The Lost Godess

4 Capítulo 3 - Um recado de Hermes


Notas iniciais
Demorei a postar por causa de uns problemas de saúde que a minha avó está tendo, mas agora tenho mais uns oito capítulos prontos e não vou mais enrolar vocês!
Leiam as notas finais, e boa leitura *-*

Quando ela se virou, se deparou com um outro Pégaso, menor, porém tão bonito quanto Peg.

- Nós temos um problema – disse Matthew.

- Fred só nos enviou um Pégaso – continuou Nathan.

- E eu não vou dividir um Pégaso com ele – completou Matthew.

Aquilo era um problema. Anne tinha duas opções: voar até o acampamento com Matthew, ou voar até o acampamento com Nathan. Até ali tudo bem, se descontássemos o fato de que ambos tinham tentado roubar Peg, e que Anne ainda não confiava nos dois.

Ela respirou fundo e olhou para os dois.

- Eu vou ter mesmo que dividir Peg com um dos dois?

Peg relinchou alto e recuou, como se dissesse: Eu não vou levar um marginal nas costas!

- Peg, calma – pediu Anne. – Eu estou feliz tanto quanto você com isso.

Os meninos fecharam a cara.

- Ei, não façam careta. Vocês tentaram roubar Peg, ele tem todo o direito de não querer levar vocês, e eu definitivamente não confio em vocês.

- Então por que está indo? – perguntou Matthew.

Anne não respondeu. Ela não sabia ao certo porque estava indo com dois desconhecidos para um lugar que ela não fazia ideia de onde era. A ideia podia ser louca, mas Anne achava que encontraria algumas respostas nesse tal acampamento. Se seu pai ou sua mãe fossem mesmo um deus ou uma deusa, ela poderia quem sabe… perguntar a eles qual o motivo de terem-na abandonado sem memória no meio de um deserto.

Peg dobrou as patas dianteiras e Anne o montou. Os dois meninos ficaram a encarando sem se mexer.

- Se um de vocês vai vir comigo, é melhor vir logo. Eu e Peg já estamos ficando sem paciência.

O Pégaso relinchou concordando.

Os meninos se entreolharam como quem diz: Você vai.

Depois de dois incontáveis minutos de silêncio Nathan subiu nas costas de Peg logo atrás de Anne. Matthew subiu no outro Pégaso e saiu na frente, para mostrar o caminho a Peg.

A viagem foi tranquila, mas o tempo estava frio e úmido, e a chuva ameaçava cair a qualquer momento. Anne agarrou o pescoço do Pégaso e dormiu de novo. Quando ela estava voando ela ficava calma, se sentia melhor, e foi inevitável não dormir.

Ela sonhou.

Sonhou que estava em uma espécie de templo. Ele era branco, e os móveis brancos tinham detalhes dourados que com certeza eram de ouro maciço.

Anne estava usando um vestido muito vulgar branco, seus cachos estavam presos em um rabo de cavalo alto e ela estava cheia de joias douradas.

Como ela sabia? Uma das paredes do templo era inteiramente coberta com espelhos, como em uma sala de balé.

Ela olhou para si no espelho. Ela sempre fora bonita, mas naquele momento, ela estava mais que bonita. Ela estava deslumbrante.

Mais uma vez ela estava com os pés descalços, e aquilo a incomodou.

- Anne? – perguntou uma voz masculina.

Ela puxou o vestido um pouco para baixo e se virou. Um menino de uns dezessete anos estava parado encostado na porta. Ele tinha o rosto travesso, um sorriso torto e cabelos bagunçados. Ele usava uma calça jeans escura, uma blusa branca com gola V e um All Star.

Ele olhou Anne dos pés a cabeça e assoviou.

Ela sentiu seu rosto corar, e tentou inutilmente cobrir o corpo.

Ele riu.

- Está tudo bem, nós somos namorados eu… acho.

- Você é meu namorado? – perguntou Anne.

Ele deu de ombros.

- Bem, eu não posso ficar muito tempo, Zeus vai ficar furioso se souber que eu estou fazendo isso.

- Isso está mesmo acontecendo?

O garoto estalou o dedo e uma imagem apareceu ao seu lado. Anne agarrada ao pescoço do Pégaso dormindo, e Nathan acariciando o cabelo dela.

- Essa sou eu agora?

- Eu pensei que eu e Nathan fôssemos amigos – disse ele em tom de reprovação, e a imagem sumiu.

- Quem é você?

- Eu sou Hermes. Pensei que se lembraria de mim.

- Quer dizer… Hermes? Meu namorado é Hermes?

Hermes sorriu, o que Anne levou como um sim.

- Com o tempo a sua memória deve voltar, ela só foi apagada. Está aí em algum lugar.

- Claro, vou procura-la – disse Anne em tom de ironia.

Hermes sorriu.

- Eu sinto sua falta Ela… — ele se interrompeu.

- Você ia dizer meu nome – disse Anne. – Qual é o meu nome?

Ele suspirou.

- Você vai descobrir.

Então ele socou a parede.

- Cara, como isso é angustiante!

Anne sabia como ele se sentia. Aliás, ela estava se sentindo mais angustiada que ninguém.

- Você não veio aqui pra dizer que sente a minha falta.

- Na verdade, eu vim sim. Eu realmente sinto a sua falta Anne, você não sabe o quanto.

Anne queria chegar perto dele, abraça-lo e dizer que tudo ia ficar bem. Queria dizer que ela iria voltar, que iria se lembrar dele; mas aqueles pensamentos soaram como mentiras. Como ela poderia prometer algo assim? Algo que ela sabia que poderia nunca acontecer.

- Não tenho tempo. Vocês estão chegando e Nathan vai te acordar a qualquer instante – ele fez uma careta. – Mas eu vou te dizer uma coisa: procure por Ártemis. Se você conseguir que ela não te mate, talvez ela ajude você.

- Porque ela iria querer me matar?

Hermes riu, se divertindo com lembranças.

- Só faça isso. Eu… eu tenho que ir.

- Hermes – chamou Anne.

Ele se virou esperando.

- Por que eu estou descalça… sempre?

Ele gargalhou.

- Você não gosta de sapatos, pequena.

Anne se permitiu um sorriso.

- Confie nesses meninos, tá bem? Eu não os coloquei em seu caminho atoa.

Anne assentiu, e ouviu alguém chamando seu nome.

- Hora de acordar – disse Nathan. – Chegamos.

Eles sobrevoavam Long Island, ainda em Nova York, e tudo o que dava para ver dali eram praias e campos. Mas tinha algo meio oculto atrás de uma colina...

Anne esfregou os olhos e olhou mais adiante. Então era verdade. Existia mesmo um acampamento.

- Está vendo aquele semicírculo de chalés? – perguntou Nathan.

Anne viu lá em baixo, no acampamento, vários chalés (pelo menos vinte) formando ume enorme letra grega ômega.

- Eles parecem mais templos… — observou Anne.

- Parecem – concordou. – Bem, é um chalé para cada deus. Antes era um para cada deus olimpiano, mas Quíron conta que a uma geração atrás eles acrescentaram chalés para os deuses menores também.

- Uau!

- Enfim. Se você ainda não foi reclamada, você fica no chalé 11.

- Que é…?

- O chalé de Hermes.

Anne quase caiu do Pégaso.

- Sem chances! Eu não sou filha de Hermes.

- Então me diz. Quem é seu pai ou sua mãe? Você sabe, não sabe?

Anne não sabia como responder, mas foi salva por Matthew.

- Hei vocês! Olha a cara daqueles babacas!

E gargalhou.

Eles pousaram no meio do espaço dos chalés, e alguns campistas encaravam Anne e o Pégaso, como Nathan e Matthew tinham feito no Empire States.

Notas finais
Gostaram? Mereço Reviews? Ficou com gostinho de quero mais? HAHA' Enfim, quero agradecer o apoio de vocês, é muito importante pra mim! 5 reviews, capítulo novo - ou se me der a louca e eu quiser postar antes, KKK.