Quando entramos, um arrependimento bateu dentro de mim. Aquele lugar não era pra mim. Música alta, corredores por onde você era totalmente vitima de mãos bobas, pessoas se esfregando nos cantos da parede, homens te cercando atrás de um beijo seu. Aquilo era estressante.

- não acredito que voltei atrás. – disse pra mim mesma.

- o que? – gritou Sarah já que a musica estava alta demais quase que impossível de se ouvir alguma coisa que alguém falava com você.

- nada. – disse fazendo sinal pra que ela entendesse o que eu falava.

- isso aqui está ótimo. – disse ela rebolando até o chão enquanto eu arriscava alguns passinhos sem jeito tipo “dois pra lá, dois pra cá”.

Logo um cara abraçou ela por trás e os dois começaram a dançar junto e não demorou muito pra se beijarem. Eu fiquei abandonada como sempre olhando pros dois que se agarravam na minha frente. Só me perguntava o que estava fazendo ali. Queria ir embora. Me virei lentamente ficando de costas praquela cena de pura agarração da Sarah com o cara. Olhei em volta o pessoal dançando. Passava os olhos de um por um até que no meio deles eu o vi. Ele virou o rosto no mesmo momento pra minha direção e também me viu. Eu sorri pra ele, mesmo com receio de ser ignorada. Ele virou a cara e eu pensei que ele tivesse me evitando, mas ele falou com os amigos que o acompanhava e depois veio em minha direção.

O sorriso brotou novamente em meu rosto aliviada por não ter sido ignorada. Quando se aproximou de mim ele me abraçou. Eu apertei ele contra meu corpo sentindo mais uma vez ele em meus braços. O perfume dele continuava o mesmo. Nos separamos e ele falou algo que não consegui ouvir, então ele falou no meu ouvido.

- o que faz aqui? – perguntou ele.

- o mesmo que você. – respondi nas pontas dos pés já que ele era mais alto que eu e eu tinha que falar no ouvido dele pra que ele pudesse me ouvir. Ele riu com a minha resposta.

- quer sair pra conversar? – perguntou ele. – estou de carro. – voltou a dizer no meu ouvido. Eu olhei pra ele pensativa, não sabia o que responder, então acabei aceitando.

- espera um momento. – respondi no ouvido dele e fui até Sarah que ainda se atracava com o tal homem. Interrompi o beijo deles e falei no ouvido dela que estava indo embora, quando ela tentou retrucar comigo eu amostrei-lhe o Gerard e ela não falou mais nada.

Nós dois saímos juntos da boate e fomos conversando até chegar no carro dele.

- nossa! Não imaginava nunca na minha vida que um dia te encontraria aqui. – começou ele quebrando o silêncio da caminhada até o carro.

- pois é, olha aonde eu vim parar.

- o que veio fazer aqui?

- o mesmo que você, dançar.

- você não gosta dessas coisas, Rose.

- como sabe disso?

- ficamos juntos por quase quatro meses, não lembra?

- é claro que eu lembro. – e abaixei a cabeça sem graça.

- e como você tem passado?

- bem. Josh voltou pra casa.

- sério? Que bom pra você.

- é.

- e o Brian?

- o que tem ele? – e me encostei no carro dele já que tínhamos acabado de chegar.

- ele também voltou?

- sabe que não seria maluca de cometer o mesmo erro.

- jura? – disse rindo de deboche.

- juro. – respondi com o mesmo sorriso nos lábios.

E então fui surpreendida por um beijo dele. Ele segurava o meu rosto com as mãos suavemente enquanto me beijava. O beijo dele estava melhor do que nunca. Enquanto o beijava sentia uma sensação incrível dentro do meu corpo. Era o amor falando mais alto.

- e agora? O que me diz? – perguntou ele me olhando.

- como assim? – perguntei não entendendo o que ele queria dizer.

- cometeu o mesmo erro de novo.

- você nunca foi um erro Gerard. Nunca! – disse segurando o rosto dele com as mãos e aproximando meus lábios no dele. Dessa vez eu tomei a iniciativa e o beijei.

- não foi isso que eu pensei depois que me mandou ir embora. – disse me empurrando com cuidado.

- Gerard, eu errei sim, mas não em ficar com você, mas em te deixar ir embora.

- essa é a melhor coisa que eu poderia ouvir depois de todos esses anos pensando em você.

- ainda pensa em mim?

- isso é inevitável. E você, ainda pensa em mim?

- todos os dias.

- eu ainda te amo, Rose.

- também amo, Gerard. Te amo demais.

Nós nos beijamos e depois pedi que ele me levasse embora dali, quando chegamos convidei-o pra entrar na minha casa. Foi só fechar a porta pra ele começar a me agarrar por trás beijando a minha nuca e explorando meu corpo com as mãos.

Eu me virei pra ele e nos beijamos como se mundo fosse acabar naquele momento. Ele me pegou no colo e eu entrelacei minhas pernas na costa dele e ele me imprensou na parede e começou a passar a mão pelo meu corpo me deixando totalmente com falta de ar. Ele parou um momento me olhando.

- como você está linda. – sussurrou ele e eu o agarrei pelo rosto o beijando. Não agüentava mais de tanto tesão.

Ele me levou no colo até o sofá e me deitou nele depois deitou-se sobre mim. Fomos um despindo o outro lentamente aos beijos e depois de completamente nus ele penetrou em mim me levando a loucura. Ele penetrava intercalando de rápido e devagar, no começo era bem lento me deixando ainda mais cheia de prazer, depois alternava pra rápido e quando cansava voltava a fazer devagar.

Ele sabia como me agradar da maneira certa. Estávamos no ponto alto do prazer, foi quando chegamos ao extremo e ele caiu deitado sobre mim com a respiração fraca. Foi a melhor das nossas noites de amor.

Enfim o reencontro depois de tanto tempo. Eu o amava, estava louca por ele, morrendo de saudades, agora não queria largá-lo nunca mais. Nada nos impediria de ficar juntos, nunca mais, pelo menos era isso que eu imaginava naquele momento tão lindo.