The Love Transforms.
6 And it all begins.
Notas iniciais
Ela aceitou.
Ela aceitou fazer o meu perfil, no primeiro momento ela ficou em dúvida mais depois que eu sugere que eu procurasse outra pessoa, ela disse que iria sim fazer, mais antes mim encheu de perguntas, porque você quer tanto esse perfil ? Porque logo agora ? Porque você chamou a mim ?
É realmente ela era bastante curiosa, e não deixava escapar nada mais eu responde essas perguntas, eu queria esse perfil porque eu queria ver minha história contada por mim mesmo, porque eu escolhe ela pra isso, porque eu gosto do Jonas Marra que aparece nas matérias dela, e claro porque ela é linda mais isso vamos deixar em off, e porque logo agora, porque meu tempo é curto, mais isso vamos deixar em off também, eu quero esse perfil o quanto antes por isso que ontem mesmo já marcamos uma entrevista pra hoje, e sinceramente to nervoso sobre o que ela vai perguntar, não quero sair falando tudo sobre mim, eu estava dirigindo com esses pensamentos quando encontrei a praia que combinamos em nós encontrar, a praia é bem tranquila e ninguém vai atrapalhar a gente, o que é bom eu quero privacidade.
Verônica Monteiro.
Eu tinha aceitado fazer o perfil dele, não antes de bombardear o coitado com perguntas, mais ele pacientemente respondeu todas elas, no começo eu não queria porque eu não queria ficar perto dele, não que não fosse agradável ficar perto dele, esse era justamente o problema, era agradável até demais, fui interrompida dos meus pensamentos quando avistei a praia em que ele sugeriu para nós encontrar para dar início as entrevistas para o perfil dele, realmente a praia era muito calma, como ele disse, não tinha ninguém exceto um cara olhando o mar a sua frente distraidamente, caminhei até a área, tirei minhas sandálias, e mim aproximei dele e UAU, ele estava lindo, ele usava uma bermuda branca, uma camisa social azul marinho, e estava descalços, ele estava fitando o mar enquanto o vento bagunçava seu cabelo, ele pareceu notar minha presença, já que se virou em minha direção, assim que seus olhos se encontram com o meu, ele sorriu e eu sorri de volta.
_ Oi — ele disse com uma voz rouca e baixa.
_ Oi, é ... vamos começar ? ele assentiu e apontou pra direção oposta da praia.
_ Vamos dá uma caminhada ? — ele disse ainda apontado pra outra direção, eu assente e sai andando com ele logo atrás de mim.
_ Então eu pensei em nós começarmos a falar sobre sua infância.
_ Ah! Ok, bom como todo mundo sabe eu morava na Taquara aqui no Rio, minha mãe, dona Gláucia Beatriz não trabalhava, e apesar de sempre ta em casa toda sua atenção era voltada pro idiota do meu irmão mais velho Sílvio, a verdade é que eu nunca mim dei bem com nenhum dos dois, a minha mãe nunca gostou de mim e meu irmão era e ainda é um idiota, que vive na barra da saia dela, o único que mim amava e mim apoiava ali era meu pai, Pedro Marra um policial honesto, sempre fez de tudo pra mim, pro Sílvio e pra minha mãe, sempre trabalhando e ainda dava um jeito de atenção pra todos, infelizmente eu perde ele cedo demais, ele morreu em combate, na época eu tinha 19 anos, e no momento em que eu soube da morte dele, aquele momento pode ser considerado o pior de toda a minha vida.
_ Uau, bom você se importa de falar um pouco mais sobre ele ?
_ Não, quer saber ? vou te contar umas histórias dele, você vai gostar.
E assim continuou ele mim contou um pouco mais da relação com o pai, e só de ver o tanto do brilho nos olhos dele quando falava do pai, um brilho de alegria, admiração, mais de tristeza também, e até um pouco de culpa, hoje nós iríamos falar só sobre a relação dele com o pai.
_ Nossa, realmente seu pai era um grande homem.
_ Sim, ele era — ele sorriu.
Houve-se um minuto de silêncio.
_ HAHAHA — Ele começou a rir.
_ O que foi ?
_ olha lá, é o cara do sorvete, EI CARA ESPERE AI, quer um sorvete ? — eu assente e ele saiu correndo atrás do rapaz do sorvete, haha parece criança gente, depois de alguns minutos ele voltou com dois sorvetes na mão.
_ Eu esquece de te perguntar o sabor, mais você tem cara que curte um sorvete de flocos ou limão.
_ São meus prediletos.
_ Haha, senta aqui — ele disse sentando na área e mim entregando o sorvete, começamos a tomar o sorvete e conversar, quando de repente ele fala
_ Sua boca ta suja.
_Onde ?
_ Deixa que eu limpo — ele foi ficando cada vez mais perto de mim, sempre mim olhando nos olhos, quando eu dei por mim, ele estava pressionado os lábios no canto da minha boca, e depois ele veio e mim deu um selinho demorado, que num primeiro momento eu deixei mais depois recuperei minha lucidez.
_ Jonas, eu tenho que ir — eu disse levantado.
_ Mim desculpa, eu ...
_ Jonas esquece isso, depois nos falamos — eu disse e peguei minhas coisas, e sai praticamente correndo dali.
2 horas depois.
Não contei nada pra Edna, na verdade não contei pra ninguém, vou guardar isso pra mim, não vai acontecer mais mesmo, nesse momento estou comendo uma panela de brigadeiro, sozinha já que todo mundo saiu, no sofá vendo o noticiário, quando de repente aparece a imagem do Jonas na tela da televisão e ele diz
_ Você que tem entre 15 e 27 anos de idade, não perca amanhã a inauguração da Marra Brasil, EU posso mudar a sua vida.
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