Notas iniciais
Outro!

O vale era um grande campo cheio de gramíneas e arbustos com frutos pequenos e saborosos.

Kellen deitou na grama, arfando. Depois ela levantou devagar e caminhou até o riacho e fez uma grande concha com as mãos, mergulhou na água e a bebeu e depois pegou mais um pouco e molhou seu rosto suado.

Depois ela sentou a margem do riacho para descansar um pouco, foi quando viu o indivíduo novamente correndo até outro lado do riacho.

–Ei você!-Gritou Kellen.

O ser espiou rapidamente e voltou a correr, neste momento Kellen notou uma pequena casinha do outro lado do riacho. Ela começou a correr atrás do indivíduo que entrou dentro da casinha rapidamente.

Kellen, com o coração acelerado bateu na porta. Um pequeno anão a atendeu. Ele tinha cabelos prateados olhos dourados e orelhas pontudas. Utilizava roupas de seda cor de vinho e sua expressão era de espanto e preocupação.

–Quem é você?-Perguntou o anão desconfiado.

–Eu venho de longe, me chamo Kellen Maria Oliva. Eu o vi correndo pela floresta e resolvi te seguir.

–A profecia!- Soluçou o anão.

–O que disse?

–Nada demais, venha entre!

A casa por dentro era bem maior do que por fora, era quentinha e agradável. Enquanto entrava Kellen notou muitas coisas estranhas dentre elas um caldeirão. A casa tinha dois andares e três quartos.

O anão deu sinal para que ela esperasse sentada no sofá, então ele subiu as escadas. Ela pode ouvir que ele estava conversando com alguém. Não sabia o por quê, mas ela se sentia atraída por aquele lugar, se sentia atraída pelas coisas da casa.

O tempo passava e Kellen não aguentava mais esperar o misterioso anão que ainda não voltara. Então ela se levantou e se dirigiu a estante e apanhou um livro para se distrair: ''Contos mágicos e fantásticos''. Kellen abriu no primeiro conto: ''A Ninfa dos ventos''. Assim que ela terminou de ler o título o livro começou a tremer e se transformou em uma ventania esvoaçante. Assustada Kellen soltou o livro no chão, que misteriosamente se fechou com um estalo. Então Kellen o apanhou e o colocou na prateleira.

–Curiosa você, hein? Disse que era para você esperar aqui! Falou o anão, calmo.

Kellen levou um susto, ela não sabia como o anão chegou até a sala tão rápido e sem fazer nenhum barulho!

–Eu estava cansada de esperar tá bom? Afinal, acho que anda sendo muito misterioso!

–O que você quer saber sobre mim?

–Pelo menos o seu nome e esse negócio de profecia que você falou. E também quero saber porque você está tão preocupado!

–Meu nome é Flândido Altergevez Júnior, a profecia infelizmente não sou eu que devo contar a você, como você soube da minha preocupação com alguma coisa?

–Está bem óbvio na sua expressão. Porque você não pode me contar a profecia?

–Olha está bem tarde então acho melhor você descansar um pouco e amanhã eu te conto.

–Mas...

–Nada de ''mas'' já tem um quarto lá em cima, é o último a direita, você poderá colocar suas coisas e descansar.

–Será que pelo menos você pode me contar o que você é? Você não parece um humano.

–Eu sou um Delfo do Reino do Ouro, agora vá.

–Porque Delfo? Não era pra ser Elfo?

–Você me pergunta isso amanhã. Vá descansar amanhã teremos um dia cheio.

Kellen resolveu não perguntar mais nada. Então ela apanhou sua mochila e subiu as escadas. Ela entrou no quarto e caiu na cama.

O quarto tinha cheiro de lavanda, exceto o banheiro que tinha cheiro de rosas. Então ela resolveu tomar um banho. Depois disso trocou sua roupa e sentou na cama e ponderou sobre o que havia acontecido com ela desde que saiu de casa.

Com o tempo o sono tomou conta de sua mente e ela resolveu se deitar e descansar então ela tirou sua mochila da cama puxou as cobertas e afundou no colchão. Ela não sonhou com nada.

Quando acordou foi direto até a sala ver se Flândido já havia acordado. Ele não estava em casa mais deixou um bilhete em cima do balcão da cozinha:

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Srta. Kellen

Deixei sua comida na mesa da sala. Desculpe sair sem avisar, mas não queria acordá-la e oque tenho pra fazer agora é muito importante. Quando eu chegar nós conversamos.

P.S-Não toque em nada, para se distrair deixei um livro que não a fará mal.

Atenciosamente Flândido

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Depois de ler o bilhete Kellen foi observar oque Flândido deixara para ela comer.

Ela viu uma espécie de bolo dourado com mel, suco de graviola e maçã assada. Kellen nunca comeu nada parecido, tudo estava esplêndido, mas ela gostou ainda mais do bolo que tinha gosto de pão de mel com avelãs e chocolate.

Kellen observou um enorme livro de capa de couro: ''Seres Diferentes e Seres Mágicos''. Kellen foi direto a introdução, lá havia todos os tipos de animais estranhos que ela nunca tinha ouvido falar. Ditônsio, Jiténia, Bungarf, Himaio, Wildone, Kappa e outros.

Kellen passou Horas lendo o livro e pensando se os animais e seres fantásticos existiam mesmo. Mais ela pensava: ''Não devem existir todos são mitos e lendas e histórias que só servem para assustar criancinhas''

Depois de um tempo Flândido chegou com uma pedra brilhante em suas mãos. Ela era listrada de verde, amarelo, azul e vermelho. A pedra era reluzente, lisa e oval. Kellen notou que a pedra tremia nas mãos de Flândido quando ele a acariciava com o polegar.

–Flândido o que é isso?

–Sente-se aqui que vou te contar uma história. Anunciou Flândido apontando para o sofá de seda e algodão. Sem questionar Kellen se sentou e esperou enquanto ele posicionava a pedra no meio de uma almofada e se sentava em uma cadeira de frente para ela.

Então Flândido desviou os olhos rapidamente para Kellen para observar sua expressão.

–Bem, a muito tempo em um mundo diferente desse. O povo de um humilde vilarejo vivia em paz com todo o resto de seu mundo mágico. Somente com a força de uma pedra, uma pedra que trazia magia, esperança e a paz que havia no vilarejo e no mundo.

Flândido deu uma pausa rápida e deixou escapar um suspiro de tristeza.

–Mas, um dia uma terrível alma do mundo exterior amaldiçoou a terra com terríveis sombras que traziam gritos de pavor por onde passavam, muitas pessoas morreram e a vila foi transformada em ruínas. O que antes foi bonito e mágico se tornou assustador e sombrio mas em alguns lugares pode haver luz graças a força da pedra que jogaram a proteção sobre uma parte do mundo. Mas infelizmente a pedra precisa de alguém para governar com ela e no momento não havia ninguém então o mundo ficou esquecido nas sombras.

–Que história triste!

–Não é apenas uma história Kellen, essa história carrega a verdade!

–Então você quer dizer que...

–Sim, está pedra é a pedra da história.

–E aquele negócio sobre a profecia?

–A profecia fala que muitos anos depois da destruição da vila a salvação aparece no mundo inverso ao lado da cordilheira de Gargunz e a Floresta de Sarah em um grande vale e aqui está você!

–Tem mais detalhes para que eu não seja a pessoa descrevida na profecia?

–Na profecia descrevem-na como curiosa e corajosa.

Kellen ficou em estado de choque ela bombardeou sua mente com perguntas: Eu sou a pessoa da profecia? Já vi muitas coisas estranhas que outras pessoas nunca viram o que faz de mim ainda mais digna da profecia, também sou extremamente curiosa e corajosa, conheci um Delfo... O que eu vou fazer!?

–É muita informação para mim!

–Com certeza é- Falou Flândido dando um sorriso torto.

–Mas o que eu, uma garota de menos de 19 anos posso fazer para ajudar um mundo mágico inteiro!

–Olha eu não sei, não sou o mais sábio dos Delfos menina! Fique calma! Meu avô saberá oque fazer.

–Seu avô? E onde ele está agora?

–Em um lugar muito distante desse, ele está na pequena zona fortificada de Deyfora

–E como vamos chegar lá afinal?

–Não se assuste, mas teremos de passar por um portal.

–Um portal!? E onde você vai arrumar um portal? Eu também preciso avisar a minha família! Como você quer que eu saia do meu mundo sem avisar?!

–Kellen você não pode ignorar a existência do mundo mágico, esse é o seu destino! E se você se interessa tanto com sua família, oque você faz aqui?

–Eu fugi tá bom! Eu senti que era a hora de eu ter uma aventura, fazer algo que eu queira! Então eu vim para floresta e encontrei você. Eu só confiei em você porque senti que você não me faria mal algum!

De repente, tudo ficou extremamente silencioso. Flândido acariciava levemente a pedra enquanto pensava, seus olhos dourados fixados nos dela. Ele estava impressionado mas, levemente espantado também:

–Você tem até depois de amanhã a noite para voltar a minha casa e nos prepararmos para nossa viagem.

–Só até depois de amanhã? Eu não vou conseguir chegar no meu acampamento a tempo!

Flândido ignorou o comentário de Kellen, então ele levantou, se virou e estalou seus dedos. Em um segundo todas as coisas de Kellen estavam depositadas em cima da pequena mesa a sua frente. Kellen deixou escapar um gritinho de susto. Mas logo se acalmou e lançou um olhar curioso para Flândido, que em seguida piscou um de seus olhos e sumiu meio a uma névoa prateada e brilhante.

Kellen não se deu ao trabalho de chamar Flândido novamente, ela notou que era a hora de ir. Então ela se levantou delicadamente, apanhou sua mochila e se dirigiu a porta. Depois de sair deixou um pequeno bilhete debaixo da porta:

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Vejo você em dois dias.

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Kellen disparou pelo vale e entrou correndo floresta a dentro quanto mais rápido ela chegasse ao acampamento mais tempo ela teria para explicar tudo para Lílian (Mesmo que ela não acreditasse).

Notas finais
Espero que tenham gostado