The Magic In me
35 Isso Significa Guerra
:- Não há tempo para cortesias – Sam cruzou os braços ao peito, Declan, que fazes aqui?
:- Bom fui para L.A ter com o tal vampiro como voçes sugeriram, até que ele me fez ver que para eu me redimir tinha levar até ao fim aquilo que comecei :- O caminho para o bem – Julian concluiu :- Certo, bem sei que nunca serei completamente inocente ou que estarei algumas vez “limpo” dos meus pecados, no entanto, posso fazer por não me tornar ainda pior. Escondido longe daqui não estava a ajudar ninguém :- Pois bem, — Sam acenou aproximando-se dele – Se nos podes mostrar o caminho até onde Lana se esconde, não há tempo a perder, vamos a isso! :- Vai ser difícil chegar lá, de certo ela terá os seus aliados a proteger o caminho. :- Pois bem, eu tenho os meus. Tal como esperado, muitos seres protegiam o trajecto até o esconderijo de Lana. Luka, Jesse e Declan seguiam na frente, livrando-se dos inimigos para que Sam não gastasse as suas energias. Julian e Aura serviam de reforço para quando os três homens estivessem demasiados cansados. A alcateia de Luka levava alguns muitos de avanço, ainda assim não sendo capaz de livrar todo o caminho dos aliados de Lana. :- Raios! – Luka rugiu quando uma grupo de demónios, todos eles de espécies diferente lhes barrou a passagem Sabia que aquela não ia ser uma luta fácil, bastava olhar para eles para saber que eram fortes, talvez até demasiado fortes para um lobisomem, um vampiro e um caçador, ainda assim não queria que Sam lutasse, não até que tivesse mesmo de o fazer. O demónio que liderava o bando, era alto, tinha pele alaranjada e olhos vermelhos, olhou Luka e sorriu-lhe mostrando um conjunto de dentes pontiagudos e afiados. Luka rugiu de novo, desta vez mais alto, de forma mais ameaçadora, mostrando que não se deixava intimidar, o outro partiu para o ataque e os seus companheiros seguiram a deixa. :- Tenho de fazer algo! – Sam disse para Julian vendo o demónio laranja atirar Luka contra uma árvore, com tanta força que esta se partiu ao meio Aura agarrou-lhe o ombro quando esta se preparava para ir em socorro dos seus amigos :- Tens de poupar as forças, eu vou, talvez seja uma forma de me redimir, — Sorriu de forma fraca e sem dar tempo a Sam de protestar ou fazer fosse o que fosse, partiu numa velocidade sobre–humana, encarregando-se do demónio que se ocupava de Jesse estando prestes a acabar com a vida do caçador, não esperando o ataque, a criatura caiu de costas, estonteada, Aura elevou as garras e cortou-lhe a garganta de forma tão profunda que lhe separou a cabeça do resto do corpo. Luka já se levanta-se, correndo na direcção do seu atacante, este voltou a sorri-lhe revelando uma vez mais os dentes pontiagudos que brilhavam á luz do luar, com uma força inexplicável, atingiu Luka com um murro na barriga fazendo-o levantar os pés do solo. :- Já chega! Tenho de fazer algo! Mas Sam não teve tempo de agir, já uma bala colidia com a testa do demónio, sangue escorria-lhe do buraco bem no centro da testa, deu um passo atrás mas para além de parecer desorientado o tiro não pareceu ter causado mais danos. Logo de seguida um raio de cor verde atingiu-o no peito fazendo com que “voasse” para longe, Sam olhou confusa por cima do próprio ombro. :- Eu trato disto! Deixa-me apenas um dos teus aliados mais fortes para me apoiar, prometo que nos juntaremos a ti em breve – Sorriu-lhe :- Zeke! Estás de volta! :- A sério boneca, achas mesmo que eu ia perder a luta do século? :- Tens razão, nunca devia ter duvidado – Riu :- Olá para ti, também – Sloan comentou disparando de novo a arma que ainda mantinha na mão, desta vez atingindo um dos demónios que se preparava para trespassar Declan com uma estaca, a bala colidiu com o ouvido da criatura, este deixou o objecto de madeira cair no chão, sangue escorrendo-lhe pelo lado esquerdo da cara, Declan aproveitou a oportunidade, para se elevar no ar e desferir um pontapé na cabeça do outro, com tal força que lhe partiu a espinha, ele caiu de costas, o pescoço tombado para o lado num ângulo esquisito, estava morto. O vampiro olhou Sloan, e acenou em forma de agradecimento, ela encolheu os ombros com quem diz “Não tens de que”. Aura correu até ao lobisomem e esticou-lhe a mão, ele olhou-a hesitante mas acabou por toma-la:- Obrigado... — Disse olhando-a, uma vez já de pé :- Tudo bem, agora vai! Sam precisa mais de ti do que nós, eu fico com o feiticeiro. Está de hora de fazer algo de bom por ti.:- Não é por mim... Mas agradeço. Sorriu-lhe muito brevemente e depois afastou-se para junto dos seus amigos, enquanto ela retomava a sua forma metade loba, metade mulher e corria em auxilio de Zeke. Não tardou muito até chegarem ao destino , o castelo no topo da colina onde Lana habitava :- Huh, não parece estranho que este castelo enorme tenha estado aqui este tempo todo sem que ninguém notasse? – Sam olhou a volta, absorvendo cada aspecto da velha estrutura, Declan encolheu os ombros
:- É um castelo de uma bruxa, ela encantou-o para que não fosse visto, agora acho que te espera – Acenou com a cabeça em direcção ao portão levadiço de madeira que se encontrava baixa, permitindo a passagem :- Claro, “porque magia” parece uma resposta comum, — Sam olhou a porta – É uma armadilha :- De certo – Declan falou sem qualquer sombra de duvida na voz, conhecia Lana, Delilah, tinha lutado com ela, ao lado dela, há séculos atrás, tinha também se infiltrado no seu meio até há bem pouco tempo, sabia como ela pensava. :-Talvez devesses então considerar, Sam – Julian olhou á volta tentando encontrar uma entrada alternativa :- Não tenho tempo para isso, se é uma luta que Lana quer, é uma luta que terá. Começaram então a caminhar em direcção a entrada do castelo, mas mal Sam pos o pé do lado de dentro do portão este fechou-se tão rápido que nem lhe deu tempo de entender o que estava a acontecer, tinha ficado separada dos seus amigos! Julian, Luka, Declan e Jesse ficaram do lado de fora enquanto ela e Sloan eram apenas separadas do interior do esconderijo de Lana por uma porta dupla de madeira. :- Merda! – Sloan deixou escapar batendo com o punho no pesado portão de madeira Sam procurou desesperadamente por um alavanca, algo que fizesse o portão subir, mas não havia nada… nada de alavanca nem mesmo um botão :- Luka! – Sam chamou batendo igualmente, mas com ambos os punhos na madeira maciça :- Sam! – A voz de Luka respondeu do outro lado – Sigam , nós vamos encontrar outra maneira de entrar! :- É um castelo não há outra maneira de entrar! :- Sam… vocês tem de seguir, mesmo que fosse isto que Lana queria! Sam deu um passo atrás, concentrando toda a sua energia lançou um ataque sobre o portão, esperando que este se abrisse, mas ele nem abanou :- Merda! – deixou escapar, esmurrando mais uma vez a madeira :- Apenas vão, eu prometo coração, nós vamos encontrar uma maneira de entrar! Sloan pousou a mão no ombro dela, puxando-a suavemente Sam suspirou, rendida, não havia muito mais que podia fazer. As duas seguiram caminho em direcção á porta, esta, ao contrario do portão mantinha-se fechada. :- Como é suposto entrarmos? Empurramos e já está? Não houve tempo para mais nada, aparecendo como que do ar, uma mulher alta, de cabelos negros, parou na frente das duas, tinha uma espada na mão, sorriu-lhe desafiante, Sloan pegou prontamente na sua fiel arma e como anteriormente fizera com o demónio, atingiu a mulher no centro da testa, esta nem se mexeu, um fio de sangue escorria-lhe da ferida, passando pelo nariz e desaguando nos lábios, ela sorriu, os dentes manchados de sangue, então o buraco causado pelo tiro regurgitou a bala, fazendo-a cair aos pés da loira, as duas observavam incrédulas, agora, vendo a pele da testa da outra começar a unir-se, selando a ferida. :- Que raio! – Sam deixou escapar :- Só há uma coisa capaz de matar uma bruxa tão poderosa quando eu, uma feiticeira – olhou-a- Uma profeta – olhou Sloan depois passou suavemente os dedos pela lamina da espada – e eu tenho-a bem aqui! Sam elevou as palmas das mãos fazendo raios sair das mesmas, mas num movimento rápido e inesperado a outra fez um escudo protector aparecer a sua volta e dissipou o ataque da feiticeira :- Minha vez! – Sorriu correndo para as duas pronta a ataca-las com a espada, Sam, seguindo o seu exemplo criou também um escudo á volta das duas, a espada perfurou o mesmo sem dificuldade, por sorte não ferindo ninguém. Em vez disso, a lamina colidiu com o chão, mas a bruxa não pareceu preocupada, manuseou habilmente a espada, colocando-a no suporte que trazia na costas. Depois, virou-se para Sloan, colou os dedos, apenas dois dedos no seu peito e esta foi projectada para trás com violência, embatendo contra o portão e caindo desamparada. Agora era a vez de Sam, girou sob os calcanhares na direcção da feiticeira, sorriu-lhe com desdém, elevando as mãos, lançou sobre ela uma rajada de vento, tão forte que tal como Sloan fez com que ela “voasse” para trás, Sam caiu de traseiro no pavimento, nesse instante, a bruxa gesticulou com a mão, do solo brotaram espinhos que se enrolaram nos pulos da jovem e cravaram se na sua pele, Sam gemeu de dor, os espinhos envolviam agora as suas pernas imobilizando-a. :- Não… — Sam abanou a cabeça, recusava-se a morrer sem enfrentar Lana :- Desculpa, mas chegou a hora – a outra retirou a espada de novo apontando-a a Sam – Sabes quando Deliah me falou de ti, me disse que me dava a missão de te matar, pensei que fosses tornar a tarefa mais difícil para mim – encolheu os ombros, começou entrou a penetrar a outra com a arma, Sam sentiu o frio do aço da lamina perfurar-lhe a pele, mordeu o lábio evitando gritar, Não lhe ia dar essa satisfação, a outra empurrava suavemente a espada, querendo que ela sofresse o máximo possível, então um som alto fez-se ouvir, sangue “explodiu” da mão da bruxa, ela largou a espada , o punho embateu no chão com um estrondo, a mulher virou-se e viu Sloan a alguns centímetros, ainda com a arma apontada ela :- Outra bala? Porque insistes? – a mão começava a regenerar, pegou o punho da espada afastando-a da pele de Sam, virou-se rapidamente para Sloan e trespassou-a de lado a lado, os olhos azuis da loiras abriram-se de espanto, uma lágrima escorreu dos mesmo, ela caiu de joelhos, agarrou a lamina com ambas as mãos, fazendo cortes profundos, tossiu, sangue jorrou-lhe da boca :- SLOAN! – Sam gritou lutando para se libertar dos espinhos – Meu deus! Sloan! A bruxa retirou a espada e o corpo de Sloan caiu para traz, fitando o céu com os olhos azuis. :- Não pode, não! – Sam não sentia mais a dor da facada no centro do seu abdómen, não, sentia era a raiva a crescer dentro dela, a borbulhar como um mar tóxico, deixou a raiva tomar conta de si, as veias brilharam de um vermelho escuro, os espinhos explodiram em cinzas, e ela levantou-se, olhou a outra de punhos cerrados, as unhas espetavam-se nas palmas da mãos mas ela parecia nem notar, a desconhecida riu, riu alto parecendo encantada pela aquela demonstração de revolta, Sam andou até ela, sangue escorria do seu abdómen manchado-lhe a t-shirt e os jeans. A bruxa voltou a empunhar a arma, apontou-a ameaçadoramente a Sam, outro estrondo fez-se ouvir, pedaços de madeira do portão voaram por todos os lados, Luka entrou a correr seguido pelos outros, atirou-se sob a ameaça agarrando-a pelo pescoço e elevando-a no ar, encostou-a contra a porta ainda fechada, cravou a unhas nos lados do pescoço da mulher mas ela apenas sorriu, ainda tinha a espada… vendo isto Sam fez um pesado pedaço de madeira voar de encontro a ela esmagando-lhe a mão, a espada caiu, a feiticeira correu pegando-a :- Deixa-a – ordenou a Luka, sem questionar, este assim o fez, atirando a outra para o chão, esta caiu de joelhos, Sam andou até ela e pontapeou-a na cara, a outra riu de novo, ficando de quatro no chão, a mãos esmagada começada a regenerar, tentou levantar-se mas Sam usou os seus poderes, fazendo com que a gravidade puxa-se a outra de encontro ao chão, mantendo-a naquela posição, de quatro. Sem dó nem piedade, Sam ergueu a espada, um golpe rápido e limpo decapitou a bruxa. Salpicos de sangue adornavam-lhe agora a face, a cabeça da outra rolou até um canto, deixando um rasto de sangue atrás de si. Sam passou a Luka a arma, e sem uma palavra correu para, Sloan, ajoelhou-se ao seu lado e puxou-lhe a cabeça para o colo :- Sloan…? A outra olhou-a, ainda estava viva, mas Sam sabia que não era por muito tempo – Salvas-te me a vida! :- É por isso que estou a—aqui – Sorriu :- Sloan! – Sam abanou negativamente a cabeça, Luka e os restantes formaram um círculo a volta das duas, todos em silencio demonstrando o pesar – Lamento… lamento tanto! :- Não-Não chores. Ele ficara orgulhoso de mim – Sorriu de novo :- Ele? :- Zeke—ele sempre acreditou que no momento certo eu—faria o que tinha de ser feito – Tossiu- Mesmo que isso significasse a morte… Sam chorava sem conseguir conter-se, a outra continuou :-Preciso que prometas que olhas por ele – Houve um momento de silencio, depois recuperou as forças, — Afinal estás em divida comigo, miúda – Disse em tom de brincadeira :- Eu prometo! :- Sabia que o farias… Tenho al—algo para ti :- Já me desde a vida… :- Shhhh – levou a mão tremula e ensanguentada ao ferimento de Sam – o teu corte não é assim tão fundo---posso ajudar-te a regenerar – misturou o sangue com o da feiticeira – Obrigada
:- Obrigada? – Sam perguntou confusa :- Todo este tempo---todo este tempo eu me perguntei o porque das visões, o porque eu. Tu… a tua luta — parou para recuperar o fôlego – deste-me a resposta a todas essas perguntas... O silencio reinou :- Sloan? – desta vez Sam não obteve resposta, estava morta, Sloan estava morta. Sentiu a garganta doer ao conter um soluço de dor, pousou suavemente o corpo sem vida da profeta de novo no chão, levantou ainda com lágrimas a escorrer pela cara. Todos a olhavam, o professor fitou o chão, mas Sam pode ver que os olhos azuis brilhavam com lagrimal. Também Luka chorava olhando a loira agora sem vida. :- O primeiro soldado abatido – Disse limpado as lágrimas – Uma das melhores… Jesse aproximou-se pegou a arma de Sloan do chão e abaixou-se ao lado dela, sem uma palavra colocou-a sob o seu peito, depois colocou ambas as mãos em cima do objecto. Passou a mão sob os olhos dela, fechando-os :- Descansa em paz. E com isto tornou a levantar-se.
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