The Memories Of A Lost Girl
69 The End - Parte One
Notas iniciais
Liz e Annie arrumavam as malas.
Perdida em pensamentos, Annie não sabia o que colocava na mala. Ela tinha matado Marianne, finalmente. Depois de anos de espera. Mas não foi tão prazeroso como ela esparava. Tinha sido... cansativo. Essa era a palavra.
Foram meses e meses de busca. Muitas lutas. Porém... a guerra ainda não tinha acabado. Adam ainda tinha que ter seu fim.
Liz também não estava concentrada. Seu corpo ainda estava muito cansado, mesmo depois da cura de Annie. Ela não sabia se teria pique para mas uma luta, se houvesse. Na verdade, ela sabia que o seu cansaço não era corporal, era na mente. Foram muitos acontecimentos nos últimos dias, ela estava com a cabeça cheia.
– Pronta? — Annie perguntou. As duas não tinham se falado tanto na última hora, e isso fez Liz se sobresaltar.
– Ah! — Ela respirou fundo — Hm... claro.
O sol saia preguiçosamente do horizonte quando as garotas entraram no quarto. Por um motivo desconhecido pra Annie, Liz se sentou no banco de atrás. "Talvez um cochilo", ela pensou, não dando muita importancia.
Ela pos a mão no volante e respirou fundo. Ligou a chave do carro.
Antes olhou para atrás para ver se Liz estava bem. A viagem ia começar.
Foi um trajeto tranquilo, com uma paisagem linda. Não que Annie ou Liz a tenham notado. Liz dormiu quase que a viagem inteira. Annie até pensou que a garota tinha sido raptada ou morta. Paranoia. Os dias foram tão cheios de mortes que Annie imagina coisas estupidas.
E pra completar, a imagem da Marianne morta não saia de sua mente. Será que seu pai ficaria orguhoso dela? Ou ficaria triste, por ela ter sido vingativa. Ela não sabia. Era o que mais a preocupava. Eles estavam mortos, sim. Mas a memória deles, o que pensaria da atitude dela?
A viagem, como eu já disse, foi tranquila, e a chegada também. Liz saiu lentamente do carro, como senão tivesse pressa do que ia fazer. Annie não. Saiu, tirou a sua mala e a sua mochila do porta malas e voou até a casa. Era como ela se lembrava.
A sala era grande, com um enorme sofá num canto, uma mesa de centro, e vários armários em volta. Nas paredes, quadros com fotos da família coloriam o espaço. Annie quase chorou ao ver aquilo. Já para Liz, não era nada a mais. Não tinha lembranças ali.
Liz foi direto para o andar de cima procurar um quarto para dormir, e Annie ainda foi explorar a casa. Ela passou pela cozinha, pela sala de jantar, até pelo banheiro da parte de baixo. Até que chegou no pátio.
Estava mal cuidado. A grama estava alta, flores murchavam e se desmanchavam. Havia ervas daninhas por toda parte. Annie lembrou que na época que sua mãe estava lá, o jardim era cuidado atensiosamente por ela. A garota derrubou uma lagrima ao lembrar que as flores ali existentes eram as preferidas da sua mãe.
Quando estava voltando para as portas do fundo, que dava de novo acesso a casa, a ruiva avistou seu velho balanço.
Ela realmente não tinha notado que na grande árvore ( se Annie não estivesse errada, era um carvalho ) do grande pátio, ou, como ela gostava de dizer, do grande jardim, ainda mantinha o balanço que ela brincava. Estava velho, enferrujado, mas era o mesmo balanço que a divertira tantas vezes. Seu pai... brincava com ela ali. A garota se forçou a não chorar.
Annie sentou-se no balanço, sem medo que ele caisse. Ele nunca iria cair. Seu pai tinha o feito. Perdeu-se em pensamentos ali... até que Liz lhe chamou.
– Annie! Eu... vou dormir. Amanhã temos um dia longo lembra? Temos que estar descansadas. — Annie assentiu. Estava muito cansada, as horas de viagem tinham sido longas.
Quando a garota chegou na cozinha, viu que Liz tinha achado comida e tinha deitado restos ali. Ela pegou e terminou de comer. Fora a preguiça que estava de fazer algo, ela tinha de dormir, o dia seguinte seria longo.
Annie acordou com a luz do sol no seu rosto. Ela tinha praticamente caido na sua antiga cama e desmaiado. Não se preocupou em fechar janelas ou algo do tipo.
A garota pegou um moleton de sua mochila e jogou em cima da roupa de vestia. Estava mais frio do que no dia seguinte. Ela desceu as escadas e viu Elizabeth com bolsas de comida.
– Você não acha que iriamos recepcionar uma pessoa no nosso humilde lar sem lanches certo? — Ela disse sarcasticamente. — Annie riu. A garota tirava bolinhas e guloseimas da bolsa.
– Eu só me pergunto... aonde você conseguiu dinheiro? — Annie perguntou abocanhando um bolinho.
– Sou uma bruxa lembra? — A garota riu. Estava mais leve, descansada. A noite de sono fizera bem a ela, Annie notou. — Tive que hm... improvisar.
– Roubar? — Annie perguntou rindo.
– Algo do tipo. — Liz respondeu, não querendo demorar no assunto. Annie riu. — Bom, você tem que se arrumar. Temos um plano, ou teremos que repassar? — Annie o sabia de cor, óbvio, mas ainda queria roubar alguns bolinhos, então, assentiu e ouviu Liz falar pela 39484395 vez o plano que as duas planejaram.
"Adam vai vir aqui pontualmente as 11, por isso quero você vestida. Enfim, você vai mentir, descaradamente Ann. Vai dizer que brigamos, que eu matei Marianne. Coisa que você devia ter feito. E que quer se aliar a ele. Depois inventa alguma coisa, fala que vai trazer biscoitos ou algo do tipo...". A partir daí, Annie não prestou mais atenção. Não era pelo bolinho ( que estava extremamente delicioso ) mas sim porque dali a 2 horas ela ia encontrar Adam. E dizer que queria se aliar a ele! Era um plano bom, ela sabia, mas envolvia muitos riscos. Adam não eram ingenuo, mas era metido o bastante para achar que as garotas não tentariam ataca-lo, pois tinha matado Allynne. E elas teriam medo. Mal ele sabia, mas Annie não tinha medo de morrer.
Annie terminou seu bolinho e subiu até o quarto. Ela sabia o que deveria vestir. Sim, concerteza Liz já teria arrumado a sua roupa na guarda roupa do armário. E ela acertou.
Liz era perfecionista, isso Annie sabia. Só se admirou quando viu um único cabide no guarda roupa. Lá estava um vestido cinza, simples. Passado, e se a garota não se enganava, engomado. Annie riu, sem saber a razão.
A ruiva foi pro banho, pois não queria sujar o vestido que Liz arrumara. Por pena talvez. Quando entrou na água seu corpo relaxou, pois a água estava quente. Ela não sabia a quanto tempo ela tomava um banho daquele jeito.
Durante o banho, avistou um resto de shampoo e jogou no seu cabelo. Ele ainda tinha folhas e coisas inimaginaveis que fez Annie pensar no quanto ele estava sujo. Ela nem tinha notado que ele estava da cor rosa. "AFRODITE!", ela esbravejou. Ela tinha sido boazinha de mais, ela pensou com raiva. A garota saiu do banho, irritada e principalmente com pena de vestir o vestido, mesmo de banho tomado. De qualquer jeito, Liz a obrigaria a vestir, então, ela o fez sozinha.
Quando se olhou no espelho que tinha do lado do pequeno guarda roupa, se sentiu ridicula. Liz entrou no quarto e quase riu de Annie.
– Você me paga! — Annie rosnou.
– Adam gosta de... coisas tradicionais. — Ela disse entre risos.
– Engraçadinha... — Annie se controlou para não xinga-lá. Apesar de tudo estavam no mesmo barco, afinal.
Ela penteou o cabelo para atrás, deixando a franja de lado. Estava com uma postura seria. Desceu as escadas... eram 10:40. Liz repassou o plano pra ela novamente, mas ela não escutou. Apenas esperou.
10:55. Adam era pontual. Extramamente pontual, Liz dizia. Ela tinha organizado uma mesa com bolos e doces que ela tinha "conseguido".
10:59. Liz já tinha se escondido e Annie foi para perto da porta.
11:00. O campanhia tocou. Annie abriu a porta e viu na sua frente do homem alto que tentou matar sua amiga. Ela ficou com raiva só de pensar naquilo, mas afastou o pensamento. Ele passou pela porta olhando em volta.
– Bonita casa. — Ele disse.
– Obrigada. — Annie respondeu. Ela apontou para a mesa e ele foi até la se sentar. — Sirva-se. — Ela disse.
– Oh, sim, claro. — Ele pegou uns dos bolinhos sem medo, como Liz previra. — Bom, vamos direto ao assunto. Porque me chamou aqui?
– Quero me aliar a você. — Ela disse com convicção e ele tentou não mostrar a sua surpresa. — Bom, não tenho nada a perder. É bom ganhar ás vezes e... — Annie tinha um discurso preparado mas frente a frente com Adam ela se perdeu. — Direto ao ponto... — Ela se sentou e fez cara de séria. — A filha da puta da Liz matou Marianne. ERA EU QUE DEVIAS TER FEITO ISSO. — Ela parou e respirou fundo, fingindo extresse. — Calma Annie... — Ela falou consigo mesma. — Estou com raiva, que devia mata-la. Quero me aliar a você. — Annie não sabia como era tão bom atriz. Adam tinha uma expressão convencida.
– Ótima escolha querida... mas aonde está Liz? — Ele perguntou tranquilamente.
– Bom... eu não sei. A filha da puta fugiu... — Elas não tinham planejado essa pergunta, então Annie improvisou.
– Claro e... — Para não responder outra pergunta, Annie levantou-se bruscamente da mesa.
– Oh! Esqueci do chá que eu fiz. — Ela saiu da sala rapidamente, antes que Adam pudesse impedi-la. Ela foi na bancada e pegou a bandeja perfeitamente preparada que Liz fizera.
A garota pegou no bolso do vestido um vidrinho verde e brilhante. No seu rótulo dizia-se: "Poção da verdade". Ela pos todo o liquído do vidrinho na xicara do lado direito.
Pegou a bandeja e foi equilibrando-a até a sala de estar.
– Não precisava Annie... — Adam foi logo dizendo.
– Eu sei que você aprecia coisas clássicas... — Annie respondeu.
– Ah, concerteza.
Ela pos a bandeja na mesa e entregou a xicara do lado direito a Adam. Ele não pestanejou.
– Que linda louça! — Ele disse após tomar um gole do chá. — Que chá maravilhoso! De que é?
– Limão. — Annie inventou. Ela sequer sabia como fazer um chá. Só se perguntava como Liz manteu o chá quente, ou melhor, fervendo. Mas ela sabia que aquilo não tinha importancia agora.
"Após tomar um gole, a pessoa fica grogue. Depois, começa a falar abertamente a verdade", dizia o rotulo da poção. Annie daria um sinal quando Liz poderia aparecer a agarrar Adam. O tempo que ele ficaria grogue seria perfeito.
– Então, você... simplismente se afastou das suas amiguinhas? — Adam falou para ver se agredia Annie, mas ela falou naturalmente. Mesmo que fazer aquilo doeria muito, ela era boa atriz.
– Todas idiotas, defenderam Elizabeth. — Foi curta e grossa. Adam se viu por satisfeito.
– Era tudo que eu precisava fazer. Então, bem vinda ao time. — Ele estendou a mão. Annie ficou sem reação, mas no mesmo instante ele caiu em cima do chá. Teria doido, pois o chá estava quente. Se ele estivesse acordado.
– LIZ, AGORA! — Annie fez o sinal e Liz logo apareceu com cordas. Ela amarrou Adam na cadeira que ele se sentava traquilamente antes. A garota levantou o rosto de Adam e deu um tapa de deixar marcas nas bochechas. Ele abriu os olhos meio zonzo.
– O que... — Annie já tinha dessarrumado o cabelo, antes escolvado todo certinho, para o que ela usava sempre, solto e descabelado.
– Tudo bem Adam, agora você vai ser bomzinho e vai falar aonde está a Lunny. — A ruiva falou com firmeza.
– Mas o que... — Liz deu outro tapa em Adam.
– AONDE ESTÁ A LUNNY ADAM? — Elizabeth gritou.
– Liz, ele ainda tá grogue. Ele vai falar a verdade, só se a porra dessa poção não ser vagabunda. — Annie falou.
– Lunny está...
– AONDE ELA ESTÁ BABACA! — Liz berrou.
– Liz! — Annie acalmou a garota e lembrou do relato da Julieta sobre aonde ela ficou quando Adam a raptou. O entrada do esconderijo era quase como o portal de Hogwarts.
– Adam... — Annie disse mais paciente do que Liz ( qualquer jeito que ela falasse seria mais paciente que Liz! ) — Como que se entra pela passagem do esconderijo? — Ele pensou.
– Bom... — Adam disse pensativo. Ele estava menos zonzo. — É óbvio. — Ele pensou... — Vocês tontas como sao pensariam em palavrinhas mágicas. — Liz rosnou e Anni a controlou novamente. — Não é tão simples. É uma mágia que eu inventei. Para completar o feitiço. Tristemente, eu não consegui bloquear a segunda passegem, pela qual sua amiguinha Julieta fugiu.
– Qual é a mágica? Feitiço, o que quer que seja? — Falou uma Annie controlada.
– Abre-te sazamo. — Ele falou.
– ELE SÓ PODE ESTAR BRINCANDO! — Falou Liz.
– Poção da verdade... ele não pode estar mentindo! — Annie disse quase rindo.
– Ok Adam... porque você escolheu essas palavras pro feitiço? — Liz disse entre risos.
– Porque... eu gostava de história. — Foi ai que as garotas cairam na gargalhadas, sendo observadas por um Adam confuso. A graça não acabou tão rápido.
Adam não entendia porque as garotas riam. Ele estava confuso. Só sabia que tinha de falar a verdade. Somente a verdade. A poção, afinal, funcionará.
Depois da crise de riso, nnie foi a primeira a se recompor.
– Ok, não foi... tão engraçado assim. — Do seu lado Liz tossiu e voltou a sua postura. Firme. — Ok.. bom, o que eu pergunto Liz? — A garota se pos na frente de Adam.
– Porque... você quer matar Allynne? — Ela tentou cuspir na cara do rapaz, só que foi puxada por Annie.
– Bom... porque Adam? — Annie disse.
– Allynne sempre foi o centro das atenções — ele tira expressão calma, talvez por causa do chá — ela sempre foi a menina prodigio, sempre. Era doloroso, nenhum feito meu se comparava a algum da Allynne. Eu quero vingança. — Annie não teve compaixão dele, claro.
– Você é um idiota. Vingança não é a melhor coisa pra resolver as coisas. — A garota disse com convicção.
– Você não é a melhor pessoa pra dizer isso, certo Annie? — Ela ficou paralisada, o que deu espaço para Liz falar diretamente com Adam.
– QUAL É O SEU CALCANHAR DE AQUILES? — Elizabeth gritou na cara de Adam, o que o deixou confuso. Annie recuperou a fala.
– O que... — Adam murmurrou.
– Qual seu ponto fraco Adam? — Annie disse friamente.
– A minha omoplata.
– SUA O QUE? — Liz perguntou. Ou gritou, entendam como quizerem.
– Omoplata, esse pequeno osso nas costas. Liz vire-se. — Ele pediu.
– NÃO! — Ela logo retrucou.
– LIZ, COLABORA! — Ann falou. A garota revirou os olhos e virou de costas. Com um pedaço do dedo amassado junto ao corpo, ele aponto para o pequeno osso nas costas de Liz.
– Ah, então... — A ruiva falou. A sua espada a chamava. Gritava: "Mate-o comigo". Mas ela não podia. Allynne tinha de fazer isso. — Ótimo, Liz, vamos... leva-lo lá para baixo.
– Ele não... vai fugir... bom, nós poderiamos... — Elizabeth começou a falar, mas Annie a cortou.
– Sem venenos, sem chutes, sem nada. Ally que tem que acabar com ele. — A garota se emburrou e Annie agarrou as costas de Adam, com espada em mãos. — Se você fizer uma graçinha... — Ela o cutucou com a espada.
– Você realmente acha que eu faria algo? — Ele falou intristecido. Adam sabia ficar triste?
Liz foi na frente de Annie e Adam, como se os tivesse escoltando. O caminho até as escadas do porão era longo, pois a casa era uma grande mansão. Me perdoem, mas eu não vou descreve-la por completo, somente a parte necessária. Enfim, quando chegaram no porão, encontraram um lugar imundo. Perfeito para um calabouço.
– Eu vou ficar aqui? — Adam fez cara de nojo.
– Você não é melhor que os bichos que estão aqui, seu imundo. — Disse Liz na defensiva.
– Essa doeu. — Annie deu risada. As garotas, que tiveram um grande trabalho de amarrar e desamarrar Adam da outra cadeira, tiveram o mesmo trabalho amarrando-no em uma cadeira velha e suja no porão.
– Tenhos MESMO que ficar aqui? — Adam disse olhando em volta.
– Você quer MESMO que eu repita que você não é pior? — Liz disse já sem paciencia. Adam apenas abaixou a cabeça. Annie pensou que poderia ser para dormir, algo do tipo.
– A poção não vai deixar ele tonto assim por muito tempo, seja rápida Liz. — Ann disse quase que sussurando.
– Dê mais uma dose para ele, nós temos que garantir que ele vai ficar assim até Ally chegar.
– OK... vai logo! — Assim que Annie disse, a garota saiu porta a dentro. — Então... Adam...
– Eu... — Ele falou. Annie pegou a outra dose que tinha no bolso e forçou Adam a tomar. — TEM GOSTO DE FRUTA! — Ele exclamou. Annie revirou os olhos.
– Acho que eu dei muito... ah, foda-se. — Ela andou pela prisão improvisada e olhou as caixas nas prateleiras. Claro, sem baixar a guarda e sempre olhando os movimentos de Adam.
A garota avistou uma caixa que chamou a sua atenção. Nela estava escrito: "Fotos das reuniões de família". A frase estava escrita com batom rosa.
– Deve ser hm... interessante. — Annie pensou para seus botões. Ela pegou a caixa, meio leve.
Do outro lado do porão havia uma cadeira, ela foi até la, carregando o caixote, e se sentou. Daquela cadeira ela tinha visão privilegiada de Adam. Annie colocou a caixa sobre o colo e começou a revirar as fotos.
Eram, sobretudo, antigas. Algumas amareladas. Mas dava pra ver o conteúdo. Fotos... da familia. De Annie bebe. Incrivelmente todas reunidas ali.
Os olhos da ruiva marejaram.
Como Adam estava bem ali do lado, a garota não chorou, apenas manteve a compostura.
Tinha muitas fotos. De Annie pequena. Dela e de seu pai abraçados (nesse momento, vendo essa foto, que Annie quase chorou). De Annie treinando com a espada do seu pai.
Claro que tinha foto de suas irmãs. De Julieta tocando piano. De Luna matando um bicho indefeso com a sua nova espada. De Anna abraçada em Annie pequena. De Julieta ganhando seu primeiro arco... de muitas fotos de seu pai e sua mãe sorridentes.
– E Marianne destruiu tudo isso... — Annie falava consigo mesma. — Ela mereceu o fim que teve. — Ela tinha certeza quanto a última afirmação. Na frente dela, Adam resonava. Ele sabia que seu fim estava próximo.
Fale com o autor