The Lucky One
2 Que rapaz mais estranho, mas bonito
JUSTIN BIEBER
Ela caminhou até mais perto de mim com um pequeno sorriso nos lábios. Olhei com muita atenção para o seu rosto, era lindo.
- Posso ajudá-lo? – perguntou ela – Que lindo pastor! –abaixou-se e começou a fazer festas no Zeus – Como se chama?
- Zeus.
- É muito querido.
- Ele é assim com as pessoas. Nesse aspecto é melhor que eu.
- Não te podes compares ao animal. Vocês são companheiros. – ela levantou-se e estendeu a sua mão até mim – Sou a Beth.
- Justin. – apertei a sua mão e ela sorriu leve e fiquei um pouco confuso. E agora que diria? – Ahh... Bem, eu vim porque... – ouvimos um toque de telemóvel
- Espere sou um segundo, por favor. – ela pediu educadamente – Olá, Srª Jackson! – caminhou até aquela pequena casa ao lado da sua e entrou lá dentro e claro segui-a – Eu ia mesmo agora ligar-lhe para confirmar a... – correu até à secretária e agarrou nuns papeis – Sophie chegava hoje, e fica uma semana connosco. – Óptimo. – Não, não o Kevin não trabalha mais aqui.
Enquanto ela falava caminhei até uma das janelas e vi uma senhora a tentar treinar um dos cães, mas parecia que a coisa não estava fácil e o tamanho daquele cão também não ajudava.
- É a Beth. Sim treinamos. Fazemos de tudo. – prestei atenção nela novamente e susurro para mim – Sinto muito. Traga os papéis e restrições sobre a comida. Segunda feira está óptimo. Adeus. – desligou o telefone e pousou-o na mesa. – Bem... O Zeus está muito bem treinado, então... Penso que vieste aqui para o deixar?
- Não, não vou a lugar nenhum. Cheguei ontem à cidade.
- De onde és?
- Colorado.
- E o que te trouxe a Hamden?
- Na verdade é uma longa história. Nem sei por onde começar.
- Desculpa, mas isso não tem nada a ver comigo... Ahh o que posso fazer por ti, Justin?
- Na verdade eu vim aqui para te ver. – ela olhou para mim espantada e ao mesmo tempo confusa. Tirei do meu bolso a carteira e tirei alguns papeís de lá dentro. – Eu encontrei isto... – ela olhou para a minha carteira e logo falou
- Viste o anúncio. Claro! – agora quem ficou confuso fui eu – Bem, o trabalho não é muito bem pago, mas sempre ajuda em alguma coisa. É só fazer caminhadas com os cães, tratar da alimentação, limpeza, 6 dias por semana. O Zeus é sempre bem-vindo! E... ajuda. É disso que precisamos neste momento. Um dos funcionários já não trabalha aqui e fiquei apenas eu e a minha avó.
Fiquei por uns segundos calado a olhar os papeis que ela me tinha passado para a mão, mas logo respondi.
- Podes emprestar-me uma caneta? – ela sorriu e passou-me uma caneta
- Então para além do Zeus, tens experiência com outros cães?
- Sim, trabalhei com alguns cães vagabundos.
- Ohh então tu eras...
- Fuzileiro. – interrompi-a. Ela olhou-me sem expressão e depois falou
- Sabes que mais? Não precisas de preencher isso. Dá-me o teu número para te contactar. Assim que tiver alguma coisa ligo-te.
- Parece que tiveste algumas dificuldades para encontrar alguém...
- O que leva a alguém sair do Colorado para vir trabalhei num canil em Luisiana?
- Não te sei responder. Caminhei.
- Vieste a andar do Colorado até aqui?!
- Gosto de caminhar.
- Dás-me licença por um segundo?
BETH STUART
Saí dali completamente confusa e fui até à minha avó que tenta puxar o cão, mas sei nenhum resultado.
- Já tomas-te a medicação hoje? – perguntei
- Sabes muito bem que não preciso.
- Eu sei, mas sempre ajuda. Mas isso agora não importa. Está ali um tipo a pedir emprego e não me consigo livrar dele. – ele apareceu à porta da “secretária” e olhámos as duas para ele
- Parece inofensivo.
- Ele veio a andar do Colorado. Por favor, diz-lhe que não lhe podes contratar.
- Porque tenho que ser eu e não tu?
- Queres contratar um maluco qualquer?
JUSTIN BIEBER
As duas olhavam para mim enquanto falavam e fiquei envergonhado, por isso voltei para dentro. Uns minutos depois uma senhora que provavelmente era a avó da Beth entro.
- O senhor é maluco? – olhei para ela sem expressão e levantei as sombracelhas
- Como?
- A minha neta acha que tu podes ser um maluco.
- Não, não sou.
- Pareces ser um homem bem inteligente. Então diz-me porque queres trabalhar aqui?
- Parece ser um trabalho calmo. O meu último trabalho não foi muito...
- Onde era? Wall Street?
- Não, srª. Eu estava na marinha.
- Marinha...
O Zeus levantou-se e começou a ladrar para senhora.
-Eiii, Calma. Deita. – pedi e ele fez
- Foste tu que o treinas-te?
- Sim, senhora. – ela chegou perto do cão e começou a fazer festinhas
- Lindo menino.
BETH STUART
- Então como te livras-te dele?
- Dei-lhe o emprego.
- O quê?!
- Nós precisavamos de alguém!
- Mas não sabes nada sobre ele.
- Nem tu.
A minha avó foi para o celeiro e fui até casa. Não tinha nada contra o rapaz, mas quem vem a andar do Colorado até aqui?! É de loucos! Sou uma rapariga jovem de 20 anos, mas mesmo assim não conseguia andar tanto, moria a meio!
JUSTIN BIEBER
Perto do canil havia uma casa, desfeita, mas nada que o trabalho não resulva.
- Precisa só de amor e carinho. – falou o homem que me tinha indicado a casa
Dentro da casa era pó, pó e mais pó. Móveis, alguns partidos e as paredes péssimas. Dei uma vista de olhos pela casa inteira e até era grande, para mim era o suficiente.
- Eu fico com ela.
- Bem... eu tenho muitas ferramente se precisar.
- Obrigado.
BETH STUART
Como todas as manhãs eu dava uma corrida com os cães e ouvia música para distrair. Aquela zona era óptima. Sossegada, grande e bonita.
Quando voltei da corrida estava o tal Justin a arranjar a parte de fora da “secretária” uma das partes do telhado estava a cair.
- Não precisas de estar aqui antes das sete e meia. – falei ofegante por estar cansada
- Eu sei, mas não conseguia dormir, por isso vim adiantar trabalho.
A minha avó foi mostrar alguns dos trabalhos ao Justin enquanto isso foi tomar um banho e preparar o meu irmão para o levar à escola.
- Pronto para irmos? – perguntei ao Ben, meu irmão.
- Quem é aquele?
- Alguém que a avó contratou para nos ajudar. – no alpendre da casa junto das escadas e estava o violino do meu irmão, esquecido como sempre. – Não te esqueces-te de nada? – ele exclamou um “ohh” e correu até às escadas para apanhar o violino. – Vamos não queremos chegar atrasados!
- Tu sabes que a avó não gosta quando treino em casa.
- Podias treinar na varanda.
Liguei o carro e olhei uma última vez para o Ben, para confirmar que ele tinha o cinto. Ele olhava para trás e olhei também para saber que era. E estava o Justina tratar de alguns cães, e não sei bem porquê sorri ao ver a cena. Tenho que admitir ele é bonito, mas há qualquer coisa estranha nele.
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