The Marks of Your Wings

12 The beginning of the little hell


Notas iniciais
Oláá o/ Demorei muito? Desculpem u.u Bem mais um capitulo quentinho para vocês. Boa leitura.

Emma já tinha perdido as contas de quantas vezes acordara vendo micro demônios alados, mas dessa vez eles realmente pareciam micro demônios, verdes e com chifrinhos. O que era bem estranho, piscou algumas vezes e se martirizou pela tamanha idiotice de pular de costas para um corpo marcado, devia ter deixado a idiota morrer. Levou a mão até a coleira e a tocou de leve, se arrependendo logo em seguida disso, já que queimou seus dedos como da última vez.

–Ei.... não faça isso. –uma voz familiar falou baixinho enquanto esfregava de leve seus dedos doloridos. –Me perdoe Emma.

Virou a cabeça para ela e ouviu vários estalos no pescoço, reprimiu, ou tentou, uma careta de dor. Rosalyn segurava o choro, e só nessa hora Emma realmente soube o que era se assustar de verdade. Ela nunca chorava.

–Já encomendaram meu enterro? Porque com você assim.... devo estar morta. –sorriu de canto quando a amiga revirou os olhos para ela. –Peço desculpas também.

–Ela gosta de piadas? –perguntou o gêmeo 1 que Emma podia quase jurar ser o Andrew.

–Só nas horas inapropriadas certo? –perguntou Rose com um sorriso triste.

–É o meu charme.

O garoto se aproximou um pouco e entregou um copo para ela, com um liquido azulado e indicou para ela beber. Antes que pudesse fazê-lo viu a garota morena entrando na enfermaria e saltitando até ela gritando:

–Você acordou! Ficou tão feliz! Salvou minha vida! É a minha heroína.....

Antes que ela terminasse Emma se viu com as mãos no pescoço da garota a prendendo ao chão, pela velocidade que se moveu, sabia que tinha utilizado o sangue do anjo. Apertou o pescoço até que ela se engasgasse e viu pelo canto do olho o pai entrar na enfermaria com a Izzi e o Magnus.

–Eu vou arrancar fora a sua traqueia, com as minhas unhas, farei um brinco legal com ela e essa será a sua única veste para o velório queridinha. –sorriu sadicamente enquanto sentia o sangue quente da garota escorrer pelas unhas.

A garota gritou como uma puta no cio. Rose ficou parada e travada no lugar, incapaz de se mover, os gêmeos ainda tentavam entender como ela se movera tão rápido, o único que chegou até ela e a fez soltar a garota foi o Jace.

–Não faça isso, essa não é você...... Se bem que é.... Enfim. Só não faça. –ele a levou até a cama de novo e a sentou lá.

Emma arfava e sentia o anel a apertar de leve novamente, mas isso não a impediu de gritar:

–Você é uma vaca inútil, não existe ser mais inconsequente que você, por que não morre logo? Eim? Por sua culpa estou com uma merda de coleira no pescoço que não vai sair. E eu sei que não vai, já que sou bem fluente em línguas demoníacas. Algo que devia ter lido nos seus livros também sua idiota. –terminou a frase lançando uma adaga na garota, ou tentando já que seu pai a tomou.

–Pai! Você sempre me disse para me expressar mais, é o que eu estou fazendo.

–Não, está de cabeça quente, que tal se acalmar. –disse o loiro, olhando a parabatai da menina.

–Seu pai tem razão Emma, por favor.

–Não muda o fato que vou mata-la. –se rendendo, Emma acabou deitando e ficou encarando os visitantes da sala, enquanto Isabelle retirava a idiota da sala.

O bruxo se aproximou e avaliou os estragos, ao que tudo indicava a coleira tinha se fixado a Emma como um parasita, depois de prescrever um monte de poções e drogas para retardar o processo, Magnus se retirou, sempre resmungando algo como: “Nefilins e seus problemas”. Mais calma Emma foi capaz de ver o tamanho da burrice que quase fizera, e agradeceu e muito ao pai por tela parado. Após uma conversa com o pai, contando tudo que tinha acontecido lá, ficou sozinha na enfermaria com Rose e os gêmeos.

–Vem cá. –disse batendo a mão ao lado da cama, chamando a parabatai.

Rose se aproximou receosa e sentou-se ao lado da amiga, Emma só queria quebrar o clima tenso, desde que a magia da rainha de Seelie perdeu efeito, as duas pediam desculpas até pelo ar que respiravam. Rose ainda esfregava inconscientemente a runa parabatai as vezes, mas Emma preferiu ignorar isso, escorou a cabeça na altura da runa da parabatai e ficou quieta assim. Os gêmeos, sentados em cadeiras a frente da cama, contavam sobre suas aventuras em Idris, mas Emma mal ouvia, sentia-se fatigada ao extremo e não fazia ideia do porque, então ouvindo a voz doce do Andrew e com o contato direto com a parabatai acabou adormecendo de novo.

Quando Emma adormeceu, Rose deitou-a cuidadosamente na cama outra vez, cobrindo-a com o cobertor. Olhar a garota dormir fazia Rosalyn se perguntar se a Rainha das Fadas gostava de ver o sofrimento alheio. Agora ela entendia totalmente porque Jace não queria que Emma fosse com ela naquele lugar.
Rose manteve-se sentada à beira da cama de Emma, ainda havia um certo receio de deixá-la ali, mesmo com os garotos de olho. Um deles quebrou o silêncio.
– Então... Andrew e eu já contamos sobre nós. Por que não fala um pouco de vocês duas?
Rose olhou os gêmeos, que a encaravam como um adolescente típico olhasse um jogo novo ou quando uma criança assiste a um programa que lhe chame atenção.
– Bem... Sou mais ou menos um ano mais velha do que Emma. Já devem ter visto pelo modo que me comporto com ela, agora. Crescemos juntas, praticamente, já que nossos pais são amigos muito proximos.
– Não é de se espantar que vocês duas sejam proximas assim também.
– Não, não é. — Rosalyn sorriu de canto. Em circunstâncias normais, ela estaria totalmente nervosa, mas tendo companhia ali, ficava mais fácil. — Basicamente dá pra dizer que nossa amizade se firmou mesmo quando tínhamos aproximadamente 7 anos. Fazíamos tudo juntas. Brincávamos, íamos às aulas todas, frequentávamos os mesmos lugares... Praticamente, às vezes uma rara ocasião ou outra discutíamos por algo bobo, mas sempre reatávamos como se nada tivesse acontecido.
– O que não foi o caso dessa vez, eu imagino...
Ela olhou o gêmeo que comentou. Ainda achava que precisaria de um crachá para cada. Mas ela começava a saber diferenciá-los. Por exemplo, Marcus levava uma runa do poder angelical em seu antebraço, enquanto Andrew possuía a runa da força em seu pulso.
– Mas tem algo que sempre incomodou Emma, ainda mais depois de fazermos o juramento parabatai. Minha irmã mais nova, Gwenever. Ela vive pegando no pé de Emma, ela é muito ciumenta.
– Uma irmã mais nova? Não cheguei a conhecer essa ainda.
– Não vai demorar pra ela aparecer. A essa hora ela deve estar com minha mãe. Quando ela não está provocando Emma, ela está com minha mãe.
– Entendi. Então é bem capaz dela aparecer quando Emma acordar novamente.
– É bem capaz.
– E... Quanto à sua família? Sabemos que Emma não tem mais a mãe, soubemos da tragédia... Mas e você?
– Meu pai morreu há pouco tempo atrás também. Tanto que ficamos um tempo a sós no Instituto, apenas eu, minha irmã e Emma, pois minha mãe viajou para Idris para saber mais detalhes. Não era tão apegado a meu pai, pois quase não o via, mas mesmo assim, perder um pai nunca é fácil, e Emma me ajudou muito. Assim como fiz o possível e o impossível pra ajudar Emma quando perdeu a mãe.
– Entendo. E nas batalhas? Como se saem juntas?
– Somos tão sincronizadas que chega a ser assustador. Quando treinamos juntas uma contra a outra, é bem difícil de nos acertarmos. Contra os demônios, é quase uma batalha injusta, a menos que haja um demônio maior, então podemos considerar um empate.
– Nossa, nem se acha.
– Não me acho, me garanto. E sei que minha parabatai aqui concorda.
Os gêmeos riram, a risada era contagiante. O que consequentemente fez Rose sorrir também.
– Bem... Acho que irei à biblioteca, ver se encontro algo que possa ao menos dar uma pista de como tirar isso do pescoço de Emma. Alguém quer ir?
Os gêmeos se entreolharam, como se discutissem pelo olhar. Por fim, Marcus levantou-se.
– Eu vou. Duas cabeças pensam melhor do que uma, certo?
– Certo. — Rosalyn sorriu. Ela olhou Andrew. — Voltaremos em breve.
– Não se apressem.
Rosalyn e Marcus sairam, então, rumando para a biblioteca enorme.‏

Notas finais
E então? Comentarios por favor.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.