The Mega Walking Dead

1 Capítulo 1.1 - Buckhead


Notas iniciais
Episódio narrado por Charlote.

“Parecia ser apenas mais um dia entediante na escola mais entediante da cidade de Atlanta. Amo meu lugar e isso eu não nego, mas preciso conhecer outros lugares, novas pessoas e consequentemente expandir meus horizontes. Todavia, o que parecia ser um dia como outro qualquer está para se transformar no pior dia da minha vida. A seguir narrarei este momento trágico e contarei, da maneira mais clara possível, como vim parar aqui, dentro dessa magnífica tubulação de esgoto rodeada por mais de 20 andarilhos.”

Horas antes...

Buckhead, o melhor bairro para se viver na esplendorosa Atlanta. Moro aqui desde que nasci com meus pais e meu irmão caçula de 9 anos chamado Travis. Aliás, ainda não me apresentei de forma correta. As pessoas costumam me chamar de Charlote, apesar do nome ter sido dado pelos meus pais não curto nem um pouco.

Ao levantar ás 7 da manhã para ir ao colégio (atualmente estou no ultimo ano antes de entrar para a faculdade) o primeiro som que escuto não é um bom dia educado dos meus pais ou um latido tranquilo de um cachorro. O noticiário está ligado e todos estão assustados na sala e gritando de foma desesperada.

— Filha que bom que você já se levantou. Venha ver isso.

— Qual o problema mãe?

— Mais notícias de ataques de pessoas com aquele vírus que já está se espalhando.

— Os noticiários estão tentando abafar mas já são muitos casos. Filha, estamos com medo disso chegar aqui também, portanto, eu e sua mãe decidimos que você e seu irmão não vão hoje a escola.

— Não posso pai, tenho prova hoje. É a mais importante do semestre, se eu não for provavelmente serei reprovada.

— Você não entende Charlote, é caso de vida ou morte. Isso é muito perigoso.

— Vocês acham mesmo que isso pode chegar até aqui?

— Seu pai e eu vamos nos preparar para tudo, vamos comprar comida e estocar em casa.

— Como assim gente? Deixem de neurose.

— Não é neurose, mas vamos fazer assim, você vai hoje e faz a prova e volta imediatamente. É só o tempo da sua mãe e eu irmos no mercado com seu irmão fazer as compras. Ok?

— Tudo bem então, vou me arrumar, mas acho que vocês estão exagerando.

Ao sair de casa os vizinhos agiam de forma natural, apenas meus pais estavam tão desesperados a ponto de mudar todo mundo para o porão da nossa casa. Era tudo no mínimo muito estranho mas aceitei tudo sem refutar. De acordo com o combinado, fui para a sala de aula realizar a bendita prova enquanto meus pais faziam as compras. Tudo ia bem quando de repente uma movimentação estranha no pátio do colégio se inicia.

No supermercado

— Chris, estou preocupada com a Charlote no colégio.

— Calma Tânia, já está tudo no carrinho só falta passarmos no caixa e então passamos no colégio e pegamos nossa filha. Vai ficar tudo bem.

Uma televisão aleatória estava ligada no local e Travis mostra para os pais.

— Papai, Mamãe olhem só.

— Eu não acredito, isso é aqui perto.

— Chris olhe só, são pessoas atacando outras pessoas aqui perto.

— O vírus chegou em Atlanta.

De volta ao colégio

Uma funcionária da escola chegou na minha sala e fez com que todos parassem, imediatamente, de fazer a prova de química.

— Aquele vírus que estava se espalhando pelo mundo agora está aqui em nossa cidade. Pessoas infectadas estão atacando uma as outras no final da rua e um desses doentes entrou na escola e mordeu um de nossos alunos. Tudo no primeiro andar está um caos.

Nesse momento o pânico se instalou em todos na sala de aula. Um momento de gritaria misturado com correria se iniciou, tentei ligar para meus pais mas o sinal de celular tinha caído. Nesse momento comecei a correr também.

Todos iam correndo em direção ao térreo porém meu amigo, Klaus, me puxou e me disse que o térreo tinha sido tomado e muitos alunos já estavam infectados e consequentemente estavam infectando os outros.

—Está tudo tomado lá em baixo Charlote.

— Klaus o que vamos fazer? Eu não quero morrer.

— Vamos para o último andar, lá nos escondemos e esperamos resgate.

— Então vamos, rápido.

No caminho para o 5° e último andar vimos muito desespero, vi cenas que nunca vou esquecer como duas irmãs se jogando da janela e uma menina cortando os pulsos com um pedaço de espelho. Naquele momento eu só queria reencontrar meus pais. Chegando em nosso destino eu e Klaus nos deparamos com mais 4 pessoas que também estavam lá em cima.

— Olha só Mona, tem mais gente vindo para cá.

— Isso não é bom Derick vamos trancar essa escada e impedir que mais alunos cheguem aqui.

— Vocês estão malucos? Há pessoas lá em baixo precisando de ajuda, deixem a porta aberta.

— Seu nome é Klaus certo? Bom Klaus, o negócio é o seguinte, se deixarmos a porta aberta corremos o risco de não só deixarmos pessoas virem aqui como também aqueles infectados zumbis.

— Zumbis? Eles só estão doentes Derick.

— Não Klaus, nós estamos doentes. Eles viraram zumbis. E é por isso que estou trancando as escadas.

Éramos 6 no telhado do colégio. Eu e o Klaus, Mona e o Derick que trancaram as escadas e mais dois amigos, Noah e Liam. Não tínhamos outra opção a não ser esperar o resgate.

Enquanto isso…

Meus pais e meu irmão conseguem sair do supermercado e chegam em frente ao meu colégio. Tentam entrar, todavia, sem nenhum sucesso, pois tudo nos andares de baixo está tomado.

— Chris, a escola foi fechada e esta sendo mantida sob quarentena, a rua está um caos tudo foi tomado.

— Tânia, eu não vou embora daqui sem a nossa filha.

— Pai, mãe olhem la em cima, é a Charlote.

No momento em que eles me avistam no telhado, eles e outros pais desesperados que estavam na porta do colégio são cercados por cerca de 10 andarilhos, como a partir de agora, vou chamar os infectados.

Meus gritos no alto da escola eram inúteis, em nada eu podia ajudar as pessoas que eu mais amava. Em um ato de coragem e vendo que todos que foram cercados iam morrer, meu pai se joga na frente dos andarilhos e abre espaço para minha mãe e meu irmão fugirem.

— Vocês dois precisam fugir daqui agora, vou me jogar na frente deles e vocês correm. Eu amo vocês, salvem a Charlote.

— Não pai!!!!!

— Chris não, por favor.

Meu pai faz seu ato de bravura e se sacrifica na frente de sua família. Ele é em poucos segundos devorado pelos alunos contaminados. Fiquei paralisada ao ver meu pai morrer dessa forma tão perto de mim e eu não poder fazer nada. Em seguida, da mesma forma que eu, minha mãe não consegue se mover e é também atacada e devorada. Meu irmão consegue correr para dentro de um beco mas é perseguido por toda a horda de estudantes, mas da onde eu estou não tenho visão do beco.

Minha vista fica escura e então desmaio.

— Charlote, Charlote acorda.

— Klaus? Onde estamos?

— Ainda estamos no alto da escola. Você desmaiou por algumas horas.

— Horas? Diga que foi um sonho, diga que meus pais estão bem e vivos!

— Não, não foi, infelizmente.

Um sentimento de angústia e tristeza toma conta de mim e então começo a vomitar.

— Meu irmão, ele conseguiu se salvar?

— Não sei Charlote, ele foi para o beco e não voltou, apenas os andarilhos voltaram. Eu sinto muito.

— Não pode ser. (Começo a desatar em um choro profundo).

— Charlote eu sinto muito por sua família – Diz Derick – Mas, não é hora de chorar por eles, caso você não percebeu a rua está tomada pelos zumbis e os andares de baixo também. Estamos presos aqui em cima, prestes a morrer. Vamos passar a noite aqui em cima, correto Mona?

— Sim, vamos esperar o resgate pela manhã.

— Resgate? Vocês acham mesmo que virá algum resgate? Acabou gente, o mundo agora é assim e nós somos sobreviventes. Apenas os mais fortes irão conseguir viver a partir de agora. Não há mais tempo para choros e fraquezas. Vamos ter que aprender a viver por conta própria. — Diz Noah – Aqui tem algumas manilhas de esgoto, vamos passar a noite aqui dentro mesmo.

“E aqui estou eu, dentro dessas manilhas e cercada por cerca de 20 andarilhos. Então é assim que tudo acaba ou será esse apenas um início?”

Notas finais
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