The Marks of Your Wings

1 The First Mark and the First Body‏


Notas iniciais
Sejam bem vindos o/
Eu e a Tia Rose estamos aqui em nossa humilde existência para compartilhar com vocês uma brincadeira nossa, uma fic que surgiu literalmente do nada.
Essa fic é dividida basicamente entre povs da Emma e da Rose.

Divirtam-se o

*pov Emma, depois Rose*

“Por meio desde, juro:

Serei a Espada de Raziel e a extensão do seu braço para combater o mal.

Serei o Cálice de Raziel e oferecerei meu sangue à nossa missão.

Serei o Espelho de Raziel; quando meus inimigos me virem, que enxerguem sua face na minha.

Por meio deste, prometo:

Servirei com a coragem dos anjos,

Servirei com a justiça dos anjos.

E servirei com a misericórdia dos anjos,”

Outubro de 2032 *

O salão dos acordos nunca mudava, entretanto, nos últimos dias ele parecia um pouco mais frio e escuro, faltavam poucas semanas para assinarem novamente os acordos e Emma só conseguia se perguntar se algo incomum iria acontecer nesse dia. Uma luz forte atingiu diretamente seus olhos e ela perdeu a concentração nos pensamentos, uns pequenos grupos de pessoas sorriam para ela no centro do salão, pode ver seus pais, a inquiridora, alguns irmãos do silencio e testemunhas do concelho, estava claro que essa não era a primeira cerimonia do dia.

-Ela vive. –Emma foi capaz de ver apenas o redemoinho de cabelos negros a envolverem em um abraço apertado antes de sorrir.

-Desculpe a demora Rose, acabei caindo no sono. –ela segurou no pescoço da outra e olhou os demais no salão.

As duas se aproximaram do grupo de caçadores, os Lightwoods e os Heroldales estavam mais próximos do centro da sala, sendo os pais das meninas era o lugar em que deveriam estar. Os irmãos do silencio e a inquiridora pediram para as duas se aproximarem e assim fizeram, se colocando logo abaixo da espada do anjo Raziel, no centro do salão.

- Estamos todos reunidos aqui hoje a pedido das duas crianças, para selar e efetivar uma união de irmãos. –começou a mulher envolta em uma capa cinza. –Estão certas em querer se tornar parabatais?

As duas garotas assentiram, apesar de terem apenas 14 anos, já tinham feito o pedido de se tornarem parabatais, cresceram juntas, treinaram e iriam sair para a primeira caçada juntas e se tornarem unidas pela runa era a única forma de Emma e Rosalyn não serem separadas, já que ela iria deixar Idris com os pais, a família Lightwood iria assumir novamente o controle do instituto de NY.

-Façam a runa no peito ou no braço uma da outra e recitem o juramento em nome do anjo. –disse o irmão do silencio.

Rose foi a primeira, já que ela era a mais velha, pegou sua estela, uma comprida varinha prateada repleta de runas e traçou de leve os finos e delicados traços da runa acima do decote da camiseta da amiga. Infelizmente, mesmo depois de anos de estudos nefilins até hoje nenhum encontrou uma forma menos dolorosa de fazer marcas, mas de todas, essa foi a que menos doeu para Emma. Depois de pronta a marca, foi a vez dela fazer os mesmos traços na Rose. Retirou sua estela negra como a noite e começou a traçar os riscos da pele da amiga, não demorou muito, mas foi o evento mais importante para as garotas até aquele dia. Logo depois uma virou para a outra e falaram juntas:

-Pelo nome do Anjo Raziel, de hoje até o fim juramos;

Onde fores, irei;

Onde morreres, morrerei, e lá serei enterrado:

Que o Anjo o faça por mim, e ainda mais,

Se qualquer coisa além da morte nos separar.

Nenhuma luz divina anormal desceu nada estranho aconteceu, mas as duas foram capazes de sentir uma corda fina as ligando, bem aonde a marca foi feita e essa corda foi envolvida por camadas e camadas de fios de ouro, fechando os olhos elas eras capazes de ver claramente tudo acontecendo.

Pela quinta vez essa semana Emma acordou se culpando pelo sonho parar em uma parte tão boa, ela queria ver mais, queria ficar presa ali, aos 14 anos quando ser uma caçadora de sombras era divertido e um sonho interessante. Depois que veio para Nova York com a Rose tudo que ela entendia como a caça e a manutenção dos acordos virou uma bagunça, sentia saudade de casa, dos pais, não reclamava de morar com os Lightwoods eles eram ótimos para ela, a tratavam como filha, mas às vezes só os pais podem ajudar.

Escutou batidas leves a porta e só essa hora reparou que nem ao menos tinha aberto os olhos ainda, sentou-se a beira da cama e se culpou por ter deixado as roupas da caçada da noite anterior espalhadas pelo canto do quarto, agora seu carpete estava manchado com sangue de demônio.

-Quem é? –sua voz saiu arrastada e domada pelo sono.

-Rose está te chamando no refeitório. –a voz fininha de criança preencheu o quarto e uma pontada no fundo da cabeça, trazia o aviso de uma futura enxaqueca.

-Já vou descer.

Assim que escutou os passinhos se afastarem no corredor, jogou-se de novo na cama com a promessa de apenas mais 5 minutos.

Naquela manhã, Rose acordara bem disposta, apesar do explícito cansaço da noite anterior, devido a uma caçada. Já estava no refeitório, porém, Emma estava atrasada. Mandara sua irmã mais nova buscá-la, e apesar de ir de cara fechada, ela foi. Mas quando a mesma retornara com o recado de "já vou descer" de Emma, claro que ela soube que teria que ir lá pessoalmente.

Amarrou os cabelos negros em um rabo de cavalo alto e subiu para o dormitório, indo ao quarto de Emma. Por pura educação bateu à porta antes de entrar, mas não esperou a resposta de sua parabatai. Entrou sem demora e dirigiu-se à janela enorme, abrindo as cortinas e deixando a luz entrar no quarto.

— Bom dia, flor do dia! Pode ir se levantando, que já está na hora, mocinha.

Ouviu-se apenas um resmungo dizendo "só mais uns minutinhos" enquanto via a garota esconder-se debaixo das cobertas. Rose sentou-se à beira da cama dela, cutucando-a e puxando o cobertor, mesmo contra a resistência da amiga.

— Ande logo, Emma. Vai se atrasar pro café.

— Está bem, está bem... Já vou levantar, Rose...

Rose saiu da cama e começou a juntar as roupas espalhadas de Emma no chão do quarto enquanto a mesma se levantava. Emma era um pouco menor e praticamente um ano mais nova que Rosalyn. Os cabelos loiros amassados pelo sono lhe caíam lisos em seus ombros, Emma pegou uma muda de roupas e seguiu para o banheiro para se arrumar, saindo de lá minutos depois, nova em folha.

Ambas desceram pro refeitório para tomar café antes de prosseguirem com as atividades diárias. De volta ao refeitório, ambas se serviram de um café reforçado e sentaram-se para comer.

— Estava sonhando novamente, não é, Emma?

— Inevitavelmente, sim.

Rose sorriu, porque já tinha uma ideia sobre o "tema" do sonho de sua amiga, pois também sonhara naquela noite. O dia em que fizeram o juramento parabatai diante de todos, um compromisso que duraria até o fim de suas vidas. Quando Rosalyn iria comentar mais algo, ela viu sua irmãzinha aproximar-se de novo, e claro que ela fechou a cara quando viu Emma. Gwen não tinha grande afeição por Emma, O mais puro ciúmes.

— Rosalyn... Precisam de vocês duas lá na biblioteca.

— Claro, Gwen. Nós já vamos, obrigada.

Cerca de 5 minutos depois, lá estavam elas na biblioteca. Receberam ordens para investigar um assassinato curioso entre os lycans, já que receberam um pedido de ajuda por parte dos lobos. Os mesmos fizeram questão de trazer seus mortos em macas até o instituto para que avaliassem.

Quando foram ver, havia uma escrita um tanto diferente nos corpos dos lobos mortos.

— A língua bruxa ancestral, purgatória. — Concluíram as meninas. Todos ali presentes na sala as olharam.

— Mas quem ou o que usaria isto? E o que está escrito? — Perguntou o alfa dos lobos. Ele parecia realmente apreensivo.

— É o que iremos investigar. — Disse Emma já transcrevendo as escritas em um papel.

Todos se entreolharam, mas assentiram, saindo e deixando que as meninas fizessem seu trabalho.

Notas finais
E então? *u*

O que acharam? Criticas sugestões, deixem reviews.