The Lost Diary
7 Ilusão X Decisão X Novo Mundo
Notas iniciais
Caro diário, me sinto aliviada por não estar mais sozinha na vasta imensidão desse mundo que virou deserto. Asta e San despertaram. Sinto uma coisa anormal neles. Mesmo assim não importa, afinal eles estão comigo. Aquela realidade ainda permanece intacta e inalterada, tudo isso por quê? Por culpa das guerras... Sim, essas batalhas fúteis criadas pelos humanos que buscam ambição por meio delas, ou simplesmente o prazer de ver o sofrimento e terror de seus semelhantes.
Isso não pode ficar desse jeito, senão o futuro continuará devastado. Alguém tem que fazer alguma coisa para impedir essas guerras... Esse alguém sou eu. Somente eu, tenho poder suficiente, este é meu objetivo de vida, a razão de ter nascido com essas habilidades invencíveis.
Eu prometo pelos meus pais que vou acabar com todas as guerras e batalhas... Pelo bem do futuro. Pelo bem de todos. Juro pela minha alma, nem que seja a última coisa que faça.
O arqueólogo termina de ler a última folha do suposto diário e o fecha. Depois daquilo, não havia mais nenhum relato, apenas páginas em branco. Provavelmente o caderno fora deixado de propósito naquela base que restou do laboratório, até ele e seu grupo de arqueólogos adentrarem o local, que nada mais era do que restos de escombros. Foi aí que o homem achou o objeto e decidiu guardá-lo consigo para examinar melhor.
A mente dele estava confusa, o que realmente se passou ali? As informações descritas pela tal de Fran são verídicas? Ou tudo é parte da imaginação e devaneios de uma criança? O último "capítulo" do diário terminou de forma coerente. Se aquilo aconteceu mesmo, então faz sentido a história acabar ali, mas faltavam muitas coisas a serem explicadas.
Contudo, enquanto o arqueólogo confuso tentava tapar os buracos daquele mistério, em outro lugar da mesma era, uma jovem de cabelos azuis ciano e olhos azuis escuros, observava o céu sentada num campo repleto de flores macias e exóticas, junto dela estavam seus dois irmãos e seus pais.
Ela fecha um caderno pequeno, o qual havia acabado de escrever. Respira fundo exalando o doce aroma da paz e serenidade.
— Vejo que arranjou outro, Frana. — Asta diz para a irmã e tenta pegar o objeto, mas ela o impede.
— Você não pode ler, é um diário. — Fran o adverte.
— O que vai escrever nele? — Indaga San com curiosidade.
— Tudo. — Ela responde com o sorriso mais radiante que possuía.
Dessa vez, Fran iria relatar mais coisas boas do que ruins no novo mundo em que agora vive.
Fale com o autor