The Memories Of A Lost Girl
50 Why are you here?
Notas iniciais
Le terceira pessoa narrando
Luna andava pelos campos do terreno de Hogwarts. Não tinha destino em mente, só queria pensar sozinha. Com Julieta não dando um tempo falando que ela tinha que falar com Ronald, ela só tinha uma opção: fugir.
— Eu não vou falar com aquele filho da puta. – Murmurou ela para si. – Ele tem que falar comigo se gosta de mim. – Ela mesma estava incerta sobre sua afirmação. – Ótimo, agora pareço uma idiota falando sozinha. Foda-se.
Quando mais ela pensava, mas se confundia, mas se perguntava sobre o que ela decidiu quando estava em casa.
“Eu sou Luna Harvelle. Não posso ter medo do que vai acontecer.”
Será mesmo?
Ela odiava ser esnobada, e principalmente ignorada. E se acontecesse isso com aquele garoto?
“Ótimo” pensava ela, “que se foda, eu vou esquecer esse filho da mãe”.
Como sempre, as coisas que a gente planeja NUNCA acontece.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Le Luna narra.
Depois de um tempo andando, cheguei à orla da floresta proibida. Eu só tinha entrado lá uma vez, mas não foi sozinha, mas estava tão irritada que pularia de um penhasco.
Quando lá entrei, pensei que se descobrissem eu levaria uma detenção.
— Mais uma ou menos uma não vai fazer diferença alguma. – Pensei e revirei os olhos. Era simplesmente a verdade.
Entrei, então, na floresta. Era bonita. Eu não entendia porque privavam os alunos disso, ai me lembrei que lá habitavam certas criaturas indesejáveis para alguns alunos. Deitei-me no chão, observando o céu. Eu não notaria se algo chegasse até mim Não notei que alguém tinha me seguido até lá.
- Luna? – Disse uma voz conhecida nas sombras. – Levantei-me, desembainhando a espada. Era Ronald. Droga.
- Filho da puta, você me assustou. — Menti. Estava muito feliz em vê-lo.
- Desculpe... Eu vi você vindo pra cá... E achei... hum ... Perigoso. Eu lhe segui... Perdoe-me. – Ele respondeu, sorri sarcasticamente.
- Não foi nada. – Falei mais meiga que o comum. Logo, percebi que exagerei e falei firme. – Perdeu pontos comigo, infeliz. – Falei. Eu estava com os cabelos e roupas repletos de folhas.
— Me desculpe, eu não tive intenção.
Estava com tanta raiva que comecei a tirar as folhas das minhas roupas. Eu odiava ficar inapresentável. Ronald tirava as dos meus cabelos. Seu toque era tão bom.
Ele tocava apreensivo, acho porque tinha medo que eu o atacasse. Não dava para culpá-lo. Mas não deixava de ser gracioso.
- Desculpe se fui grossa, eu... Hãn... Estou nervosa.
- Por quê? – Normalmente, diria “NÃO É DA SUA CONTA”, mas com ele, essa Luna desaparecia.
- Nada.
- Pode me dizer.
- Não, nem é nada.
- Você não está bem. É claro que há algo. – Suspirei. Achava que não era tão óbvio.
- Ronald... Eu...
- Antes de você falar, eu preciso te contar.
- Fala logo, antes que eu mude de idéia. – Respondi, observando-o. Tudo que eu tinha decidido tudo que eu tinha pensado, eu esqueci. Eu ia falar. Mas antes ia escutá-lo.
- Sabe aquele dia em que nós nos encontramos? – Claro, como eu não ia lembrar.
Todas as lembranças vieram em minha mente.
Le terceira pessoa narrando
Luna andava pelos corredores apressada. Estava irritada e cansada. Julieta estava enlouquecendo ela e Harry.
Ela tinha várias caixas nos braços e falava consigo mesma irritada.
- Julieta me paga. Ela é louca, retardada, psicótica e...
BAM!
Sem que ela perceber, tinha topado com alguém. As caixas, por um milagre, caíram de lado.
- Que imbecil filho da puta me... – Ela parou no meio da frase. Luna viu na sua frente um garoto alto, ruivo, com olhos azuis vibrantes na sua frente.
- Me desculpe... – Ele conseguiu murmurar. Estava tão paralisado quanto Luna. Ela ainda tinha os olhos fixos nele.
- Não foi nada. – Luna finalmente disse.
- Desculpe novamente. Meu nome é Ronald. Sou da Grifinoria.
- Eu sou Luna Harvelle. Sou da Sonserina.
- Então, temos que ser inimigos. – Ele riu. "Um lindo sorriso”, pensou Luna, mas logo afastou esses pensamentos. É um filho da puta, me derrubou no chão.
- Não se você não quiser. Minha irmã também é da grifinória, digamos, eu não me dou bem com ela. Mas últimamente ela anda exageradamente insuportável... Nem o namorado dela consegue aturá-la – Ela começou a falar descontroladamente.
- Nossa, por quê? – Ele perguntou tentando parecer interessado.
- Organização de festas. – Disse Luna por fim. – Estava levando essas caixas para lá e...
- Quer ajuda?
- Ahn... – Ela pareceu pensar— Claro... – Ela sorriu.
E então, eles conversaram até chegar à sala precisa.
~LE LUNA NARRANDO
- Luna? – A voz de Ronald real e não o das minhas lembranças voltou a minha cabeça.
- Ahn? – Sai de meus devaneios, olhando-o novamente. — Ah, claro, continue.
- Desde aquele dia, eu... Eu... Não para de pensar em você. – Falou ele por mim.
- Sério? – Eu disse incrédula.
- Sim. O nosso encontro, a dança na festa, hãn... Tudo. Eu só não tomava coragem para te dizer por medo de ser... Rejeitado.
- Eu... Comigo também. – Eu disse de cabeça baixa.
- Então... – disse ele.
- Então... – Repeti, com um misto de nervosismo e apreensão.
Ele se aproximou. Vi seus pés, pois ainda estava de cabeça baixa. Ele pegou meu queixo e levantou meu rosto. Dava para ver claramente o que ia acontecer agora.
Seu beijo não foi surpresa pra mim.
Fale com o autor