The Marauder's Map

17 Piores decisões!


— Sr. Potter o que aconteceu com ela?

Acredite essa era a pergunta que eu mais ouvia desde a hora em que eu entrei com Lily na Ala Hospitalar. Eu já tinha mentido para todos os professores. Merlin eu menti pro Dumbledore, de novo.

Quando finalmente consegui sair da Ala Hospitalar, vi Sirius com seu irmão no Hall de entrada, assim que me viu Regulus saiu de cara amarrada e Sirius me lançou um sorriso fraco.

— James por todos os santos e pelo amor que você tem a tudo, me perdoa – ele falou me segurando pelos ombros – Não queria ter machucado a Evans, eu sinto muito de verdade. Eu agi sem pensar.

— Tá tudo bem, a culpa não foi sua – falei – Eu deixei a situação fugir do meu controle. E realmente eu tô ate pensando em contar a verdade pra ela, pelo menos assim ela vai sossegar.

— Ah claro, conta tudo pra ela e a deixe descobrir que o Aluado é um lobisomem – disse Sirius – Ai aproveita e conta pro Ministério que nós somos animagos clandestinos.

— Mais Sirius...

— Não tem essa – ele falou fechando a cara – Ela não está preparada pra descobrir isso, se ela se arrisca indo pra Floresta por causa de um cervo imagine se descobrir de todos.

Eu ia responder, mas não tinha o que falar, ele estava certo. Lily se arriscava atoa, imagine o caos que nossas vidas se transformariam se ela soubesse de toda a verdade. Assenti e Sirius sorriu.

— Vamos subir – ele falou – O que foi que você disse aos professores?

— Que a encontrei estuporada no corredor das masmorras – respondi – Falei que ela e Remo estavam em patrulha e quando fui procurar por ele, a encontrei caída. Eles acreditaram pelo visto, e nem sei como a McGonagall não me xingou por eu estar fora da cama.

— Seu ato heroico causou compaixão nela – ele falou sorrindo – O Remo vai me odiar.

— Não se ele não souber de nada – falei – Não vou contar nada, ele já está preocupado demais.

— Verdade

— E além de tudo, ela vai ser minha esposa e não dele – falei rindo e Sirius gargalhou – Será que ele gosta dela?

— Uma vez ele disse que gostava, eu preferi nem contar pra você porque ele mesmo me implorou isso – respondeu Sirius e meio que eu me senti mal – depois ele me disse que tinha confundido as coisas, e que mesmo que fosse ele não arriscaria a competir com você.

— Se ele tivesse tentado, acho que ele teria ganhado – falei cabisbaixo – Ela me odeia, eu me esforcei demais e já faz seis anos, e até hoje o que eu ganho é xingos e desprezo.

— Para, até que eu estou vendo progresso – ele falou – Agora ela até suporta ficar sentada do seu lado.

Assim que chegamos ao salão comunal, fomos direto pro dormitório. Por sorte, quando chegamos Remo e os outros garotos já estavam dormindo. Tomei meu banho e fiquei deitado encarando o teto. Como eu podia ser tão imbecil em deixar a situação se descontrolar e chegar a esse ponto. Eu deixei a garota que eu amava se machucar, eu juro solenemente que ia resolver isso.

...

Estávamos sentados na mesa da Grifinória, tomando café. As meninas pareciam preocupadas e Remo tinha descoberto tudo hoje mais cedo no dormitório quando Marlene entrou gritando que Lily estava na Ala Hospitalar, então fui forçado a contar a verdade pra ele e por isso meu humor não estava dos melhores hoje.

— Gente a Lily tá vindo, olha – gritou Emmeline apontando para entrada. De relance vi uma cabeleira ruiva correndo em nossa direção sorrindo e quando se aproximou se sentou do meu lado.

— Bom dia pessoal – ela desejou e me encarou – Bom dia Potter.

— Dia – falei e senti o peso do olhar culposo de Remo em minha direção – Pessoal se não se importam eu vou indo, encontro vocês na sala de aula.

— James aconteceu alguma coisa? – perguntou Emmeline

— Não Emme tá tudo bem, eu acabei de tomar café e também estou com um pouco de dor de cabeça.- respondi – Até.

Fui diretamente para a sala de Feitiços, felizmente o professor Flitwick não tinha chegado ainda. Fiquei deitado de cabeça baixa pensando em o que eu faria. Instantes depois o professor entrou, e logo depois os alunos começaram a chegar.

A aula foi um saco, na verdade todas as aulas foram um saco. Parece que eu tirei essa segunda pra ser o meu pior dia, agora eu entendi o porque dizem que as segundas são difíceis, isso se dá porque as cagadas que você faz no final de semana vêm a tona.

Remo não trocou uma sequer silaba comigo o dia inteiro, e eu estava me mordendo por dentro. Aquilo era uma tortura! Sirius ainda estava ressentido pelo fato de ter estuporado a garota, e Pedro, bem digamos que ele não é alguém em que podemos contar.

Depois que as torturantes aulas e o almoço infernal passaram, fomos para o jantar. Que afinal continuava com o clima pesado! Lene e Dorcas tentavam nos divertir mais toda vez que eu falava algo Remo se contrapunha.

— Vocês dois brigaram? – perguntou Emmeline em um dos momentos. Lily me encarava e eu fiquei completamente constrangido.

— Boa noite pessoal, eu vou ir dormir – falei depois de ter dado umas três garfadas – Fico feliz que esteja bem Evans.

— Jay você mal comeu – disse Lene – Se estiver precisando de um abraço eu te ajudo.

— Obrigado, mas ainda estou com a cabeça doendo – falei

— Isso deve ser culpa – disse Remo e as meninas levaram ‘aparentemente’ na brincadeira.

— Ou os chifres querendo pular pra fora – brincou Sirius e todas riram.

— Até amanhã, e Sirius vá tirar suas pulgas – falei antes de me retirar

Quando estava subindo as escadarias ouvi passos rápidos vindo em minha direção, continuei andando e apertei o passo.

— Potter! – ecoou a voz de Lily pela escadaria – Precisamos conversar?

— Sobre? – falei parando e me virando para ela.

— Sobre o como eu fui parar a Ala Hospitalar? – ela falou

— Você sumiu, e eu fiquei preocupado – comecei minha mentira ensaiada, ou melhor, improvisada – Como eu era o único, a saber, de você fui atrás, e quando desci vi um cervo te arrastando pra fora da Floresta, eu e aproximei e quando ele se afastou eu trouxe você pro Castelo.

— Você o viu? Ele é...

— Lily eu o examinei, não tem nada demais nele – falei – É só um cervo.

— Como pode me dizer isso?– ela falou se colocando frente a frente comigo, me encarando e me olhando diretamente nós olhos.

— Eu sinto muito, sim ele é grande mas sabemos que existem animais com doenças que podem modificar suas características – falei me abaixando pra ficar olho no olho com ela – Ele é só um cervo, que vaga pela Floresta e se uniu com outros animais selvagens como ele.

— Alguém me atacou. Uma luz azul...

— Sim você foi estuporada – eu falei e ela arregalou os olhos – A Floresta não é um local seguro.

— Mas...

— Lily faça um favor pra si mesma, esqueça essa historia! – gritei e ela se assustou. Sim eu estava com raiva, eu estava ardendo em ódio, e se ela continuasse com isso ela descobriria toda a verdade, e eu não sei se ela a guardaria pra si, ou a espalharia. – Esqueça esse maldito cervo, ou eu mesmo vou lá e o caço. O salão da Sonserina ia adorar ter mais um animal empalhado.

— Você tinha dito que acreditava em mim...

— Eu acreditei, mas agora você está se colocando em risco Evans! – gritei novamente e o rosto dela ia ficando cada vez mais vermelho – Você é louca.

— Potter me responda uma coisa. – ela falou e se aproximou de mim, colocando suas mãos ao redor do meu rosto – Seus olhos... São castanho-esverdeados... Como?

— Acho que isso se chama genética – respondi e ela segurou o meu punho – Você sabe que isso é impossível né? – que merda! Porque ela tinha que ser inteligente? – Evans eu quero ir dormir.

— Não antes de você me contar a verdade. – ela gritou e ainda segurava o meu punho, tinha que arrumar uma desculpa. Pensa Potter, pensa! Já sei...

— A verdade é que eu não estou pouco me fudendo pra essa historia de cervo – falei e ela me soltou – Eu tentei ser gentil, e quando você me fez a proposta e disse que assim sairia comigo eu aproveitei a oportunidade.

— Você está mentindo.

— Não!

— Você dizia que gostava de mim. – ela gritou me empurrando. Eu sou queria entender de o porquê ela dizer gosto, na verdade eu a amo.

— Eu gosto mais do que adianta se você não se importa? – falei e ela ficou ainda mais vermelha – Lily, você é descontrolada, agressiva, furiosa e altamente irritável quando o assunto sou eu. Você acha que eu não sinto? Eu sou humano sabia?

— Eu sei disso, mas... – ela começou – Você procura isso. Me diz porque eu te daria uma chance se neste exato momento você está descontando sua raiva em mim?

— Desculpa! – falei me virando e dando continuidade ao meu caminho – Desviamos do assunto.

— Potter! – ela gritou novamente e veio correndo se colocando a minha frente mordendo os lábios a procura da palavra certa. E até nesse momento ela me deixava excitado – Eu... Você...

Não pude me controlar, e enquanto ela se afundava dentro só vocabulário eu só pude pensar em fazer uma coisa:

— Lily, só não grita – falei enquanto a segurei firme nos braços.

— O que você...

Não a deixei terminar a frase, no mesmo instante eu já tinha selado nossos lábios. Eu queria sentir o seu gosto, e provar pelo menos uma vez antes de morrer o beijo de Lily Evans. No começo ela não tentou fugir, ela continuou parada, imóvel enquanto eu desesperadamente tentava senti-la. Soltei seus braços e coloquei minhas mãos em seus cabelos. Quando me afastei do beijo pra tomar um ar, ela tinha sido sorrateira o bastante para me dar um lindo tapa na cara. Assim que o fez me empurrou e quando eu a olhei ela parecia furiosa;

— Eu odeio você! – ela disse lentamente – Eu tenho nojo de você!

Ela subiu as escadas correndo, e a julgar pela rapidez e as mãos no rosto, ela estava em prantos. Parabéns James, você é a pessoa mais idiota do mundo! Merece o premio de patético do ano.

Eu subi pro dormitório. peguei a capa e o mapa, e fugi para a Casa dos Gritos. Eu definitivamente precisava passar um tempo sozinho.