse após relembrar seu dia. Seu filho segurou a bola e o encarou com malandresa.

?: Quando vai deixar um jovem aprendiz entrar?

Perguntou com perspicácia.

??: Hmmm. Aproveita sua idade. Não precisa começar trabalhando cedo, como eu comecei.

Ele sorriu para seu filho e recebeu a bola dele.

?: Só para experimentar, aí depois vejo no que dá.

??: Tá bom, mas lá dentro é ambiente profissional.

Ele falou com orgulho ao ver a garra de seu filho.

??: Tem que ter a sua compostura.

Ele falou sério.

?: Isso eu tenho.

Ele recebe a bola com a cabeça e bate para seu pai.

??: Isso aí!

Ele desce deslizando e dá um chute na bola, a fazendo bater no gol acima do chão.

??: Namore. Saia com os amigos. Desafie-os a competir e te testar. É assim que é no mercado de trabalho e além. A voz mais alta, assertiva e abrangente ganha.

Ele ensinou seu filho com sabedoria no tom.

?: Por isso seu emprego é uma vantagem.

Ele sorriu. Seu pai sorriu de volta.

???: Neighsay, Rapidword, jantar!

Chamou uma voz feminina por eles.

Neighsay: Vamos discutir isso durante a janta.

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Sentados à mesa para o jantar, o pai e filho entreolharam-se ansiosos. A esposa de Neighsay olhou para ambos confusa e se virou para seu marido.

?: Neighsay querido, você vai dar uma chance?

Perguntou a unicórnio.

Neighsay: Claro, mas é aquilo, profissionalismo.

Ele disse calmamente, mas puxou a última palavra para seu filho distraído com o copo de água.

?: Ótimo, mas saiba que antes haverá uma entrevista de emprego.

Disse ela para seu marido.

?: Seu entrevistador vai querer saber o que procura.

Ela se virou para seu filho.

Rapidword: Ou se estou apropriado à vaga, sim.

Ele disse formalmente.

?: Eu não sei, não. Ele parece mais do que pronto para virar seu trainee.

Ele apontou, falando orgulhosa. Neighsay deu uma risada.

Neighsay: Duvido que vire, desse jeito é só vitória.

Ele falou de volta no mesmo tom.

Rapidword: Hmm, vai dar tudo certo quando for a hora.

Ele disse, sendo bem confiante.

Neighsay: Vai, sim.

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De noite, a esposa de Neighsay acorda no meio da madrugada e se espreguiça, parecendo bem desperta.

?: Ah, mas hein?

No relógio marcava 9:30 da manhã, mas ela podia ver a Lua brilhante no céu noturno.

?: 9 da manhã?

Ela ergue uma sombrancelha e sacode seu marido dormindo na cama.

?: Neighsay...

Ele se vira para ela.

Neighsay: Sim, Gloria Flavor, você é um amor.

Ele disse sorrindo com vontade, sua mulher fez uma expressão de desgosto.

?: Tá sonhando com sua ex de novo!?

Ela perguntou com raiva para ele, o acordando.

Neighsay: Oi? Que que foi, querida?

Ele ergueu a cabeça, olhando cansado para ela. Sua mulher olhou preocupada para o relógio.

?: O relógio errado? Ele sempre tá certo.

Ela perguntou levemente irritada, ele se levantou da cama e foi checar o relógio.

Neighsay: Parece que sim. Devem ser 4 da manhã.

Rapidword abriu a porta do quarto deles.

Rapidword: Pai, mãe?

Neighsay: Oi?

?: Bom dia.

Ela disse carinhosamente para seu filho.

Rapidword: Por que todos os relógios da casa estão marcando “9”?? É o horário que levanto.

Ele levitou o relógio do corredor.

Neighsay: Ué? Mas como assim?

Ele olhou para o céu noturno e viu algo de estranho na Lua.

Neighsay: É... a Lua tá parecendo... mais clara que o normal.

Ele disse com sono.

?: O quê?

Neighsay: Sei-lá, tem algo de... diferente nisso tudo...

Rapidword: Hmm, estranho. Pera, os relógios da casa não foram comprados em Canterlot?

Neighsay: Sim. São relógios mágicos. Eles nunca estão errados.

Eles olharam confusos e com medo para os relógios.

?: Neighsay! O que está havendo aqui!?

Ela viu os relógios, todos eles, cada um, estava voltando com o ponteiro para trás, dando meia noite e meia em cada um. Neighsay fica levemente irritado por não saber do que se tratava, até que um uivo rompe o silêncio da noite e arrepia os pelos de todos, um uivo este que amedronta a alma dos três. Ao longe, pela janela, algo negro vinha voando rapidamente, até que atravessa o vidro com tudo e cai no meio do quarto, lançando cacos. Neighsay ergue um escudo mágico, sua mulher cai na coberta e Rapidword fecha a porta, nenhum deles sendo atingidos pelos cacos. Quando eles checam o que era, eles vêem que era uma tora de madeira pequena. Estalos fortes tomam conta da casa e os pés da cama, portas dos armários e cômodos, são arrancados à força e começam a se concentrar ao redor da tora.

?: Amor!

Ela pula ao abraço dele.

?: Neighsay!

Madeira flutuava ao redor deles, se condensando ao redor da tora e começando a formar uma estrutura, um corpo.

Neighsay: Isso é lobo de madeira! Venham!

Ele gritou bem alto e saiu correndo com todos para fora do quarto, batendo a porta. Ele ficou na frente dela após feito isso.

Neighsay: Usou a madeira da casa...

?: M-mas o que era isso!?

Ela perguntou com medo.

Neighsay: Vamos bloquear as entradas, já!

Um tora atravessa o vidro da sala e madeiras do teto e das paredes da casa de campo começaram a ser arrebentadas.

?: Para a cozinha!

Eles correram até lá e trancaram a porta. Neighsay procurou objetos que pudesse usar para selar a porta.

Neighsay: Amor, me passa tudo que for de madeira.

Ela flutuou utensílios de cozinha e Neighsay os evaporou com uma rajada.

Neighsay: Temos que esgotar nossas fontes de madeira!

?: Mas a casa é feita de madeira.

Algo bate com força na porta que leva para o lado de fora. Neighsay levita a geladeira até a porta e a deixa ali, quando uma explosão acontece atrás deles, uma garra de madeira atravessou a porta de trás com tudo, assustando Rapidword. A porta é arregaçada e o lobo de madeira termina de se formar, com seus olhos brilhando em verde.

Rapidword: AH!

Neighsay joga o fogão em cima do lobo de madeira, o explodindo em pedaços. A porta dos fundos é destruída e uma garra risca a geladeira, produzindo um som de metal sendo riscado, até a geladeira tombar e assustar a mulher dele. Com a porta destruída, 5 lobos de madeira olham para eles, revelando seu instinto predatório na pose e no encarar.

?: Ah, Neighsay!

Neighsay: Usa algo!

Ela levita a geladeira e a lança contra um deles. Neighsay se aproxima de seu filho e o defende.

Neighsay: Saiam daqui! A casa foi tomada!

Alertou ele em voz alta, dizendo para seguirem pela porta dos fundos conforme sua esposa tomava conta dos lobos. Um deles avança correndo com tudo para dentro da casa.

?: GENTE!

Rapidword é visto pelo lobo como presa mais fácil e é pego pela sua perna com uma mordida e arrastado.

Rapidword: OH! AAAAAAAH!

Ele atira uma rajada contra a cabeça do lobo, Neighsay se vira para defende-lo, mas se distrai e é mordido no calcanhar de Aquiles direito.

Neighsay: AAAAAAAAAAAAAAAAH!

Rapidword é mordido um pouco mais acima, perto do joelho e continua tentando se defender. Sua mãe se lança contra o lobo, o lançando contra a parede.

Rapidword: Ah... mamãe...

Ela se levanta e se aproxima de seu filho, o abraçando como a coisa mais importante do mundo.

?: Espera, você tem que se levantar.

Ela é mordida na cauda e arrastada com tudo para trás, gritando em horror. Neighsay destrói o cão com uma rajada poderosa e concentrada, mas sua esposa é arrastada para fora, aonde é recebida por 4 outros lobos que mordem sua pata e pernas.

?: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Neighsay e Rapidword vêem o imaginável. Eles a atacaram com uma ferocidade acima de selvagem, mordendo com força e estraçalhando, arrancando partes de sua perna e membros inteiros, partes da crina e mordendo em regiões vitais, gerando uma poça de sangue na frente da saída.

Neighsay: NÃO!

Rapidword fica congelado de medo, olhando com horror mórbido e brutal. Neighsay se aproximou dele e o defendeu.

Neighsay: Não!

Ele gritou, atirando rajadas contínuas e sem parar contra os lobos tentando se aproximar. Um deles se aproxima correndo de seu filho em um pulo e o pega pela perna, o arrastando. Neighsay atira com tudo contra o lobo e o afasta, conforme o demais se regeneravam.

Rapidword: Não! Pai!

Neighsay é mordido no calcanhar de Aquiles por trás mais uma vez.

Neighsay: AAAAAAAH!

Rapidword: Pai-

Um lobo regenerado morde a sua perna e ele grita de dor, o arrastando para frente.

Neighsay: Não!

Neighsay carrega seu chifre novamente, mas é derrubado desta vez e o lobo fica em cima de seu corpo.

Rapidword: Paaaaaaaaaaaaaai!

Ele mesmo atira rajadas contra os lobos, acertando suas testas e cabeça, mas eventualmente a alcateia o alcança e começam a mordê-lo em todas as partes do corpo, arrancando olhos, partes da pele e descendo seus dentes com vontade na carne sendo arrancada dos ossos, espirrando sangue para dentro da casa. Neighsay assiste tudo com um extremo horror que atinge fundo seu coração, corpo e alma, lutando com todas as suas forças contra um peso três vezes maior que o seu e sem a capacidade mágica suficiente para conseguir se livrar ou contra-atacar. Os lobos rosnam e uivam profundamente, tornando aquela noite brutal a pior das vidas dele e de muitos pôneis ao redor de Equestria.



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7 ANOS DEPOIS

Duas semanas haviam se passado desde o Festival da Amizade e o que todo mundo têm dito ser a “quebra” na paz de Equestria, uma vez que o destino da Comandante Tempest Shadow tenha sido controverso, assim como do resto da Nação Storm, mas muitos confiavam na palavra, da agora noiva com o Lorde Flash Sentry, Princesa Twilight Sparkle, de que os tonitrões não seriam mais problema. Neste tempo de discussões sobre um novo casamento real a caminho e povos além de Equestria desconhecidos e que estavam em guerra, em PonyVille, Twilight havia acordado cedo de manhã e puxara Flash correndo com ela.

Twi: Vem, anda Flash!

Ela o chamou bastante animada ao virar do corredor, esperando Flash alcançá-la.

Flash: Já vai...

Ele bocejou bem forte, cansado. Eram entre 5 e 6 da manhã e desde quando Flash anunciou que queria casar com ela, ela não têm parado com suas idéias e projetos. Flash chaqualhou a cabeça e foi trotando até ela. Twilight deu uma risadinha malandra para ele e o segurou pela asa, do qual saiu correndo disparado com ele pelo imenso corredor.

Flash: Ei, esperaaaaaaaaa!

Ele correu junto, desviando dos pilares e virando os mesmos corredores que ela. Twilight abriu rapidamente a porta para a Sala do Mapa com um baque, o puxando para dentro.

Flash: Uou! Nossa... você está animadinha hoje, huh?

Ele a deu um sorriso malandro. Twilight se aproximou dele e beijou seu pescoço.

Twi: Percebeu algo de diferente?

Ela perguntou com um ar mais sexy. Flash estava cansado demais para notar qualquer diferença na sala intacta.

Flash: Que minha futura Sra. Walpike está muito...

Ele se virou para ela e a inclinou ao abraçá-la, lançando um jogo de sombrancelhas para ela.

Flash: ... agitadinha?

Ele sorriu para ela. Twilight corou forte e o empurrou para trás ao pôr sua pata no peito dele.

Twi: Para com isso, seu safado.

Ela brincou.

Twi: "Sra. Walpike"? Não acha que Sra. Sentry seria mais apropriado?

Ela brincou, inclinando-se de volta.

Flash: Hmmm, ou Sr. Sparkle...

Ele pensou.

Twi: Senhor Sparkle, hahahahah...

Ela riu.

Flash: Ainda nem acredito que está acontecendo...

Ele olhou para baixo, pensativo com sua felicidade que parecia ser apenas um sonho distante.

Flash: Eu e você, noivos.

Ele arregalou os olhos e a encarou.

Twi: Nós todos evoluímos muito nestes últimos 6 anos juntos.

Ela olhou pro lado, dando uma pequena gargalhada.

Twi: Felicidade é um benção.

Afirmou ela.

Flash: Não tem como ser melhor do que isso quando se diz que é um sonho, não é?

Ele coçou a nuca.

Twi: É, difícil. Mas sério, dá uma olhada.

Ela apontou para o Mapa das Cutie Mark com a asa. Flash olhou e arregalou os olhos, vendo que as fronteiras do Misterioso Sul estavam marcadas no mapa holográfico dela, uma enorme massa continental conectada por uma fina passagem de terra se ligava à Equestria e ia para o Sul, aonde haviam vários reinos desconhecidos e explorados por eles quando saíram para salvar Equestria na penúltima semana.

Flash: Caramba...

Ele olhou para Klugetown, o Alfa das Espécies com o Império Centauro-Gárgula, Reino de Sovangarde no Oeste Proibido, o mapa irradiava desde o Yakyakstãoaté a Grande Barreira de Icebergs.

Twi: Isso aconteceu enquanto a gente dormia.

Flash: É todo o Continente de Eqquus.

Ele respirou fundo. Ambos ouviram a porta se abrir e Starlight atravessa ela.

Starlight: Twilight, é você?

Ela encarou o mapa e arregalou os olhos.

Flash: Heya, Starlight. Te apresento o Mapa das Cutie Marks 2.0.

Twilight coçou a nuca. Ela se aproximou, curiosa.

Starlight: Caramba.

Ela arregalou os olhos.

Twi: Pois é.

Ela disse envergonhada.

Starlight: Mas... esse mapa não envolvia problemas de amizade em Equestria?

Ela o analisou intuitivamente, olhando confusa.

Starlight: Será que tem haver com aquela unicórnio que atacou Canterlot?

Ela perguntou para Twilight.

Twi: A Tempest... ela foi resolver uma crise que têm acontecido na Nação Storm depois que o rei faleceu.

Ela falou seriamente, olhando para o mapa para completar seu raciocínio.

Twi: Talvez não hajam muitas vozes fora de Equestria, conscientizando todos sobre a morte do rei, assim como não há ninguém falando sobre amizade fora do reino.

Ela completou o raciocínio.

Twi: Não podemos fazer isso sozinhas.

Se lembrou que foi necessário mais que um grupo ordinário para salvar Equestria da última vez.

Starlight: Vai precisar de muita ajuda para isso, não vai ser tão simples sair viajando por aí e conscientizando estes... seres.

Ela ergueu uma sombrancelha ao dizer a última palavra, quando olhou para o mapa.

Twi: Por isso que faremos isso daqui.

Ela disse bem animada, como se já tivesse planejado e apontou com a sua asa para o Castelo da Amizade. Flash e Starlight olharam sem entender.

Twi: Porque nós vamos abrir uma escola.

Ela disse determinada e ousada. Flash e Starlight arregalaram os olhos depois dela falar isso, Flash olhou para o mapa receoso.

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A Biblioteca

Século XC

Na maior biblioteca de todo o Universo, que tomava a forma de um gigantesco planeta metropolitano, a TARDIS se materializa em um terraço e rapidamente dela sai O Doutor, acompanhado por EVA.

Doutor: Aqui, finalmente!

Ele sorriu, olhando ao redor.

Doutor: De volta depois de 300 anos, minha doce Donna Noble havia ficado em apuros na última vez que estive aqui.

Ele sorriu após se lembrar.

EVA: E você me levou nestas viagens por 110 anos, Doutor. Nunca muda!

Ela reclamou, com um tom de humor negativo e irritadiço. Doutor ficou parado e fez uma expressão de desprezo.

Doutor: Devia ter visto isso no início do Século 40, no ano seguinte, tragédias acontecendo e milhares de pôneis e outros seres vivos correram por suas vidas, com a primeira grande infestação de Vashta Nerada em todo o Universo.

Ele falou como se palestrasse. Pôneis passavam de um lado para o outro, olhando para ele parado e encarando a TARDIS. EVA flutuou até o lado de Doutor.

EVA: O que viemos fazer aqui, exatamente?

Ela perguntou no ouvido dele e Doutor piscou, andando em frente.

Doutor: Ah, sim. Nós viemos ver e checar.

Ele correu até um painel, puxando sua Chave de Fenda Sônica e sonicou ela com a sua antiga e sempre presente SSD que roubou do Mestre quando ele havia ameaçado Equestria há mais de 100 anos em sua linha temporal. O painel demorou para abrir.

Doutor: Hmm, que estranho, isso normalmente abre rápido.

??: Doutor?

Ambos se viraram para o lado e viram um holograma de um pônei de pelagem castanho escuro, careca e unicórnio, de olhos azuis com óculos e vestindo uma roupa azul polo de abotoar na frente.

Doutor: Oh, eu me lembro de você.

Ele se aproximou, sorrindo para ele.

Doutor: Como é que vai, Dr. Moon?

Dr. Moon deu uma risadinha.

Dr. Moon: Olá, Doutor. Nossa, mas há quanto tempo. Você está mais velho, mas não velho o suficiente dentro de 110 anos.

Ele inclinou a cabeça, falando sem estar confuso, mas curioso e paciente, feliz em vê-lo.

Dr. Moon: Eu te abraçaria, mas como pode ver...

Doutor olhou para ele de cima para baixo.

Doutor: É...

Ele inclinou a cabeça pro lado, não dizendo muita coisa ao ver que ele deixou seu corpo físico para se tornar um holograma.

Doutor: Pelo menos não doou seu corpo para um banco de carne para ter sua cara entalhada em uma placa mecânica.

Julgou ele.

Dr. Moon: É, sabe que nunca gostei de você sonicando nossos painéis e invadindo o sistema sem permissão.

Ele advertiu, o encarando sério.

Doutor: Ah, que isso, o planeta é grande o suficiente para isso acontecer em qualquer lugar.

Ele puxou para seu lado coitado e Moon abaixou o óculos para ele.

Doutor: Claro...

Ele de um pequeno sorriso envergonhado.

Dr. Moon: No que posso ajudá-los?

Doutor: Bom...

Ele saiu andando e a dupla o acompanhou. Doutor raciocinou, procurando abster-se do máximo de informações.

Doutor: Eu procuro arquivos da história do Planeta Galope, do Século XXI.

Disse ele sendo o mais resumido possível.

Dr. Moon: Pois, não. É por aqui.

Ele deu direções.


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Canterlot

2019

Twilight, Flash, Soarin e Blitz haviam viajado de trem até Canterlot para contar a notícia pessoalmente a Família Real sobre os planos para a criação de uma Escola da Amizade de Twilight, assim como para falar sobre os planos do casamento real. O quarteto entrou no palácio após finalmente permitida sua entrada.

Tia: Flash, Soarin.

A Princesa Celestia se ergueu do trono e foi de encontro aos seus filhos com um sorriso, abraçando ambos.

Flash: Oi, mãe.

Soarin: Olá, mamãe.

Eles abraçaram de volta com um sorriso.

Soarin: Como vai a inexistente reconstrução de Canterlot?

Fez ele a pergunta retórica. Celestia revirou os olhos e deu uma pequena risadinha. Ela olhou para Twilight e Midnight Blitz.

Tia: O que devemos a visita?

Ela sorriu para as duas.

Soarin: Ah, a Twilight teve outro daqueles frenesis de madrugar até tarde e não deixar o meu irmão dormir.

Ele cruzou os braços e encarou Flash, depois de falar com um pouco de rispidez por ter sido incomodado de sair de suas férias. Twilight sorriu forçadamente para ele.

Tia: Hmmm, planos para o casamento, eu presumo, mas... não seria melhor ter enviado uma carta explicando melhor como vai ser o planejamento? A Pinkie Pie seria a melhor, então vocês já devem ter combinado algo, assim ela quem deveria enviar a carta. Talvez se-

Ela foi falando animada com a fantasia.

Dawn: Oh, mana! Tá atrapalhando minha nerfada!

Ele chamou atenção dela enquanto jogava em seu celular, sentado em seu trono. Ela franziu o cenho para ele.

Flash: Ora, não é para tanto alarde, as coisas ainda estão muito no começo e só estão caminhando.

Ele disse calmamente, sorrindo. Celestia deu uma risada nervosa e olhou corada para ambos.

Tia: É... tem razão.

Ela falou normalmente e se afastou um pouco, retomando sua postura real.

Twi: Bom, em parte desta visita real, gostaríamos sim de falar sobre o casamento, mas o principal não é este.

Ela falou nervosa, também. Soarin sorriu e deu uma risadinha.

Soarin: Lá vem o bla-bla-bla real.

Ele cochicha com sua irmã e ela sorri de leve.

Twi: Eu, como a Princesa da Amizade, estou anunciando um projeto que ajudará a compartilhar a magia da amizade dentro e fora de Equestria, como forma de conscientização das mentes equinas e além.

Disse ela em uma voz mais formal.

Twi: Em outras palavras, eu e minhas amigas vamos abrir uma escola em PonyVille. A Escola Mundial da Amizade.

Ela anunciou para as princesas. Celestia sorriu.

Tia: Oh, então agora está explicado por que queria tanto conversar comigo na Escola de Magia...

Ela pensou.

Luna: Uma escola de amizade?

Starkeeper passou pela porta.

Twi: Gostaria de tratar destes assuntos com a senhora em particular ao longo do tour pela Escola de Magia, Princesa Celestia.

Ela falou formalmente, mas parecia de uma forma mais forçada.

Tia: Claro, claro.

Ela acenou com a cabeça para sua irmã, esta que acenou de volta.

Flash: E antes de tudo, sobre o casamento...

Ele deu um passo afrente, sorrindo para seus irmãos e Twilight. Twilight sorriu mais.

Twi: Bem, por onde começar a falar sobre os planos? Claro que planejar a escola vai empurrar um pouco as coisas e elas serão agora mais corridas para mim e para o Flash, mas...

Ela teleportou uma lista de itens, enrrolada como um pergaminho bem grosso, que assustou Soarin e Blitz. Flash sorriu envergonhado para sua mãe após ver que Twilight ia demorar bastante tempo. Celestia arregala os olhos em surpresa.

Twi: Eu... prometo ser rápida.

Ela sorriu para Celestia e ela sorriu de volta.

Tia: Bem, acho que isso valeu a... reunião familiar, não é?

Luna se aproximou, curiosa. Twilight e Flash começaram a falar e compartilhar os planos com o resto da Família Real. Starkeeper viu eles conversando de longe e se entristeceu, correndo de volta para seus quartos. Príncipe Dawn Lights viu sua sobrinha correr e abaixou o jogo.
Ao seguir um caminho e subir algumas escadas, Dawn bateu a uma porta.

Dawn: Ei, Star. Você está bem?

Perguntou seu tio. Ela abre lentamente a porta com magia e Dawn entra, a vendo do outro lado de quarto oval, sentada em uma cadeira e encarando a janela da torre em que dormia, ela encarava cabisbaixa, parecendo que um milhão de idéias passavam em sua cabeça.

Dawn: Você não parece bem. O Sol se pôs para você?

Ele fez a piada, mas ela não pegou.

Dawn: Hmmm, é eu já sei... você não bate muito com os amigos do Flash. Eu sei, alguns deles são meio babacas e usam aquelas varetas de brinquedo, trocando entre rosto de marmanjo para pedófilo, em um piscar de olhos.

Ele disse com rispidez a respeito de Doutor, criticando e praguejando com gosto, parecendo Bramble até certo ponto.

Starkeeper: Hmmm.

Ela sorriu para ele e se virou.

Starkeeper: É, tem algumas coisas que são uma droga mesmo.

Ela disse otimista.

Dawn: Não, eu sei qual é o seu problema...

Ele olhou para trás, estreitando os olhos.

Dawn: Você não curte muito a jovem Sparkle.

Starkeeper expressou levemente desprezo ao ouvir o nome dela e se levantou.

Starkeeper: É, sempre foi tudo tão estranho, Tio Dawn...

Ela pensou em se abrir com ele.

Starkeeper: Celestia sempre foi tão protetora comigo, sempre tão... sigilosa, tão... rígida. E com a Twilight sempre foi tão... diferente... libertador. E agora ela vai se casar!

Ela falou entristecida, terminando com uma certa raiva.

Dawn: A Twilight sempre foi a estudante modelo dela.

Disse com desprezo.

Starkeeper: Não é bem isso...

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900 ANOS ANTES

O Sol estava se pondo mais uma vez no aparente longo reinado do sol que se iniciou 100 anos antes, evidenciado pela presença da Égua na Lua quando esta subiu aos céus para tomar o lugar de seu astro-irmão. Celestia era mais jovial, sua crina tinha uma coloração mais pálida. Esta encarou a Lua, pronta para passar mais uma noite para outro dia de solidão em sua cama. Ela despencou na cama após removidas sua coroa, colar de ouro e ferradura, desmaiando com o pesar de ter passado um dia cansativo protegendo um reino em que quase nunca acontece.
Em seus sonhos, Celestia percebe uma figura equina e maior que ela se aproximando, alicórnio. A silhueta se revela ser sua mãe, Rainha Galaxia. Ela se aproximou de sua filha lentamente.

Galaxia: Princesa Celestia, minha filha...

Ela a saudou, Celestia se ajoelhou perante ela.

Tia: Minha mãe.

Galaxia: Vossa majestade de Equestria, está muito solitária, isto não vai trazer bons resultados com sua saúde dentro de alguns anos.

Ela disse levemente preocupada.

Tia: Sim...

Ela olhou distante, preocupada também.

Tia: Mas eu aguento, eu tenho que aguentar, por todos eles.

Ela disse se cobrando rigidamente no tom e na pose, tentando mostrar sua força.

Galaxia: Você é uma pônei, como todos os outros.

Ela afirmou.

Galaxia: Pode se perder como seu irmão e sua irmã se perderam...

Ela se preocupou um pouco mais e se aproximou.

Galaxia: Eu tenho sentido eles, seus irmãos.

Ela falou bem mais intimamente com Celestia, e olhou para dois moldes na planície azulada e sem fim que ela e Celestia dominavam, eram Sol e Lua.

Galaxia: Ambos sentem uma certa dor e solidão. Seu irmão parece entender isso graças ao lado Porta-Caos do pai dele, mas a sua irmã...

Ela balançou a cabeça negativamente para Celestia, franzindo o cenho para ela. Celestia abaixou a cabeça.

Tia: Eu sei... foi culpa minha o que aconteceu com ela e tudo que veio antes. Como pudemos ter tanta confiança naquele pônei?

Ela encheu os olhos de lágrimas, se perguntando com alta cobrança. Galaxia olhou preocupada para sua filha e aproximou sua pata dela, mas recuou, não era responsabilidade dela cuidar dos súditos.

Galaxia: Você não pode reinar sozinha, Celestia.

Ela disse indiferentemente, tentando alertá-la do quão importante era ela procurar uma parceria.

Galaxia: Luna e Dawn não irão retornar por bons séculos e desde que os descendentes da Família de Cristal continuam desaparecidos, o destino do controle sobre todos os pôneis está em suas patas.

Ela a alertou e olhou para sua filha com uma pose régia e fria. O sonho termina e Celestia acorda com um tremor forte. Ao correr para fora de sua cama e sair para o lado de fora da torre, Celestia fica diante de um brilho acontecendo em uma colina distante. Ela voou até um telescópio no alto de uma torre no castelo e olhou por ele, vendo um portal azul-transparente se abrir em meio à terra-erma e escura.

Tia: Oh!

Celestia engasgou, ergueu as asas e saiu voando naquela direção há vários quilometros do castelo. Chegando lá, ela percebe que alguém saiu do portal caindo no chão e este se fechou logo depois da queda.
A princesa carregou seu chifre e franziu a testa, com certeza era uma ameaça para ter acesso a um portal. Ela pousou ao lado e viu que se tratava de um pônei garanhão, de cara no chão.

Tia: Quem é você!?

Ela perguntou querendo respostas na hora e o virou para cima. Ele era um garanhão unicórnio, parecendo muito tonto para se manter acordado. Ele gemeu e mexeu um pouco os membros, antes de vê-la e desmaiar.
De manhã, o pônei acorda atrás das grades, completamente confuso. Ele se levanta e se dirige até as grades, olhando de um lado para o outro.

?: Oh, de casa!?

O pônei tinha uma pelagem azul-escura, olhos verde e crina e cauda longos e espetados, com topete na crina, dominada por três traços, dois azul claros nas pontas e um azul-escuro no meio, ele estava com uma camisa branca social polo e usava óculos.

Tia: Deixa que eu assumo daqui.

Disse ela para o guarda que estava ao lado da cela. A princesa ficou de frente para ele e o encarou.

Tia: Quem é você?

O pônei olhou para ela de cima para baixo e parecia surpreso, a reconhecendo. Celestia inclinou a cabeça.

?: P-Princesa Celestia?

Ele perguntou confuso.

Tia: Sim...?

Ela olhou confusa.

?: O que está acontecendo?

Tia: Você usou uma magia de alto nível que somente os unicórnios mais talentosos, que eu conheço, sabem!

Ela disse bem rigidamente.

Tia: Quem foi que lhe ensinou isso!?

Ela demandou uma resposta.

?: Eu não sou um mago, eu sou físico.

Ele respondeu genuinamente.

Tia: Um... educador físico?

Ela ergueu uma sombrancelha para ele.

?: Não. Físico. Eu sou um pós-doutor, quer dizer, tenho 4 PhD's. Trabalho uma divisão da nação, vossa majestade.

Ele explicou como se tentasse manter sigilo, mas parecia estar tudo bem falar isso tudo para ela.

Tia: "PhD"? Divisão? Quem é você?

Ela perguntou no mesmo tom novamente, o pônei recuou um pouco e olhou para ela, era sua princesa, não havia por que guardar segredo.

?: Meu nome é Peter Bishop.

Celestia andou de um lado para o outro após ele explicar melhor o que era essa divisão para qual trabalha.

Tia: Eu não acredito em você, uma organização dessas existiria se eu soubesse!

Ela continuou andando.

Peter: Eu falo a verdade. Eu e meu pai estudamos um certo objeto e um portal se abriu e vim parar aqui!

Ele afirmou para ela, sem dar muitos detalhes.

Peter: Você tem que me tirar daqui, princesa! Minha equipe pode estar correndo perigo.

Ele pensou.

Peter: Meu pai...

Ele olhou assustado para ela. Celestia paralisou, ela tinha que tomar uma decisão, continuar o dia debatendo sobre o que existe ou não com este pônei ou confiar nele.

Tia: Então, tudo bem.

Ela levitou as chaves até a tranca e abriu ela.

Tia: Não tenho a noite toda. Você irá me levar exatamente para essa sua equipe e divisão.

Ela falou normalmente, mas com uma certa rispidez. Peter saiu lentamente da cela, se mantendo na vista dela para a dar confiança.

Peter: Pode confiar em mim, não somos ameaça.

Ele afirmou olhando nos olhos dela. Celestia não disse nada e trancou a cela, indo na frente dele até a saída, cuidando pessoalmente dele ao longo do caminho pela noite.
Ambos saíram da prisão no castelo e foram andando na direção da Floresta da Liberdade. Celestia mandou a guarda ficar alerta em sua ausência. Peter olhou fixamente na direção do rio enquanto andava.

Peter: Hmmm, as luzes de PonyVille ajudariam bastante a me localizar.

Ele comentou.

Tia: Como assim?

Peter: Nada, nada.

Quis ele manter em segredo. Celestia franziu a testa e se teleportou para a frente dele, o parando e o encarando com autoridade.

Tia: Responde.

Ela demandou, mantendo sua paciência. Peter respirou fundo em desprezo e olhou incomodado para ela.

Peter: Nossa equipe usa as luzes de PonyVille para triangular a posição daquelas instalações na Floresta da Liberdade.

Ele disse rispidamente, dando a volta na princesa.

Tia: "PonyVille"?

Ela perguntou, estranhando completamente ao olhar naquela direção.

Tia: Mas não há nenhuma outra cidade próxima de Canterlot em quilômetros, além das ruínas dos Castelos das Duas Irmãs.

Peter continuou andando.

Peter: Não é das ruínas que estou falando.

Ele revirou os olhos. Ela o seguiu e o protegeu durante todo o trajeto até lá, mas eles andaram em círculo pela floresta e se perderam.

Peter: Eu não entendo, deveria estar aqui!

Ele olhou bem cético ao seu redor.

Peter: Vamos, temos que ir para a cidade de PonyVille, de lá poderei me localizar melhor

Ele olhou em uma direção e foi, mas Celestia franziu o cenho e o paralisou no ar.

Tia: Um momento, eu já disse que não existe nenhuma cidade por aqui! Esse nome: "PonyVille". Não existe nenhuma cidade com este nome em Equestria.

Ela rebateu firme, se irritando.

Tia: Você tem contado mentiras desde que chegou aqui e me fez perder tempo. Qual é o seu jogo!?

Ela o levitou para mais perto, o interrogando mais seriamente.

Peter: Vossa majestade, por favor! Meu pai e equipe podem estar em perigo e eles estão do outro lado de Equestria!

Ele sismou com um tom insistente, procurando manter sua paciência.

Tia: História provável!

Ela o pressionou.

Peter: Co-Como não confia assim em um súdito seu!?

Ele perguntou intimidado de volta e Celestia arregalou os olhos, o pondo lentamente no chão com sua telecinesia. Peter puxou sua camisa e limpou seus óculos, indignado.

Peter: Ora! Nunca achei que meu primeiro encontro com a realeza seria desse jeito!

Disse irritado. Celestia tentou aproximar sua pata dele, mas desistiu e abaixou a cabeça, olhando decepcionada para ele.

Peter: Que temperamento esse...

Reclamou.

Tia: Perdão...

Ela disse arrependida.

Tia: Você não parece ser um mal pônei, mas é que... é complicado.

Peter: Deixa que eu descomplico para você, olhe bem, eu-

Um repentino estrondo quebra afrente deles e um vento estranho começa a soprar. Eles pararam e prestaram atenção. Uma alcateia de lobos de madeira rosnaram para eles do fundo da floresta.

Tia: Essa não!

Ela carregou seu chifre e se pôs em uma posição de combate, Peter correu para trás dela. Celestia atirou contra eles e acertou os três primeiros, os destruindo, porém uma faísca azulada percorreu seus troncos e galhos, que flutuaram se fundiram. Os lobos ladraram e avançaram depois de regenerados para morder Celestia. Bishop os paralisou no ar e os levitou contra o chão, derrubando eles e os fazendo rolar. As árvores que eles encostaram começaram a reunir madeira e formar novos lobos de madeira.

Tia: Caramba!

Peter: Temos que sair, venha!

Ela se virou rapidamente para correr e trombou com ele. Ambos caíram. Celestia ficou por cima de Peter.

Tia: Ah!

Ela arregalou os olhos.

Peter: Oh...

Eles se entreolharam e se estranharam. Celestia corou e se levantou rapidamente.

Tia: Vamos!

Ela ergueu Peter e ele correu disparado. Ambos saíram correndo da floresta antes de mais nada, chegando a uma campina enorme e verde. Peter parou e arfou. Ele olhou ao seu redor, conhecendo o terreno.

Peter: Espera só um segundo... acho que era aqui aonde deveria estar...

Ele franziu a testa.

Tia: Estar o quê?

Perguntou ela, cansada.

Peter: PonyVille. A cidade mais próxima de Canterlot.

Tia: A cidade mais próxima de Canterlot é Cloudsdale.

Ela arfou e recuperou seu fôlego.

Peter: Não pode ser...

Ele olhou ao redor e depois para a princesa e seus detalhes na crina.

Peter: Espera... sua crina está mais colorida por cima.

Tia: Huh? Ela nunca esteve tão colorida...

Ela presumiu, dando de ombros. Peter olhou para Canterlot de longe e viu estruturas e detalhes arquitetônicos diferentes, dando alguns passos na direção da cidade.

Peter: OH!

Ele arregalou os olhos.

Peter: Eu não me teletransportei para Canterlot... EU. VIAJEI. NO TEMPO!

Ele afirmou em alto e bom som, ficando impressionado e surpreso com esta confirmação, apesar de ainda estar sendo cético, as respostas ele tinha que encontrar. Celestia riu muito alto dele.

Tia: Nossa, essa é boa, viagem no tempo...? Sei que existem, mas não tem como ser de tanto tempo assim para uma cidade do nada ser construída.

Ela continuou rindo.

Peter: Mas é verdade, s-só pode ser.

Continuou ele, afirmando.

Peter: E eu posso te provar.

Tia: Como?

Ela limpou os olhos com as asas.

Peter: Eu vou te levar até lá.

Tia: Para onde?

Peter: Para o Projeto Meta-Pônei.

Ele se virou para ela, afirmando extremamente determinado.

Alguns dias se passaram e Celestia havia conseguido organizar uma viagem aérea de carroagem à luz da Lua para o Norte, conforme Peter havia determinado para ela através do uso de mapas e cálculos precisos.
Peter segurava um pergaminho que exibia metade de um mapa enorme, do qual haviam marcações de locais no norte do país.

Tia: Sabe, não sei o que me faz acreditar em você.

Peter se virou, Celestia mantinha seu rosto virado na direção que seus guardas corriam.

Tia: Já fazem dias e ainda não tenho nada que me comprove você ser de outra época, além de conhecimentos avançados seus e a sorte de eu não ter te colocado no calabouço mais profundo.

Ela disse no mesmo tom rígido, parecendo que o estava confrontando. Peter piscou.

Peter: Os locais em que trabalhamos não estão lá ainda. Mas descobri o que tornou tudo aquilo possível... a nave alienígena.

Ele aponta no mapa para o Norte Congelado.

Peter: Fica perto das Montanhas de Cristal.

Ela ergueu uma sombrancelha e Peter olhou desconfiado para ela.

Peter: Princesa, posso lhe perguntar uma coisa?

Perguntou seriamente.

Tia: Claro.

Respondeu com pouca paciência.

Peter: Diante de tantas dúvidas, como ainda não me prendeu e encerrou logo essa sua dedicação? Já estamos procurando qualquer sinal há 5 dias e desde então tem se dedicado a me ajudar.

Celestia olhou para ele, escaneando o rosto dele, mantendo sua pose séria.

Tia: Você não está simplesmente livre, Peter.

Esclareceu ela.

Tia: Eu não poderia simplesmente deixa-lo ir depois de vê-lo atravessar um portal que somente os magos mais poderosos do reino sabem como fazer. Isso é responsabilidade das princesas. E vou até o fim para provar que você está certo, ou errado.

Ela esclareceu genuinamente. Peter revirou os olhos e se irritou.

Peter: Você verá.

Afirmou irritado para ela. Celestia olhou com desdém para ele. Peter então franziu a sombrancelha e virou o rosto para o lado.

Peter: “Princesas”?

Ele olhou de volta para ela, Celestia olhou para longe.

?: CUIDADO!

Gritou um dos soldados, para os demais. Uma rajada de neve desceu das nuvens e atingiu com tudo a carruagem. Em um piscar, eles estavam no ar, no outro estavam no chão nevado e ventado do polo norte. Peter havia acordado, o local formou uma cratera com corpos espalhados ao seu redor, a carruagem havia entortado.

Peter: Oi?

Perguntou acima do vento uivante, ninguém respondeu. Ele viu um Celestia deitada e virada de costas para ele, este correu até ela. Ela estava com pequenos cortes e feridas pelo rosto e peito

Peter: Princesa.

Ele a balançou de leve, Celestia acordou.

Tia: Peter...?

Ele a ajudou a se levantar.

Peter: Você está bem?

Tia: Bem...

Ela olhou ao seu redor. Alguns guardas acordaram e se levantaram em seguida.

Tia: Nós temos que voltar, enquanto podemos.

Disse ela, olhando para os guardas caídos.

Tia: Não devia ter te seguido até aqui!

Ela ativa seu chifre, pronta para teleportar todos eles dali.

Peter: Eu não vou embora!

Ele relutou. Celestia rangeu os dentes e realizou o feitiço, Peter criou um escudo de cancela mágica para protege-lo e Celestia teleportou apenas ela e os guardas.

Peter: Não vou parar agora.

Ele abaixou o escudo e levitou o mapa a sua frente. Sendo assim, ele enfrentou o deserto congelado e a nevasca, indo na direção das montanhas, inerente às coisas que espreitavam na neve.

Em Canterlot, Celestia olhou de um lado para o outro.

Tia: Ele não veio!

?: Devemos voltar, senhora?

Ela olhou e temeu.

Tia: Para o Norte Congelado?! A magia daquele lugar é mais forte até do que a minha.

Ela disse, ansiosa.

?: Hmmm, então não deve ser problema, aquele prisioneiro vai se perder. Ele selou o seu destino.

O guarda se acalmou e esperou ordens da princesa.

Tia: Sim, ele vai!

Ela falou alarmada.

Tia: E vai acabar morrendo!

Ela carregou seu chifre e se teleportou de volta em uma explosão de luz. Chegando lá, ela dá de cara com um vento mais forte e uivante.

Tia: Peter Bishop!

Ela chamou por ele, olhando para os lados.

Tia: Peter!

Celestia conjurou um feitiço e uma aura rosa se expandiu de seu chifre para as bordas da cratera, revelando as pegadas de Peter na neve como uma assinatura rosa. Ela seguiu as pegadas correndo. Alguns minutos depois, ela o viu andando em linha reta, dando passos lentos e estáticos.

Tia: Peter.

Ele olhou para trás.

Peter: Princesa?

Ela se aproximou e o envolveu com sua asa direita.

Peter: O que está fazendo aqui?

Tia: Não pude deixar que morresse aqui fora.

Ela se surpreendeu com a pergunta dele. Peter sorriu para ela e olhou na direção de uma das montanhas. Celestia conjurou um escudo de calor ao redor deles.

Peter: Está bem naquela direção. Os escritos diziam que ela foi descoberta nessa região.

Tia: Como você planeja fazer isso?

Ambos se locomoveram aos poucos.

Peter: Se eu conseguir chegar nela, posso tentar estuda-la e descobrir como criar um novo portal.

Ele olhou para Celestia.

Peter: Pode... abaixar sua asa, está realmente ficando quente aqui.

Ela abaixou a asa.

Tia: Opa... vamos ter que ser rápidos, o meu escudo não vai aguentar para sempre.

Ela olhou para a redoma mágica, ela já estava com algumas rachaduras. O cientista franziu a testa.

Peter: Por que está assim?

Tia: O Norte Congelado tem magia selvagem, igual à Floresta da Liberdade.

Afirmou, temendo um pouco. Peter apertou o passo.

Passada uma hora caminhando, ambos viram trovões e rajadas ao fundo, reverberando até mais altos do que o uivo do vento.

Peter: Faz todo tipo de clima aqui, não?

Ele olhou para o escudo todo rachado de Celestia.

Tia: Não costumo ouvir falar muito do clima daqui.

Ela olhou para aquelas nuvens negras, misturadas às nuvens cinzas da nevasca.

Tia: Nunca se sabe o que se esconde por aqui, nessa neve.

Peter: Aposto que sabe uma coisa ou outra.

Ele sorriu, provocando ela.

Tia: Oh, claro que sim. As terras ao redor de Equestria têm que ser conhecidas.

Ela afirmou com disciplina.

Peter: Boa.

Ele olhou para a montanha logo afrente. Havia uma luz azulada emanando do gelo, por baixo das neves do pé da montanha e ao redor deles.

Tia: É aqui?

Peter: É, sim. Precisaremos cavar.

Celestia carrega seu chifre, quando então um tremor atinge eles e a desconcentra. Peter vê algo com o canto do olho e vê algo azulado se movimentando pela neve, vindo da direção da tempestade de raios, se locomovia como uma eletricidade.

Peter: Celestia!

Ela se vira para trás e uma explosão de neve acontece atrás deles, erguendo uma suspensão ao redor deles. O escudo de Celestia se parte de vez e ambos são envolvidos pelo vento e neve. Quando a neve abaixa, uma série de luzes azuladas e som de estática os chamava atenção. Na sua frente, havia um ser cinzento quadrúpede iluminando a neve suspensa, este os encarava com seus 4 olhos azul claros e três orelhas enormes, com narinas brilhantes e uma boca que se extendia como uma fenda para além da garganta. O ser tinha um crânio e focinho semelhantes ao de uma raposa.

Peter: Huh!

Celestia rangeu os dentes e se posicionou, carregando seu chifre.

Peter: O que é isso!?

Ele recuou alguns passos.

Tia: Não sei! Para trás!

Ela gritou para ele. O ser encarou Celestia e aproveitou sua distração para se locomover pela suspensão para se esconder, gerando um som de estática, iluminando a suspensão conforme se locomovia com uma velocidade sobrenatural ao redor deles. Celestia atirou várias vezes, mas sem sucesso de acerto. Quando ela acerta, a eletricidade simplesmente some. O ser se lançou na direção dela, Celestia bloqueou com um escudo mágico e o ser estourou em estática, como em um teletransporte. Peter correu e bateu a perna em uma rocha.

Peter: Oh!

Ele pôs o casco nela e percebeu que era diferente de uma pedra, era mais metálico.

Peter: Hmm...

Celestia continuou tentando acertar o ser.

Tia: Fica parado!

O ser atingiu ela, a lançando ao chão com um golpe elétrico. Ao ver, ele se desfazia ao ar, virando pura eletricidade e se reconstruindo em outro lugar, teletransporte. O ser virou a cabeça predatoriamente para ela após fazer isso e se aproximou em um flash, ficando acima dela. Celestia se teleportou para trás dele e atirou, acertando suas costas. O ser caiu, aparentemente inoperante.

Peter: Achei!

Ele gritou. Novas criaturas da mesma espécie surgiram do chão e cercaram Celestia.

Tia: Cuidado!

Ela atirou uma rajada contra um deles e retomou a luta. Peter cavou um pouco e encostou no metal.

Peter: A nave... é ela!

Ao encostar, um brilho azul em sua lataria prendeu seu casco, o imobilizando.

Peter: Ei!

Tentou ele tirar, mas sem sucesso. Celestia continuou lutando.

Tia: Peter, temos que sair daqui!

Peter: Não consigo tirar!

Uma luz azul começou a se formar acima dele.

Tia: Peter...

Ela tentou puxar ele para longe, mas foi pega por um dos seres e jogada longe pelo golpe. Celestia abriu as asas em pleno voo e retornou voando para a neve. Os seres cercaram Peter, o deixando imóvel de medo. Celestia retornou atirando contra cada um deles, os afastando. Peter continuou a tentar se soltar, mas um brilho o chamou atenção, um vórtice azul se formou acima de sua cabeça.

Tia: Droga!

Os seres a perseguem e ela tenta leva-los para longe através do vôo. Eles se moviam na velocidade da luz e sempre surgiam na frente dela, parecendo tentar cercar ou prever um possível local de pouso.

Peter: Celestia!

Ele consegue puxar sua pata para trás com tudo, se soltando.

Tia: Esse é o portal!?

Perguntou ela de longe.

Peter: Sim!

Tia: Não perca tempo! Volte logo para sua época e salve sua equipe!

Sugeriu ela para que ele definisse essa preferência. Peter cruzou o portal sem pestanejar ao dar um pulo e ele se fechou. Celestia continuou voando, até notar que os seres elétricos haviam sumido. O som de estática se foi, assim como as evidências que levavam até a nave.

Tia: Peter?

Ela procurou aonde ele estava ou a nave, mas sem sucesso. Tudo havia desaparecido.

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ATUALMENTE

Celestia apresentou o sistema educacional da Escola de Magia para Twilight e Spike, conforme parte do início de seu projeto. Ela contava com uma pesquisa para saber por onde começar e estruturar sua escola. Ouvindo ambas discutindo sobre o projeto ao longo do corredor, Starkeeper havia seguido ambas e escutava de longe, determinada em saber mais sobre aquilo que mais almejava, mas parecia distante.

Tia: Eu acho que uma escola de amizade é uma idéia maravilhosa, Twilight. Vou ajudar da forma que puder.

Starkeeper ouviu e seguiu passo a passo até o virar do corredor, aonde viu sua mãe apresentando a base do sistema de ensino de sua escola. Celestia prosseguiu, conforme Twilight anotou em uma página inteira de sua caderneta, antes de retornar correndo até a magnânima e abordá-la.

Twi: Eu só tenho algumas dúvidas...

Quando ela ia perguntar, ela percebeu Starkeeper no corredor.

Twi: Starkeeper?

Notou que parecia deslocada. Celestia olhou para trás e se surpreendeu, dando um suspiro. Logo mais, sua mãe estreitou os olhos para a filha, lançando um alerta de que ela estava muito exposta. Starkeeper se aproximou delas naturalmente.

Starkeeper: Oi. Eu... vi o quanto isso é importante e gostaria de acompanha-las.

Nenhuma delas disse uma palavra, Starkeeper continuou a falar naturalmente.

Starkeeper: Ouvi que tem um projeto de uma escola de amizade.

Ela se dirigiu diretamente à Twilight após olhar por um segundo para os olhos de sua mãe, ficando ao lado dela. Starkeeper levitou algumas das notas de Twilight para ela ler.

Starkeeper: Bom, todas as suas perguntas podem ser facilmente respondidas com o manual da AEE. Eles têm tudo sobre direção e ensino escolar.

Twi: AEE?

Starkeeper: Sim, eles que ditam o sistema de ensino em todo o país.

Twi: Eu... nunca ouvi falar. Eu devia ter ouvido?

Ela perguntou ansiosa para sua mentora. Celestia balançou a cabeça negativamente e antes que ela pudesse dizer algo, Starkeeper entrou na frente.

Starkeeper: Acho que dificilmente, é sobre dirigir escolas. É a Associação Escolar de Equestria, um comitê de pôneis instruídos que supervisionam todas as escolas.

Ela apresentou. Celestia ergueu uma sombrancelha para ela.

Spike: Até a Escola de Magia? Sua escola!?

Perguntou à Celestia.

Tia: Nem mesmo uma princesa pode fazer o que quer quando se trata de moldar as mentes dos pôneis mais jovens.

Ela apresentou melhor como que o sistema de ensino funciona usando magia holográfica. Starkeeper arregalou o olho.

Tia: Eles terão que aprovar seus planos, antes de prosseguir.

Avisou ela.

Starkeeper: Sim, assim você terá uma base para tornar isso possível.

Tia: Sim... poderiam me dar licença? Eu quero ter uma palavra com a minha filha.

Ela deu um passo afrente e engrossou levemente a voz ao se dirigir à Star. Twilight e Spike lhe deram o tempo necessário. Celestia empurrou sua filha para dentro de uma sala vazia e fechou a porta.

Tia: O que acha que está fazendo!?

Perguntou ela irritada, puxando sua rigidez para seu lado extremamente maternal.

Starkeeper: Ajudando.

Tia: Você está exposta. Alguém podia ver você! O que faz aqui!?

Perguntou irritada.

Starkeeper: Ué, fiquei sabendo das ambições da Twilight e resolvi ver o que era, só estava curiosa.

Ela disse calmamente, tentando parecer convincente.

Tia: Olha, você não pode sair do castelo assim! Quantas vezes já te falei que-

Starkeeper: Que toda Canterlot e Equestria não podem saber que você teve uma filha, sim. Isso não me impede de ser princesa.

Ela deu de ombros, levemente irritada.

Tia: Isso mesmo, porque perguntas surgiriam.

Confrontou ela.

Tia: Você entendeu?

Perguntou, querendo uma resposta disciplinada.

Starkeeper: Sim, senhora.

Respondeu frustrada, rebelde.

Tia: Isso jamais te impedirá de ser princesa.

Starkeeper: Por que você tem poder para nomear qualquer uma princesa?

Ela piscou várias vezes, fazendo a pergunta retórica com rebeldia.Celestia a encarou e fechou levemente os olhos.

Tia: Como assim?

Starkeeper pensou em responder, mas se manteve quieta para não revelar seus interesses.

Tia: Você é uma princesa, Starkeeper.

Olhou seriamente para ela.

Tia: Deve pensar cautelosamente nas ações e consequências, não pode se-

Starkeeper: E o que você quis dizer com isso!?

Ela finalmente se irritou, perguntando grosseiramente.

Starkeeper: Só porque eu vivi a vida inteira dentro do castelo, não significa que tudo tenha sido modelo de vida realeza perfeita, mamãe.

Ela brigou.

Tia: Princesa Starkeeper, você não pode se deixar levar pelas emoções dessa forma, é irracional!

Ela brigou de volta com sua filha.

Tia: Essa sua inveja da Twilight tem que acabar!

Starkeeper: Você é inacreditável.

Ela abaixou o tom.

Starkeeper: É muito rígida.

Balançou ela a cabeça, encarando a mãe com desdém. Ela se retirou da sala. Celestia respirou fundo, a deixando ir.

Um tempo após Twilight terminar a visita, ela estava pronta para se retirar de volta para PonyVille, quando Starkeeper a aborda na estação.

Spike: Starkeeper?

Starkeeper: Oi.

Cumprimentou gentilmente.

Starkeeper: Me desculpa só me dirigir até vocês agora, mas tive um pequeno percalço.

Twi: Imagina.

Starkeeper: Então, eu ouvi o que você planeja e vi que não vai ser uma tarefa tão simples assim.

Twilight olhou para a caderneta dela.

Twi: Bom, não sei muito sobre o sistema de ensino, mas acho que não deve ser tão complicado.

Starkeeper: Na verdade, ele é. Como as princesas não cuidam disso, é um sistema que está independente e inerente ao monitoramento real.

Raciocinou ela.

Starkeeper: Como o que vai fazer é novo, eu pensei que talvez pudesse te auxiliar na parte real de tudo isso.

Twi: Como assim?

Starkeeper: Sistematiza o seu ensino e cuida dessa parte. Posso te auxiliar na questão de ser um sistema de ensino autônomo, regrado por outros pôneis.

Ela deu um tapinha no ombro de Twi.

Twi: Não precisa, eles têm um manual, simples.

Starkeeper: O que eu quis dizer foi que eles têm muito poder em relação aos direitos de uma princesa. Ora, eles nem deixam monitorarmos o trabalho deles.

Ela deu de ombros, após explicar sua vontade.

Starkeeper: Acho que dar uma olhada nessa autoridade com poder acima dos nossos “chefes de estado”, talvez possa te auxiliar com uma coisa ou outra.

Ela brincou no tom de voz.

Twi: Tudo bem, realmente acho que vale a pena investir nisso, Starkeeper. Me manda uma carta, assim que possível.

Starkeeper: Claro. Irei começar o quanto antes esse trabalho.

Elas se despediram e Starkeeper voltou para o castelo, sob a desconfiança de alguns pôneis sobre ela ser uma alicórnio.

Twi: Bem, Spike. Vamos lá, parece que temos uma apresentação para realizar.

Spike: Como se fosse a coisa mais difícil pelo qual já passamos nestas últimas semanas.

Disse com otimismo.

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Alguns dias depois em Fillydelphia, sob a luz do julgamento dos juízes e reitores da AEE, a dupla havia levado uma montanha de papel para sua apresentação de projeto diante de um sistema justo, altamente formal e rígido. Sabiam que era vinculada ao governo, autônoma e autoritária.

Spike: Tô achando que vai ser muito difícil!

Sem mais delongas, Twilight começou sua apresentação com otimismo.

Twi: Boa tarde. Meu nome é-

Neighsay: Princesa Twilight Sparkle.

Cortou ele a sua apresentação formal. Twilight olhou para cima e o viu no topo, um pônei mais velho, de barba crescida e feita e um corte de crina mais longo. O pônei vestia um quimono avermelhado com a insígnia da instituição, assim como os demais reitores e juízes vestiam.

Neighsay: Eu sou o Chanceler Neighsay, Alto-Reitor e Grão-Mestre da Associação Escolar de Equestria.

Revelou o seu título, sendo o mais alto na hierarquia.

Neighsay: Princesa ou não, nós lemos e avaliamos o seu projeto. Esperamos que faça as coisas segundo o manual, como já deve ter lido antes de defender este seu projeto aqui e agora.

Continuou ele, falando bem calmamente e formal.

Neighsay: Ele irá seguir conforme o manual?

Perguntou bem abertamente. Twilight engoliu seco.

Twi: Vou ser sincera, eu não terminei de ler.

Neighsay: Imagino então que não considere este projeto tão significante, se não foi de tamanha dedicação sua.

Julgou ele.

Twi: Estive ocupada remanejando os planos para meu casamento...

Neighsay estreitou os olhos para ela.

Twi: Ok. Você verá que meu currículo atende todos os seus requisitos, reitores.

Ela levitou as cópias para os demais reitores e para Neighsay. Eles leram as partes principais e fundamentais para aprovar este projeto. Alguns começaram a conversar entre si, comentando sobre a possibilidade e a falta de responsabilidade e ética no momento.

Neighsay: Ordem na banca!

Usou ele uma magia para amplificar sua voz e fazer todos pararem de conversar entre si.

Neighsay: Podemos então confiar em você para levar este projeto adiante? Ou vai priorizar sua realeza a cuidar do ensino?

Ele ergueu uma sombrancelha, desdenhando dela no olhar e no tom de forma que até Spike podia reconhecer.

Twi: Minha experiência fora de Equestria me mostrou em primeiro casco que o conhecimento equino sobre as nações mundo afora estão muito limitadas e desatualizadas há séculos.

Alguns dos pôneis olharam para Neighsay, vendo que ele estava sendo bem crítico no olhar.

Twi: Esse projeto visa manter nossas terras seguras e prevenir estes conflitos, procurando um amanhã mais integrado, atualizado e consciente. Precisamos ensinar a magia da amizade mais amplamente.

Neighsay acenou com a cabeça.

Neighsay: Hmmm, uma instituição para ajudar a prevenir estes conflitos, hum?

Twi: Utilizando a comunicação, psicologia, pedagogia e entre outras ciências para ajudar no desenvolvimento de soft skills que poderão formar novas linhas de interação internacional, esse é o plano.

Afirmou ela. Neighsay olhou para os demais reitores e eles deram seus votos erguendo as patas, dando em voto de maioridade positiva.

Neighsay: A AEE concorda. Todos devem estar abertos a novas formas de comunicação, interação social e até remanejamento político. Portanto, seu projeto está com uma aprovação provisória. Teremos que observar a sua escola em funcionamento antes dela passar pela próxima fase e ser aprovada de fato.

Twi: Entendo.

Ela sorriu. Neighsay garimba uma pasta contendo a papelada do projeto da escola.

—_____________________________________________

Uma pasta é jogada em cima da grande mesa real, Starkeeper havia feito uma pesquisa que demoraram alguns dias, mas estava com parte dela pronta. Ela e Celestia estavam almoçando.

Tia: E o que é isso?

Ela olhou confusa.

Starkeeper: Parte do meu trabalho, como eu disse que iria fazer. Tem algo muito estranho nessa AEE, mãe.

Ela disse bem sério, Celestia engasgou e tossiu.

Tia: Como é que é!? O que você tem feito?

Ela levitou os arquivos e leu eles, pareciam cópias tiradas de regulamentos, regras e editais.

Tia: Aonde quer chegar com isso?

Ela perguntou completamente confusa.

Starkeeper: Mãe, essa pesquisa me fez crer que a AEE tem muito poder sobre o sistema de ensino.

Disse preocupada, Celestia continuou lendo.

Tia: Hmmm, mas o que eu vejo é basicamente o que fazem, eles são o sistema de ensino...

Starkeeper: O Neighsay e as partes dos artefatos...

Celestia foleou até lá, vendo que Neighsay assumia a posição de chanceler, um título que só teve ele e um antecessor.

Starkeeper: Essa posição permite que ele tenha poder sobre reescrita do sistema, inserção de novos títulos, assim como o permite assumir outras três posições dentro da AEE. Neighsay é grão-mestre e alto-reitor, também.

Tia: Sim, ele detêm grande poder, mas isso se deve à experiência dele. Já ouvi falar nele, ele dedicou a vida inteira a essa área.

Starkeeper pôs sua asa no meio de três folhas e as virou.

Starkeeper: Eles podem ensinar sobre o que fazem as três raças de pôneis, contudo também permitem ensinar sobre sistemas políticos que poderiam ser contemplados em Equestria.

Celestia deu uma lida.

Tia: Hmmm, eles têm o direito de inspirar qualquer tipo de pensamento, não?

Ela viu a parte de artefatos.

Starkeeper: Um exemplo do medalhão da AEE, eles tiram magia dele para poderem seguir com os regulamentos, o que envolve teletransporte, geração de construtos mágicos...

Tia: Tá, e o que que tem?

Procurou ela ser convencida.

Starkeeper: Tem poder suficiente para ser usado em combate. É concedida muita magia à eles, com o poder de um único medalhão.

Tia: Tá, eu não entendi porque você está fazendo isso...

Ela fechou os arquivos e os pôs de lado, evidenciando sua irritação.

Starkeeper: Mãe, eu desconfio que talvez estejam abusando do poder a qual lhes foi concedido.

Tia: Assim como você? Quem foi que permitiu você fazer esta investigação?

Ela franziu o cenho e perguntou seriamente. Starkeeper ergueu o pescoço, encarando de volta para sua mãe.

Tia: Huh, eu devia saber. Por que está passando por cima da minha autoridade?

Perguntou rigorosamente. Starkeeper franziu levemente o cenho.

Starkeeper: Eu sou sua filha, tenho direitos reais como princesa.

Afirmou com convicção.

Tia: Sim, é minha filha e eu sou sua mãe.

Starkeeper: Você nunca me deu uma ordem para não investigar a AEE.

Ela retrucou.

Tia: Eu só tô sabendo disso agora.

Ela deu de ombros.

Tia: Starkeeper, isso que está fazendo vai contra a ética real de não se envolver com a formação educacional de Equestria. Não é algo que possamos mudar.

Ela disse palavra por palavra, em alto e bom som.

Starkeeper: Quem iria fazer isso!?

Ela levitou o arquivo e apontou para ela.

Tia: Quem recebesse o direito de fazer.

Tia: E você não recebeu! Essa sua investigação termina aqui.

Ela ordenou e se levantou após terminar de comer. Starkeeper se enfureceu.

Starkeeper: Isso é importante, não entendeu o que eu quis dizer?

Ela se levantou e correu até Celestia.

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Tia: Eles policiam a educação, não a gente.

Starkeeper: E quem policia eles?

Perguntou, olhando diretamente nos olhos de sua mãe.

Starkeeper: Olha, a Twilight está tentando melhorar as coisas aqui em Equestria com as amigas dela, tamanho concedimento de poder pode acabar formando pôneis que hoje são estudantes, mas amanhã, só Cosmos dirá.

Explicou-se.

Tia: Olha, está procurando algo para fazer dentro de seu poder... mas isso já é demais, você tem fantasiado e se deixado levar por elas, minha filha.

Explicou ela, preocupada.

Starkeeper: Isso pode ser importante mesmo.

Ela insistiu e Celestia se irritou de vez.

Tia: STARKEEPER! NÃO É NÃO!

Ela falou firmemente, Starkeeper se assustou, ainda demonstrando raiva. Star pressionou firme os lábios, se contendo.

Starkeeper: Eu não me conformo...

Disse entristecendo-se.

Starkeeper: Eu. NÃO ME CONFORMO...

Ela se aproximou, a confrontando de frente.

Starkeeper: ... COM ESSA SUA VONTADE!

Ela olhou sua mãe nos olhos, deixando algumas lágrimas escorrerem.

Tia: Você é uma princesa, assim como eu, a Luna, a Twilight...

Ela tentou encostar em sua filha com uma asa, mas ela recuou, afastando-se de Celestia.

Starkeeper: Não. Não como vocês!

Tia: Então é isso, Star?

Tia: Fama? Poder?

Ela queria entender o que sua filha tanto procurava naquela investigação.

Tia: Você está passando por cima da minha autoridade e criando tempestade em copo da água com uma investigação dessas por poder?

Starkeeper sabia que tinha sim haver com poder, mas fazia por ela. Esta balançou a cabeça positivamente.

Tia: Você é minha filha. Só isso já não basta?

Perguntou preocupada com ela.

Starkeeper: Não como ela.

Ela olhou para o chão, deixando escorrerem mais lágrimas.

Starkeeper: Não como a Twilight...

Celestia olhou para ela triste, não sabia o que responder, mas tentou se aproximar dela com as asas para abraça-la. Starkeeper se afastou de novo dela.

Starkeeper: Ela sim é sua filha. Nomeou ela princesa. E eu nem posso aproveitar do meu poder.

Ela correu da sala de jantar.

Tia: Starkeeper...

Ela olhou sua filha indo embora e retomou sua pose, fechando um olhar entristecido para o lado.

—__________________FLASHBACK—________________

600 ANOS ATRÁS

Baía da Ferradura

Século XV

Uma frota de galeões navegavam em direção ao grande porto metropolitano medieval de Baltimare. Um dos navios era coberto por ouro e velas com um Sol estampado no meio delas. Havia uma frota na frente do porto, cuja madeira estava pintada de vermelho.

Peter: ARGH!

Tomou ele um soco bem forte no estômago. Peter estava com um crina maior e espetada, sem óculos, preso à correntes em um dos andares do navio. O unicórnio que o socou estava com uma armadura de samurai e tinha uma longa crina acinzentada, este andou de um lado para o outro.

???: Você tem somente mais uma chance de falar, aonde a princesa foi?

Tirou ele uma katana da cintura e o pôs ao pescoço de Peter.

Peter: Acho que ela não está tão longe, afinal.

Ele sorriu determinado para o samurai e seus guardas, quando toda a estrutura do navio treme. O pônei dá ordens para seus guardas subirem até a proa e se dirige até Peter.

???: Ela vai ter que encontrar suas partes.

Ele disse entre os dentes e ergueu a arma, quando uma explosão ocorre na parede, lançando uma pequena porção de detritos ao chão.

Tia: Acho que vou querer ele inteiro.

Ela sorriu para o pônei e voou na direção de Peter, o pônei girou a espada e cortou profundamente, espirrando sangue na parede. Celestia pegou Peter em alta velocidade e atravessou a outra extremidade com uma rajada poderosa.

???: CELESTIA, EU VOU TE ENCONTRAR, SUA MEGERA! Sua coroa cairá perante meus cascos!

Gritou o samurai. Próximo ao porto, estava ocorrendo uma grande batalha entre os navios, com tiros de canhão e invasões aos navios piratas atracados. Celestia voa abraçada a Peter com dificuldade acima de um morro florestal, próximo à cidade e acaba caindo.

Tia: Ergh...

Peter se levantou.

Peter: Celestia.

Ele correu para a princesa de armadura e encostou nela, percebendo que sentiu algo úmido. Havia sangue em seu casco.

Peter: Não! Celestia!

Ele ficou desesperado e deitou do lado dela, percebendo que seu abdómem havia sido perfurado e cortado abaixo das costelas.

Tia: Peter...

Disse fracamente.

Peter: N-N-Nã-Não, não diga nada, eu estou aqui!

Ele tentou fazê-la parar de falar, segurou a asa dela e a levou até a ferida, ajudando a estancar.

Peter: Celestia...

Ela começou a perder a consciência.

Peter: Não. Celestia, você não pode desistir! Não agora! Estão todos precisando de você!

Ele falou rapidamente, desesperado.

Tia: Eu falhei com eles... Raiden Shogun sabe o que eu causei.

Ela franziu o cenho.

Tia: O que eu causei...

A voz dela foi ficando fraca. Peter segurou a pata dela com sua outra e olhou firme.

Peter: Ok, você e sua família tem um segredo que não podem compartilhar com ninguém sobre os alicórnios, mas isso não dá direito aos pôneis, como Raiden, de atacar pôneis inocentes e impor novas regras!

Ele olhou nos olhos leves dela, falando com firmeza.

Peter: Os pôneis precisam da sua luz, Celestia.

Ele falou, implorando para que ela não desistisse.

Peter: Sei que se sente sozinha sem elas. Eu também me sinto em minha família.

Disse suavemente.

Peter: Mas eu preciso de você.

Disse amorosamente para ela. Celestia fechou os olhos e se lançou para cima, conjurando um feitiço de cura em si mesma com o resto de suas energias, antes de desmaiar.

Quando despertou, já estava de noite. Peter havia feito uma fogueira. Celestia se levantou, mantendo uma rigidez.

Peter: Ei...

Ele se deslocou até ela para ajuda-la, mas ela extendeu a pata na direção dele, o impedindo, mostrando estar com força, mas ainda com desconforto.

Tia: Temos que voltar.

Peter: Não dá.

Ele se sentou.

Peter: Veja...

Ele abaixou a cabeça, Celestia se deslocou até um arbusto e viu a cidade em cinzas, seus navios estavam encalhados na costa.

Tia: Não!

Ela gritou e saiu voando na direção da cidade.

Peter: Ei!

Ele se teleportou para o lado dela. Celestia pousou no meio da cidade e pôs o casco na frente do focinho, olhando com horror para aquele cenário tenebroso. Celestia se sentou e abaixou a cabeça ao ver cadáveres torrados no chão. Ela chorou.

Tia: Não... eu devia ser forte... eu de-de-devia... cuidar de todos eles...

Peter: Shhh...

Ele encostou de leve seu casco no ombro dela e a abraçou suavemente. Celestia se virou e abraçou ele por inteiro, chorando e pressionando a testa em seu ombro.

Peter: Eu sinto muito...

Ele lamentou.

Mais tarde de madrugada, Celestia encarou a fogueira imóvel, pensando sem parar.

Peter: Não foi culpa sua.

Ele afirmou.

Peter: Nada disso é culpa sua.

Olhou preocupado para ela, ela olhou de volta e não disse nada. Celestia se levantou e andou 5 passos pela escuridão, aonde se sentou e começou a tirar sua armadura, jogando tudo para longe na grama.

Tia: Nós vamos andar até o próximo ponto de ataque do Raiden Shogun... esta noite.

Ela disse com um ímpeto régio, sem olhar para trás, mantendo sua cabeça na direção das florestas.

Peter: Tivemos um dia difícil, Celestia. E estamos sem a Guarda TUP...

Ele argumentou com razão, expondo o quão estavam vulneráveis. Celestia respirou fundo.

Tia: Nós vamos agora.

Ela afirmou com teimosia e começou a andar. Peter revirou os olhos e jogou lama por cima da fogo para apaga-lo e acompanhou a princesa noite adentro. Ambos andaram por duas horas ao longo da planície próxima à costa, até alcançar uma pequena cidade portuária intacta.

Tia: Puerto Caballo.

Ela parou em um pequeno morro e olhou para a cidade.

Peter: É mesmo? Estou cansado.

Tia: Não precisa passar a noite acordado, aqui tem ótimos lugares para passar a noite em claro.

Ela olhou para os locais que estavam vibrando com cores multicoloridas.

Peter: Hmmm, acho que não é uma má idéia depois de tudo que aconteceu.

Sorriu para ela, mas parecia cansado.

Tia: Temos uma missão.

Ambos seguiram em frente. Uma reserva foi feita no hotel mais caro da cidade pela Celestia por ser da realeza. Peter resolveu ir para a festa que estavam dando em um local próximo, enquanto Celestia ficava e descansava.

Peter: Hmmm, que medieval...

Ele olhou para a forma como dançavam no centro do local. A maioria ficava nas extremidades, bebendo ou conversando. Peter foi até o bar e pagou uma cerveja, do qual bebeu um pouco.

Peter: Oh! Caramba, isso é horrível!

???: Ei, que tipo de cerveja você costuma beber, afinal!?

Perguntou o pegasus que o serviu, irritado.

Peter: Ah... eu não bebo.

Ele sorriu como um bobo e o pegasus virou o rosto para ele.

Peter: Eu poderia virar esse lugar do avesso com a minha magia, assim como melhorar essa sua cerveja.

Ele sorriu, desafiando o pegasus.

???: AÉ!? Como, cabrón?

Ele duvidou, aceitando o desafio.

???: ¿Estás a punto de doblar esa polla tuya en la cabeza? (Está prestes a entortar essa sua pica na cabeça?)

Peter: Ora, por que não mete esse teu bigode no seu...

Ele viu que se deixou levar pelo insulto e bate a cerveja na mesa.

Peter: Ok, foi você que pediu.

Ele olhou irritado para o pegasus e se virou para o resto dos pôneis, carregando seu chifre com certa dramaticidade, com o rosto virado e olhos fechados. Ele se virou e lançou uma rajada forte sobre o local, criando uma bola de discoteca mágica com a onda mágica e fazendo a cerveja mudar de gosto.

????: Caramba, estas mucho mejor!

Disse um garanhão. O globo de discoteca começou a girar e a tocar uma música, “Todo Es Posible”.

Peter: De David Bisbal, pessoal.

Ele se aproximou do centro. O pegasus ficou de queixo caído e experimentou sua cerveja.

???: No eres posible!

Os pôneis começaram a formar pares e a dançar ao redor de Peter, este que olhava orgulhoso para os pôneis alcançando a felicidade com a música de sua época que projetou com um feitiço. Celestia acordou com o som de música estranho.

Tia: Hm?

Ela foi até a janela, curiosa e se teleportou lá para baixo, sabendo que Peter havia ido para lá.
Ao entrar no estabelecimento, Peter se virou para a porta e viu, sobre o reflexo da luz dourada do globo, a silhueta de Celestia refletindo nele. Peter encarou e Celestia percebeu seu olhar a escaneando, Peter percebeu que estava fixando os olhos por muito tempo nela e corou, desviando o olhar. Ela sorriu emocionada e se deslocou até ele, passando lentamente entre os pôneis. Peter foi até ela, para se encontrar com ela no centro do palco.

Peter: Eae?

Ele sorriu.

Tia: Oi...

Ela respondeu timidamente, passando o casco na lateral da crina.

Peter: Um showzinho foi o que tirou aquela sua cara emburrada.

Brincou ele, Celestia se envergonhou.

Tia: Ora, tive bons motivos...

Ela não se deixou levar pela negatividade que sentiu antes, graças ao momento presente.

Peter: Não se acanhe.

Ele deu uma batida na anca dele com a dela.

Peter: Vem, me acompanha.

Ele extendeu o casco para ela, ela o seguiu alguns passos, mas se animou e começou a pular e dançar ali mesmo, puxando ele para mais perto com suas asas. Peter dançou um pouco envergonhado. Passo a passo, eles foram escalando para abraços e passos sincronizados, até Celestia pular ao ar, extender suas asas e descer aos cascos de Peter com o final da música. Ambos se entreolharam.

Todos: EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEH!

Celestia olhou e corou.

Peter: Me perdoe... eu sei que já tivemos algumas situações antes, mas...

Ele se afastou um pouco, envergonhado. Celestia o aproximou.

Tia: Peter, está tudo bem.

Ela disse genuinamente, olhando nos olhos dele. Peter sorriu e ambos se aproximaram, se beijando no calor do momento.

A festa entre ambos terminou com chave de ouro e continuou pelos corredores do hotel. Peter e Celestia se beijavam conforme se locomoviam e batiam-se contra as paredes do corredor pequeno. Celestia bateu ele contra a porta do quarto dele e o beijou profundamente, segurando em seu rosto, antes de abrir a porta e puxá-lo para dentro.
Ambos caíram na cama. Celestia pôs seu casco por cima do de Peter, aproveitando seu momento por cima dele, ela extendeu suas asas ao ar, sentindo o ar e todo o ambiente à sua volta, com o frio acima e o calor em baixo. Peter se virou para ficar acima dela e beijou-a pelo seu corpo angelical, elevando as sensações até o ponto de finalmente não sobrar nada, além de abraços apertados, afagos e rápidas viradas.

Era noite, ambos dormiam bem acomodados e juntos como um casal formado na cama. Celestia abriu o olho e virou-se para a noite, se levantando lentamente.

Tia: Hmmm... oh!

Ela arregalou os olhos e percebeu uma coisa: Estava mais do que na hora de erguer o Sol. Ela foi até a sacada e ergueu o Sol de uma vez, parece que havia se atrasado em uma hora.

Tia: Caramba...

Ela olhou para a cama e arregalou os olhos, se sentindo irresponsável por esta ação. Contudo, ela se acalmou e respirou fundo, o mundo não precisava todo dia de um amanhecer no mesmo horário sempre, ainda mais ela que precisava de um descanso, pensou. Celestia sorriu ao ver Peter dormindo e sabia que era uma pônei melhor com ele ao seu lado.

Mais tarde, em um posto de observação feito de madeira, Celestia conversava com alguns Guardas TUP que se retiraram para a cidade, sobre estratégias que poderia tomar para defende-la de um ataque pirata. Peter desceu a torre para um alojamento militar, aonde olhou pensativo por um tempo para o chão. Peter puxou a manga de sua camisa social e lá estava um bracelete negro e altamente tecnológico preso, do qual ele tocou.

Peter: Ai, não...

Ele bateu as costas no batente de uma porta e abaixou a cabeça entre os joelhos, pondo as patas acima da cabeça.

Tia: Ele está atrás de mim. Hoje vai ser o dia que mostraremos ao pirata o quanto que já fizemos nestes últimos 400 anos juntos.

Elevou a moral dos generais do esquadrão.

Tia: Somos uma família. Vamos mostrar isso ao Shogun!

Ela disse comemorando e todos vibraram com a energia positiva da princesa em liderar o bloqueio contra uma nova invasão. Peter olhou para cima ao ouvir a comemoração e sorriu genuinamente.

Com o cair da madrugada, Puerto Caballo havia se transformado em uma fortaleza desde a chegada da Guarda TUP. Os cidadãos haviam sido recuados para o centro da cidade e abrigados em suas casas, conforme as tropas cercavam as extremidades da cidade e montavam uma vigília, Celestia estava acompanhando tudo do alto da torre, até que no horizonte um brilho amarelo-alaranjado tomou conta da vista.

Tia: Uh!

Ela viu através de uma luneta um exército se agrupando naquela colina. Uma série de brilhos amarelos se extenderam horizontalmente, revelando um exército muito maior do que parecia.

Tia: Pelo amor de Andromeda! SOEM O ALARME, ESTAMOS SOB ATAQUE! HÁ 8 HORAS!

Ela gritou. Uma corneta foi soada. Peter levantou e percebeu todos os guardas correndo pela cidade.

Peter: Não... agora, não!

Ele saiu do quartel correndo e tentou alcançar a torre, mas fora pegou por trás e imobilizado.

Peter: Argh!

Raiden: Olá, Peter.

Sorriu abertamente o pônei disfarçado de guarda, pondo ao pescoço dele sua katana. Guardas pararam.

????: EI! O que está fazendo!?

Perguntou um pegasus, Raiden puxou ele para trás, ameaçando.

Raiden: Parem o movimento! Eu tenho tudo sob controle. Sua batalha já está perdida.

Disse o capitão dos inimigos para o pegasus, este encarou para Peter.

Peter: Avise a princesa.

O movimento de defesa foi cessado. Celestia e seu exército ficaram de um lado da cidade, com Raiden e alguns poucos infiltrados do seu, com Peter cativo e refém deles. Celestia queria negociar os termos com Raiden Shogun. Um trovão cortou o ar da noite. Ambos líderes andaram até a esquina que foi considerada zona morta para a negociação, acompanhados de poucos soldados.
Cara a cara, Celestia e Raiden trocaram olhares nem um pouco saudáveis entre si.

Raiden: E então... vamos ficar se encarando ou vamos fazer isso? Dá para ver que não tenho a noite inteira.

Ele julgou com arrogância.

Tia: É simples, eu quero meu cientista.

Ela lançou, sem paciência.

Raiden: Seu cientista, não. Seu amante.

Ele ergueu o pescoço em sinal de superioridade e sorriu para ela.

Raiden: Hmmm, eu quero essa cidade sob meu poder. Deixe suas tropas irem embora, vá com elas, retorne para Canterlot e retire toda Guarda TUP presente no Litoral Leste do país.

Ele disse em voz alta.

Raiden: Essa é a condição principal. Só estou aquecendo.

Afirmou.

Tia: O que mais poderia querer do que tudo isso?

Raiden: Eu vou querer que toda a rota comercial em terra e em mar continuem.

Celestia arregalou os olhos.

Tia: Isso implica em permitir que se aproprie do recém-descoberto pó negro.

Raiden a encarou sem dizer nada.

Tia: Não posso deixar que tenha essa poder!

Ela gritou.

Raiden: Isso, ou você verá seu amante ser cortado aos poucos. Ele morrerá lentamente e gritará uma vez por hora, com cada parte dele sendo retirada de seu corpo até não sobrar mais nada.

Ele falou com uma força voraz para Celestia, uma inimizade predatória tão severa que revelava dor em seus olhos. Uma dor que Celestia via diretamente nos olhos do capitão. Celestia engoliu seco, com um medo que não sentia há muito tempo.

Tia: Muito bem...

Ela abaixou a cabeça. Seus guardas olharam confusos para ela.

Tia: Você receberá isso tudo aos poucos-

Raiden: Agora.

Disse em voz baixa, autoritária. Um novo trovão cortou o céu novamente, exatamente igual ao último, caindo no mesmo lugar de antes. Celestia olhou para o céu, percebendo do que se tratava.

Tia: Essa não...

Raiden: Não o quê?

Todos ouviram um estrondo de raio, mas parecia vir da direção do horizonte. As duas forças opostas olharam na direção do exército de Raiden e viram as luzes amarelas se movendo com faíscas azuladas, as luzes amareladas estavam sendo apagadas.

Raiden: O que é isso!?

Ele extendeu a pata para trás. Um guarda foi teleportado para meio quarteirão da onde estavam e Peter foi jogado ao chão, o guarda ficou do lado dele e o socou na cara.

Tia: PETER!

Ela se lançou para frente, mas um guarda a segurou.

?????: Princesa!

Raiden: Deem uma boa coça nele!

Peter toma um chute na cara, é erguido em pé e toma um cruzado.

Peter: AGH!

Eles continuaram a bater nele mesmo após começar a sangrar pelos ferimentos.

Tia: PARA, POR FAVOR!

Ela gritou implorando, se lançando com toda força para frente. Raiden caminhou aos poucos até ela e a encarou por trás do seu guarda.

Raiden: Então mande suas tropas pararem de atacar.

Disse calmamente.

Tia: Não são minhas tropas, para!

Peter: É verdade!

Ele cuspiu sangue. O guarda parou de bater nele.

Raiden: O que seriam?

Ele sorriu maliciosamente para a princesa praticamente aos seus pés. Peter tossiu.

Peter: São algo muito mais poderosos do que tudo que temos aqui sozinhos...

Celestia olhou triste para Peter. Ele encarou ela e acenou com a cabeça. Celestia abaixou a cabeça e soltou uma lágrima, afastando o guarda da frente dela. Ambos sabiam que era hora das mudanças acontecerem novamente.

Tia: Se quisermos sobreviver a este ataque, teremos que trabalhar juntos.

Raiden olhou para ela, sabendo que suas palavras eram genuínas. Ele deu sinal para soltarem Peter.

Raiden: Traga todas as tropas, temos uma ameaça mais imediata.

Ele disse no ouvido do guarda, o mandando retornar. Em questão de minutos, os dois lados se uniram. A linha de luzes amareladas uma vez no horizonte se fora e uma corrente de 6 linhas azuladas tracejaram colina abaixo pela escuridão, seres quadrupedes parecidos com raposas e com uma boca que ia do focinho até a lateral das pernas posteriores corriam entre as árvores, soltando estalos de estática e queimando a grama com seus passos. Os exércitos haviam se organizado para que pegasus nos céus auxiliassem unicórnios atiradores na linha de frente.

Tia: Estamos quase lá.

Ela disse no alto da torre.

Raiden: Ainda poderíamos organizar melhor estes soldados.

Ele cortou a opnião dela com sua arrogância.

Raiden: O que são estas coisas?

Ele encarou a colina e as correntes elétricas rumando até eles. Celestia encarou bem seriamente.

Tia: Reze para que um dia você não descubra.

Ela se absteve de responder e desceu a torre a procura de Peter. Ele estava olhando para o mar, do outro lado da torre.

Tia: Peter?

Ela andou até ele e o envolveu com suas asas, o abraçando por trás. Peter sentiu o corpo de Celestia sobre o dele, fechando os olhos com extremo pesar triste e respirou fundo.

Peter: É hoje...

Tia: Eu sei...

Ambos estavam profundamente tristes. Peter se virou para ela e olhou para seus olhos.

Peter: Suas patas...

Disse romanticamente. Celestia descalçou suas patas frontais e encostou seu casco nu sobre o dele.

Peter: Me lembro ainda da segunda vez em que retornei e fiz aquelas botas douradas...

Ele olhou para o casco dela, enquanto falava.

Peter: ... acho que já sentia alguma coisa, mas não queria admitir... para mim mesmo...

Celestia olhou diretamente nos olhos dele e encostou sua pata no rosto dele.

Tia: Com você as coisas... parecem fazer mais sentido, Peter.

Ele olhou de volta.

Tia: Você entende isso?

Peter: Entendo.

Ambos haviam perdido tanto, seus parentes e vidas anteriores. Celestia se aproximou de Peter e beijou a boca dele, ele beijou de volta. Ela encostou a testa na dele.

Tia: Não posso te deixar ir. Não de novo.

Ela chorou, lamentando. Peter a abraçou.

Peter: S-Sinto muito.

Ele soltou uma lágrima.

Peter: Sabe o quanto é importante isso... eles precisam sumir de Equestria, Celestia.

Afirmou, determinado, mas ferido por deixa-la novamente. Ele se afastou dela e foi até as escadas.

Tia: Peter.

Ele parou e se virou para ela.

Tia: Eu te amo.

Peter olhou triste para o chão e acenou com a cabeça para ela.
Ele desceu as escadas. Conforme se aproximaram, os unicórnios começaram a atirar rajadas contra as criaturas, mas foram rapidamente sobrepujados por mordidas e investidas elétricas, os pegasus desceram e tentaram lutar com sua magia de controle climático, sem efeito, e sofreram o mesmo destino.

Raiden: Atirem!

Seus unicórnios atiraram múltiplas rajadas telecinéticas contra os monstros, atingindo alguns, mas eles se recuperavam rápido e se levantavam sem medo. Os seres pularam para dentro da cidade e massacraram as linhas de defesa. Raiden sacou sua katana e Celestia voou sobre a cidade, atirando contra eles ela mesma e os derrubando um por um. Raiden pulou da torre e fincou a espada nas costas de um dos derrubados e girou, o matando.

Tia: Não se desesperem, continuem em formação!

Raiden rumou para confrontar um deles, mas tomou uma investida de outro. Peter se locomoveu pela cidade sem medo, andando lentamente. Todos os seres o encararam e se aproximaram vorazmente, Peter virou seu pulso e pressionou o dispositivo no pulso, ele bateu o casco no chão e gerou um pulso esverdeado que tomou toda a cidade. As criaturas foram lançadas para o chão com a onda de choque verde. Peter olhou para Celestia e um portal verde se abriu na frente dele.

Peter: Venham!

Ele cruzou o portal correndo e este se fechou atrás dele. Quando as criaturas se levantaram, traços ramificados de eletricidade tomaram seus corpos e elas se desmaterializaram, se projetando para os céus como rajadas de luz, desaparecendo da face de Equestria. Celestia desceu dos céus e pousou perto de Raiden, ele estava com seu peito estorricando, ele estrebuchava, em um leito de morte do qual perdia ar aos poucos.

Raiden: Celestia...

Ela segurou o casco dele.

Tia: Shogun...

Raiden: Eu só queria dar um sentido a minha vida depois que tudo se foi...

Ele olhou para ela.

Tia: Eu sinto muito pelo que aconteceu à sua família. Mas o caminho que seguiu acabou fazendo com que muitas outras vidas ficassem sem sentido.

Ela disse de coração. Lágrimas escorriam de seus olhos, mas ela mantinha sua força e compostura real.

Tia: Mas reconheço que também tive culpa... eu não fui atenciosa o bastante para manter o segredo da minha família a salvo.

Ele sorriu.

Raiden: S-S-Seu segredo... e-e-e-stá seguro... c-c-comigo... ninguém sabe.

Disse enfraquecido.

Raiden: Acho que... ambos e-erra-...

Ele não terminou a frase e continuou olhando para ela, de uma maneira estática, suas forças haviam se esvaído. Celestia abaixou a cabeça e lamentou as perdas daquele dia.


—_____________________________________________

A Biblioteca

Século XC

Doutor fecha um livro e o põe ao lado de outros ao seu redor à mesa de madeira, lançando um olhar suspeito. EVA terminou de escanear alguns arquivos digitais e se virou para Doutor, este que olhou para ela com uma dúvida gigante.

Doutor: Estão faltando capítulos nas primeiras páginas do Século XXI.

Disse ele bem seriamente e se levantou.

EVA: Nestes arquivos, também há partes faltantes a respeito do início do segundo milênio.

Doutor andou depressa, deixando os livros para trás. EVA o seguiu.

EVA: Aonde vamos?

Doutor entrou correndo em um metro, abrindo a porta dele com sua SSD, ignorando se tinha passagem ou não. Ambos entraram no vagão lotado e completamente tecnológico no interior.

Doutor: Vamos até o outro lado do planeta, faremos um levantamento de todas as informações do Século XXI.

EVA: O que temos de informações na TARDIS não é o suficiente?

Doutor: Eu quero ter certeza do que está escrito lá.

Ele se sentou.

Doutor: Venha, sente-se. Essa viagem vai demorar umas 6 horas.

Disse amigavelmente para ela, desmanchando seu tom sério.

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ATUALMENTE

Era o final de semana do Dia dos Amigos e da Família, sexta-feira. Flash Sentry estava na estação de trem de PV, esperando por uma visita ao dia, assim como muitos dos pôneis. Quando o trem chega, uma multidão sai dele e cumprimenta os pôneis na estação, Flash se perde por um momento.

??????: Olá, Flash.

Ele se virou para trás e viu a silhueta de um garanhão terrestre de pelo azul escuro, de crina espetada com traços brancos dividindo porções de azul claro, de olhos castanhos.

Flash: Edivaldo.

Ele disse sorridente e se aproximou, cumprimentando e abraçando ele.

Flash: Fala ae, meu bom. Como é que vai Canterlot?

Ele se afastou, apertando o casco da antiga amizade.

Edivaldo: Tudo certo, meu bom rapaz. Eae?

Cumprimentou ele de volta, respondendo autonomamente.

Flash: Feliz?

Brincou ele, o garanhão sorriu forçadamente.

Flash: Tô zoando. Seja bem-vindo a PonyVille, meu consagrado.

Ele deu um passo para o lado, para que ele vesse um pouco da cidade. Flash andou com ele pelo arco que levava da estação até a cidade.

Edivaldo: Hmmm, está tudo bem arrumado para a comemoração.

Ele se surpreendeu ao ver a cidade pronta para o feriado.

Flash: De fato, nossa organizadora de festas torna tudo muito bem feito.

Afirmou.

Flash: Ainda não me disse, Divaldo. Você só está vindo mesmo me visitar ou planeja se mudar para cá?

Edivaldo deu uma risada.

Edivaldo: Eu ainda não sei, na verdade. Eu vim ver isso hoje, na realidade. Saber como a cidade é, antes de qualquer coisa.

Flash: Sim, sim. Tu me falou que já estava de olho.

Edivaldo: Hmmm, nunca vim de fato...

Flash o levou por um tour na cidade, do qual ele teve alguns encontros com as Mane 6. Rarity entrou em um restaurante por volta das 10 da manhã, sentando em uma mesa reservada para dois. Passados dois minutos, uma figura equina masculina se sentou do outro lado da mesa negra redonda, com seus óculos laranjas vestidos e cachecol ao pescoço.

Rare: Alain Dreamer.

Disse formalmente.

Alain: Rarity. Oi.

Respondeu de volta, da mesma forma.

Rare: Então, o que devo o prazer deste encontro?

Alain: Bom. Preste bem atenção.

Ele se apoiou na mesa.

Alain: Eu não vim somente passar as férias de fim de ano aqui em Equestria. Eu estou aqui em uma missão.

Afirmou ele.

Rare: O quê?

Estranhou seu amigo.

Alain: Vou te revelar uma coisa.

Ele passa seu casco sobre o seu pulso esquerdo, projetando um holograma. Ele pressiona alguns botões. O holograma toma a forma de uma tela, mostrando uma passagem de vários movimentos acontecendo: Manifestações, destruição, guerra, sofrimento e criaturas e objetos aparecendo do nada na natureza e invadindo cidades, causando devastação. Ele começou a explicar...

Alain: Isso é o que acontece no meu multiverso-natal. É uma guerra sem fim, em todos os mundos em habitamos. Estes eventos são chamados Aberrações, que dão origem aos Surtos, derivados de um mal psicológico...

Disse ele.

Alain: Na verdade, é muito mais complicado que isso.

Rare: Eu vi... isso parece mais algo do qual a Twilight ou a Shark entenderiam.

Alain: De fato, mas estão muito ocupadas para isso e precisei recorrer à você, Rarity. Você é uma das mais flexíveis e organizadas do grupo, além de me conhecer.

Ele terminou a projeção.

Alain: Mas vou tentar explicar em outras palavras, em palavras cruas que qualquer um pode entender...

Disse calmamente.

Rare: Claro, porque eu não entendi nada.

Ela sorriu forçadamente, tentando não parecer grossa.

Alain: O meu mundo está em guerra, uma guerra que já está destruindo ele há uma década e não há solução para ela, a não ser deixar o nosso mundo para trás.

Afirmou.

Alain: Eu e o meu irmão tomamos a iniciativa de construir naves que fossem capazes de viajar entre planetas e colonizar outros mundos. Nosso plano envolve deixar o Sistema Solar, para que alcancemos planetas em outros lugares da galáxia, que poderiam hospedar a vida terrestre...

Ele foi explicando, vendo se ela estava acompanhando e entendendo.

Rare: Tipo uma migração.

Alain: Mais ou menos, a gente não planeja voltar para a Terra, mas sim reconstruir a civilização em outros mundos, longe do confronto.

Rare: Entendi.

Disse genuinamente.

Alain: Muito bem. Mas para isso, eu e meu irmão precisamos encontrar um jeito de viajar entre as estrelas dentro de tempo de vida útil, o que não aconteceria em milhares de anos.

Rare: Sim...

Alain: Descobrimos uma forma de fazer isso.

Alain: Eu queria te conscientizar sobre isso. Porque nós precisamos de um pouco de magia equestriana pura como combustível para nossas naves. Somente a magia de Equestria é capaz de fornecer toda essa energia.

Disse ele.

Rare: Bom, eu gostaria de ajudar, mas ainda acho que isso tudo é problema de gente inteligente e coisa de princesa...

Alain: As princesas não estão com tempo para audiências extradimensionais, e muito menos eu. Preciso que converse com a Twilight e as amigas sobre isso, Rarity.

Ele tirou seus óculos, falando de forma sensibilizada.

Alain: Já ajudei vocês antes, a lutar contra as ameaças de Equestria e ajudei agora contra o Rei Storm.

Rarity pensou.

Alain: O destino da minha civilização pode estar agora nas patas das princesas e da magia de Equestria... preciso que me ajudem a salvar o meu mundo.

Tentou ele convencê-la.

Rare: Tudo bem. Vou ver o que posso fazer. Me fale tudo que preciso saber para transmitir a mensagem.

Aceitou ela, concordando com certo receio.

Em Canterlot, Starkeeper desceu um arquivo cheio em cima de uma mesa. Uma aura branca levitou o arquivo. Dawn o viu e folheou rapidamente, nem chegando a ler e o jogou de volta na mesa.

Dawn: Meh. Eu nunca fui de ler. Esse seu trabalho não pode ter muita... você sabe, de interferência externa? Ou tem que ter?

Ele perguntou retoricamente, na verdade ele nem ligava para aquela situação. Dawn levitou um pendrive do seu lado e puxou um cigarro.

Starkeeper: Ai, Dawn! Você não vai nem dar uma lida!? Este é um arquivo classificado como ultrassecreto pela AEE.

Ela o criticou com seu tom, esperando que ele, como alguém que senta no trono, fosse ler.

Dawn: Essa pesquisa ainda não terminou, Starkeeper. Você não sabe ainda aonde isso vai dar.

Ele disse irritado, não querendo ser interrompido.

Starkeeper: Mas está tudo levando a acreditar que realmente tem algo grande por trás de tudo isso!

Ela o chamou atenção. Dawn franziu o cenho para ela, acendeu o cigarro, o pôs na boca e saiu pela porta. Starkeeper respirou fundo e abriu o arquivo.

Starkeeper: É, tem razão. Eu ainda nem li ele.

Ela se sentou a mesa. Apesar de estar fazendo um grande trabalho para ela, não tinha o costume de fazer isso por tanto tempo, com tantas informações para o mesmo objetivo, era cansativo e necessitava de muita determinação e paciência. Starkeeper demorou a tarde inteira para ler ele, até que começou a ver desenhos semelhantes a copos de prata, ela inclinou a cabeça ao vê-los, com um pouco de dúvida.

Starkeeper: Pera, o que é isso?

Ela folheou algumas páginas afrente e viu mais desenhos como aquele. As páginas haviam sido escritas por Neighsay como grão-mestre, ela lia uma cópia.

Starkeeper: “Rumores”... “estudos”... “difundidos”?

Ela parou em uma página e lê melhor o arquivo que era ultrassecreto.

Starkeeper: Por que eles teriam poder para classificar arquivos como ultrassecretos? O que tem aqui que o público não pode ver?

Ela arregalou os olhos e paralisou depois de ler até o fim da página e ergueu a cabeça para o vitral afrente dela, que representava o momento em que sua mãe e sua tia haviam derrotado Discórdia usando os Elementos da Harmonia. Ela olhou para as asas da sua mãe e tia no vitral, se lembrando dos copos de prata.

Starkeeper: O Cálice dos Alicórnios.

Ela disse em voz baixa. O arquivo misterioso da AEE continha estudos e registros do secreto e nunca difundido Cálice dos Alicórnios. Um milhão de dúvidas vieram a sua cabeça, assim como um medo extremo.


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Notas finais
Curiosidade: Na linha do tempo de todas as séries, essa temporada se passa ao mesmo tempo que a terceira de Wondercolts e durante da Crise das Infinitas Terras.