The Mask - Mayhem
1 1 edição - Stanley Ipkis, o homem da máscara
Notas iniciais
AVISO: Este livro contém referências a drogas, uma linguagem forte, violência e humor negro.
Esta história é baseada na famosa banda desenhada criada por “Dark Horse Comics”, “The Mask”.
Capítulo 1 – Stanley Ipkiss, o homem da máscara.
Sky City, esta é uma das cidades com mais vandalismo de todos os E.U.A.
O ambiente nesta grande cidade de traficantes e criminosos são sempre uma confusão a nivel de tráfico, os traficantes aproveitam a agitação da população para ganhar o seu dinheiro. A policia tenta fazer o seu trabalho ao máximo mas é impossivel estar em tantos sitios ao mesmo tempo. Aquase ninguém se destingue da inocência e do crime.
1985
Perto de um porto, uma mulher pobre que vivia dependente da droga, caminhava perto do mar esverdeado daquela cidade perigosa. Olhava para o mar sujo, que parecia representar a sua vida. Estava tão arrependida com os seus errros, mas não podia voltar atrás, pensando nisto, ela fica nervosa e tira um cigarro da sua mala preta que teria roubado de uma loja sem ser apanhada.
-O que será de mim? – Ela suspira soprando o fumo que lhe entrara na boca.
Pensando na sua vida, ela volta a olhar para o mar. Não dava para ver nada. A cor esverdeada cobria qualquer tipo de objectos (as águas continham muito lixo). Mas ouve um tipo de verde que se diferenciou do resto daquelas águas sujas, um verde brilhante e quase impossivel de se notar.
-O que é aquilo? Talvez seja algo valioso… — Ela fica com um negócio de venda em mente. Se ela conseguisse arranjar dinheiro suficiente para uma clínica, conseguia melhorar a sua vida e voltar para a sua familia que tinha deixado devido aos seus problemas.
Aquele objecto misterioso aproxima-se do local de onde ela estava, então, a mulher abaixa-se e mete a sua mão no mar. Estava gelada! Ela sentia a sujidade imensa! Então, encontra o estranho artefacto. Era uma máscara…era verde e era uma daquelas máscaras Voodoo. Era muito misteriosa, mais o material era incomparavel com qualquer coisa que ela já vira antes. Então ela parte para a cidade em busca de algum vendedor que queira comprar a máscara para uma das suas vendas.
As estradas estavam com um tráfico imenso! Poucas pessoas andavam de bicicleta mas imensa gente andava a pé devido a haver tanto tráfico. Ouvia-se gritos de pessoas a reclamar dentro dos carros para os restantes avançarem, como: “Ó seu paneleiro! Avança!” “Levas um tiro que te viro!”. Era o caos total…Entre esta multidão, já occorriam assaltos de carteiristas à procura de dinheiro. A policia perdia-se na multidão e a justiça não era servida correctamente. Então dize-se que haviam “Assaltos por segundo”.
A mulher olhava em seu redor, era raro ela entrar na cidade ao pé de tanta gente. A mesma roupa que usara à três semanas começava a destinguir-se aos mais requintados que olhavam para ela com um ar de desprezo. A sociedade era muito pobre. “Será que vou encontrar alguém?” Ela perguntava-se sempre que via uma loja, até que viu um homem careca, era forte e usava umas roupas particulares de um vendedor. Estava atrás do seu balcão. A mulher reparou que haviam parteleiras com artefactos semelhantes à máscara que encontrara mas não dava para se comprar. Aquele artefacto que aquela mulher trazia, era sem dúvida, único. Aquele verde e brilhante objecto parecia ter olhos, que fixavam nela desde o momento em que a mulher o encontrou. Ela olha para cima, pensando “Será que não vou passar vergonhas?”, ganha coragem e entra na loja. Ao ouvir um sino a tocar quando a porta se abre, o vendedor olha para a senhora, mas não a despreza como o resto da população de Sky City.
-Boas tardes minha senhora, em que lhe posso ser útil? – O vendedor pergunta. Ele parecia ser um homem muito simpático, e reparou na máscara que ela trazia.
-Bem…eu encontrei esta máscara…e queria saber se isto tinha valor…
O homem estica o braço e pega no artefacto. A mulher tremia com medo de ser gozada pelas pessoas que se encontravam fora da loja.
-Se tem valor? Sim tem. Eu reconheço esta máscara como uma das máscaras das lendas africanas. É um excelente componente para uma boa colecção de artefactos históricos. Mas, queria vender-ma?
-Sim… — Ela começa a falar mais baixo – Eu tenho uns problemas e precisava de ir a uma clínica…a minha vida está arruinada, eu preciso mesmo de lhe vender esta máscara – Pequenas lágrimas apareciam no seu rosto.
-Descanse minha querida. Eu vou-lhe comprar a máscara – ele diz com um sorriso – Ela vale uns cinquenta dolares, que não é muito, porque não é das mais famosas, mas como eu disse, é um bom componente para uma colecção de artefactos históricos. Eu também percebo que você precisa de ajuda, por isso eu vou-lhe pagar a clínica e em troca você dá-me a máscara.
-De verdade? – O seu rosto sorri depois de tanto tempo com um ar deprimido.
-Sim. Eu arranjo-lhe uma consulta para amanhâ. Ok?
-Não sei como lhe hei-de agradecer! – Ela vira as costas e abre a porta – Obrigada, asério.
-De nada, fica bem.
Então ele coloca a máscara na estante que tinha muitos artefactos como espadas, mapas, livros de ouro…
Stanley Ipkiss, este homem de 23 anos passava uma vida muito dificil. Ele sempre fora gozado por outras pessoas da cidade como também assaltado. Ele era um homem com uma aparência de zangado mas inocente ao mesmo tempo. O seu cabelo era liso e tosco, tinha uns óculos escuros, usava um colete de tecido vermelho, uma camisa branca, uns jeans castanhos e uns sapatos pretos e antiquados. Ele namorava com uma mulher chamada Kathy, que ele adorava-a muito. Recentemente, ele e a sua comprometida tiveram uma discussão porque Stanley parecia ter um caso de dupla-personalidade; ele parece simpático e inocente como às vezes consegue ser um parvo e chatear-se por tudo e por nada. Kathy já estava farta deste problema e chateou-se a sério com ele.
Stanley estacionara o seu carro vermelho que lhe tinha custado muito, ao lado de uma loja. O seu carro brilhava como nenhum outro! Tinha orgulho em ter um carro como aquele. Ele procurava algo que agradasse a Kathy.
“O que é que eu sei sobre os gostos da Kathy?” Ele pensa para si mesmo “É isso!”
Ele entra na loja. Ao ouvir um sino a tocar com o abrir da porta, um vendedor (o mesmo que ajudara a mulher) põe os olhos no Stanley, com esperanças de ele querer comprar algo.
-Bons dias meu senhor…hei! Stanley!
-Olá Francis! Não te vejo há muito tempo. Onde tens estado?
-A tratar da loja – Ele responde com orgulho – comprei-a, e olha que o negócio está a correr bem!
-Olha, eu apercebi-me que tu estás a vender artefactos de colecção.
-Sim, estou. Estás interessado em alguma coisa? – Ele diz desviando-se para o Stanley poder olhar para os artefactos que estavam na estante.
-Bem…eu chatiei-me com a Kathy…e estou à procura de alguma coisa que a agrade. Eu sei que ela faz colecção destas coisas. Ela dá muita importância à sua colecção.
-Olha, vieste numa boa altura. Acabei de comprar um artefacto muito curioso – Ele aponta para a máscara de Voodoo.
-Isso?
-Sim. É uma máscara Voodoo. Foi criada em África. A lenda diz que há muitos anos atrás, a Africa era muito hierarquisada. Uma feiticeira fez uma máscara com o poder suficiente de vingar-se dos povos que os deixava de lado. Quando ela foi usada, houve caos total…toda a gente morreu…
Houve um breve silêncio. Ambos desatam-se a rir.
-Mas é claro que ninguém acredita! Ahah! Dou-te quarenta dolares por ela.
Stanley tira notas de dez dolares e dá ao vendedor Francis que estava com um sorriso na sua cara.
-Muito obrigado, volta sempre!
Stanley volta para o lado de fora da cidade. Fazia grande diferença! A loja estava arrumada e perfumada enquanto a própria cidade tinha um ar de lixeira e o trânsito imenso fazia os ouvidos de qualquer pessoa doer. Quando vai para entrar no seu carro, uma mota passa com grande velocidade contra uma poça de água que molha o seu carro bruscamente! Stanley fica muito chateado e diz a primeira coisa que lhe sai à cabeça sem pensar nas consequências:
-Seus merdas! Cuidado onde vocês andam!! – Ele vira-se para o seu carro, tirando um pano do seu bolso e limpando uma mancha que estava na porta – A culpa também é minha…eu não deveria de ter trazido o carro para esta parte da cidade.
E então, ele sente um arrepio. Algo áspero tocalhe no ombro. Quando se vira lentamente, vê que era o homem que conduzia a mota!
-Não sei se ouvi bem – Dizia um homem grande de cabelos longos, um casaco preto e uns jeans azuis, com umas luvas pretas e ásperas enquando ajustava o acento da sua mota com o pé – Mas parece-me que nos chamaste, “merdas”.
-Hum…ah…hu… — Stanley fica sem palavras. Depois de gaguejar umas quatro vezes, o resto do grupo aparece.
Eram das caras mais ameaçadoras que ele alguma vez viu. Estavam armados com pistolas nos seus bolsos, que tentavam estar escondidas o máximo possivel por causa da policia. O homem mais alto (o da mota) pega em Stanley com uma só mão, e com a outra dá-lhe com o seu grande punho mesmo na cara e este voa contra o capô do seu carro.
-É para aprenderes, seu falhado! Mais uma boca dessas, e cortamos-te a língua!
E ali estava novamente, o pobre desgraçado do Stanley Ipkiss deitado no chão enquanto os carros se desviavam dele e apitavam furiosamente. Depois de um quarto de hora deitado no chão, um carro de policia pára mesmo ao lado de Stanley.
-O senhor está bem? – Pergunta o policia.
E então ele acorda. Stanley não fazia a menor ideia de que ele esteve deitado naquele sítio durante, quase, vinte minutos! A sua cara estava dorida e doia-lhe bastante ao mover a sua boca.
-O que aconteceu?
Era a sua oportunidade! Ia contar tudo e aqueles bandidos iam parar à prisão. Mas pensou duas vezes, seria pior. Se ele fizesse queixa à policia, quando eles saíssem da prisão, iam logo perseguir o pobre Stanley até ele morrer. Então, ele decidiu ficar calado.
-ah…nada, nada. Eu estou bem.
-Tem a certeza?
-Sim. Apenas tive um pequeno acidente, não se preocupe – Ele mente limpando o seu fato.
Stanley entra no seu carro, que tinha o vidro do lado direito todo sujo, e começa com o seu caminho a casa. “Pelo menos ainda tenho o presente para a Kathy” ele pensa para si mesmo olhando para a cadeira detrás onde estava uma caixa com a máscara lá dentro.
Ele entra no apartamento da sua namorada e bate à sua porta.
-Quem é? – Ela pergunta.
-É o Stanley – Diz ele nervoso, agarrando a caixa pronto para lhe entregar.
A porta abre-se e a Kathy vira-lhe as costas. Stanley apercebe-se que ela ainda estava chateado com ele, Ipkiss fecha a porta, e vai ter com a Kathy.
-Kathy, olha, desculpa…eu tenho sido um parvo – ele começa-se a desculpar – Eu tenho um presente para ti.
-Um presente? Stanley, eu não vou por presentes…sou mais complexa que isso – A Kathy era uma jovem bonita de cabelos loiros e olhos castanhos que brilhavam com a luz –Mas…que presente é?
Stanley abre a caixa e mostra-lhe a máscara. Os olhos de Kathy brilham ainda mais do que o normal e fica com um sorriso enorme na cara.
-Stanley! És tão querido! Anda cá!
Kathy pega na mão de Stanley e os dois correm para uma sala com uma estante de vários artefactos. A sua colecção era o dobro dos artefactos que estavam à venda na loja do Francis.
-Fica perfeita aqui! – Exclama ela com alegria arrumando a máscara.
-Bem…se não gostas de mim, pelo menos gostas dos meus presentes…
-Oh, Stanley! Não seijas assim! – Eles os dois vão apra o quarto – Tu sabes que não é verdade isso que estás a dizer. Mas, ás vezes és tão complicado e pareces outra pessoa.
-Eu sei, querida…eu vou tentar melhorar, prometo – Diz ele agarrando-lhe pela cintura e levantando-a para cima sem se aperceber. Ela dá uma gargalhada.
-Agora, já me podes largar – Kathy sorri.
E os dois vão para a cama fazer amor.
6 da manhã.
Stanley acorda durante a noite com vontade de ir à casa de banho. A Kathy estava a dormir. Ele vai em direcção à casa de banho e a primeira ciosa que ele vê quando entra, era algo que não estava nada à espera…era a máscara…
-Ui! Fogo! Que susto! A Kathy deve ter posto isto para me assustar – Ele diz com um sentido de humor – Bem…ela vai ver o que é assustar.
Ele agarra na máscara que estava em cima da retrete e coloca-a. Desde o momento que o Stanley a colocou, ele sentiu-se estranho…a sua cabeça estava mais pesada e não se conseguia equilibrar muito bem…
-O que se passa? Estou-me a sentir com, ihihih, consegas! O que é que a Kathy pôs para aqui? Deve de estar mesmo a gozar comigo.
Ele olha para o lado (onde estava um espelho) e vê a coisa mais esquesita de sempre!! A sua cara estava totalmente transformada noutra( agora tinha uma cor verde)! A sua cabeça era maior, os seus dentes eram gigantescos e brancos e tinha uns olhos amarelados. O seu pijama mudara de cor e já não sentia nenhuma pisadura na cara.
-Bem…estou pronto para alguma acção… — Ele diz com um sorriso suspeito.
Numa garagem com a pintura das paredes fraca, ratos a andar pelo chão, mesas com madeira a descascar e com armas em cima, e três grandes motas; estava um dos gangs mais temidos de Sky City. Os mesmos que atacaram Stanley mais cedo. A sua conversa era impertinente, pois, eles falavam da pequena briga com Stanley na tarde passada.
-Viram a cara daquele tipo? – Dizia um deles com um grande sorriso na cara.
-Pois! Ahah – Todos se riam à força toda! Mal respiravam só de imaginar a cara de assustado do Stanley – É para aprender a ter respeito.
Eles limpam os seus olhos das lágrimas que se originaram depois de mais de meia hora de riso.
Alguém bate à porta.
-Quem é o sacana que está a encomodar-nos a estas horas? Eu mostro-lhe – Desafia o maior pegando numa pistola de 9mm.
Ele abre a porta preparando a sua arma mas o individuo entra rapidamente, não dando tempo ao rufia para o ameaçar de morte (que era o que ele normalmente faria numa situação como esta).
-Ei! Quem és tu?
Era um homem muito estranho. Usava um fato cor-de-rosa e tinha um cabelo liso e arranjado.
-Bem, olá meus amigos!
-Que palhaço é este? – Perguntavam-se o resto do gang que estavam sentados a olhar estranhamente para o homem.
-Bem, eu não me chamaria palhaço sem, um nariz… — O estranho individuo pega num nariz vermelho de palhaço que tira do seu bolso.
-Sabes que mais seu filho da mãe? Tu vais já saír antes que te arrebente com esses miolos! – Estava farto! Sem paciência, pega na sua pistola de calibre 9mm e aponta para a cabeça do estranho individuo.
-Gostas de armas de fogo ah? Bem, eu também tenho uma – Com os sues dedos, aperta o pequeno nariz de palhaço e grandes chamas são libertadas ,do objecto que aparentava um aspecto de desfarce, que queima completamente a cara do rúfia! De repente, a sua voz muda ficando com um tom de um desenho animado fora de controlo! Um total assassino psicopata!–Bem! Parece que já te fiz uma cirurgia plástica para essa cara horrorosa! He Hi hah!
O braço direito* do rúfia avança para o homem e olha para ele nos olhos.
-Fizeste um erro enorme…
O individuo pega no seu cabelo e tira-o suavemente…sangue sai pegado do que aparentava ser uma outra cara…era um disfarce! E quem estava por detrás daquele desfarce de tosco, era o Stanley Ipkiss! A sua cara verde, os seus grandes dentes brancos e brilhantes e os seus olhos avermelhados miravam agora para o grupo de rúfias e estes sentiam-se ameaçados!
-O que és tu?
-O teu pior pesadelo! Seus merdas!
-Ipkiss?! – Ele lembra-se daquele insulto! Ele sabia que era o Ipkiss que se estava a preparar uma vingança! Mas a sua aparência tinha mudado bastante! Como era possivel?
Com o seu nariz falso, ele queima o rúfia deixando-o totalmente deformado. O resto do grupo pega nas metralhadoras que estavam colocadas na mesa.
-Disparem!
*Tra ta ta ta ta* As metralhadoras disparavam com uma velocidade incrivel! O som era barulhento e havia uma imensa claridade devido ao fogo que estas largavam. Depois de quase um minuto a disparar, eles param para ver o estado de Stanley. Houve um breve silêncio. O grupo virava as suas costas com um ar de triunfante, especialmente o braço direito do rúfia que morrera alguns minutos atrás. Ele diz com um tom triunfante:
-Fica morto seu filho da…
“AHHHHHH!!!” Algo o empurra contra uma das motas com uma violência excessiva! Ele ainda estava vivo, com sangue a sair do seu corpo inteiro! A sua cara era assustadora e olhava violentamente para o rúfia.
-“Tu queres ver do que eu sou capaz?! Tu queres ver do que eu sou capaz?! – Ele repetia como um louco.
Stanley retira a metralhadora do rufia e aponta-a.
-Como é que isto funciona? – Ele gosa com a situação e fazendo-se que fez sem querer, aperta o gatilho disparando contra o gang inteiro – Bem…isto foi divertido… — O seu sorriso parecia ter sido retirado da personagem “Joker” da série de desenhos animados do Batman. Os seus olhos pareciam de um desenho animado maniaco e a sua cabeça de um crânio saliento e verde.
Ele sai da garagem que se encontrava cheia de sangue com uma cerveja na mão.
-Ahah, obrigado pela cerveja rapazes!
*braço direito — Companheiro/pessoa de confiança
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