Annie narra:

Chegamos na casa dos Williams e dava pra notar que Adam havia passado lá. Estava tudo destruído, mas era bem pior que na minha casa. Allynne organizou uma busca por pistas e lá fomos nós. Cada um com um cômodo. Eu fiquei com o quarto de Allynne. Encontrei lá mais bagunça. Mas não era uma bagunça normal, era como se alguém fosse lá procurando algo. Estava tudo revirado, a cama estava de cabeça para baixo, o guarda-roupa caído com as portas e gavetas abertas, vazias, pois tudo estava no chão. Eu me abaixei para ver embaixo do tapete, tinha um volume ali. Fui surpreendida por um grito. Era Allynne, eu vi a sombra de Delcroxs indo atrás dela. Eu ia ir também, mas meu corpo ficou sem reações, eu caí sentada no chão e tive uma visão estranha. Ótimo, eu era uma clarividente maluca agora. Vi coisas que meus olhos não acreditavam, eu vi a mim mesma. Com cabelo rosa? Ou era Elizabeth com crise rebeldia ou eu estava mesmo com cabelo rosa. Não tive tempo de pensar nisso, quando voltei a mim eu estava no pé da escada, indo socorrer Allynne.


Luna Narra:

Fui uma das únicas a subir ao segundo andar. Na verdade, apenas eu e Elizabeth subimos até o segundo andar. Adentrei a sala de músicas, sem medo algum. Lá não tinha nada pra ser muito destruido, mas estava. Havia um buraco no chão liso de madeira. O piano estava realmente destruido, várias teclas estavam ao chão e ele estava caido no chão. Bem diferente do outro, estava intacto. Os violões estavam despendurados e quase inteiramente quebrados nas paredes. O grande lustre estava prestes a cair, e os espelhos que ali haviam para que se pudesse dançar estavam quebrados. Aproximei-me deles, passando a mão, com cuidado, para ver se havia algo ali. E por sorte, não havia sinal de sangue. Algo havia sido jogado ali, algo pesado. Aqueles espelhos não eram qualquer espelho, não quebravam fácilmente.

Um som calmo e suave começou. Virei-me, assustada. O piano intacto estava tocando uma melodia pouco conhecida por mim, era como uma coisa bem clássica aos meus ouvidos. Meu pai... Tocava músicas mais animadas para nós, então eu não era acostumadas a músicas clássicas.

Foi ai que eu percebi que aquela parte da sala estava totalmente intacta... Exceto pelo buraco no chão. Aproximei-me lentamente dali. O buraco se localizava exatamente embaixo do piano, que ainda tocava aquela música. Meu coração estava acelerado, mas eu não estava totalmente com medo. Agachei-me, praticamente deitando no chão, e lentamente aproximei meus dedos do buraco. Senti algo gelado nelas, então, abaixei mais os dedos e peguei. O piano na hora caiu, por sorte não em cima de minha mão. Era um amoleto, mas eu não tive tempo de abri-lo, pois, um grito ensurdecedor tomou conta do cômodo. Eu o reconheci na hora e sai correndo porta abaixo, com Elizabeth logo atrás de mim.


Elizabeth Narra:


Eu tinha subido até o segundo andar com Luna. Iamos olhar todo aquele andar a procura de pistas. Nos separamos, então. Eu estava usando uma lanterna, já que magia não era pra mim, mas de vez em quando eu a usava. Eu fui para a biblioteca.

Não estava muito diferente do resto da casa. Estantes e mais estantes derrubadas, armários de vidro quebrados, janelas totalmente destruidas. A enorme biblioteca tinha livros chamuscados, rasgados e até mesmo picotadas pelo chão. O conjunto de bebidas de minha mãe estava totalmente espalhado no chão, algumas garrafas de bebidas alcólicas altamente proibido para nós estavam quebradas, outras vazias.

Apreciei a grande biblioteca por alguns momentos. Algumas estantes haviam caido em efeito de dominó. Parecia mais uma escada, na verdade, estava mesmo como uma escada, e foi quando eu vi. Algo azul brilhando no fim da "escada de estantes". Não sabia se era seguro, mas subi sem menor difículdade e peguei. Nesse instante, o teto caiu quase que em cima de mim, mas eu pulei pro lado, raspando minha perna direita. Parei um pouco para examinar o objeto azul e brilhante em minha mão. Era uma espécie de pedra preciosa, havia algo dentro e eu estava prestes a abrir quando um grito tomou conta de tudo, e eu sai correndo, pois, sabia que Allynne estava em perigo.


Gina narra:


Eu e Allynne iriamos olhar a parte de baixo da casa. Ela foi para a cozinha, enquanto eu fiquei com a sala de estar. A enorme sala de estar estava com sofás revirados. A mesa estava com duas pernas quebradas e as orquídeas jogadas no chão, com o vaso de cristal quebrado. O tapete estava todo manchado de algo que eu imaginei ser vinho. Várias almofadas estavam rasgadas, exceto uma. Estava sem corte algum, então resolvi olha-la.

Rasguei-a com minhas próprias unhas e senti um pedaço de pergaminho. Áspero, mas não pude examiná-lo. Allynne deu um berro, e eu corri para ajuda-la, porém...

Mas eu ouvi um grito, e sai correndo até a cozinha. Era Ally.


Draco narra:

Eu fui até o terceiro andar, somente a garota de cabelos azuis foi também. Lá era escuro, até mesmo de dia, e só duas portas. Uma, levava ao quarto de hóspedes, já outra... Eu jamais havia entrado para saber, e acho que nem queria, por isso fui até o quarto de hóspedes procurar pistas.

Ele, certamente, não estava tão destruido. As portas do guarda roupa estavam penduradas, e a cama estava toda revirada. Além disso, tudo estava praticamente intacto. O criado mudo, o chão, as janelas, a pequena cômoda... Já o banheiro de lá estava bem diferente. Estava todo encharcado, a banheira encharcada de água. Dentro uma caixinha boiava, desconfiei, mas peguei a caixinha e abri. Deu tempo apenas de ler "filhas dos três", pois um grito invadiu tudo, e eu desci escada abaixo correndo.

Anna narra:


Eu subi até o ultimo andar, o terceiro. Draco também foi, mas esse filho de uma mãe medroso fez com que eu fosse para o quarto desconhecido. Abri a porta lentamente e fui recebida por uma nuvem de morcegos.

Imaginem o susto que levei, mas não desisti. Entrei mesmo assim, caminhando devagar e com a varinha erguida, iluminando vagamente a sala, mas não tanto como se as luzes estivessem ligadas. O chão estava repleto de coisas, e eu nem quis saber o que eram.

Tropecei, quase caindo no chão, mas me equilibrando com o pé esquerdo. Olhei o chão. Uma enorme cratera estava formada ali, o que me deixou confusa. Virei-me então para a frente e dei de cara com uma caveira. Andei alguns passos para trás, respirei fundo e continuei, até chegar em uma prateleira.

Vários potes estavam ali, conteúdos desconhecidos por mim, pareciam coisas mortas guardadas, o que me fez achar aquilo mais sinistro e assustador.

Ao lado da prateleira, estava uma mesa cheia de livros abertos, cadernos e enciclopédias. Um caderno empoeirado me chamou atenção, então eu o abri com cuidado.

A poeira fez com que eu espirasse, mas ignorei esse fato. Passei a folhear o caderno, que estava em branco. Lembrei-me de uma coisa bem engraçada chamada tinta invisivel, então, bati a varinha duas vezes sobre as folhas e tudo passou a aparecer. Contas e mais contas, anotações... Tinha até latim ali, e eu não entendi o que estava escrito.

Continuei folheando tudo, sem entender nada. Era tudo meio confuso, até que eu achei um pedaço de pergaminho. Estava escrito em grego, não consegui ler tudo. As aulas de grego que nosso pai nos dava ajudaram, mas...

Um grito cortou a sala. Ecooando pelos cantos, fazendo-me ficar assustada. Virei-me, para sair correndo, porém, cai no buraco, indo parar no chão do segundo andar. Minha cabeça dóia, então, eu apenas me levantei, e, cambaleando, corri até a cozinha.


Harry narra:
Eu subi até o sótão, para ver se achava algo.

Ele estava como sempre esteve, exceto pelo teto estar todo quebrado, e o chão cheio de coca-cola derramada. As almofadas confotáveis estavam rasgadas, assim como o lençol de linho branco também. Pelo buraco do teto, tava-se para observar as estrelas. Seria mais bonito se o céu não estivesse meio nublado. Lembrei-me de Julieta, sobre o que ela falaria. "Está tudo lindo, mas eu tenho que..." Tudo isso para inventar uma desculpa para não ficar observando as estrelas comigo. Esse era o jeito dela, de qualquer forma.

Algumas fotos estavam espalhadas pelo chão. Peguei alguma delas, para recolocá-las nas paredes, como sempre fora. Foi quando um desenho em um pergaminho chamou minha atenção. Quatro espadas desenhadas, eu reconhecia três. A primeira, a de Gina. Uma grande serpente dando algumas voltas pela lâmina. Já a de Allynne com aquelas chamas verdes, confusas. A terceira, quase cortara a minha cabeça quando Elizabeth fez-me convidar Julieta para um passeio... Cheia de voltas confusas escondendo algo dentro, e até hoje eu não sabia o que era. Já a quarta, eu não a reconhecia de lugar algum. Metade da lâmina tinha um dragão, e a outra metade, um leão. A lâmina era de prata, como eu pude perceber. Abaixo das espadas, algumas letras estavam escritas. Estava extremamente confuso. Estava descendo quando um grito ecoou por todo o terceiro andar, e um estrondo enorme logo abaixo também. Draco saiu correndo, e eu fui logo atrás dele.


Alinne narra:

Na minha opnião, eu fiquei com a parte mais sombria da casa. O teto. É. Quer dizer, a mais sombria era o jardim. Mas ali estava realmente assustador, e perigoso. Quando se está no teto de uma casa de quase quatro andares, você vai entender.

Haviam jóias ali, dentes — o que me fez ficar com nojo -, papéis, cartas... Pergaminhos. Pergaminhos, não. Um pergaminho dentro de um buraco no teto escondido por folhas de árvores. Fiquei curiosa, mas lembrei-me de armadilhas que existiam. Qualquer coisa... Eu poderia dar um pulo dali, não seria problema... Se eu tivesse asas, é claro, mas eu não tinha o dom de voar, não é? Poderia começar a chover naquele momento, seria uma boa, mas não. Tudo bem, se era pra morrer, que eu morresse sem curiosidade ou dúvida, pois talvez eu ficasse presa. Ok, estou exagerando...

Agaichei-me, pronta para pegar o pergaminho. O teto balançou, pronto para ceder. Certo, Alinne... Sabe, você sabe.... Você não deveria ter feito... Pensei comigo mesma. Eu havia feito tudo errado, eu não podia deixar tudo do jeito que estava, mas isso não importava agora. Estiquei minha mão e peguei o pergaminho, pronta para lê-lo, até que... Eu cai. Simplesmente cai de lá de cima, fazendo um grande baque na varanda de madeira. Eu devo ter quebrado uma costela, e feito um corte feio na sombrancelha, mas ignorei. Fiquei ali parada, até que um grito não muito longe foi espalhado pelo vento. Levantei-me, com dificuldade, e sai correndo ao encontro de Gina, que estava tentando abrir a porta da cozinha, sendo seguida por Frederich.


Frederich narra:
Eu não sei onde estava com a cabeça, mas escolhi o Jardim. Ele estava sombrio, mas Alinne estava sobre o teto, o que era mil vezes mais perigoso. Na grama eu encontrei desde flechas a espadas enferrujadas. Folhas eram o que mais tinha ali, mas não me importei.

Sentei-me no chão, vencido pelo cansaço. Era cansaço mental mesmo, não físico. Eu estava com a cabeça cheia, não conseguia me concentrar com nada.

Eu estava encarando a cara. Alinne agora tentava pegar algo em cima da casa, então, o teto pareceu se mexer. Fiz menção de me levantar, mas antes de qualquer coisa, ela pegou o que estava ali, e o observou por alguns segundos, até que caiu de lá de cima.

Eu corri para ajudá-la, mas antes de chegar até ela, um grito que eu poderia ter reconhecido de qualquer lugar, um grito da pessoa que eu mais amava naquele mundo, um grito da minha Allynne ecoou por todo o vale, fazendo-me esquecer de tudo e apenas querer ir lá socorre-la, e foi o que eu fiz.

Notas finais
Desculpa pela falta de criatividade =/