The Lost Godess
10 Capítulo 9 - A missão começa.
Notas iniciais
Quando ele conseguiu ficar sozinho, foi tomar uma ducha.
Enquanto ele tentava tirar todo o sal do corpo, lembrou-se das palavras de Poseidon.
“Ela pode ser sua, se você quiser. Eu sei que você adoraria poder tê-la, poder tocá-la...”
Nathan socou a parede com força e gritou. Com a dor que sentira, provavelmente quebrara o pulso.
POV – Elaine
Elaine já não sabia o que fazer. Recebera a notícia de que Nathan acordara encharcado e quase morrera afogado, e que, mais tarde quebrara o pulso.
Ela queria ver como ele estava, mas seus irmãos disseram que não seria bom para a recuperação dele.
- Como você acha que ele está? – perguntou a Matthew, que estava ao seu lado.
- Não sei – admitiu. – O que me preocupa é a primeira parte… a do afogamento. Ele não saiu do quarto durante a noite, como se afogou?
- Acho que eu tenho uma ideia – disse Elaine.
- Poseidon?
Elaine assentiu.
- Mas… por quê?
- Talvez ele queira atrasar a missão.
- Mas um pulso quebrado não vai impedir Nathan de ir com a gente.
- Mas pode atrapalhar.
Matthew suspirou.
- De qualquer forma, à noite você pede uma missão.
Elaine assentiu e foi treinar esgrima.
À noite, no jantar, Matthew olhava a cada minuto para Anne, demonstrando nervosismo e ansiedade. Anne estava tranquila, mas Quíron lhe lançava olhares curiosos a cada minuto, o que a fazia se sentir desconfortável.
Quando os campistas estavam indo em direção à fogueira, encontraram uma menina negra com cabelos crespos cheios. Ela usava uma calça jeans e uma blusa branca de botões, e não parecia ser uma campista.
- Jane! – saudou uma menina de Afrodite, e logo metade dos campistas estava indo ao seu encontro cumprimenta-la e abraça-la.
Matthew lançou um olhar travesso para Anne, e por leitura labial ela conseguiu entender suas poucas palavras: “Ela sempre sabe”.
- Algum motivo especial para nosso oráculo nos visitar? – quis saber Quíron, indo cumprimenta-la.
- Eu vi que precisariam de mim – disse ela com uma voz grave, porém doce.
Os campistas começaram a se entreolhar nervosos.
- Vocês estavam indo para a fogueira? Oh! Adoro a cantoria do chalé de Apolo! Onde está Nathan, meu cantor favorito?
Ninguém respondeu.
- Ele quebrou o pulso – respondeu Anne.
Jane olhou curiosa na direção de Anne e abriu um sorriso.
- Olá Elaine!
E então ela olhou para Quíron, que assentiu.
- Olá – cumprimentou Anne educadamente.
Eles prosseguiram até a fogueira, e logo a cantoria, as risadas e as conversas paralelas tomaram conta do pavilhão.
Quando todos estavam se levantando para irem para os chalés, Matthew olhou para Elaine e fez um sinal discreto com a cabeça.
Quando ela ia falar, uma voz masculina séria os interrompeu.
- Eu quero uma missão.
Todos olharam Nathan parado a alguns metros da fogueira, com um dos pulsos enfaixado e com uma expressão determinada.
Jane sorriu. Ela começou a se levantar, mas Quíron disse:
- Você já teve a sua missão ano passado, Nathaniel.
O rosto de Nathan se contorceu em uma careta de desaprovação, mas ele prosseguiu:
- Eu e Matthew queremos levar a Deusa perdida de volta ao seu lugar de direito: o Olimpo.
Todos começaram a falar e a olharem em volta procurando uma possível Deusa entre eles.
- Eu – disse Elaine em alto e bom tom. – Sou a Deusa perdida.
Automaticamente todos se afastaram dela. Duas estrelas surgiram lado a lado logo acima da cabeça dela. As estrelas começaram a rodar e descer, e suas roupas simples do acampamento se transformaram em uma túnica branca. Seus cabelos ficaram presos com fios de ouro, e joias douradas apareceram nela.
Todos se ajoelharam, mas ainda pareciam tensos.
Elaine sentia o poder pulsando em suas veias. Ela sentia como se pudesse dar um salto e sair voando até o Olimpo. Mas não colou.
Jane parecia estar vivendo em um filme de contos de fadas. Seus olhos brilhavam, e ela encarava Elaine com a boca aberta, até que ela começou a aplaudir.
Ela chegou até Elaine e a abraçou.
Anne ficou um pouco surpresa, mas não reagiu.
- Eu previ a sua chegada quando eu tinha treze anos! – disse Jane. – Junto com a outra profecia…
- Chega – disse Quíron.
- Quíron, ela é Elaine, a Deusa das Estrelas!
- Nós sabemos disso – disse Senhor D bebericando uma lata de Coca Diet.
- Vocês querem uma missão, certo? Bem, vocês precisam de uma profecia!
- Nós ainda não aprovamos essa missão – disse Quíron.
- Mas vão aprovar – disse Jane revirando os olhos.
- Eu não vejo necessidade de uma missão. Ela pode voltar para o Olimpo sozinha.
- Na verdade não – disse Matthew. – Hades não deixaria.
- E Poseidon quer atrasar a nossa missão – disse Nathan. – Creio que todos aqui já estejam cientes de que hoje eu quase morri afogado hoje de manhã.
Todos cobriram a boca com as mãos, e três crianças bronzeadas e de olhos verdes encararam Anne.
- Uma Deusa saberá se defender – argumentou Senhor D.
- Detesto contrariá-lo Dionísio, mas não, eu não sei como usar meus poderes. Minha memória voltou parcialmente, eu não conseguiria sozinha.
- O Olimpo fica aqui em Nova York, não é longe. São três horas de carro!
- Não pretendemos ir de carro, e o trajeto voando em Pégasos demora um pouco mais. E não seríamos tolos de fazer o trajeto que todos esperam que façamos, então levaremos no mínimo três dias de nada ou ninguém atrapalhar – disse Nathan.
- Mas…
- Seus argumentos ainda não acabaram? – perguntou Jane impaciente. – Eles querem uma missão. Deixe que tenham uma.
- Tudo bem – disse Quíron. — Vocês podem ter a missão de vocês.
- Nós precisamos de um novo Oráculo – disse Senhor D – Um menos teimoso.
Jane ignorou.
- Agora eu posso fazer uma profecia?
- Não antes dos três se explicarem – disse Quíron. – Todos têm direito de saber de tudo. Desde o início.
Anne contou a eles toda a história desde que tinha acordado sem memória no deserto da Califórnia até o dia anterior, quando ela tinha se lembrado de parte do seu passado e chegado à conclusão de que era a Deusa das Estrelas.
Os olhos de Jane começaram a ficar verdes. Começaram a brilhar. Dois meninos se posicionaram ao seu lado e ficaram de prontidão. De repente ela abriu a boca e começou a recitar:
A deusa perdia deve se encontrar
Um destino decisivo ela terá
Dois viajantes devem lhe acompanhar
Um passado confuso vai encontrar
E no final, a angústia dos deuses vai curar
E então, ela desmaiou. Os dois meninos seguraram ela e a levaram no colo para a Casa Grande.
- Uau – disse Anne.
- Um destino decisivo? – perguntou Matt. – Quanta responsabilidade.
- Vocês partirão quando acharem melhor – disse Quíron.
- Amanhã bem cedo – disse Nathan.
- O destino de Elaine está nas mãos de vocês – disse Senhor D. – E devo dizer também que se vocês falharem e se algo acontecer a ela, Zeus vai cuidar para que vocês tenham um castigo bem doloroso.
- Nossa, quanto incentivo – debochou Matt.
- Estão todos dispensados – disse Quíron, e os campistas começaram a ir para os chalés.
Quando Nathan, Matthew e Elaine finalmente conseguiram ficar sozinhos, decidiram os detalhes da viagem: iriam voando em Pégasos – Elaine teria que tentar contato com Peg –, eles fariam uma rota mais longa, porém mais segura, e assim evitariam lugares muito urbanizados.
No dia seguinte, antes do sol nascer os três já estavam de pé. Matthew conseguiu um Pégaso emprestado com Rosalie, e Nathan com uma de suas irmãs.
A forma enorme de Peg apareceu no céu quando o sol estava nascendo, da mesma forma que acontecera no deserto.
Eles pegaram cada um uma mochila com suprimentos e mantimentos para a missão, e saíram voando na direção oposta a Manhattan.
Quando eles estavam sobrevoando Connecticut, viram um bairro destruído. Alguns prédios estavam em chamas, e cinco gigantes estavam sentados em volta de uma pilha de carros empilhados em chamas. Eles conversavam, e um maior estava agredindo um menor.
- São ciclopes? – perguntou Anne.
- São – concordou Matt.
- Acho que aí está o nosso primeiro desafio – disse Nathan, e eles começaram a descer na direção da pequena reunião de monstros.
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