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! Oh, Peridot ! Cada um destes seres aqui no meu complexo é um inútil. Cada um com uma falha. Cobardes, hipócritas, mentirosos, imbecis....mas não tu, Peridot ! Nunca te chamaria perfeita, mas talvez sejas a mais próxima da perfeição que aqui está. Então, vou dar-te uma chance de igualar o resultado. Vamos supor que os componentes principais do complexo, o id, o ego e o superego, podem ser alcançados se eu te converter em binário e te inserir no sistema. E, se conseguires desativar todos eles, o sistema será desligado. Todo o exército será destruido e as almas penadas aqui emprisionadas serão libertadas. Incluindo tu. Mas até lá, tens um longo caminho pela frente. Lembra-te, ninguém é perfeito, nem mesmo eu. Mas neste cenário, qualquer erro cometido te levará de volta para a tua tortura eterna.

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Peridot reencarnou no seu corpo. Estava no meio de um deserto. Um desertomde areia poeirenta, céu amarela, chão amarelo e sem fim à vista. E mesmo na sua frente, estava uma pirâmide feita de tralha electrónica.

"Uma pirâmide ?" Questionou Peridot. "Cada vez mais criativo, Man O' War. E amarelo...tudo amarelo. Porque o amarelo me faz tão nervosa ?"

Peridot nunca mais foi a mesma. A sua memória estava muitos distorcida, mas ela temia pela sua vida a cor amarela. Tirou da sua roupa os diamantes amarelos, o do peito e os dos joelhos.

Para evitar ficar lá fora, exposta ao amarelo, Peridot entrou na pirâmide, sendo que a porta de fechou por trás dela. Dentro da pirâmide, apenas estavam um sarcófago, uma estátua de Anubis e um ecrã de computador, bem como um teclado para o operar. O interior da pirâmide era amarelo...TODO amarelo.

"Uma estátua de Anubis ? Lembro-me de quando o Steven me ensinou sobre estes costumes humanos. O que será que Man O' War quer ? Grrrrr, amarelo ! Porque é que é tudo AMARELO !?"

Peridot tentou aproximar-se do sarcófago, e reparou que tinha um cadeado electrónico, onde se podia introduzir um código. No momento em que Peridot tentou alcançar o cadeado, a estátua moveu-se para a sua frente.

"Alto, mortal !" Ordenou ele. "Eu sou Anubis, guardião dos mortos. Não irás roubar este túmulo."

"Eu não vim aqui roubar."

"Que outro motivo terias que não roubar para estar aqui ?"

"Eu só quero sair daqui."

"A única saída é pelo sarcófago, e não posso permitir que seja usado por uma mortal."

"Mas quem é tão importante para estar aqui enterrado ?"

"Ahahahahaha. Alguém cuja influência e tão profunda, que mesmo morto te atormenta a alma, mortal."

"Estou farta disso ! "

Aproveitando o momento de distracção da estátua, Peridot usou o seu acentuador de membro para hackear o seu sistema, e desligá-la. Em seguida, tirou dela o chip e inseriu-o no computador.

"Inserir novo mestre." Falou uma voz compoturizada.

"Eu dou-te um nove mestre. Eu !" Respondeu Peridot, enquanto escreveu o seu nome. "Ainda não perdi o jeito." Pensou ela.

Com o chip reprogramado, Peridot voltou a inseri-lo na estátua, que se ativou logo de seguida.

"Agora, quem é o teu mestre ?" Perguntou Peridot.

"Tu, mestre."

"Ótimo. Agora, qual é o código do cadeado ?"

"O código para a abertura do sarcófago é 666."

"Hmmm...porque não estou surpreendida ? Tens mais algum conselho para mim ?"

"Nunca poderás fugir dos teus medos. Apenas podes confrontá-los."

"O que significa isso ?"

"Em breve saberás, mestre."

Peridot ignorou a estátua e inseriu o código 666 no cadeado, que logo se abriu. Ela puxou a porta do sarcófago e entrou.

Do outro lado, era muito mais espaçoso. "Estranho." Pensou ela. Assemelhava-se a o interior de um elevador. Mas, pelo menos, não era amarelo. Uma pilha de roupas amarelas estava, no entanto, no chão.

"Belo sitio para deixar um monte de roupa suja." Disse Peridot.

"Ahahahahahaha. De facto." Respondeu uma voz misteriosa por detrás de Peridot.

Ela virou-se rapidamente, para ver Man O' War, na sua forma física e mais imponente que nunca.

"Não me podes fazer nada, seu monstro !" Afirmou ela. "Eu não cometi nenhum erro."

"Primeiramente, eu faço o que quero. A minha mente, as minhas regras. Segundo, eu não te vou levar de volta à cela, junto aos outros...por agora. Peridot, a tua xantofobia deve-se ao passado que não te relembras na Terra."

"Como assim ?"

"Quando a batalha com o Homeworld acalmou por uns tempos, tu decidiste fazer algo de útil e arranjar um trabalho com humanos. Num escritório. Um prédio de negócios. Talvez um banco, não sei. O importante é que foi ai, num elevador igual a este, que te tornaste no pedaço cobarde de gem que és hoje. Entraste no elevador, com toda a calma e tranquilidade do mundo e, para tua surpresa, um homem das limpezas, um humano usando estas roupas, aqui no chão, entrou no piso seguinte, deu um soco no painel de comando, e parou o elevador entre andares. Ficaste lá presa com ele exatamente 9 horas, 34 minutos e 23 segundos. Os piores da tua vida..."

Man O' War desapareceu, evaporando-se mesmo na frente de Peridot, enquanto as roupas misticamente se ergueram e formaram uma forma humana. Uma face começou a surgir, seguida de braços, pernas, até formar um corpo. Peridot reconheceu aquele homem humano.

"Tu. Eu...eu lembro-me." Gaguejou Peridot.

"Eu também me lembro de ti. Que anos bem gastos que esperei por ti."

"O...o quê ?"

"Lembras-te, Peridot ? Quando eu te tranquei no elevador ? Quando eu te prendi para satisfazer os meus desejos ? Lembras-te dos gritos ? Da dor ? Quantas horas durou ?"

"Não....não. Não ! Não ! Não !!!"

"Sim, Peridot. Sim !"

"Não é possível !! Não é !"

"Agora, já te lembras, não é ? Man O' War deu-me uma oportunidade de ficar contigo para sempre. De te ter para sempre. O que são uns meros 109 anos de espera, comparadoscom uma eternidade de prazer!?"

"Por favor, não outra vez !!!!" Suplicou Peridot.

"Sim, outra vez. E outra vez, e outra vez e outra vez ! Olha para ti, sua cadela. Demasiado orgulhosa para admitir que podias ser tão facilmente dominada por um desgraçado como eu !"

"Não....eu não posso."

"Nem tiveste a coragem de aparecer no meu tribunal, como as outras 30 mulheres humanas. A minha espera acabou. Finalmente. Passei tantos anos sedento. O que terás de tão especial ? Será a tua incapacidade de compreender que não passas de uma pedra verde inútil ? Agora, não importa. Man O' War se tornou o nosso Deus. Para me dar o Paraíso, condenou-te ao Inferno ! Agora, irás lembrar-te de mais do que a cor da minha roupa !"

"Não ! Tu és ele, a tentar quebrar a minha mente de novo !"

"Oh, eu sou real, Peridot. Real ! E vou provar-to. Sê uma menina bonita e não te mexas. Talvez ambos possamos gostar."

Enquanto o deliquente passava suavamente a mão no rosto da imóvel Peridot, um pensamento passou pela sua cabeça. Algo que a estátua lhe disse. "Nunca poderás fugir dos teus medos. Apenas podes enfrentá-los."

Do nada, Peridot recuperou as forças e empurrou o louco contra a parede. Pegou nele pelo colarinho da camisola e esmurrou-o repetidamente na cara, uma e outra vez, canalizando toda a sua raiva. Eventualmente, o homem desapareceu, e transformou-se num monte de roupas outra vez.

"Eu consegui....eu consegui !" Celebrou Peridot.

De repente, o elevador comecou a subir, até ao andar seguinte. Quando a porta se abriu, Peridot pode observar um imenso ecrã, com milhares de milhares de fios ligados, com uma interface touch para o controlar.

"O centro de comando." Pensou ela. "Não achaste que eu era capaz, pois não, Man O' War ?"

Ao mover-se, Peridot rapidamente desmaiou, e reencarnou na sua cela.

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Bravo ! Bravo ! Bravo ! Uma bela demonstração, peridot ! Talvez não sejas o que eu pensei. Mas, de qualquer forma, nunca poderias vencer. Eu sou Deus na minha mente. Calculo ao detalhe cada momento, cada acção, cada reacção. Mas, mesmo assim, adorei quando agarraste nele e BAM BAM BAM ! Hahahaha ! Bom trabalho, Peridot ! Pelo menos, não terás de viver com isso na consciência.

Parece que és a única que ainda não jogou, Diamond. Não foi por coincidência que te deixei para o fim....

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Notas finais
Ei, gente. Espero que tenha ficado bom. Eu sou muito noob no que diz respeito a meter temas pesados como sexo nas fics. Ainda assim, espero que gostem ! Paz !