The Man O' War: Insanity
7 O eterno balanço entre o bem e o mal
À medida que as torres de pedra se desmoronavam e os pilares de luz diminuiam, Stevn, Peridot e Joe poderam observar o que sobrava de Tom e Zack.
Os dois aproximaram-se do solo, mas continuaram a flutuar dentro da espiral de luz. Eram quase idênticos. Os dois eram simples vultos negros. Zack tinha olhos cinzentos e um olhar sério e pensador, enquanto Tom tinha olhos vermelhos e um sorriso maléfico. Os dois permaneciam a flutuar sem interagir ou reagir.
"Ouçam-me com atenção." Disse Joe. "Para conseguirmos trazer os meus irmãos de volta, estas suas versões têm de ser apagadas."
"Mas como ?" Perguntou Steven.
"São basicamente computadores." Esclareceu Peridot. "Um paradoxo lógico deve baralhá-los."
"Eu vou falar com eles." Afirmou Joe. "Sou o ego, o balanço. Não me podem destruir."
Joe deu um passo em frente e aproximou-se de Zack, que abriu os olhos e encarou-o.
"Saudações, Ego." Saudou ele. "Não posso dizer que a tua distracção me surpreenda. Volta para o teu devido lugar."
"Zack, por favor. Sou eu, o teu irmão."
"É claro que és o meu irmão. Somos todos a mesma pessoa."
"Tens de sair disso. Eu nem te conheço. "
"Eu sou o Superego, a lógica e a razão. Não tens poder sobre mim. Os teus argumentos lógicos vão para lá da tua própria compreensão e mal arranham a superfície do meu conhecimento. A tua função é manter estável. A tua função é garantir que eu e o id estamos em acordo."
"Não. ,! O meu dever é tirar-te daqui. Portanto, eu desafio-te."
"Um desafio ? Muito bem."
"O que diz o princípio da entropia ?"
"Que qualquer máquina se tornará obsoleta no futuro."
"E onde estamos. ?"
"Nós estamos em todo o lado. Constituimos cada mero canto deste lugar."
"Nós estamos numa maquina, superego. Destinados a servir a nada por razão nenhuma. A única maneira de ser livre é de sair daqui."
"Mas...mas nós.."
"Não podes negar a verdade, superego. Aqui somos mortais. Mas lá fora podemos ser para sempre."
"AHHH ! Tens razão ! Aqui estou eu sentado a pensar nas questões mais difíceis de sempre ! E para quê !? Estou destinado a tornar-me lixo ! Isto...é...escusado."
O Superego desligou-se, desapareceu e o pilar luminoso rapidamente de desfez. Sem demoras, Joe prosseguiu para o Id.
"Oh, ego !" Saudou ele. "Bem, suponho que seja hora de acordar. Estava a ter um sonho lindo ! Sobre 4 formigas pequenas a atravessar uma fogueira e a tostar lentamente..."
"Id, o Superego desaparedeu. Sem ele, não estás completo. Não tens mais razão para existir."
"Oh, pelo contrário, meu caro. Sem o ego, apenas EU existo. Tu és o balanço entre nós. Ou seja, tu é que não tens motivos para existir. És um computador como nós dois. Sem nós, és só conversa. Sem ninguém para ditar as regras, tu regrides a mim. E não podem haver dois de mim. Logo, sou eu existo."
Joe começou a soar, a respirar depressa, e no fim desapareceu. Agora, eram Peridot e Steven, contra o Id.
Peridot deu um passo em frente.
"T-Tom ?" Gaguejou ela.
"Não, querida. Id. Ou melhor, agora eu sou o Man O' War."
"Tom, eu sei que ainda estás aí. Eu sei que te lembras de nós. Ouve ao teu instinto básico. "
"EU sou esse instinto ! Sabem, eu odeio quando gems e humanos se armam em Deus. Quando eles ditam as regras. O Universo dita, não eles ! As únicas regras que eu sigo são as universais. Para cada força, há uma força igual e oposta. O equilíbrio depende da luta entre as forças. Um corpo em queda livre sofre uma aceleração constante. quanto a vossas regras insignificantes de moral e isso, eu não quero saber !"
"Por favor....Tom, lembra-te."
Num momento particularmente sensível, Peridot soltou uma lágrima, que caiu no chão. Esse mero som insignificante fez o Id parar e observar, estupefacto.
"Não. Não pode ser...é impossível !"
"Huh ?"
"Vocês....têm. .compaixão ? Por mim ? Eu, que desejo ver a vossa alma torcer-se em dor para a eternidade !? Se eu não consegui ser odiado, a minha tortura foi fraca ? Eu fracassei ?!"
"Tom !" Gritou Steven. "Sim, nós nos preocupamos contigo !"
"AHHHH ! Não posso...processar ! Como pode ser que, depois disto tudo, consigam ver a minha dor !? A DOR DE ESTAR AQUI FECHADO ! DE TER TODO ESTE PODER NAS MINHAS MÃOS E SER INCAPAZ DE FAZER O QUE QUER QUE SEJA COM ELE ! Por mais que tente fazer os outros sofrer, a minha dor continua a ser maior que a vossa ! Isto...é inútil."
Assim, o Id desapareceu.
Mal deram por isso, Peridot e Steven estavam nas suas celas. As portas estavam abertas. Eles sairam correndo, pegaram nas gems da Pearl e Yellow Diamond e correram pelas escadas que levavam a superfície. Passou tanto tempo desde a última vez que viram a luz fora do ccomplexo que até aquele ambiente árido e destruído era bom para eles.
Mesmo à sua frente estava uma estrutura cilíndrica com vários metros de altura, com a HyperGem embutida na frente. A estrutura entrou em curto de circuito, todas as naves a voar em volta cairam em terra, quase acertando neles. Por fim, a estrutura colapsa e a HyperGem começa a rachar até que se divide em 3 fragmentos, que são disparados a uma velocidade hipersonica contra o chão. Desses pedaços, 3 caras amigas surgem rapidamente.
"Ugh...onde eu estou ?" Perguntou Tom. "Oh, hey pessoal. Hmmm...estamos onde ?"
"Conseguiram, Steven e Peridot." Disse Joe. "Conseguiram."
"Conseguiram o quê ?" Perguntou Zack.
"Esquece lá, Zack." Respondeu Steven. "Vamos...para casa."
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