The Mega Walking Dead

11 Capítulo 2.5 - Segredos


Notas iniciais
Narrador Personagem - Beardo

Buck estava escondido atrás da porta da cozinha e escutava a conversa entre o velho Drake e seu filho Joshua:

— E então, o que achou deles filho?

— Acho que podemos usar eles sim pai.

— Ótimo, achamos as pessoas ideias para pôr em prática nosso plano.

"Mas o que está acontecendo aqui? Usar? Plano? O que eles estão pensando? No que eles poderiam nos usar? Será que eles estão tentando nos trair ou algo do tipo?" — Pensa Buck.

Imediatamente Buck entra na cozinha e pega seu copo de água quebrando a conversa entre pai e filho.

— Buck? Você estava aí há muito tempo?

— Não Drake, acabei de chegar. Qual era o assunto?

Joshua não conseguia disfarçar muito bem o nervosismo diante da entrada de Buck na cozinha, pediu licença ao pai e saiu do lugar indo para seu quarto. Em seguida Drake tentou contornar a situação:

— Conversávamos sobre a saúde da Katiúcia, inclusive, ela já está bem melhor. Logo irá melhorar completamente.

— Que bom que ela tem reagido bem ao tratamento. O senhor é um excelente médico, temos muito a agradecer.

Buck sentia o clima estranho que pairava no ar e sabia que eles estavam escondendo algo, mas o que poderia ser?

Ao amanhecer todos já estavam famintos e então para não darmos tanta despesa ao Drake, cada um de nós assumiu alguma função na fazenda. Fui junto com o Travis e Joe no galinheiro coletar os ovos e alimentar as galinhas.

— Travis, preparado para uma sessão de aula de tiro comigo hoje?

— Eu gostaria muito Joe, mas acho que não vou poder.

— Por que?

— A Charlote me proibiu de manusear uma arma e até de falar com você.

— Como é que é?

— Isso mesmo. Me desculpa Joe.

— A Charlote não pode fazer isso cara. Estamos no meio de um apocalipse zumbi, aprender a atirar é primordial para sobreviver.

— Eu concordo com você Joe, mas a Charlote é muito cabeça dura.

— Travis, relaxa. Eu vou falar com sua irmã. Ela não pode fazer isso com você.

Ajudei Travis e Joe a terminar de pegar os ovos e matamos uma galinha a mando do velho Drake para prepararmos o almoço. Charlote a essa altura do campeonato ainda estava dormindo dentro da barraca e era a única que não estava ajudando em nada.

Ao terminar meus serviços fui até a casa principal e entrei no quarto de Katiúcia para vê-la.

— Katiúcia? Como você está se sentindo hoje?

— Oi Beardo. A cicatriz do tiro ainda dói bastante, mas estou me recuperando. É muito bom você vir aqui me visitar direto. Ficar aqui nesse quarto trancada e sozinha sabendo que todos estão lá fora ajudando me deixa mal.

— Relaxa, você não está em condições de fazer esforço e ainda não é a única que está "atoa".

— Está falando da Charlote né?

— Sim, ela só dorme e fica na barraca dando ordem. Não faz nada.

— Ela está assim desde a morte do Klaus nos campos do nosso antigo acampamento. Ela não está bem.

— Será que a morte dele transformou ela nisso, ou ele ocultava quem ela realmente era?

— Não faço a mínima, mas me conta o que mais está acontecendo lá fora.

Fiquei horas conversando com Katíúcia dentro do quarto. Por algum motivo a companhia dela me fazia bem e eu esquecia a loucura que estava acontecendo mundo afora. Em seguida, fui chamado para almoçar pois a galinha que matei estava pronta.

No almoço...

Drake com ajuda de seus três filhos, Joshua, Laura e Sandra arrumaram uma grande mesa no quintal da fazenda e puseram o almoço para cada um se servir. Derick e Mona trocavam olhares o tempo todo, mesmo tendo se sentado longe.

— Menina estou vendo isso aí. — Diz Helga.

— Está vendo o que Helga?

— Você e o Derick trocando olhares. Pode me contando tudo.

— Não tem nada para contar. Não aconteceu nada.

— Conta outra né Mona. Todo mundo aqui já sabe que rola um clima entre vocês dois.

— Claro que não gente. Vocês estão viajando.

Do outro lado da mesa Joe também repara a troca de olhares e questiona Dérick:

— Já rolou ou vai rolar Dérick?

— Rolar? O que? — Diz Dérick disfarçando sem graça.

— Ah para cara. Todo mundo aqui já sabe que existem 3 casais na fazenda. Eu e a Michele, você e a Mona e o Beardo junto com a Katiúcia.

Eu que estava do lado dos dois engasgo com a comida e começo a tossir. De fato sinto algo pela Katiúcia, mas será que realmente gosto dela?

Após o fim do almoço Buck estava longe e quieto sentado no balanço perto da floresta e vendo o amigo desse jeito Joe decide intervir:

— Buck, está tudo bem? Você anda meio quieto e estranho.

— Está sim. Só estou preocupado com umas paradas aí e fico um pouco pensativo, mas nada demais. Pode ficar tranquilo.

— Saiba que pode contar comigo para qualquer coisa né? Sou seu parceiro de guerra.

Buck não queria preocupar os amigos contando sobre a conversa estranha da noite anterior de Drake e Joshua e então decide guardar o segredo com ele.

Enquanto isso, Mona, Helga e Michele descansavam o almoço em baixo de uma árvore. O tempo estava perfeito, céu azul, brisa fresca e suave nas folhas da árvore. Dérick chega de surpresa e se senta com as meninas.

— Então irmã, vamos dar uma volta?

— Volta Helga? Quero não.

— Michele, Por favor. — Diz Helga piscando o olho, no intuito de deixar Dérick e Mona sozinhos.

— Ah claro, vamos dar uma volta sim.

As irmãs se retiram e Dérick puxa assunto:

— Aqui é muito legal né? A fazenda eu digo...

— Sim, seria perfeito se pudéssemos ficar aqui para sempre.

— Só faltava o Noah, Liam e Damião. Será que eles estão bem?

— Eles são safos, tenho certeza de que estão bem sim.

Dérick se aproxima de Mona e pega na mão da menina que começa a ficar vermelha.

— Dérick, o que você está fazendo?

— Nada, eu só tive vontade de pegar na sua mão. Algum problema?

— Não. Nenhum. — Diz Mona nervosa e começando a suar.

— Sua mão está suada Mona.

— Ai meu Deus, desculpa Dérick. Vou lá lavar.

Mona se levanta com vergonha e Dérick a puxa fazendo-a cair sobre ele. Seus rostos ficam próximos um do outro e eles passam a sentir a respiração ofegante alheia, em seguida eles chegam mais perto e o tão esperado primeiro beijo do casal acontece.

Do outro lado da fazenda Joe e Michele se encontram e conversam:

— Oi amor, você não disse que ia ficar lá em baixo da árvore?

— Sim, mas tive que sair para não segurar vela da Mona.

— Nossa. — Diz Joe rindo. — Michele, estou indo falar com a Charlote. Você acredita que ela proibiu o Travis de ter aulas de tiro comigo?

— Como assim? Que absurdo. Ela está passando dos limites.

— Concordo com você. Já está na hora de alguém dar um basta nela. Estou indo na barraca dela agora.

Joe entra na barraca de Charlote e a chama para uma conversa:

— Já até sei do que se trata. Digo e repito, não quero meu irmão tendo aulas de tiro com você.

— Charlote acorda, estamos em um apocalipse zumbi. Essa fazenda perfeitinha pode ser invadida a qualquer momento. Precisamos nos defender. Travis precisa aprender a atirar.

— Ele só tem 10 anos. E essa fazenda é extremamente segura. Joe, não queira comprar briga comigo.

— A fazenda é segura porque tem gente como eu defendendo pessoas acomodadas como você.

— Como é que é? Com quem você pensa que está falando?

Nesse momento um carro chega no portão da fazenda do velho Drake e dentro dele saem 3 velhos barbudos parecidos com Drake. Eram Sok, Olly e Martin.

Todos que estavam no quintal e dentro da casa principal saem e ficam atentos no portão. O grupo de Sok pede para entrar, mas Drake não deixa e diz que não há nada ali para eles. Entretanto, Sok diz que um de seus prisioneiros fugiram e que se Drake achar é para ele o entregar. Todos nós estranhamos, pois o cara possui um prisioneiro, como pode o Drake compactuar com isso?

Drake diz que não sabia de nenhum fugitivo e caso alguém aparecesse não iria entregar. Sok diz para ele ficar esperto e em seguida entra no carro junto com Martin e Olly e vão embora.

— Quem eram eles? — Diz Buck.

— Eles são uns fazendeiros agricultores que moram aqui perto. Adoram arranjar problemas. — Diz Drake.

— Eles possuem prisioneiros? — Diz Dérick.

— Eu não sei e nem quero saber das atividades deles. Esqueçam eles.

Todos acham a situação muito estranha, Drake estava nervoso, mas em seguida nós voltamos á nossas atividades normais.

Mais a noite...

Buck não confiava no discurso de Drake, ainda a mais pela estranha conversa que ouvira na noite anterior. Ele decide vigiar o velho e o segue a noite pela fazenda.

Drake segue a pé até a fronteira de sua fazenda com a floresta e se encontra com Sok.

— Que ideia louca foi essa de aparecer aqui no meio do dia Sok?

— O meu prisioneiro fugiu, preciso achar o Damião, Drake.

— Damião? É o amigo desse pessoal que está acampado na minha fazenda.

— Sim, eles tem muito mantimentos dentro de um trailer. Podemos ter tudo para nós.

— Pode deixar, caso eu encontre o rapaz, me encarregarei eu mesmo de matá-lo.

Buck ouve toda a conversa e fica excessivamente chocado.

Notas finais
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