The Loyal Husband

5 Uma Rainha curiosa, uma serva espiã, e um príncipe mais confuso


Notas iniciais
Uma cena mais light dessa vez

Seung caminhava rapidamente, com Mei logo atrás, seu coração palpitava. Mil cenários passavam por sua cabeça, onde o príncipe o expulsava do castelo de vez, as concubinas o odiavam, ele era executado, o Grande Ser entrava no salão e dizia que tudo aquilo era um engano e que ele era um impostor. Tinha que admitir, tinha uma imaginação enorme, pois todos os cenários mais ridículos e impossíveis passavam pela sua cabeça.

Seu rosto estava vermelho, e seu coração parecia querer sair pela boca. Suas mãos estavam suadas, e ele se sentia terrível. O que tinha acontecido com ele pra ter tamanha coragem de beijar o Príncipe?! Talvez Bon-Hwa fugira por se sentir desrespeitado, afinal Seung era apenas um trabalhador que levava a vida vendendo e plantando, algumas vezes até enganando as pessoas. Não tinha o direito nem ao menos de tocar o príncipe e o tinha beijado! Seung pedia a todos os Espíritos de todos os elementos da natureza para o ajudarem e o perdoarem. Parecia que ao mesmo tempo que sua situação começava a melhorar, ele fazia algo para piorá-la.

Mei, por outro lado, não entendia o nervosismo de Seung, que espremia as mãos e começava a suar. Sua expressão de preocupação fazia Mei imaginar o que havia acontecido no encontro com o príncipe. Talvez Bon-Hwa tivesse dito algo que o ofendera, ou o tinha ameaçado, o príncipe tinha um temperamento que mudava com o menor dos motivos. Parecia uma folha seca que caía a qualquer brisa, ele podia se irritar muito facilmente, ou se alegrar por nenhum motivo, e se entristecer por vários dias por nenhum motivo aparente. E desde a chegada de Seung os servos comentavam do humor do príncipe, que não se concentrava em suas tarefas diárias e parecia sempre absorto em algo. Parecia confuso e se irritava com facilidade.

Ele não era agressivo, apenas volúvel. E pela expressão de Seung, Bon-Hwa tinha dito algo realmente ruim. Teria que conversar com a Rainha sobre isso, que, em segredo, pediu que Mei observasse a relação de Seung e Bon-Hwa, e como o seu primeiro encontro terminaria.

Chegando ao salão, Seung parou por alguns instantes, arrumando os cabelos desgrenhados, secando o suor das mãos nas vestes, inspirando profundamente, tentando ficar calmo. Por fim, ajeitou suas vestes e empurrou a porta de madeira negra, o aroma das velas aromáticas e da deliciosa comida sendo servida roçando seu nariz, o convidando. Todos comiam, e Seung cruzou olhares com Bon-Hwa, que virou o rosto subitamente, e parecia muito interessado nos talheres.

— Me... Me desculpe pelo atraso, Majestade.

Seung disse, se voltando ao Rei, que acenou com a cabeça, dando permissão a Seung para se sentar.

— Pensei que você voltaria para o jantar com Bon-Hwa. Afinal, vocês passaram a tarde juntos. Certo...?

A Rainha perguntou, se voltando para Bon-Hwa, que ficou levemente vermelho. Seung se sentou ao seu lado enquanto pensava numa resposta para a Rainha, que era muito boa em ler as pessoas.

— Sim, mãe. Mas eu me lembrei de algo e tive que sair mais cedo. Disse a Seung para me encontrar aqui.

Seung acenou, enquanto os servos enchiam seu prato e sua taça de vinho.

— Bem... E como foi?

— Como foi o quê?

O príncipe perguntou, e Seung percebeu que a Rainha estava sondando ambos.

As concubinas riram de leve, com a atrapalhada do príncipe.

— Oras, como foi o encontro! A primeira tarde de vocês!

A Rainha estava desconfiada.

— Eu me lembro da sua agitação com as concubinas. Você nos contou tudo sobre o encontro com elas.

O Rei disse, sem saber o que estava realmente acontecendo ali.

— Bem... Foi muito interessante, fomos à biblioteca e...

O príncipe tentava não gaguejar.

— E eu fiquei impressionado com a quantidade de livros, conversamos bastante.

Seung tentava sustentar a história de Bon-Hwa. Não estava mentindo, apenas omitindo o beijo e a fuga...

— E conversaram sobre o quê?

A Rainha não entregava o jogo.

— Sobre as nossas afinidades!

Bon-Hwa respondeu, seu rosto se avermelhando mais e mais. Segurava o talher com tanta força que achava que poderia quebrá-lo.

Seung percorria a mesa com os olhos, até que encontrou Yuga, saboreando a comida sem se importar com o que acontecia. As concubinas pareciam muito interessadas na história, e podiam perceber o rosto corado e o nervosismo de ambos.

— Que interessante!

Seung achou que o jogo da rainha tinha terminado, aquele interrogatório sem sentido... Mesmo que fosse óbvio, pela expressão de ambos e o fato de terem chegado separados, que algo aconteceu...

— Mas, Bon-Hwa, querido, me fale das afinidades de nosso Seung.

Os olhos de Bon-Hwa se encontraram com os de Seung e por um momento eles se esqueceram da birra entre os dois e, suplicando pela ajuda do outro, perceberam que teriam que trabalhar juntos para sair daquela situação constrangedora antes que piorasse.

— Seung gosta de nadar, e por isso decidi que vou levá-lo ao lago, para apreciar as nossas águas cristalinas. Ele gosta de ler mas ainda tem dificuldades...

— Por isso vou me esforçar para aprender mais rápido, e Bon-Hwa prometeu me mostrar seus livros favoritos, e assim teremos mais o que conversar!

Ambos completavam a frase do outro.

— E pensei em levá-lo á Galeria, pois ele ama arte e cores. Também fiquei curioso quanto aos desenhos de Yuga, que segundo ele são maravilhosos.

Seung pôde ver Yuga corando, mas se concentrava em atuar. A Rainha começava a parecer menos desconfiada.

— Bon-Hwa gosta de treinar e por isso pedi que eu participasse de uma de suas aulas, apenas para assistir, claro. Como...er... Esposo... Creio que não posso participar do treinamento.

— Bobagem! A verdade é que nunca tivemos uma situação dessas em nosso reino — o Rei disse, contente com o interesse de Seung — Se você quiser, creio que pode participar dos treinamentos sem problemas. Afinal, você é um homem.

Bon-Hwa se encolheu com as palavras de seu pai. Um homem. A fonte de seus problemas atuais. A causa de seus pensamentos estarem tão confusos. E depois do... beijo... sua mente se encontrava mais confusa que nunca. Tinha que falar com o Grande Ser antes que fosse tarde demais. E agora tinha que atuar em frente a sua mãe curiosa, que sorria, o olhando em expectativa. A conversa que tiveram horas antes do encontro, o pedindo para dar uma chance a Seung, para não o julgar, e tentar entender a escolha dos Espíritos, provavelmente foi a causa do descontrole dele, e de ter beijado Seung... Bon-Hwa tentava evitar as memórias daquele momento mas elas pareciam querer voltar...

— Seria maravilhoso se você se interessasse em luta, e então poderíamos treinar juntos. É verdade que estou me cansando das técnicas antigas do professor, e dos mesmos oponentes, e do meu pai... Que insiste em não usar as incríveis habilidades dele quando luta comigo. Sempre me deixando ganhar.

— Eu não deixo você ganhar, são as suas habilidades e seu talento em prever meus movimentos que fazem de você o vencedor.

— Mas se o senhor usasse as suas habilidades nas nossas lutas, eu teria mais oportunidade de aprender...

— Eu não quero que você copie minhas técnicas, quero que crie as suas, e então escreverão histórias sobre você e sua espada, nos campos de batalha, matando centenas com um único golpe.

— Sabe que não possuo mágia...

Bon-Hwa parecia triste, e nervoso. Seung percebeu que aquilo era um assunto delicado para ele, e ambos o Rei e Rainha pareciam desconfortáveis, e decidiram mudar de assunto rapidamente.

— Bem, fico feliz que vocês se deram bem, e que pretendem se encontrar mais vezes.

Bon-Hwa tocou a mão de Seung por cima da mesa carinhosamente.

— Eu confesso que no começo não me senti a vontade com a ideia de ter um esposo. Mesmo que em nossos tempos essa ideia é bem aceita, isso nunca aconteceu com um Rei. Mas agora que tive a oportunidade de conhecer Seung, me sinto um tolo por o julgar. Vamos nos dar muito bem.

Bon-Hwa sorria, e Seung desejava que aquilo fosse verdade, que Bon-Hwa tivesse deixado seu pequeno preconceito de lado. Sorria, apertando a mão de Bon-Hwa levemente, enquanto percebia que não tinha feito nada de errado, mas que o motivo de Bon-Hwa ter fugido era o seu preconceito com a ideia de se casar com um homem. Talvez fosse pelo fato de Seung não ter algum talento, ou mal ter estudado, ser apenas um servo, ou o simples fato de ser um homem, que impedia Bon-Hwa de o ver como um ser humano, como seu esposo. Seung só queria uma chance real de mostrar para Bon-Hwa que ele merecia seu respeito.

Durante todo o jantar, Seung permaneceu calado, absorto em seus pensamentos, e a Rainha não fez mais perguntas sobre seu encontro com Bon-Hwa, que conversava com o Rei sobre assuntos políticos.

Voltavam para seus aposentos, as concubinas e Seung, cabisbaixo, pensando em tudo o que acontecera. Por um momento achou que o príncipe gostava dele, mas agora sabia que era tudo uma farsa. Uma atuação.

Queria chorar, deitar no colo de Yuga, sentir seu aroma, seu rosto no colo macio dela, chorar e ouvir seus conselhos. Colocar tudo pra fora e xingar o príncipe de todos os nomes proibidos. Mas agora era hora de dormir. E as concubinas não tinham permissão para se encontrar com visitantes depois do jantar. As regras eram rígidas, para manterem as concubinas exclusivas para o príncipe. Nada de encontros, ou namoros secretos.

Tinha se despedido de Yuga com um abraço apertado. Ambos sabiam que algo não estava certo, e Yuga sentia a tristeza de Seung, o que a fez preocupada.

Mei andava lado a lado com Seung, conversando com as amas das concubinas, enquanto sua mente se concentrava na expressão de Seung. Tinha que contar tudo para a Rainha, e não podia deixar passar nada.

Todos se dirigiram ao salão de banho, e Seung não se importou em se despir, ao lado de seis mulheres radiantes, enquanto Mei tentava o cobrir com a toalha, evitando os olhares curiosos e sem pudor das moças, que se despiram naturalmente, já acostumadas com a rotina do banho em grupo.

Seung entrou na água, sem ao menos ouvir a conversa das concubinas, que discutiam algo alegremente. As amas lavando os cabelos das moças, enquanto elas conversavam agitadas. Seung se sentia traído por Bon-Hwa e ao mesmo tempo tentava entender seu ponto de vista.

Mi-Cha se aproximou de Seung lentamente, notando sua expressão triste, e tocou seu braço delicadamente.

— Seung? Você está bem?

Seung pareceu sair de um transe, e seu rosto corou violentamente ao perceber Mi-Cha, nua, na sua frente, e as outras moças brincando na enorme banheira.

— Tudo bem?

— Ah, sim... Tudo bem, só cansado.

Seung sorriu, e no meio de toda aquela tristeza se sentiu bem em saber que tinha alguém que se preocupava com ele.

— E então? — Kyung Soon disse, se virando na direção de Seung, todas as concubinas se aproximando dele, a banheira se enchendo de espuma com os sais que os servos colocavam na água — não vai falar do seu encontro?

Seung podia ver a curiosidade nos olhos das concubinas. Parte dele sabia que tinha que manter a mentira de Bon-Hwa, que eles se deram bem e realmente gostavam um do outro. Mas a outra parte queria dizer a verdade, formar um laço de confiança com as moças que fariam parte de sua vida para sempre. Precisava tirar aquilo de dentro de si, botar pra fora seus sentimentos. Ele sentia que podia confiar nelas. Desde o início elas foram educadas,amigáveis e humildes. Ele não sentia a necessidade de mentir. E se mentisse, o faria pelo príncipe, que no momento não merecia nada de Seung.

— Bem... Bon-Hwa me levou a biblioteca...

— Disso nós sabemos — Yong disse, se aproximando mais, tentando não engasgar com a espuma que quase tampava seus olhos — Nos conte algo que ainda não sabemos... Por exemplo, o motivo de você ter chegado no salão depois do príncipe...

— E o motivo de ambos estarem tão corados e nervosos — disse Kyung-Soon, que era muito observadora.

— Ahh... eu me lembro do meu encontro com o príncipe... A primeira vez que conversamos, a tarde que passamos juntos... Ele me levou ao jardim, e conversamos bastante, ele foi tão gentil... — Mi-Cha disse, com uma expressão sonhadora.

— E... Aconteceu algo mais?

Seung perguntou, curioso.

— Tipo o quê?

Joo perguntou, se aproximando, os cabelos negros ondulados descendo pelos ombros brancos.

— Vocês se beijaram?

Seung já sabia que dar voltas não levaria a nada, com elas ele teria sempre que ser direto.

— O que?! Não! Ele foi gentil, e até tocou o meu braço mas... Nada de beijos... Não na boca...

— Ele não beijou nenhuma de nós.

— Não no primeiro encontro.

Kwan disse, a franja agora cobrindo os olhos.

— Espera um pouco... O príncipe te beijou?!

Kyung-Soon estava pasma, e todas as seis concubinas ficaram chocadas, só pela expressão de Seung elas já podiam dizer que o príncipe o beijara.

— Eu não acredito! — Kwan gritou, até os servos estavam curiosos

— Pelos Espíritos do Fogo, o príncipe é mais gay do que eu pensava! — Joo disse, pasma.

— Ele já nos beijou algumas vezes, mas depois de tanto tempo vivendo aqui, nós nos vemos com uma certa frequência então é claro que ia acontecer... mas no primeiro encontro?! Nunca! — Mi-Cha falava rapidamente, tentando entender a situação.

— Isso é demais! — Joo gritou.

— Isso não é proibido mas... — Mi-Cha falava com ela mesma

— Uau. Você é muito bom nas artes da conquista. — Kyung-Soon não podia acreditar

— Então vocês se deram muito bem! — Ryung estava muito agitada

— Quem é o Uke? Dá pra perceber quem é quem pelo beijo?! — Joo só pensava na mesma coisa desde que Seung chegou no palácio; qual dois dois era o Uke.

— Meninas! Deixem o Seung falar! — Ryung gritou, fazendo os servos voltarem a trabalhar, fingindo não prestar atenção na conversa.

— Er.. nós nos beijamos...

— Por quanto tempo? Qual foi a intensidade do beijo?! — Joo queria todos os detalhes... íntimos.

— Foi um beijo um pouco demorado... Foi intenso... — Seung se lembrava do toque quente de Bon-Hwa em seu rosto, a maciez de seus cabelos em sua mão, e a sua língua abraçando a dele — Foi... perfeito... Ele me levou a um lugar secreto na biblioteca e... Não, eu não vou te contar onde fica, Kyung — o olhar de Kyung-Soon era óbvio — E os lábios dele eram macios, e o toque dele era quente... O cheiro de ameixas dele ficou cravado em mim...

Seung notou que repassava o momento em sua mente, o coração palpitando, tentando reviver as sensações que o toque do príncipe trazia, e ele queria mais, queria mais do toque de Bon-Hwa, e de seu aroma, e de seus lábios...

Não! Nada disso! Eu estou bravo com aquele metido! Nada disso!

— Nossa... parece perfeito... — Mi-Cha tentava imaginar a cena, e Joo estava agitada com a ideia dos dois se beijando.

— Mas..? — Kyung Soon perguntou, sentindo algo de errado — Parece que você não está muito animado com isso.

— O príncipe correu.

— O que?!

Todas disseram em uníssono, até mesmo as servas, que estavam totalmente interessadas na conversa.

— Ele correu?! Como assim?! — Ryung gritou, perplexa.

— Ele fugiu?! Te deixou lá? — Kwan não acreditava.

— Talvez ele se sentiu tão excitado que teve que correr para o quarto e se...

— Mas é claro que não! Ele foi um babaca por ter fugido! — Mi-Cha, que se sentia dentro de um dos livros que costumava ler, se sentiu indignada com o fato do príncipe ter deixado seu "amor verdadeiro" de uma forma tão humilhante. Sentia como se fizesse parte de um romance gay, onde os personagens principais tentavam negar sua natureza. Bem, onde um dos personagens negava sua preferência. Ela se sentia na obrigação de fazer o casal ficar junto, fazia daquilo sua missão pessoal.

Talvez ela lesse romances demais.

— Talvez ele se esqueceu de algo... Ele tem que ter um motivo pra ter te deixado assim! — Yong disse, aflita.

— Eu sei o motivo dele ter me deixado — disse Seung, voltando ao estado de tristeza inicial — Ele não aceita o fato dele gostar de homens. Ou ele saiba que gosta de homens mas... não gosta de mim! Talvez ele me ache muito fútil.

— O príncipe não é assim. Ele não te julgaria dessa forma.

— O que você disse no jantar é verdade? Você conversaram na biblioteca? — Kyung perguntou, tentando entender a situação.

— Sim.

Seung estava triste, as preocupações voltando a sua mente.

— Então não se preocupe, é bem provável que ele saiba que você não é fútil. — Mi-Cha disse, amigavelmente.

— Então nos resta a primeira opção. — Kwan disse.

— O problema aqui não é esse, não importa se o príncipe gosta ou não de homens. Nós sabemos que Seung é simples, mas ele nem começou as aulas ainda, ele ainda vai ser treinado, como nós fomos. Todas nós éramos como você. Viemos de famílias simples. — Ryung disse, tentando ajudar a bagunça que estava na mente de Seung.

— Algumas de nós nem tivemos famílias... — Kyung disse, baixinho.

— E nós aprendemos tudo aqui. O príncipe sabe disso. Ele não te julgaria assim. Uma hora ou outra ele vai aceitar que você é o esposo dele. — Mi-Cha falou. Ela tinha certeza que seu casal ficaria junto.

— Vai aprender a gostar de você, a te amar.

— E você vai aprender um monte de coisas aqui, e vai se tornar o esposo real, com diversos talentos. — Kyung disse.

— E ele vai ver que você merece sim ser o esposo dele. — Joo ficava triste em ver Seung preocupado.

— Por enquanto você tem que se preocupar em aprender, e o resto vem com o tempo. — Kwan disse.

— Assim como aconteceu com a gente. — Mi-Cha falou, carinhosa.

— Só o fato do príncipe ter te beijado mostra que ele gosta de homens, e de você.

Todas estavam preocupadas com Seung, e aquilo o fazia se sentir bem, e enchia seu coração de alegria.

— Sabe, um abraço agora seria legal, se você fosse uma mulher... mas seria um pouco estranho se nós nos abraçássemos agora... Por que... Estamos pelados... E você é um homem...

Todos riram, a tensão no ar se dissipando. Seung se sentia bem por ter confiado nelas.

— O banho acabou.

Uma das servas disse, e todas começaram a sair do banho, uma por uma. Um aroma de menta no ar.

Seung estava disposto a fazer Bon-Hwa engolir seu preconceito. Ele ia mostrar que estava a altura de ser o esposo real.

Todos dormiam, e apenas os guardas andavam pelos corredores mal iluminados. Mei andava apressada, com suas pernas curtas. Tinha feito tudo direitinho e seguia pelas escadas até uma parte reservada do palácio, perto da cozinha, em um cômodo esquecido. Empurrou a pesada porta de pedra negra e entrou, o aroma de poeira a fez espirrar e quando se virou se assustou com a presença da Rainha.

Tinham marcado de se encontrar ali mas a presença imponente da Rainha ainda era algo que fazia Mei tremer. Seu coração batia forte em seu peito, e a voz da Rainha deu calafrios em Mei, que encolheu.

— Agora, conte-me tudo o que realmente aconteceu no encontro de Bon-Hwa.

Mei gaguejava, a boca seca, e as mãos suadas tremiam bastante. Apenas a presença da Rainha era capaz de fazer ela nervosa a tal ponto de quase desmaiar. Tinha muita coisa para contar, e sabia que a Rainha ficaria contente.

Notas finais
Nessa parte da personalidade de Seung eu me identifico MUITO. Eu sempre invento um monte de paranoia na minha cabeça, fico ansiosa e preocupada por nada, e sou muito insegura ás vezes. Maaaaas fazer o quê né? As concubinas foram muito legais com Seung, e fizeram ele se sentir bem, momento fofo :3 (meio que um momento pervertido também né, graças a Mi-Cha e Joo) Ok, Essa história da rainha pedir pra Mei ficar espionando o Seung e o Bon-Hwa ainda vai render muita treta (hahahahaha) A Mi-Cha é meu espírito pervertido nessa fic, ela é doida por BL (sim, existia BL naquela época) e ela vai tentar várias coisas para fazer o OTP dela dar certo. Parece uma fangirl. BL= boys love = GAY Mas, pra falar a verdade, esses capítulos são só pra fazer você, leitor(a) se acostumar com os personagens e o cenário, a coisa começa a esquentar a partir do capítulo sete... por aí... hehehe E enquanto a treta toda acontecia lá no jantar... o rei comia a comida dele de boas. Eu pego um monte de mim e coloco nos personagens né hahahaha.