The Loving Dead
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Andamos por algumas ruas. As casas estavam muito acabadas, mas do que qualquer outra que eu já tinha visto. Tudo estava muito quieto, não tinha nem mesmo vento. Tom e eu andamos calados por bastante tempo.
— Ouviu isso? – Tom disse
— Não me fala que você ta ficando igual à Bianca — eu disse sorrindo.
— Não. Acho que tem mortos em alguma dessas casas — ele disse passando os olhos pelas casas.
Nós estávamos em um tipo de vila, e tinha casas por todos os lados, apesar de não serem muitas. Tinha até um prédio no fim da rua.
— Tem mortos em todo o lugar Tom... – Falei cabisbaixa.
Ele me olhou de uma forma diferente.
— Vamos pra outro lugar — ele disse me puxando.
— Não. Jack nos disse pra vir pro Norte. Vamos até o final da rua pelo menos. Depois voltamos — eu disse me soltando.
Tom me encarou e ficou me olhando. Depois de algum tempo ele passou a língua pelos lábios e pegou a minha mão. Começamos a andar em direção ao prédio. Não que fôssemos entrar lá.
Foi então que eu ouvi um barulho também. Soltei a mão de Tom e me virei. Havia um morto andando em nossa direção. Fui em direção a ele e enfiei a barra em sua cabeça, depois a puxei de volta. O corpo apodrecido caiu inerte no chão e o cheiro começou a ser mais pútrido.
— Vamos — disse Tom em alerta.
Ele pegou minha mão novamente e me guiou de volta.
Clic!
Um homem apareceu na nossa frente. Ele usava roupas estilo exército, cabeça raspada e aparentava uns 30 anos. Segurava uma arma. Acho que seria uma 12. E nas costas tinha alguma coisa parecida com um tridente. Tom colocou a mão na minha frente e a gente parou.
— É bom vocês não darem mais nenhum passo. Isso aqui pode só ter duas balas, mas com certeza eu mataria os dois com ela – disse o homem. Um pouco burro em minha opinião, quem diz quantas balas possui?
Tom levantou as mãos, mas continuou segurando arma.
— Estamos aqui em paz, amigo.
—Isso eu duvido. Não existe paz nessa guerra. E isso, meu amigo, é uma guerra — Ele disse com a arma apontada diretamente para Tom.
— E é por isso que temos nos juntar, para vencer a guerra — disse Tom
— Odeio mensagens de otimismo. E eu trabalho sozinho — ele apontou a arma para mim e colocou o olho sobre a mira.
— OK. O que você quer? — Disse Tom.
— Eu? — O homem abaixou a arma, mas ainda a segurava com força. Poderia atirar em qualquer minuto. — Eu quero as suas armas. Quero a sua amiga aí — ele apontou para mim — Mas se vocês não colaborarem eu os mato sem hesitar.
Ele levantou a arma de novo. O rosto de Tom estava vermelho como um tomate, e eu duvidava que fosse de vergonha. O cara tinha duas balas. Então ele teria que errar duas vezes.
–—Quem sabe você me consegue viva? – eu disse. Minha voz estava convincente.
Ele abaixou a arma e Tom me olhou incrédulo. Não podia falar nada com ele, ou o homem desconfiaria. Eu soltei a barra de ferro e dei um passo à frente.
— O que você está fazendo? — disse Tom. Ele segurou meu braço com força. Força até demais.
— Isto aqui é sobrevivência, Tom. É cada um por si. Ele é mais forte que você. E mais valente também. Agora me deixa ir — Soltei-me.
Eu me dirigi até o cara com a arma. Dois tiros. Ele sorria como se fosse um grande maníaco e louco. Talvez eu pudesse fazer isso me ajudar.
— Você está fazendo a escolha certa, queridinha.
— Meu nome é Sophia, e o seu?
— Luciano. Prazer. – ele esticou a mão e eu a apertei com a melhor cara sensual que eu pude fazer — Agora vamos acabar com isso.
Fui para trás dele e o observei mirando a arma. Tom estava parado e parecia sem movimentos.
— Quer dizer alguma coisa antes de morrer, garoto?
— Você é uma traidora Sophia — Tom disse com raiva.
Nunca imaginei que fosse doer o que me doeu. Mas a única coisa que eu podia fazer era fingir que aquilo não tinha me afetado.
— Pena que você descobriu tarde demais — Eu disse com um sorriso falso.
— Vamos nos divertir Sophia — Disse Luciano com um sorriso malicioso.
Ele mirou em Tom que continuou com a arma na mão. Eu sei que ele morreria lutando, então não podia deixar que ele fizesse alguma coisa pra estragar o meu plano.
Quando eu vi que o homem ia atirar dei um saco no braço dele, o que fez a arma apontar pra cima e o tiro voou bem longe do seu alvo. Luciano tentou se virar pra mim, mas eu segurei o braço dele e o joguei no chão, me jogando junto. De relance vi Tom correndo pra mais perto com a arma em punho, pensando se ia atirar ou não. Rolei com o cara no chão, ele era bem mais forte que eu. E eu não sabia se iria conseguir segurá-lo por muito tempo.
O homem me chutou o que me fez largar o seu braço. Agora ele estava em cima de mim e a arma ainda estava em punho. Tom chegou pouco antes dele disparar em mim e o tiro foi bem ao lado da minha cabeça. A sorte estava comigo naquele dia. Tom o arremessou longe de mim e subiu em cima dele. Soltou a arma um pouco longe e começou a socar a cara de Luciano. O homem tentava se defender, mas Tom era mais rápido. Eu peguei a 12. e a arma de Tom. Apontei para o cara e gritei:
— Tom! Está bom, você vai se machucar. Acho que ele já entendeu.
Tom deu um último soco e me olhou. Ele se levantou e eu entreguei a arma pra ele. O cara estava acabado, com os olhos fechados e o nariz escorrendo sangue. Eu estava com a 12. na mão e o fitei.
— Vocês são uns idiotas. Atraíram aquelas aberrações. Não vai ser só eu que vou morrer — um sorriso doentio pairava em seu rosto.
— Que tal você ficar aqui como isca? — eu disse.
Peguei a barra de ferro que estava na mão esquerda de Tom e apontei para Luciano.
— Não precisa fazer mais nada — Tom disse agora mais calmo — Ele morrerá aqui.
— Não confio nisso — eu disse.
Levantei a barra bem no alto e desci com toda a força que eu tinha em direção ao crânio de Luciano.
Fale com o autor