The Meta-Pony Project 7ª Temporada
2 O Dogma do Alicórnio (Pt II)
Naquela mesma noite, PonyVille comemorava a primeira noite do feriado. Atrás do Castelo da Amizade, havia um pequeno lago e um caminho que levava para um recém-construído edifício, decorado por tochas altas e linhas decorativas por cima, criando um arco multicolorido até o edifício. Poucos pôneis caminhavam por dentro da Escola da Amizade, estes eram empregados e pôneis visitantes, alguns turistas e jornalistas que abordavam as Mane 6 à medida que as encontravam pelos corredores.
A escola tinha um interior governado por um pequeno parque arbóreo com uma fonte e pequenos rios que o cortavam, circundado pelos prédios aonde os alunos teriam aula. A escola seguiu um projeto engavetado da AEE, construído por magia em poucos dias. O parque estava decorado com enfeites de inauguração. Twilight passava acompanhada de Starlight atrás dela, acenando para os pôneis e respondendo algumas perguntas dos poucos jornalistas. Starlight se aproximou de Twilight rapidamente e a abordou antes que outro jornalista a impedisse.
Starlight: Tem certeza que seguir o manual vai funcionar?
Ela perguntou com sinceridade para sua mentora.
Twi: Minhas amigas dão conta de qualquer coisa.
Ela falou bem confiante.
Twi: Elas vão resolver estes problemas antes que você perceba.
Ela disse dando de ombros para Starlight, bem tranquila.
Starlight: São muitos problemas para dar conta para uma escola que literalmente surgiu em um passo de mágica em PonyVille.
Ela disse sendo bem realista e frisando isso. Twilight se virou para ela, ficando de frente para sua aluna e pôs a asa no ombro dela.
Twi: Olha, nós passamos por muita coisa nos últimos anos.
Ela afirmou.
Twi: Precisamos de um respiro para fazer algo grande sem se preocupar se vai tudo ao chão ou se vai decolar.
Ela disse sem pressão, explicando como se sentia para Starlight.
Starlight: Sim... claro, tem razão.
Ela disse da boca para fora, abrindo um sorriso social.
Neighsay: “Se vai tudo ao chão ou se vai decolar”?
Ambas se viraram para o lado com um susto. Um portal havia aberto sem elas notarem e Neighsay passou por ele com uma prancheta e uma caneta à ela.
Twi: Chanceler Neighsay? Que chegada mais inusitada, eu não achava que podia-se abrir portais para entrar na escola assim.
Ela puxou com certa rigidez, obviamente falando de forma que se referia ao manual. Neighsay a encarou e fez uma expressão de desprezo.
Neighsay: O chanceler tem permissão para realizar este ato enquanto uma escola ainda está sobre a supervisão de aprovação provisória da AEE. Ou já se esqueceu?
Ele ergueu uma sombrancelha para ela. Twilight abriu um sorriso de leve.
Twi: Não me lembro de seus direitos estarem escritos no manual.
Disse normalmente.
Neighsay: Estão. Está escrito de forma indireta e intuitiva no manual.
Ele disse com desaprovação e escreveu algo na prancheta. Twilight franziu o cenho.
Twi: Ora...
Starlight engoliu seco. Twilight sorriu com certa malícia para Starlight e olhou para ele.
Twi: Então vamos lá, a primeira observação da AEE.
Ela sorriu orgulhosa para Neighsay. Este olhou para Twilight de cima a baixo, assim como Starlight, que o encarou com certa suspeita. Antes que começar qualquer coisa, alguém ao longe gritou bem alto “Twilight!”. O trio paralisou e olhou para o alto, Starkeeper desceu voando dos céus com o arquivo ao seu lado.
Twi: Starkeeper?
Ela olhou confusa para ela. Neighsay se aproximou três passos, a encarando confuso, não reconhecendo a pônei.
Neighsay: Uma meta-pônei? Quem é ela?
Julgou ele, a princípio. Perguntou diretamente à princesa. Starkeeper viu Neighsay e o reconheceu, assim como pousou um pouco afastado deles.
Starkeeper: Eeer... Twilight, podemos conversar à sós? É realmente muito importante.
Ela disse com um pouco de urgência, olhando assustada para Neighsay, que a analisava, também confuso pela presença dela.
Twi: Eu estou um pouco ocupada agora, se podermos conversar depois-
Neighsay: Não. Deveres da princesa para com seu projeto de reinserção dos metas, eu entendo.
Ele ameaçou anotar isso na prancheta.
Twi: Não!
Ele parou.
Twi: Starlight, poderia assumir aqui? Eu vou conversar com ela.
Starlight acenou positivamente e seguiu em frente com Neighsay. Twilight encarou Starkeeper e andou até ela, expressando uma leve irritação.
Twi: Vai ser rápido.
Ela avisou. Do momento em que Twilight se aproximou dela, Starkeeper pegou Twilight pela pata a colocou atrás dela, encarando predatoriamente Neighsay e Starlight irem embora.
Starkeeper: Você não vai querer ficar perto dele!
Ela disse irritada.
Twi: Oh! Por quê?
Ela perguntou surpresa.
Starkeeper: Veja só essa cópia de um dos arquivos-mestres da AEE.
Ela mostrou à Twilight.
Starkeeper: Neighsay tem muitos segredos, muito perigosos!
Ela alertou Twilight, mantendo um olho nos dois.
Twi: Do que é que você está falando? Eu tenho que voltar para lá! Ele já está avaliando a minha escola!
Ela a chamou atenção, falando o quanto estava ocupada.
Starkeeper: Twilight, isso é realmente muito importante!
Ela a chamou atenção de volta.
Starkeeper: Eu não sei o que ele quer e como descobriu isso.
Twilight folheou algumas páginas.
Twi: Mas isso é muito grande para ver a qualquer hora!
Ela arregalou os olhos, mostrando para Starkeeper que aquela não era uma boa hora.
Starkeeper: Você não pode confiar nele!
Disse desesperada. Twilight viu que Starlight olhava preocupada e demasiadamente estressada para Neighsay, que anotava tudo e com força.
Twi: Princesa Starkeeper, não está sendo nem um pouco coesa ou coerente!
Ela disse rigidamente, procurando se afastar da princesa e voltar para seu compromisso, mas Starkeeper segurou em sua pata, e firme.
Starkeeper: Isso é muito importante, Twilight! Tem coisa por trás dessa empresa!
Ela disse em voz baixa, mas entre os dentes. Starkeeper olhou nos olhos de Twilight, esperando que a conscientizasse sobre o quão era importante.
Twi: Depois eu posso ver, agora não é hora!
Starkeeper: Só não confia nele, ok?
Ela perguntou irritada, ainda desesperada. Twilight perdeu a paciência.
Twi: Assim como não está confiando em mim agora para ver isso depois? Ele lidera a divisão escolar mais rígida de Equestria. Por favor.
Ela tentou se acalmar.
Starkeeper: Você não precisa ouvir tudo que ele tem a dizer.
Ela passou o arquivo para ela.
Twi: Agora não é hora disso...
Twilight recusou. Starkeeper perdeu a paciência.
Starkeeper: Ai, quando é que você e a Celestia vão me ouvir? Eu sei que não precisa ser agora, mas já vai vendo.
Afirmou para ela ter cautela, mas Twilight não quis ouvir.
Twi: Retorna para Canterlot, conversamos depois!
Ela ordenou. Starkeeper entrou na frente dela.
Starkeeper: Esqueceu o arquivo!
Twilight pressionou a ponta do casco na testa, para desestressar.
Twi: Olha. Veja bem. Eu sei que você e eu não temos a melhor das relações, Starkeeper. Mas você não está sendo muito profissional agora! Está atrapalhando o meu trabalho e faltando com ética com o seu próprio, seja lá o que for.
Ela disse seriamente, olhando para o arquivo dela e para seu rosto irritado.
Twi: Agora você precisa me dar licença, eu tenho que fazer o meu trabalho e não posso ser incomodada com carga extra!
Ela a avisou e seguiu em frente.
Starkeeper: Sabe qual é o nosso problema, Twilight?
Twi parou e olhou para trás, olhando seriamente para ela.
Starkeeper: Você é muito perfeita.
Ela se aproximou alguns passos, falando irritada e expressando raiva, com certo nojo. Twilight se manteve resiliente, a encarando.
Starkeeper: Tanto você, quanto a Princesa Celestia, acham que tem que haver um caminho certo, concreto e deveras real para tudo o que vocês duas fazem.
Criticou ela.
Starkeeper: Vocês tem que acordar para a vida e ver o que estão deixando passar!
Ela elevou o tom de voz.
Starkeeper: Vai e faz o seu trabalho, então.
Ela virou de costas para Twilight, a encarando com raiva.
Starkeeper: Eu tenho o meu para fazer!
Afirmou. Twilight se virou e voltou correndo para ambos. Starkeeper se teletransportou dali, para longe, na intenção de ir atrás de respostas sozinha.
Em Trottingham, Starkeeper seguiu na encolha da escuridão da noite até a Sede da AEE. Ela encarou o edifício castanho por fora, com a aparência de uma embaixada, e se teletransportou lá para dentro. Ela surgiu dentro de um corredor pouco movimentado, dali ela leu “Departamento e Secretaria da Papelada” em uma placa no virar do corredor e se teletransporta para lá. Ela fica de frente para um corredor com uma série de selos fechados magicamente, eram 14 ao todo.
Starkeeper: Interessante.
Ela contou os selos, eram 7 de cada lado. Ela se teletransporta para dentro de um, mas automaticamente aparece de volta no corredor, de cara para o lado contrário da porta.
Starkeeper: Ora...
Ela tentou diferentes espectros de força do feitiço, até finalmente conseguir depois de realizar o mesmo feitiço duas vezes atrás do outro. Ela acaba caindo em uma sala pequena, contendo uma série de gavetas de prata, em todos os lados.
Starkeeper: Ai...
Ela esfregou a cabeça.
Starkeeper: Sabia que um feitiço duplo ia driblar o sistema.
Ela começou a abrir as gavetas com bastante paciência e calma, procurando nos arquivos qualquer coisa parecida com o que estava escrito nas cópias que continha. Passava em sua cabeça que ela estava cometendo uma invasão, um crime, e isso violava os direitos da realeza de deixarem Equestria se virar com o sistema de ensino deles, mas as provas estava em sua asa, de que Neighsay sabia, de alguma forma, que os alicórnios podiam transformar qualquer pônei em um ser com chifre e asas usando o poder ancestral que jazia embaixo de Canterlot. Starkeeper olhou para a pasta em sua asa e franziu o cenho, envergonhada consigo mesma e até onde foi parar.
—_________________FLASHBACK________________
Dawn: Ei, Starkeeper. Como anda essa sua pesquisa?
Ele perguntou para ela enquanto passava pela sala de jantar. Starkeeper estava lendo a cópia do arquivo com bastante paciência enquanto tomava uma jarra de cidra de maçã destilada e alcoolizada.
Starkeeper: Vai bem, já comecei a ler essa cópia.
Dawn: Que cópia?
Ele parou e olhou realmente curioso para o gigante arquivo que ela lia.
Starkeeper: É uma cópia de um dos arquivos mais íntimos da AEE. Eu consegui ter acesso à ele e é um dos documentos escritos pelo Neighsay.
Ela explicou. Dawn se aproximou.
Dawn: Como teve acesso a isso?
Starkeeper: Eu tenho meus métodos.
Ela deu um sorriso orgulhoso para Dawn e retomou a leitura.
Dawn: Hmmm, você teve acesso a um documento sigiloso e ultrassecreto!
Percebeu ele, chamando atenção.
Starkeeper: É, ué? Eu tenho que ter razão sobre aquilo que pesquiso e essa é uma fonte de informação. Se a AEE tem muito poder sobre o sistema de ensino de Equestria, então porque as princesas não podem intervir e nem mesmo monitorar?
Ela se perguntou. Era tão óbvio para ela, mas parecia soar como burrice para os demais, até para Dawn.
Dawn: Isso é óbvio!
Ele apontou.
Dawn: Nós já temos muito poder, sobre o Estado e a nação. Os pôneis precisam experimentar eles mesmos como é ser líder, como moldar a mente das futuras gerações é um exemplo.
Ele afirmou, olhando um pouco preocupado para ela.
Starkeeper: Mhm.
Respondeu desinteressada, virando uma página.
Dawn: Você realmente passou por cima dos limites.
Ele afirmou e sorriu.
Dawn: Se Bramble estivesse aqui e visse isso, ele ia gostar de você.
Ele falou contente com isso.
Starkeeper: O seu professor? Também do Riku?
Ela parou e olhou para ele, se lembrando que Bramble não era nada como Flash ou Soarin, era um guarda-real completamente conturbado e perturbado do seu ponto de vista.
Dawn: Exato.
Afirmou ele e saiu dali contente. Starkeeper olhou para o arquivo e se viu como alguém que era diferente do ensino que sua mãe havia a ensinado, como uma princesa rígida passaria por cima destas regras era o que perguntava, mas a sua razão interior a levava por este caminho.
Starkeeper parou de fuçar e fechou os olhos, se perguntando por um momento se era isso mesmo que ela queria fazer.
Starkeeper: E se eu estiver errada? E se eu estiver mesmo invadindo sem nenhum motivo e não tiver nada?
Ela se afastou um pouco, deixando cair uma pasta enorme, que continha em sua frente escrito: “Libertarianismo: Conceitos e Métodos de Ensino”.
Starkeeper: Hmm?
Ela ergueu uma sombrancelha e levitou o arquivo, vendo que Neighsay e outros de alto escalão haviam escrito ele.
Starkeeper: Nunca ouvi falar nisso...
Ela abriu e leu e viu que se tratava de uma das disciplinas ensinadas aos jovens atualmente em Equestria.
Starkeeper: “... a respeito de um mundo aonde o Estado é governado pelo povo, assim como visto no capítulo “Anarquia”, pois a história ensinou que não é necessário haver princesas para manter o clima, dividir poder ou manter o status quo da equinidade.”.
Ela refletiu um pouco e franziu o cenho.
Starkeeper: Mas por que ensinariam algo assim? “O povo deve experimentar partilhar do poder do governo”...
Ela pensou no poder real de Equestria que sempre durou, era inegavelmente imutável. Pensou também sobre as pressões que as princesas sofrem para se manterem no poder, elas não podiam sair daquela vida, mesmo assim, ela assentiu e copiou o arquivo usando sua mágica, o pondo de volta na gaveta.
—______________________FLASHBACK______________________
400 ANOS ATRÁS
Canterlot
Século XVII
Eram tempos bastante conturbados, tempos de guerra. Toda a Canterlot havia se fortalecido e uma boa parte dos habitantes e militares das cidades próximas haviam se deslocado até a capital. Princesa Celestia se posicionou na beirada da torre mais alta do castelo, estava vestindo uma armadura dourada, com crina e cauda trançados para caber em sua armadura. Havia uma enorme fumaça se levantando no horizonte, Celestia observou através da luneta na sacada o estrago sendo causado: Uma gigantesca onda de fogo se levantava sobre a Floresta da Liberdade, erguendo uma gigantesca muralha de fumaça negra.
Um pegasus se dirigiu até Celestia, voando do lado dela.
????????: Princesa. Não conseguimos fazer com que as nuvens de Cloudsdale segurassem as chamas na Floresta da Liberdade. O clima próprio da floresta atrapalhou as correntes de vento de Cloudsdale. O que devemos fazer agora?
Ela prestou contingência. Celestia recuou a cabeça e encarou firme o fogo no horizonte.
Tia: Não faremos nada.
Ela disse bem firmemente.
????????: Mas, Celestia!
Celestia encarou a pônei.
????????: Perdão, princesa. Desde quando os incêndios começaram, milhares de animais e até monstros têm se deslocados para as planícies próximas da floresta. Desse jeito, o Tártaro vai lotar com todos eles, corremos o risco de diversas populações de seres monstruosos correndo por toda Equestria!
Alertou o pegasus militar, tentando conscientizá-la.
Tia: Mesmo que parássemos o fogo, a população deles na floresta não vai parar por nada!
Ela falou de volta, vendo o quanto era impactante, mas importante confrontar uma ameaça maior.
Tia: Prepare as tropas. O próximo lugar que eles vão invadir será Canterlot.
Ela disse bem determinada. O pegasus assentiu e prestou contingência, retornando para disseminar as ordens às demais tropas.
Peter: CELESTIA!
Ele gritou para ela da porta do castelo, estava na ponte que levava para esta torre afastada. Celestia abriu as asas e desceu planando até o chão.
Tia: Peter...
Manteve sua voz fria e formal.
Peter: Celestia, precisamos conversar.
Ele disse extremamente emocionado, mas estava triste em seu tom de voz.
Tia: Peter, a guerra está se aproximando.
Ela afirmou.
Peter: Celestia...
Ele segurou na asa dela para mantê-la no local e entrou em sua frente, a olhando nos olhos.
Peter: Eu quero isso para agora.
Ele esperou algum sinal de volta em seus olhos, mas Celestia parecia resiliente e firme com sua determinação, ela não ia ceder.
Tia: Podemos fazer isso depois.
Peter: Tem que ser agora!
Ele brigou.
Peter: Olha... isso nunca vai acabar.
Ele disse bem triste.
Peter: Toda vez que eu viajo no tempo, eu avanço apenas um século.
Ele deu de ombros.
Peter: Eu estou envelhecendo décadas. Meu pai não vai nem me reconhecer direito quando eu voltar para ele, daqui 400 anos.
Afirmou ele, a triste verdade.
Peter: Mas a verdade é que...
Ele olhou para a fumaça gigante no horizonte.
Peter: Eu tenho que continuar... eu não sei o que eles querem, não sei aonde eu posso surgir da próxima vez, mas eu tenho que continuar lutando. Nós dois temos que continuar lutando contra isso!
Celestia começou a chorar em silêncio, por debaixo de sua crina, ela abaixou a cabeça para que nenhum pônei visse ela fraquejando diante de um dos momentos mais críticos na história do país. Peter revirou os olhos, mas manteve-se segurando o rosto dela, não queria abraça-la, para evitar também que os vissem.
Tia: Será que vai ser sempre assim? Eu me apaixono cada vez mais por você, aí você vem e desaparece, e em todos os momentos, eles criticam.
Disse de extremo coração partido.
Peter: Nós dois temos um dever maior do que todos nós. Equestria.
Afirmou de forma consciente e convincente para ela. Celestia o olhou de volta nos olhos, com suas lágrimas parando de escorrer aos montes.
Tia: Tem razão.
Ela limpou o rosto.
Tia: Não vale a pena arriscar toda Equestria, o destino de todos os pôneis... em uma guerra contra algo que nem mesmo eu sei ao certo o que é.
Ela disse para ela mesma, pressionando os lábios e o encarando.
Tia: Eu finalmente entendi agora. Me perdoe por ter cedido para isto.
Peter: Não.
Ele a abraçou, ignorando todos que os observavam ao redor. Celestia abraçou de volta, o envolvendo com suas asas e o beijou na testa.
Peter: Mesmo com o universo inteiro nos pressionando para ceder...
Tia: Não iremos ceder.
Completou ela.
Tia: Eu aceito.
Ela o olhou nos olhos. Peter sorriu, orgulhoso.
Passadas duas horas de organização rápida, ambos estavam vestidos para uma cerimônia de casamento, com a floresta queimando ao fundo no horizonte, erguendo uma fumaça bem escura atrás do coraçãodourado com prata. Sob a testemunha dos generais da Guarda TUP e alguns da elite na época e com um padre cristão, os sinos do matrimônio tocaram no local reservado no terraço do castelo.
?????????: ...E agora, eu os declaro: Marido e égua.
Ambos se beijaram no altar improvisado. Todos permaneceram em silêncio, apenas batendo de leve os cascos no chão.
À noite, a fumaça cobria Canterlot e as terras ao redor como gigantescas nuvens negras. Celestia girou o anel que estava em seu chifre, o observando de maneira melancólica na sacada de seu quarto real. Peter andou até a sacada e ficou do lado dela, observando o massacre ainda ocorrente.
Tia: Dá onde será que eles vem?
Ela franziu o cenho, encarando a floresta.
Tia: As Raposas da Faísca continuaram se seguindo por todos os séculos deste milênio... mas elas não existem neste tempo, nem existiram antes... e nem são da sua época.
Peter pensou e fechou os olhos.
Peter: Não acho que deveríamos pensar nessas coisas, enquanto ainda temos tempo.
Ele disse bem otimista.
Tia: É... tempo...
Disse bem melancólica, encarando os exércitos se movendo nas ruas.
Peter: No meu tempo, não há guerras... nem conflitos assim.
Ele olhou para Celestia. Ela olhou de volta, curiosa.
Peter: Eu nunca falei isso, porque temia que a linha do tempo fosse ser condenada. Mas eu confio em você para fazer a coisa certa.
Afirmou ele.
Tia: Peter-
????????: ELES CHEGARAM, SE PREPAREM!
Gritou o pegasus, enquanto liderava uma das tropas nas ruas da cidade.
Tia: Rápido, Peter! Você tem que pular para o ano de 1700!
Ela o alertou. Peter acenou com a cabeça. Celestia o puxou para um último abraço e último beijo apaixonado.
Peter: Até a próxima.
Ele disse, ainda relutante por deixa-la. Peter saiu correndo, desceu as escadas e tirou seu pijama real enquanto corria. Celestia vestiu sua armadura novamente e desceu dos céus com tudo, mergulhando até as ruas infestadas por soldados.
Tia: Atirem com os canhões! Protejam a muralha!
Ela voou ao redor da muralha branca de Canterlot, localizada no pé da montanha. Catapultas e canhões de zeppelin montados na muralha atiraram contra um enxame de Raposas da Faísca na floresta, derrubando árvore e espalhando o fogo por cima de seus corpos, rajadas elétricas eram disparadas contra a encosta, explodindo os canhões com força. Peter correu para as ruas, aonde exércitos marchavam sem parar, o bater ferraduras no chão ecoavam por toda a cidade.
??????????: Meu príncipe?
Peter se aproximou de um unicórnio.
Peter: Quero que me leve até as masmorras!
Assim foi, ele fora levado para as cavernas em baixo da cidade, por correu e correu sozinho, até bateu firme em seu pulso, no dispositivo tecnológico. O dispositivo abriu um portal esverdeado em sua frente.
Peter: É isso aí.
Ele deu de ombros.
Peter: Isso ou nada.
Ele cruzou o portal. Todas as criaturas elétricas que haviam derrubado a muralha começaram a subir aos céus como rajadas de luz, perfurando a atmosfera. Da floresta e além, toda Equestria viu uma série de raios de luz subindo para o espaço. Os soldados comemoraram a vitória. Celestia pousou na rua principal da cidade e comemorou com os generais da Guarda TUP, mas ainda sim, sabia que estes gritos de alegria eram com o pesar de ter que esperar mais 100 anos para o retorno de seu amado. Contudo, ela sorriu feliz diante daquela vitória, pela primeira vez que ele a havia deixado, pois estava agora, passando o casco sobre o seu ventre.
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ATUALMENTE
Era Domingo à tarde, o Dia dos Amigos e da Família havia finalmente chegado com o feriado prolongado e os pôneis de PV estavam sendo convidados pela Princesa Twilight para participarem do feriado na Escola Mundial da Amizade, que viria a ser aberta no dia seguinte mediante os julgamentos em andamento da AEE, que seguia a cada etapa sendo aprovada. As Mane 6 cumprimentaram os líderes das nações estrangeiras e responsáveis pelos que haviam aceitado deixar seus alunos experimentarem as aulas durante um pequeno ciclo de semanas, entre eles estavam o Rei Scorpan, Rei Rutherford, General Silverstream, a Imperatriz “Lady Dragão” Ember, Rei Thorax, Vovô Gruff, Imperatriz Monarch (de Sovangarde), Imperador Escarlate (de Aquacity) e entre outros governantes, como de Abissinea e Ornithia.
Flash: E então, Divaldo?
Ele encostou-se na parede da escola e tomou uma cerveja com seu amigo íntimo.
Flash: Me diga, gostou de PonyVille?
Perguntou com carisma.
Edivaldo: Olha... vou ser franco, PonyVille é a única cidade calma que encontrei para fechar meu negócio.
Ele sorriu.
Flash: Que negócio?
Perguntou curioso.
Edivaldo: Enh, eu diria apenas que estou começando coisas novas, apesar de saber que tenho um certo passado um pouco ainda misterioso.
Ele bateu no ombro de Flash.
Edivaldo: Assim como tu.
Flash engoliu o encarando com força, não gostava de pensar sobre seu passado e nem que fizessem graça dele.
Ember: O QUE É AQUILO!?
Gritou ela, mas a conversa entre os demais atrapalhava qualquer um de focar a atenção. Flash olhou para Ember encarando o céu com medo e lhe bateu um estalo de esperteza: “Por que a governante dos dragões estaria encarando o céu assim?”. Divaldo encarou Flash e em um segundo se jogou para cima dele, o desviando de um bloco enorme do edifício caindo sobre todos no meio do festival.
Um enorme ser insectoide, com garras douradas gigantes, asas com envergaduras monstruosas e corpo extremamente visível e perceptivo, que assumia certa fração do tamanho da escola, havia descido dos céus após seguir uma série de criaturas estrangeiras e batera com tudo em uma torre. A torre, por si só, despencou sobre a festa. Foi tudo muito rápido, a maioria dos pôneis não conseguiu correr. Os líderes das nações estrangeiras viram de uma distância segura o desastre acontecer. Quase não houveram gritos, muito menos alertas.
Rei Thorax viu uma morfante jovem voando ao redor da criatura enorme que havia sido derrubada, morta pelo impacto com a estrutura. A morfante pousou e observou a criatura morrer, sentindo sua angustia e sofrimento.
Thorax: OCELLUS!
Ele a chamou atenção e voou até ela.
Enquanto todos se recuperavam, Flash estava tonto. Edivaldo extendeu a pata para ele e o levantou. Flash regenerou sua pele ferida e seu pelo raspado com sua magia meta.
Flash: Obrigado, irmão.
Ele encarou Edivaldo depois de se levantar, o próprio encarou de volta Flash Sentry, como se não estivesse nem um pouco incomodado com o evento.
Flash: Uau... que percepção.
Disse impressionado. Edivaldo encarou o edifício caído em meio à poeira levantada de sua queda.
Alain Dreamer, Riku, Arc e os demais do Comando Sul se aproximaram, tentando afastar os líderes das demais nações.
Alain Dreamer: Cuidado!
Os chamou atenção, cercando o local e separando as vítimas dos intactos.
Twilight e Neighsay haviam pisado no local. Os governantes lhes deram licença e ambos passaram, eles haviam assistido tudo de fora. Neighsay encarou sem entender e viu Thorax saindo do meio da fumaça com Ocellus. Twilight olhou preocupada e se desesperou.
Twi: Flash Sentry! O meu noivo!
Ela se lançou para frente com desespero, Night Shade a segurou.
Shade: Espera, não sabemos o que causou isso!
Ela a chamou atenção. Neighsay assistiu a ambos saírem da fumaça e chegarem até os demais governantes.
Neighsay: E o que aconteceu!?
Thorax: Ocellus...
Ele a encarou irritado. Neighsay ligou os pontos antes que Twilight pudesse perguntar qualquer coisa.
Neighsay: Como se atreve!? Este é um ato de agressão contra os pôneis, assim como ao sistema de ensino equestriano!
Ele falou irritado e com autoridade para o morfantes. Neighsay observou melhor e viu a criatura morfante insectoide morta. Twilight se aproximou.
Twi: Thorax, o que aconteceu?
Ela perguntou irritada.
Thorax: A Ocellus me disse que matou aula, quando uma das cavalarias acabou saindo de controle, ela tentou impedir e... isso acabou causando um desastre.
Ocellus se escondeu atrás dele, com vergonha.
Twi: Bem, está claro que alguns alunos se empolgaram demais!
Ela explicou ao grão-mestre. Neighsay arregalou os olhos.
Neighsay: Eles são alunos???
Ele ergueu uma sombrancelha, extremamente desdenhosa, para ela. Ele se virou de frente para ela, a olhando de cima para baixo.
Twi: Bom... sim...
Ela não soube aonde ele quis chegar.
Neighsay: Deixou claro que estava abrindo a escola para ajudar a proteger Equestria.
Afirmou, andando ao redor dela.
Twi: Sim...
Ela disse, confusa.
Neighsay: Para ajudar a defender o sistema de ensino e as futuras gerações, para conscientizar a população equestriana sobre os males externos!
Ele apontou.
Twi: Sim...
Disse sem entender, olhando para os governantes.
Neighsay: Para estabelecer uma ponte entre os sistemas de poder e facilitar a comunicação entre as nações!
Twi: Sim...
Ela disse fraquejando, como se tivesse fracassado.
Neighsay: E isso inclui fazê-los se adaptar aos costumes e cultura de Equestria, não deixando isto acontecer.
Ele apontou para a cena. Twilight pensou e se irritou.
Twi: Minha escola. Todos a trabalharmos juntos. Usando como base a Magia da Amizade.
Ela afirmou com toda sua convicção.
Twi: Isso foi um acidente.
Esclareceu, procurando manter a calma.
Neighsay: E isso recai sobre a forma como eles controlam seus impulsos ou suas bestas implacáveis?
Apontou para a fera morta no meio da construção.
Neighsay: É preciso haver controle nisso, o conhecimento não pode ser compartilhado de cascos abertos às demais nações sem a devida cautela!
Os governantes ouviram a discussão, todos eles, sem excessão.
Twi: A Magia da Amizade é uma ciência em crescimento! Ela é muito nova ainda, não tem como encaixar tudo isso em um sistema tão abrangente e complexo como o seu. Eu só tentei fazer com que todos seguissem o mesmo-
Ela se explicou, desabafando todo seu estresse e como foi árduo fazer isso em tão pouco tempo. Ele se aproximou.
Neighsay: Então está afirmando que o seu trabalho FRACASSOU em adaptar a Magia da Amizade ao sistema da AEE, e ainda atender as demandas de ensino e customização às demais nações estrangeiras?
Ele perguntou diretamente a ela, uma pergunta que para ela foi como um tiro direto no coração.
Twi: E-Eu...
Ela pensou, não tinha como fugir, era fato, seus alunos já estavam reclamando faziam semanas do sistema de ensino, ela pressionou todos, até suas amigas e cometeram um acidente.
Twi: Chanceler Neighsay, me dê uma chance.
Ela implorou. Neighsay sorriu com cinismo para ela e ergueu seu queixo, a olhando para baixo com superioridade. Twilight abaixou a cabeça, olhando entristecida para os lados, evitando que os líderes a vessem naquele estado de fracasso.
Rei Scorpan: Ora...
Ele contestou e se aproximou.
Rei Scorpan: Em mais de um milênio fora, eu nunca achei que os pôneis seriam capazes de tamanho sacrilégio!
Ele protestou contra Neighsay de longe.
Neighsay: Então talvez, o Sr. Scorpan, devesse voltar.
Ele argumentou de volta, teleportando uma prancheta e caneta.
Neighsay: Esta escola está reprovada. Se quiser protestar ou contestar sobre essa tentativa de oportunidade para tornar as fronteiras deste país com os demais abertas, então faça o seguinte: Retorne para sua raça, e em sua terra, e com suas mãos, forje um acordo político entre nações.
Ele garimbou como “REPROVADA” na folha, colocando bem grande para Twilight Sparkle ver.
Ember: Ei, eu também protesto, não pode ser assim!
Ela deu um passo afrente.
Neighsay: Eu sou o Chanceler Neighsay, Reitor e Grão-Mestre, não um rei.
Afirmou com rigidez.
Neighsay: Se quiserem fazer isso, reclamem com a Princesa Celestia! Esta escola ainda estava sobre a supervisão do sistema da AEE e ela foi rejeitada.
Afirmou em alto e bom som para todos. Eles não poderiam interferir no julgamento dele, era o trabalho da vida de Neighsay. O próprio se aproximou da escola e pressionou seu medalhão, que lançou uma dúplice de corrente mágica ao seu chifre e o fez lançar um feitiço que selou a escola em uma corrente mágica azulada. Flash e Edivaldo viram e se afastaram da magia acontecendo.
Neighsay: Fechada.
Disse para Twilight, de forma fria e bem calma, encarando ela com um sorriso que lhe trazia muita satisfação, o de ver uma das princesas finalmente sendo arruinada pelos seus próprios cascos.
— CONTINUA...
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