The Mackenzies: A complicated family
6 Operação Família Unida
Notas iniciais

Vlamir estava morrendo de medo. Seria uma alma condenada a vagar pela Terra? E quando esse mundo acabar? O que acontecerá com ele?
— Espere, vou falar com meu superior – Jeziel vira fumaça, deixando a Vlamir extremamente angustiado e sozinho.
— MAS EU INFERNO! –Ele grita e percebe que essa reação não era muito apropriada para o lugar- Ops, Senhor Deus, me desculpa, foi no calor do momento, não me deixa lá não ...–ele olha para cima com a sua melhor cara de arrependido.
Ele ficou sozinho por um bom tempo, até que Jeziel apareceu do mesmo jeito que sumiu e voltou uma expressão séria.
— E ai, eu vou ressuscitar?
Jeziel rolou os olhos.
— Não, mas você vai voltar.
— Voltar? Pra terra? Por que?
— Seus filhos, eles são desunidos, alguns se odeiam. Você ensinou boas coisa a vários deles, mas não a todos, e principalmente, não os ensinou a serem unidos. Após a morte da mãe deles a sua responsabilidade era cuidar deles. Era sua responsabilidade, não dos seus parentes.
Vlamir se calou, naquele momento ele percebeu que Jeziel estava certo, ele amava a todos, porém não consegui demostrar a todos. Como Jim, Debora e Dominncik, ah com Dominnick ele errou muito... Talvez ele tinha sido um bom pai para Carter e Steve, mas isso não justifica.
— E por que eu vou voltar?
— Para unir todos eles. Você precisa fazer isso pra pelo menos alcançar o sono até o dia do juízo final.
Vlad achou aquilo surreal, ele não conseguiu unir os filhos enquanto era vivo. Agora que é uma espécie de fantasma que não vai dar mesmo certo.
— E se eu não conseguir? –ele pergunta.
— Você vai para o Inferno. – Jeziel fala curto e grosso, áleas, esse anjo é bem direto- Meu superior disse, que vós tens três anos para uni-los ou...
— Mas como eu faço isso?
— Eu não sei, os filhos são seus. Mas Deus é muito bom, seu testamento foi alterado, eles terão eu ficar três anos na mesma casa para receber a herança. É ai que você entra e cumpre a sua missão.
Jeziel leu o testamento alterado. É, Deus é muito sábio...
— Eu estou com medo, como eu vou falar com eles? Com quem eu falo?
— Hum, que sabe, com os mais calmos e aqueles que você tinha mais proximidade?
Carter e Steve, Vlamir pensa, embora ele não faça ideia se eles tem o ‘’ dom’’ de ver almas como ele.
— Bem, eu acho que nenhum deles vai curtir ver uma alma...
— Não, definitivamente não. Você não vai ser uma alma, almas não voltam a terra, digamos que sua alma vai ficar aqui, te esperando. E uma parte da sua áurea vai voltar. Entendeu?
— Hã, não muito, mas eu acho que é melhor eu não perder tempo com explicações.
— Correto –Jeziel sorri, ele não é tão bonito assim como as pessoas imaginam que os anjos são- três anos é muito pouco tempo, agora siga-me, vamos dar início a Operação Família Unida!
— Operação Família Unida ? Sério? Que nome mais horrível é esse?!
— Foi o único que eu pensei –ele dá de ombros.
Vladmir e Jeziel foram até uma outra sala onde haviam mais dois anjos, uma ampulheta gigante e um copo com água.
— Já sei, essa ampulheta é o tempo que eu tenho, e essa água é para mim beber. Esses dois ai eu não faço ideia porque estão ai.
— Eles são meus superiores, viram ver se eu faço tudo corretamente- Explica o anjo orelhudo.
Jeziel entregou o copo para Vlad, ele bebeu tudo em só gole. Ficou um pouco tonto, seu corpo se dividiu, uma parte estava imóvel, com os olhos vidrados, era a parte que iria ficar com os anjos. A outra, bem, era igualzinha ao antigo Vlamir, mas não podia tocar em nada.
— Isso é bizarro... –ele diz assustado.
Jeziel olhou para ele.
— Seja forte, não será fácil agora que você está morto e eles estão adultos. Mas eu sei que você os ama e lá no fundo eles se amam também. Até mais Vlamir, vamos nos ver em breve.
E nisso, o anjo o empurrou para uma barreira invisível e tudo que Vlamir conseguiu ver foi a ampulheta sendo virada, o céu iluminado pelas luzes da cidades e o chão, como não tem tato, não sentiu dor.
Ele estava na frente da casa, onde todos os seus filhos iram morar em breve. Ele tinha medo, medo de ir pro inferno, medo de falhar, e vergonha, vergonha de ter sido um péssimo pai. Ficou dias observando a casa, se lembrando de várias coisas, não sabia com qual filho falava, até o dia que todos chegaram e ele se lembrou de um dia:
Diana havia morrido a pouco tempo, Vlamir estava muito triste, as crianças estava na escola, ele ficou sentado no sofá chorando, havia perdido a mulher da sua vida. E agora? Como ele iria conseguir cuidar de tantas crianças?
Ouviu um barulho, Diana estava o observando, escondida atrás de um móvel, tentou se esconder de novo porém não deu certo, com vergonha e encolhida, se aproximou do pai.
— Oi papai.
— Por que você estava me espionando? Não devia estar na escola? –ele enxugou as lágrimas e tentou ficar bravo.
— Eu esqueci um livro. Por que você tá chorando?
— Porque eu estou triste filha.
Diana o abraçou e falou bem baixinho:
— Sei que você está triste, mas eu estou aqui e vou fazer tudo que for possível para te ajudar. Tudo mesmo, eu juro. Amo você papai.
Depois de se lembrar disso, que ele teve certeza. Diana é a filha para ajudá-lo na Operação Família Unida.
P.O.V Diana
Depois de ver tudo isso, sinto como se meu corpo voltasse a endurecer. Minha respiração é fraca e eu estou confusa e furiosa
— O QUE? VOCÊ REALMENTE QUER QUE EU TE AJUDE SÓ PORQUE EU FIZ UM JURAMENTO QUANDO EU TINHA OITO ANOS?
— Sete. – Papai diz com um pequeno sorriso- Diana, você não entende, eu estou arrependido de ter sido um pai tão ruim, eu quero ver vocês unidos, eu preciso disso. Por favor, você jurou. Você sabe muito bem que o inferno e apenas dor, sofrimento e ranger de dentes. É isso que você quer pra mim?
Fico muda por um bom tempo, ele não foi o melhor pai do mundo, não mesmo, mas eu não sei se serei capaz de ajudar.
— Como fazemos isso? – Pergunto- eu não são a irmã com mais vínculos, acho que tenho mais desafetos do que tudo.
— Vamos por etapas, comece falando de mim para o Jimy, coisas boas, bons momentos, boas lições coisas assim, depois tente se unir mais a Clara, ela é a mais calma de todos vocês. Já os outros... bem isso vai ser complicado.
Meu estômago ronca, com tudo isso eu acabei esquecendo que estava morrendo de fome.
— Uma das partes boas de ser um fantasma é que você não sente fome, a parte ruim é que eu amava comer. – Papai faz uma careta- Agora vai lá naquela cozinha, junto com seus irmãos e coloque a Operação Família Unida em ação! E vá se acostumando, vou te perturbar sempre, hahaha, vai ser divertido
— Fazer o que, não tenho outro opção –dou de ombros e vou em direção a cozinha, um cheiro delicioso vem de lá, acho que não preciso fazer mais macarrão.
— Diana! Chegou bem na hora, a lasanha está pronta! – Steve coloca a forma de lasanha na mesa. Por incrível que pareça, Débora está lá, Irina e Dominnick também.
— Hum, que ótimo. Ei- aponto para os três recém chegados- como chegaram?
— Steve me ligou dizendo que ia fazer lasanha. Eu só comi essa lasanha uma vez, e o gosto não sai da memória, é a melhor! Por ela eu saio da dieta – Diz Débora pegando um pedaço enorme.
— Já eu e o Dominnick chegamos agora pouco.
— E como estamos com preguiça de pedir comida, vamos comer essa gororoba mesmo –Dominnick interrompe.
Steve olhou feio pra ele.
— Acredite que eu nunca comi a famosa lasanha do Steve?
— Também, você nunca ligou pra ele –Carter diz bem baixo, mas eu entendo.
Steve parece não ter ligado, me deu um pedaço enorme de lasanha e pediu para que eu provasse.
E era realmente incrível, o tempero da carne, o queijo cremoso. AH EU PODERIA COMER ISSO PRA SEMPRE!
— Para de comer e anda logo com isso! – Meu pai grita, ele está na minha frente, e nenhum outro irmão o vê, sério, por que eu?
Engulo em seco e pergunto:
— Então... –como mais um pouquinho de lasanha, porque eu quero- como vocês estão se sentindo em relação a morte do papai?
— Eu estou extremamente feliz. –Dominnick diz indiferente.
É.... essa Operação Família Unida vai dar trabalho...
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