The Marauder's Map
26 Lua Cheia
Notas iniciais
— Almofadinhas não tem como você remarcar com seu tio? – perguntei enquanto andávamos em direção à sala de Herbologia.
— Ele disse que viria a tarde, espero que seja rápido – ele respondeu – Pontas, eu juro que assim que sair de perto dele eu corro até vocês.
— Está bem, mas eu só estou um pouco preocupado – falei – Remo ficou a semana todo meio irritado demais.
— Porque não pede a Lily pra te cobrir hoje? – ele falou
— Ela está começando a confiar em mim agora, se eu já andar pra trás em um dia ela vai ficar chateada – falei.
— Aff... Eu não suporto mais essa historia – ele falou bufando antes de abrir a porta da sala – A beija logo.
— Não está louco!
Assim que entramos na sala, Lene e Lily entraram e logo em seguida Lene chamou Sirius para sentar-se com ela. E no segundo depois Lily estava se sentando ao meu lado.
— Onde está o Remo? – ela perguntou
— Não sei, não o vi desde ontem a noite – respondi
— Lene disse que Alice comentou que Franco disse que o viu sendo levado para a ala hospitalar – ela falou – Será que é verdade?
— Não sei, tomara que ele esteja bem – falei e logo olhei para Sirius e ele deu de ombros.
A professora explicava a mesma baboseira de sempre sobre mandrágoras e assim que tive uma brecha me levantei e puxei Sirius.
— Onde os rapazinhos pensam que vão? – perguntou a professora colocando as mãos na cintura.
— Me lembrei de que Dumbledore me pediu pra encontra-lo – falei
— Pediu? – ela perguntou
— Qual é professora? – falei em tom descontraído – Eu sou o Potter lembra? Estou sempre tendo que ir me encontrar com o Tio Dumble.
— Isso é verdade – ela falou – Amanha quero no mínimo três pergaminhos sobre mandrágoras de vocês dois.
— Sim senhora – falou Sirius batendo continência – Adeus lindinha!
Assim que corremos para fora da sala, Sirius e eu corremos diretamente pra Ala Hospitalar, chegando lá vimos Remo deitado na cama e Pedro perto dele.
— O que houve? – perguntei de imediato
— Estou bem, mas eu senti uma dor forte mais cedo a caminho da aula e uma garota da lufa-lufa chamou por ajuda – ele respondeu sorrindo – É coisa da lua cheia.
— E você Pedro? – perguntou Sirius – Veio...
— Vim assim que ocorreram as coisas com Remo – ele respondeu gaguejando — Praticamente estávamos juntos.
— Entendi – respondeu Sirius
Ficamos lá sentados conversando, e Remo parecia estar em seu “normal” dia lupino. Fomos surpreendidos pela Professora McGonagall que entrou com uma cara mais fechada que o normal.
— Não deveriam estar em aula? – ela perguntou – E Sr. Lupin você está liberado.
— Já estamos indo – falei – Bom que aproveitamos que Remo está liberado.
— Sr. Black o seu tio está o esperando na sala do Dumbledore – ela falou e Sirius sorriu
Assim que ele saiu correndo, esperei por Remo e logo depois seguimos para próxima aula.
...
Antes da patrulha Sirius apareceu pelo salão comunal com uma cara de felicidade.
— O que aconteceu? – perguntei quando ele se sentou ao meu lado
— Bem, acho que vou parar de gastar da sua fortuna – ele falou sorrindo – E vou comprar a moto que eu disse pra você que eu queria.
— Seus pais te deixaram dinheiro? – perguntei
— Não, o meu tio ele me trouxe uns papeis e me colocou como herdeiro de tudo que é dele – ele respondeu sorrindo e logo depois ficou pensativo – Ele está meio doente, e me deixou como herdeiro, ele não tem filhos e disse que achou uma injustiça o que meus pais fizeram comigo.
— Almofadinhas, eu fico muito feliz por você – falei o abraçando – E lembrando que eu fico mais feliz ainda por não ir sozinho hoje pra Casa dos Gritos.
— Verdade, vou subir e tomar banho – ele falou se sobressaltando
POV LILY ON*
Eu estava no saguão a espera dos outros monitores, quando Potter chegou correndo, e a julgar pela sua aparência ele parecia desesperado e/ ou preocupado.
— Algum problema James? – perguntei quando ele sorriu e acenou pra mim
— Não, não – ele respondeu rapidamente estralando as mãos
— Entendi – falei – Bem se quiser já ir patrulhando, acho que não tem problema.
— Bem, Lily eu queria saber se não tem como você me liberar pelo menos dos relatórios hoje? – ele perguntou com uma cara que demostrava que aquilo era uma suplica – Eu tenho que resolver umas coisas, e se não fica muito tarde.
— Quem resolve coisas à uma hora dessas? – perguntei e ele arregalou os olhos – James desde que não esteja aprontando, pode sim sair mais cedo.
— Obrigado – ele falou sorrindo e me abraçando – Não sabe o quanto eu te amo por isso.
— Certo, isso foi estranho – falei e ele me olhou sorrindo
— Para né – ele falou fazendo uma cara irônica – Eu sempre disse isso pra você.
— É, mas, desta vez somos amigos – respondi – Eu não te odeio tanto quanto antes.
— Fico feliz em ouvir isso – ele falou piscando – Posso te abraçar de novo?
— Não, pois já que você vai sair mais cedo eu acho que você já devia ter dado três voltas em todo o castelo – falei rindo e ele sorriu de novo antes de se retirar.
Segui caminho da minha rota, e quando fui a caminho da biblioteca vi a Professora McGonagall conversando com o Professor Flitwick. Quando em viram eles sorriram e a professora McGonagall anunciou:
— Senhorita Evans estávamos a sua procura – ela falou dando um breve sorriso.
— Fiz algo errado, professora? – perguntei
— Não pelo contrario, fez e fará o certo – ela falou e antes que eu pudesse dizer algo o professor Flitwick explicou.
— Minha querida Lily, eu preciso que a senhorita me acompanhe até a orla da floresta hoje – ele falou e eu fiquei petrificada – Precisamos conversar com nosso Guarda-caça Hagrid, sobre alguns feitiços de proteção para a Escola e também para alguns animais da Floresta.
— E porque eu? – perguntei
— Bem, você é uma das melhores alunas de Hogwarts e levaríamos outros alunos, mas não os encontramos – ele falou – E será coisa rápida.
— Tudo bem, quando for a hora me avise – falei
— Bom, então vamos agora – ele falou – Bom que não demoraremos.
Seguimos em direção a cabana de Hagrid, e quando chegamos percebi que aquela noite seria um tédio. Praticamente eu estava lá como enfeite, eles conversavam entre si e eu estava boiando, permaneci sentada na cadeira até quando o professor Slughorn chegou. Embora dialogamos pouco, pelo menos eu sentia que tinha uma companhia.
Assim que a reunião acabou, Hagrid se sentou próximo de mim e ficamos conversando brevemente, até que o Professor Flitwick nos interrompeu.
— Bom, vamos indo Lily – ele falou sorrindo.
— Ah, por favor, Filius, deixa mais um pouco – pediu Hagrid – Eu a levo depois, queria conversar com ela a respeito de uma coisa rápida.
— Hagrid sinto muito, mas isso terá que esperar – ele falou – Prometi a Minerva que a levaria, e como ela não é um aluna da minha casa eu tenho que seguir a risca o que me foi pedido.
— Que pena! – falei – Hagrid amanhã eu venho durante o intervalo e conversamos ok?
— Sim – ele falou sorrindo.
Assim que saímos da cabana de Hagrid, uma rajada de vento gelado cortou por nós e um lobisomem uivou e eu arrepiei apenas com a sensação. Ano passado eu já me meti em problemas demais com lobisomens, e isso me fez lembrar o maldito cervo que me fez perder noites de sono.
Estávamos nos despedindo quando ouvimos um barulho vindo da orla próxima a nós. Hagrid rapidamente puxou sua arma que estava atrás da porta, e o professor Flitwick aprontou a varinha, segundos depois um enorme cão preto passou rapidamente por nós.
— Pelas Barbas de Merlin – gritou o professor e Hagrid olhou assustado – Nunca vi cão de tal tamanho... Hagrid...
O professor falou lentamente apontando para frente, e quando segui seu olhar vi um lobisomem parado a nossa frente, o mesmo lobisomem do ano anterior. Não era comum eles permanecerem sempre no mesmo local, ele devia morar por perto ou... Não, seria impossível alguém em Hogwarts ser um lobisomem. Dumbledore saberia, e é claro que ele não permitiria.
Ele caminhou em nossa direção, e Hagrid cochichou para ficarmos quietos, mas a cada passo que ele dava mais preocupada eu ficava. Não me lembro quando ao certo mas Hagrid e o professor Flitwick formam caminhando vagarosamente para dentro da cabana e eu fiquei desesperada. Segundos depois me vi correndo para longe deles, e quando olhei para trás o lobisomem vinha correndo rapidamente atrás de mim.
Eu nunca soube que eu corria tão rápido assim, não tive noção de quando e como mas assim que eu cai eu perdi todas as esperanças de ser salva. Onde estava o meu cervo “protetor”? O lobo vinha se aproximando e eu estava tão desesperada que não conseguia nem ao menos gritar. Ouvi gritos, gritos de um homem que parecia sentir muita dor, seu tom de voz não me era estranho mas pelo horror em seus gritos me complicava de definir de quem era.
Eu olhei para o céu e vi que uma nuvem havia tampado a Lua Cheia completamente, nenhum raio dela passava e aquele ato no céu era extremamente raro. Eu me recusei a olhar para frente, e senti algo próximo. Olhei para frente e vi o cão arrastando o corpo de um rapaz para longe de mim.
Decidi me aproximar e finalmente ver o rosto do homem que era o lobisomem, mas uma voz me chamou a atenção
— Lily!! – gritava desesperadamente James Potter, e quando eu olhei para ele percebi que ao seu lado estava Dumbledore.
Quando eles se aproximaram, James veio correndo e me abraçou e eu desmoronei em lagrimas contra seu peito.
— Está tudo bem – ele falou me abraçando ainda mais forte – Eu estou aqui, está tudo bem.
— Senhorita Evans, você viu algo? – perguntou desesperadamente Dumbledore
— Não senhor, mas eu vi... – comecei e todos me encararam – Tinha um rapaz caído ali – apontei para o local – Não vi seu rosto mas era um rapaz, e o cão o levou – Assim que fechei a boca, um uivo ecoou pelo ambiente.
— Vamos, vamos voltar para o castelo – ele falou olhando pros cantos – Potter leve a senhorita Evans de volta, e a leve para Ala Hospitalar ser for preciso.
— Sim – respondeu James me conduzindo até o castelo.
Eu permaneci aninhada aos braços dele o tempo todo, em outras circunstancias eu nunca me permitiria estar daquele jeito, mas eu não podia reclamar, era revigorante estar tão próxima a ele.
Assim que chegamos ao salão comunal, James me sentou no sofá e se ajoelhou na minha frente, eu senti vergonha por lembrar que eu estava de saia e ele estava na minha frente. Ele nem sequer pareceu lembrar que poderia tirar proveito da situação, ele olhava fixamente para o meu rosto e colocou suas mãos entre meu rosto.
— Você não devia ter corrido – ele falou – Porque fez aquilo, não se cansa de ficar em risco?
— Eu me assustei, James! – respondi voltando a chorar – Eu sei que me meti em problemas maiores dessa vez. Dumbledore está desconfiando de mim e...
— Desconfiando não, ele está preocupado – ele falou parecendo que iria chorar também – Lily, você correu um risco muito grande, se algo tivesse acontecido com você eu não me perdoaria, nunca. Nem eu e muito menos o Rem... Bom mas o que eu quero saber é se você não se machucou?
— Não me machuquei – respondi – O que o Remo tem haver com isso?
— Bem, ele é seu amigo não é? – ele falou e eu consenti – Ele já me ameaça só pelo fato de eu gostar de você...
Assim que ele falou eu sorri, e imaginei Remo sendo bravo com ele por minha causa. E juro que essa cena devia ser hilária.
— Também gosto muito de... – comecei e ele pareceu ficar tenso e percebi que dependendo do que saísse da minha boca poderia chateá-lo. – Eu vou subir, e tentar dormir.
— Te acompanho – ele falou
Assim que subimos, eu o abracei e ele me apertou um pouco me fazendo sorrir, e ouvir o som da risada dele foi algo que me despertou uma sensação estranha. Ficamos abraçados por um instante, e eu levantei o olhar e as pontas de nossos narizes se encostaram. Ficamos nos olhando por alguns minutos e meu coração batia tão rápido que parecia que pularia pela boca.
Meu santo Merlin, porque eu estava me sentindo assim em relação a ele. Parte de mim queria empurra-lo e entrar para o quarto, mas a outra parte estava louca para que ele fizesse algo. Ele sorriu de maneira gentil e colocou atrás da minha orelha uma mecha do meu cabelo, ele se aproximou e me deu um beijo na testa e se afastou vagarosamente.
— Boa noite Lily – ele falou dando as costas – E não se meta em problemas.
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