Notas iniciais
Heeey, voltei! Obrigada pelos comentários e favoritos, fiquei muiiiiito feliz (coração)! Espero que gostem desse capítulo (boatox que não sou muito boa em segundos capítulos). ATENÇÃO! Bom, vou fazer um breve glossário das palavras um pouco desconhecidas usadas no capítulo: *Pequena: criança. *Lambisgo: idiota, desatento. (eu que inventei bjs) *meretriz: prostituta. *tina: bacia de água usada para tomar banho antigamente. *ninfetinha: Adolescente com a delicadeza de uma jovem, mas com a sensualidade de uma mulher. *ojeriza: nojo. *inóspito: não hospitaleiro. Se eu esqueci de alguma perdão.

Às vezes minha mente flutua dentre um mar imenso de lembranças sem fim. Creio que o que mais almejamos tirar de nossa mente é o que mais permanece lá, como um lembrete de que ninguém, nem mesmo um imortal, tem controle sobre uma doença chamada “Amor”. Recordo-me claramente de quando Kol levou a jovem dama para se hospedar em nossa residência, esta que ficava afastada do vilarejo para nossa própria proteção dos chamados “Os Cinco”, apesar de Niklaus obter todas as adagas de prata e ter assassinado todos os conhecidos dessa irmandade, nenhum de nós poderia prever que outra arma haveriam de ter contra nós ou quantos deles existiam – não que Kol e Niklaus não desejassem ou pudessem matar todos os que ameaçassem a família, porém resolvemos apenas esperar – e foi por este motivo que minha família uniu-se novamente naquele ano, e naquele ano só, como não acontecera desde a morte de nossa mãe. Ao ver Nia em nossa porta na companhia de Kol, fiquei intrigado e tenho quase certeza de que meus outros irmãos se encontravam no mesmo estado, Kol mostrar algum sentimento de solidariedade – ou ao menos algo bom – era quase impossível nas nossas circunstancias atuais.

De inicio Niklaus achou absurda a ideia de Nia ficar em nosso lar e devo confessar que eu sentia o mesmo, a presença dela por lá me deixava inquieto, como se houvesse algo a lembrar. Por mais que Klaus não fosse de demonstrar afeto – especialmente com Kol e Finn – eu sabia que ele presava por nosso irmão mais novo e desconfio de que esse seria o motivo de ele deixar, com muito custo, a jovem ficar, Niklaus sabia assim como eu que aquela reação de Kol necessitava ser preservada...

— Estamos andando há horas e vós não abres a boca para dizer-me para onde! — protestou diminuindo as passadas. — Alegrar-me-ia muito se falaste a qual buraco me leva. — parou cruzando os braços enquanto esperava uma resposta, só sairia dali se ele lhe falasse algo, Nia já estava decidida.

— Não confia em mim, *pequena? — indagou virando em direção à jovem, mirando-a de sua forma peculiar: zombeteiro, curioso, sério e ofendido, era impossível desvendar o que ele pretendia passar com aquele olhar. — De qualquer forma já estamos chegando, não me amole mais. — voltou a andar, deixando a menina de boca aberta – literalmente – como ele se atrevia a tratá-la assim?

— Não, eu não confio em ti, o conheci não faz nem um dia! — apressou-se a acompanha-lo, já que Kol afastava-se rapidamente. — E ficar zombando de mim não ajuda a confiar em vós! Seu... Seu... — procurava mentalmente uma ofensa, sendo interrompida antes mesmo de encontrar algo em meio a seus milhões de pensamentos aleatórios.

— Monstro...? — deduziu com meio sorriso enquanto afastava galhos de árvores que se punham em seu caminho.

— *Lambisgo. — respondeu de forma óbvia. Nia perguntava-se qual haveria de ser o motivo para Kol querer ser chamado de monstro, que espécie de ser humano – ou quase isso – gostaria de ser chamado assim? — Por que queres tanto que eu o chame de monstro? Olhe, cavalheiro, se quiseres ser insultado por mim é só pedir, posso fazer uma lista com ofensas, se preferir até inventarei umas. — sorriu, enfim havia conseguido avançar uma casa no jogo do rapaz. Kol também sorriu brevemente, parando em frente a um grande arbusto.

— Chegamos.

— Um arbusto?! — parou ao seu lado. — Oh céus, não me digas que moras em um buraco debaixo da terra?!

— Onde mais um demônio haveria de morar? — conteve um riso ao ver a expressão da garota: seus olhos estavam arregalados e ele podia escutar as batidas de seu coração aceleradas, certamente ela queria fugir, entretanto suas pernas estavam travadas e seu cérebro se dividia entre seguir a razão ou a emoção.

— Hm... Aposto que é uma bela casa. — seus lábios se abriram em um breve e contido sorriso, recebendo o olhar incrédulo do demônio como resposta. Será que ela não tinha noção de com quem estava falando? Essa necessidade da garota de ser sempre gentil o incomodava. A não ser que ela estivesse sendo irônica – ele de fato não sabia dizer se sim ou não –. — Afinal de contas, por qual motivo estás me ajudando?

— Estou pressentindo minha morte e ouvi dizer que no céu existem sete damas para cada homem, achas que eu perderia isso? — afastou os lados do arbusto, revelando uma casa iluminada em contraste com a escuridão da floresta. Nia deixou escapar um “uau” ao ver o lugar onde o pequeno caminho barrento que acabara de ser relevado levava. O casarão era de um tamanho desproporcional para meros camponeses ou serviçais, assemelhava-se a lares da nobreza; era constituído por pedras e toras de madeira – que muito provavelmente eram o que a mantinham de pé –, seu telhado era de madeira rústica de cor escura e era dividido em quatro partes de formato “ʌ” que juntas impediam que alguma brecha se formasse no teto, um pouco atrás à direita localizava-se uma grande chaminé de pedras iguais às que havia na faixada do lugar, todas as quatro “torres” continham uma janela de madeira – o que era muito, casas normais obtinham no máximo uma –, também existia uma grande porta feita com a mesma madeira do telhado, toda esculpida e em seu centro estava um “M”, lamparinas aqueciam e forneciam luz, dando um aspecto aconchegante e sombrio.

— Esse lugar é enorme, como nunca soubemos de sua existência? Como ninguém nunca o viu?

— Ninguém entra aqui e se entra não sai, como achas que iriam falar algo sobre?— disse da mesma forma óbvia que ela usou pouco antes, fazendo Georgia sentir-se uma completa estúpida. — Mortos não falam... Além de nós, é claro.

— Nós? Como assim “nós”? — Kol apenas ignorou-a como se ela não fosse digna de sua resposta, movendo-se em direção ao casarão.

Nia o seguiu – como fizera incontáveis vezes – e o viu entrar no lugar, iria entrar também, no entanto recuou acanhada. Para sorte de sua curiosidade tudo o que era falado dentro da residência podia ser facilmente escutado ao lado de fora. A moça de cabelos escuros abaixou a cabeça, mexendo em seu manto de cor branca, pensamentos passavam como foguetes por seus olhos, ela se sentia culpada por estar ali, viva, enquanto deixava seu povo nas mãos de um monstro. Barulhos de corujas e grilos chamavam sua atenção e lhe davam pequenos sustos, seu rosto girava por todo o lugar demasiadas vezes como uma forma de certificar-se que nenhum demônio ou uma criatura medonha apareceria por lá – irônico, se pensar que ela está na companhia de uma –, Nia sabia que nenhum cavaleiro apareceria ali por dois simples motivos: Kol os espantou e eles nunca achariam aquele lugar. Suspirou pesadamente e fechou os olhos, decidindo concentra-se apenas na conversa que se iniciava onde o seu salvador entrara, talvez ela pudesse fugir se eles decidissem matá-la.

“Olá, família” a voz de Kol soou por seus ouvidos.

“Quem você trouxe dessa vez?” uma voz feminina indagou, demonstrando impaciência. “Sabe que não gostamos quando trazes essas meretrizes para casa!” *meretriz?! A boca de Nia se abriu em indignação e sua respiração pesou, quem essa mulher achava que era para chamá-la de meretriz?

“Creio que você não pode falar sobre meretrizes, irmãzinha.” seu tom era zombeteiro e Nia sorriu. “além do mais ela não é meretriz... Ou talvez seja, acho melhor conhecê-la, Rebekah, quem sabe você não a reconhece e nos dá a resposta?”.

“Olhe como fala comigo, seu...” foi interrompida por outra voz, dessa vez masculina e rouca, agradável de ouvir.

“Não sejamos mal educados e *inóspitos, por favor! Kol, chame sua convidada para dentro e informe-a que ouvir conversas alheias é falta de educação.” no mesmo instante Nia saltou para longe da casa, como fora descoberta? Verdadeiramente sempre foi uma curiosa, porém não pensou que chegaria o dia em que seria taxada de sem educação, as pessoas nunca se atreveriam a falar algo assim, seu pai sempre se preocupou com o fato de ela receber a melhor educação possível e se essa ofensa houvesse sido dita horas atrás o dono de tais palavras estaria condenado à forca – seu pai nunca pôde ser considerado um homem paciente ou justo –. Kol logo apareceu do lado de fora e a olhou sorrindo, Nia devolveu com um olhar severo e ele a puxou – com uma força desnecessária – levando-a para dentro.

— Olá. — cumprimentou com um sorriso amigável – e perceptivelmente falso – seus cabelos eram loiros e cacheados, seus olhos verdes azulados e seu corpo magro, este sem dúvidas era o dono da voz que a chamou de mal educada. — Como posso chamar-te, meu bem?

— Maria Antonieta. — respondeu em um tom tão baixo que ouvidos humanos dificilmente ouviriam.

— Não fazes jus ao nome que tem, já vi mais belas. — a única mulher pronunciou-se, provavelmente a tal Rebekah, mirando-a com desdém. A loira estava sentada em uma bancada de madeira enquanto penteava os longos cabelos, ao seu lado estava um homem de cabelos escuros e também cacheados em perfeita sintonia com a cor dos olhos.

— Não ligue para minha irmã, ela inveja-te. — Rebekah o mirou com os olhos semicerrados e sem pensar duas vezes jogou a escova de cabelos em direção ao irmão, este que apenas afastou seu corpo fazendo com que o objeto de madeira branca atravessasse a parede por meio de uma das toras de madeira que estavam intercaladas com as grandes pedras.

— Estão assustando a pobre ladra. — desencostou da porta em que se pendurara enquanto observava a discussão dos irmãos. — Venha, querida, você precisa se lavar, está me dando *ojeriza. — ressaltou, fazendo Nia olhar para si mesma com um tanto de desgosto ao mesmo tempo em que Kol saía em direção ao interior da casa. — Alexandra! Prepares a *tina! — gritou para a serviçal fazendo Niklaus levantar-se de modo pouco pacífico.

— O que estás pensando, Kol? A não ser que agora se preocupe com a limpeza de sua comida mande esta *ninfetinha para fora! Sabes muito bem que não gosto de receber visitas. — puxou o irmão e Elijah levantou automaticamente ao notar tal ato, no intuito de evitar uma confusão. Rebekah apenas suspirou e mirou Nia, sorrindo maldosamente e cinicamente.

— E se eu não quiser? — o provocou, erguendo a cabeça a fim de mostrar superioridade.

— Acho engraçado você iludir-se que há escolha. — riu fraco. — Irei deixar mais fácil, querido irmão: ou a mata ou eu mato.

— Niklaus, Kol! Parem! Não vejo motivo para esse comportamento tolo e infantil! — repreendeu Elijah, as brigas naquela casa eram constantes e cansativas, todavia impossíveis de se acostumar.

— Claro, irmão. — pronunciou a palavra “irmão” de forma repulsiva. Nia ergueu o rosto apreensiva ao sentir os olhos azuis esverdeados se prenderem em sua direção e antes que alguém pudesse fazer algo Niklaus já se punha prensando a jovem na parede, sua mão esquerda estava no pescoço da garota e a tirava do chão ao mesmo tempo em que encarava seus irmãos de modo desafiador. As mãos de Nia tentavam de todos os modos fazê-lo soltar-se dela, não obtendo êxito. — Uma dama tão estonteante deve ter um sangue demasiadamente saboroso... — se voltou para Nia e mirou-os novamente. Kol e Elijah iriam se aproximar, porém os passos deveriam ser cuidadosos, pois qualquer erro custaria a vida da jovem. Elijah não se importava muito com a vida da princesa destronada, mas deixá-la morrer inocentemente não era de seu feitio. — Não se aproximem ou ela morrerá.

— Co-om s-u-u-a licen-ça, se-enhor... — Nia suplicou com dificuldade em sua fala. Niklaus afrouxou as mãos, dando espaço para suas palavras saírem de forma mais compreensiva. — Eu, eu posso pagar por sua hospedagem, eu tenho joias! Ouro! — tirou uma de suas mãos de cima da de Niklaus, arrancando um bracelete que usava e jogando-o sobre o chão. — É fundida à rubi, ouro e diamantes! Têm um alto valor!

— E por qual motivo você acha que pode me comprar? — o corpo de Nia estremeceu, não havia mais nada que pudesse oferecer em troca de sua vida. Antes que o seu agressor continuasse a falar, outro irmão foi mais rápido e tomou sua vez.

— De onde vêm todas essas joias? — Elijah indagou intrigado fitando todos os objetos preciosos que ela usava, desde que a viu entrar naquele lugar sua mente trabalhava incansavelmente para saber o porquê de ela o deixar tão cismado.

— Eu sou uma ladra.

Niklaus foi extremamente difícil de ser convencido, ele não a aceitaria, não aceitaria ser contrariado e diplomacia não funcionava muito bem com meu irmão. Depois de longa conversação ele desistiu de acabar com a vida de Nia, até minha impiedosa irmã Rebekah interviu por ela, seus motivos não foram nobres – ela apenas estava cansada de tanto falatório em sua volta –, entretanto o resultado foi. Devo dizer que eu não queria aceitá-la, mas ao ver meu irmão, Kol, demonstrar a pouca humanidade que ainda havia dentro dele, me fez perceber que era minha obrigação lutar pela salvação de minha família, meus irmãos doces e nobres ainda estavam lá em algum lugar e eu apenas precisava achá-los, se Nia seria a salvação de Kol eu estava destinado a ajudá-la.

Seria fantasioso ao dizer que nos encantamos com Nia assim que a vimos, coisas deste tipo não existem. Meus irmãos e eu, quando estávamos com ela, nos sentíamos especiais, amados, compreendidos, e... Humanos, isso que a fez ser nossa ruína. Não nos apaixonamos por feições belas, nos apaixonamos por ações realizadas, temos a capacidade de enxergar além do que meros olhos mortais podem ver...

O seu rosto girava por todo o quarto, observando cada canto, cada detalhe. Era bonito. Sua estrutura era de madeira, não era grande, porém agradável, em seu meio havia uma longa cama de madeira com um colchão de penas de ganso e um mosqueteiro se localizava por cima, ao lado esquerdo havia uma cadeira de madeira branca cheia de detalhes graciosos, uma prateleira – de madeira assim como tudo por lá – abrigava uma lamparina que iluminava o lugar por completo, um tapete feito por couro de urso completava a decoração.

Nia estava tão entretida com o seu atual quarto que nem ao menos notou a presença de Elijah, que estava parado na porta, observando-a assim como ela fazia.

— Estás bem? — indagou percebendo que havia a assustado. — Perdão. — sorriu e ela retribuiu.

— Sim. Sua família é bem agitada. — comentou dando uma leve risada reprimida.

— Isso porque você ainda não conheceu Finn. — sorriu brevemente.

— Agradeço por me abrigarem. Eu os pagarei, dou a minha palavra.

— Não é necessário, temos mais riquezas do que podemos gastar... — respondeu-a passando a língua sobre os lábios. — De onde conheces Kol?

— Ér... Bom, eu estava fugindo e ele me ajudou, foi isso. — Elijah encarou-a com os olhos semicerrados e dentes travados.

— Não é da natureza de Kol ajudar. — informou-a, como uma forma de deixar explicita sua descrença na desculpa inventada. — Gostas-te do quarto?

— Sim, é belo. — respondeu em tom contido.

— Creio que não o suficiente para uma princesa. — Nia olhou-o de imediato, seu coração estava disparado, sua mente bolava respostas para desmentir de forma convincente aquela afirmação, não encontrando nenhuma. Se alguém soubesse de seu paradeiro ela já estava morta!

— Eu... Eu não sei do que está falando! — disse de forma firme, porém seus olhos a denunciaram – já que estavam intercalando olhadas entre Elijah e o chão –. — Eu princesa?! Que absurdo!

— Não minta, não eres boa nisto. — passou a língua sobre os lábios, mirando-a novamente. — O que a trouxe aqui, Nia? De quem foges?

— Como me reconheceu? — desistiu de tentar enganar o homem, ela não iria conseguir manter sua origem em segredo, era péssima em mentir. Além do mais, a curiosidade em saber por qual motivo Elijah sabia tanto de sua vida superava qualquer medo de ser descoberta. Afinal, como ele poderia saber dela se Nia nunca o viu passeando pelas redondezas de seu castelo – do qual ela raramente saia –?

— Não te lembras de mim?

Com a bela forasteira devidamente instalada, comecei a meditar e buscar respostas em minha mente e após muito pensar pude reconhecer a jovem dama que se intitulava como “Maria Antonieta”, eu já havia a conhecido anos antes... Sua feição ao saber de minha descoberta é inesquecível, um de seus defeitos – ou qualidades, dependendo do conceito utilizado – era não saber mentir...

Europa, 1209:

O homem conversava com um duque no salão principal do castelo, vez ou outra ele aparecia por lá no intuito de investigar tudo o que se passava e ao ver algum perigo tomar as devidas providências. Já vira o rei algumas vezes e aguardava sua presença. Elijah, assim que chegou à Europa, tratou de fazer com que o rei parasse de tomar verbena – com os vampiros já descobertos, as classes nobres arrumavam modos de protegerem-se de tais bestas – o hipnotizando diversas vezes, fazendo-o dizer ou agir de modo que lhe fosse preferível. Sons de rápidos e firmes passos adentraram os ouvidos do homem, não foi preciso usar sua audição aguçada para ouvir o que era dito entre as pessoas que se aproximavam.

“Papai, sabes que não é justo! Quero poder escolher com quem vou me casar, não quero ficar com alguém que eu não ame! Quero ser livre para fazer minhas escolhas, papai.”

“Não digas abobrinhas, Nia! Já está prometida ao Príncipe Fernando, irá casar-se, formará uma família, unirá os reinos e serás muito feliz.” a voz rouca e cansada repetia mais uma vez, a insistência de sua filha geralmente se tornava inconveniente.

“Feliz, papai? Fernando é um nojo, me passa náuseas quando olho para seu rosto. Como serei feliz sabendo que sou traída? Correm boatos de que há uma amante sua em cada reino! Pai... Como pode me entregar para alguém assim?”

“Nia, as aparências que importam. Essa união salvará inúmeras vidas, não é necessário ser real, pense nos outros, não seja egoísta. E todos os homens podem ter quantas mulheres quiserem, não seja tola! Sabes disso, não faças drama!” respondeu-a severamente, certamente dando um fim na conversa.

“Sim, papai.” disse por fim em tom baixo ao ver que se aproximavam dos convidados de seu pai.

— Pequena problemática... — observou o duque, chamando a atenção de Elijah. Antes que algo saísse de sua boca, a imagem do velho rei acompanhado de uma jovem moça chamou-lhes a atenção. Ao vê-los, Nia curvou-se, segurando seu longo vestido branco bordado em seda, mirando o duque e fazendo uma reverência, repetindo o mesmo com Elijah, que sorriu brevemente curvando-se em retribuição. Vendo uma conversa que iria iniciar-se, a jovem saiu rapidamente – damas não deveriam se intrometer em assuntos de homens – fazendo seus cabelos soltos balançarem e os fios de ouro que estavam presos nele saltarem.

Notas finais
Gostaram??? Se sim, comentem por favor ^^ bjs, mores