The Lost Canvas mudando o curso
36 Não há mentiras
Notas iniciais
Tenma: Alice vai com calma! – Gritava somente vendo as costas dela enquanto corria.
Alice corria mais afrente do grupo causando de certa forma a preocupação por parte dos cavaleiros, contudo ela não estava preocupada com isso, mas como poderia conseguir Pandora e Radamanthys como aliados, claro que ela não se esquecia de Cheshire. Ela continuava a correr pensando em como poderia fazer esquecendo de olhar para frente, por esta falta de atenção ela acaba batendo, contudo ao invés de cair no chão ela sentia ser pega firmemente pela cintura.
Alice: Mas quem... – Dizia até que se detém vendo quem havia a pego.
Quem fora a segurar ela evitando de ir ao chão era Aiakos, juntamente com Violet ao seu lado. Todo o grupo parará assustado, principalmente Régulos e Sísifos, que não acreditavam o que viam. O silencio logo era quebrado pelo próprio Aiakos, que sorria olhando para o grupo de cavaleiros que tomavam postura para proteger Sasha de qualquer ataque do juiz.
Aiakos: Ora... Não esperava me ver tão cedo não é mesmo Sagitário. – Dizia sorrindo sacana para o cavaleiro.
Sísifos: Não nesta vida. – Dizia respondendo seriamente olhando para Aiakos.
Aiakos: Vai precisar de mais para acabar comigo. – Dizia provocante, até Alice intervir.
Alice: Pessoal calma eu posso explicar. – Dizia se soltando de Aiakos e se colocando entre o grupo e o Juiz. – O Aiakos e Violet são nossos aliados agora. – Dizia com calma para eles.
Manigold: Eu estou surdo ou ela acabou de dizer que tem dois espectros como aliados?! – Dizia como se aquilo fosse um conto da carochinha.
Kardia: Então somos dois surdos. – Falava concordando com Manigold, logo, sendo respondido pelo próprio Aiakos.
Aiakos: Não estão surdos não, é isso mesmo que ela disse. – Diz confirmando as palavras de Alice. – Sou aliado de vocês graças a Paradox. – Dizia firme, porém calmo.
Alice se coloca novamente percebendo que iria dar confusão, então ela explica mais detalhadamente como fora que conseguira com Paradox a aliança com um dos Juízes do Submundo, claro que ela explicou que burlou o rosário de Asmita pedindo muitas desculpas por isso, levando apenas um sermão “leve” de Sage e Hakurei, contudo sua atitude fora louvável. Logo, continuaram o caminho para o próximo templo, agora com Aiakos e Violet seguindo ao lado de Alice, que pensava triste e se lamentando por Valentine.
Enquanto isso, Valentine já havia sofrido nas mãos de Pandora que o humilhava e logo depois pelo próprio Radamanthys que surge destruindo a porta ao qual Valentine guardava, mas o Juiz não humilhara Harpia como Pandora fizera outrora, apenas transpassara o peito do outro, o deixando estarrecido e de joelhos ao ver seu senhor de joelhos e de baixo dos pés de Pandora. Tudo isso, pois Valentine queria que seu senhor fosse respeitado por ela, porem até mesmo por ele sofrera, mas ficara em pé mesmo depois de morrer e suas últimas palavras foram para que Radamanthys continuasse a seguir em frente sem nunca rebaixar e lutar com sua honra até o fim, isto de forma acabara despertando algo no Juiz. Agora, Pandora acompanhada de Cheshire e Radamanthys, estavam saindo do templo quando são surpreendidos por um ataque de meteoros de Tenma, que fora prontamente bloqueada pelas asas de Radamanthys, em seguida o grupo de cavaleiros com a Deusa e com Aiakos, Violet e Alice aparecem. Pandora não estava surpresa com os cavaleiros e Athena, muito menos com Alice, porém se via agora surpreendida ao ver Aiakos e Violet ao lado dos cavaleiros.
Pandora: Não era para menos se rebaixaste ao ponto de ficar ao lado dos cachorros vira-latas de Athena. – Dizia mordaz sorrindo jocosamente para Aiakos.
Aiakos: Continua insuportável Pandora, porém vejo que sofre de pura raiva, ainda mais que Alone lhe fez de uma boneca. – Dizia friamente não deixando menos a provocação e conseguindo acertar a ferida exposta de Pandora.
Pandora: Deveria ter lhe adestrado como o Radamanthys. – Diz seca, porém se mantem ereta agora sorrindo e olhando Sasha. – Ah! A infame Athena está aqui... Tão fraca hahaha! – Dizia rindo se divertindo. – Cortarei sua cabeça! – Sorri abertamente ao falar aquilo.
Cheshire: AH! Espero que não guarde ressentimentos de mim por Jamir! – Diz apontando para Tenma fazendo uma pose confiante. – Desta vez solucionemos isso! – Diz confiante.
Tenma: Cheshire? Ainda está vivo? – Diz surpreso vendo o espectro.
Alice: Mas claro que ele está vivo, ele vive saindo pela tangente. – Dizia interrompendo aquela conversa. – Oh, gato! Dá licença que o assunto não é contigo, então vá se esconder nas costas da Pandora. – Dizia dura para Cheshire, mesmo embora que ela gostava dele, porém tinha assuntos a tratar.
Cheshire: MIAU! Menina estranha não diga besteiras! – Dizia todo contrariado pelas palavras de Alice.
De repente, surge Radamanthys se colocando a frente de Cheshire e Pandora, era perceptível sentir o peso do poder que o juiz possuía. Alice não se intimidara com aquilo dando um passo para frente, ela sabia que tinha que contar mesmo sabendo que aqueles três não acreditariam em si, além disso, sabia que Régulos reconhecera Radamanthys, pois fora ele a pôr fim em Ilías, pai de Régulos e antigo portador da armadura de leão.
Alice: Embora Radamanthys tenha acabado com Ilías, ele já estava morrendo devido a tuberculose, ele não viveria muito mesmo com o poder que possuía, o juiz apenas colocou um fim e Ilías sabia que já iria morrer de todo jeito, mesmo assim ele passou o conhecimento que queria para Régulos. — Ela pensava, dando mais um passo à frente, porém sentia alguém segurar em seu braço e ao virar se depara que era Kardia.
Kardia: Você está se colocando em perigo, se afaste. – Diz sério e com o olhar penetrando olhado nos olhos de Alice.
Alice: Kardia preciso que confie em mim... Preciso que todos confiem. – Diz firme, ela não pararia agora tinha que resolver de um jeito ou de outro. – Não irei me ferir, agora me solte. – Diz sorrindo com calma.
Kardia: Tomara que esteja certa. – Diz preocupado, mesmo assim a soltando.
Kardia a soltava mesmo não gostando do que ela faria, mesmo assim, daria sua confiança a ela. Alice anda com calma saindo de perto dos cavaleiros e se colocando a frente para que Pandora e Radamanthys a vissem bem claramente, agora era a chance de falar o que queria.
Alice: Sei que nenhum dos dois vai com a minha cara, somente peço que me escutem um instante, pois isso não vai prejudicar em nada o que queiram fazer depois. – Diz firme olhando para ambos e esperando que algum dos dois se pronuncia-se.
Pandora: Ultimas palavras? – Dizia levantando uma sobrancelha, ela acaba pensado e depois de um tempo responde. – Serei benevolente antes de arrancar a sua cabeça com a de Athena. – Dizia friamente sem nenhum sorriso em lábios.
Alice: Eu sei que descobriu que Alone se passou por Hades e que quer acabar com a vida dele.... – Diz olhando firmemente para Pandora que revira os olhos. – Mas isso não é o importante... O importante é que quero que saiba que o verdadeiro Hades quando surgir não é o mesmo de antes da primeira Guerra Santa dos tempos mitológicos, este Hades tivera a sua alma envenenada por Dionísio com auxílio de Perséfone, tudo a mando de Zeus, que manipularam a sua mente fazendo o mesmo guerrear com Athena deste então. – Contava assim toda a verdade.
Porém naquele instante Radamanthys se impõe, ele se mostrava injuriado, assim como Pandora. Ambos não haviam engolido o que Alice contara e aquilo teria consequências que já se mostravam, contudo Alice não se intimidaria tão facilmente por aquilo ficaria firme até o fim. Os cavaleiros se mostravam apreensivos, enquanto isso Aiakos e Violet se colocavam lado a lado de Alice.
Radamanthys: Se afastem dela! – Dizia severo e olhando duro para a atitude de Aiakos e Violet. – Não veem como ela se atreve a falar mentiras descaradas de nosso Imperador e da nossa Imperatriz. – Severo profere, era perceptível o quanto seu cosmo estava intimidante.
Aiakos: Ela não está mentindo Radamanthys! A escute! – Dizia respondendo no mesmo tom que o outro.
Radamanthys: Você está sendo manipulado. – Dizia frio. – Acabarei contigo para salvar sua honra que resta como juiz. – Dizia ríspido se colocando de forma que atacaria, até que Alice o responde.
Alice: Eu não o manipulei e muito menos estou mentindo! – Exclama furiosamente olhando penetrantemente para Radamanthys. – Você não escuta a sua Sapuris?! Não a sentiu vibrar? Ela pode confirmar, todas podem! Vai me dizer que a algum tempo atrás não a sentiu vibrar... Todas vibraram em ressonância!! – Dizia firme, ela fechava os punhos com força, mas não de medo e sim de raiva. – Você é um juiz, julga as almas! Fora um rei que criou os códigos das leis de Creta! Você que fora reconhecido devido a sua sabedoria e justiça por Hades, por sua tamanha integridade virou um Juiz do Submundo... É agora se mostra não sabendo distinguir a mentira da verdade?! – Vocifera exclamando firme e logo apontado o dedo para Radamanthys. – Como pode se dizer um Juiz do Submundo! – Diz firme irritada vendo Radamanthys arregalar os olhos devido as suas palavras, logo, naquele momento Pandora se interpõe.
Pandora: INICIE O COMBATE RADAMANTHYS! – Profere ordenando apontando seu tridente para todos ali, incluindo até mesmo Aiakos e Violet.
Radamanthys: Sim, Senhora Pandora. – Dizia afirmando a ordem olhando de forma fria para eles.
Radamanthys se coloca a frente seu cosmo se encontrava elevado violentamente, de sua boca parecia sair ar condessado. Nisso ele ataca expandindo seu poder com um rugido poderoso que joga os cavaleiros, Alice e até mesmo Aiakos e Violet, antes que batesse contra a parede Aiakos pega Alice tentando a proteger.
Aiakos: Merda... Radamanthys como pode ter se tornado tão cego... Aghh! — Pensava trincado os dentes enquanto sentia seu corpo bater com violência contra a parede de pedra.
Kardia: Ele está mais poderoso desde a última vez que nos encontramos em Atlântida. – Dizia entre dentes após o impacto contra a parede.
Dégel: Realmente... – Concordava com ele, estava verdadeiramente muito diferente da última vez.
Hakurei: Isso não significa nada! – Dizia rigoroso para os dois. – Não será a primeira vez que lutam com ele e muito menos com alguém com o poder parecido. – Diz duro e com olhar da mesma forma.
O ataque de Radamanthys continuava com Pandora ao fundo rindo até que uma luz dourada surge saindo dos escombros. Aquilo nada agradara Pandora que sabia o que era, aquela luz era Sasha que surgia com a estátua de Athena flutuando em sua frente, ela não mais permitiria que aquele ataque continuasse.
Sasha: A estátua da Deusa me disse como proteger os Cavaleiros. – Dizia fechando os olhos segurando na estátua. – Não posso perder, já que foi talhada a imagem da Deusa para garantir vitorias! – Dizia concisa e direta para Pandora.
Com um amento de poder assombroso, que até mesmo temerosa Pandora, Sasha enfim veste a sagrada e lendária Armadura de Athena, assim colocando para trás seu lado humano para cumprir sua promessa. Contudo havia um problema Sasha cai ao chão ficando de joelhos, ela não conseguia controlar a armadura e aos seus poderes, Pandora ri entendo que quando Sasha tivera seu cosmo selado na pintura de Alone realmente a tinha se tornado humana, com isso em escarnio dá os parabéns a ela. Antes que os cavaleiros se aproximassem e fazem-se algo, Pandora usando de sua velocidade chuta o rosto de Sasha fazendo sangue sair de seus lábios.
Tenma: Sasha!! – Grita correndo na direção dela com Régulos correndo juntamente. – Vamos, Régulos! – Diz firme olhando para o dourado.
Alice: TENMA! NÃO! – Grita se colocando em pé ainda amparada por Aiakos.
Naquele instante Tenma e Régulos atacam juntamente Pandora, contudo Radamanthys intercepta o ataque fazendo os mesmo voltarem em direção a ambos, porém o escudo de Alice surge interceptando os ataques, que batem e se desfazendo. Sasha teme por eles, isto fora o suficiente para Pandora usando seu tridente para imobilizar dominando-a, logo, usa de seu poder para invocar diversas serpentes que se interlaçam pelo corpo de Sasha e depois começa a causar uma descarga elétrica violenta por todo o corpo. Pandora desdenha de Sasha e da sua tão almejada condição humana, após isso declara que a matara, mas Sasha não se mostra deprimida pela condição e sim feliz por ter se relacionado com a humanidade que possui uma vida eterna e nova, nisto ela é jogada alguns centímetros a frente no chão.
Alice naquele momento se sentia impotente, porém sabia que tinha que permitir que tudo aquilo ocorresse, ela não estava errada, pois via que Pandora parara assim que sentira o mesmo que si, o cosmo que vinha de Sasha. Sasha se reerguia do chão com o olhar tão cheio de vida e firmeza, Pandora a ataca com seu tridente vociferando até que ponto rebaixaria a imagem dos Deuses Mitológicos, porém ela se defende com o báculo dizendo em comparação com os Deuses os humanos possuem uma vida curta e pouco poder, contudo ambos compartilham a luta contra o destino.
Sasha: Não, digo melhor... – Diz olhando bem no fundo dos olhos de Pandora. – Os que são eternamente presos ao destino... Não somos nós, Pandora, os personagens da mitologia? – Indaga a Representante de Hades que se mostra assombrada por aquelas palavras. – As vidas dos humanos se estendem infinitamente de geração em geração, suas esperanças e sua maneira de viver perduram dessa forma... Incluindo você! Não é assim, Pandora? – Diz próxima indagando mais uma vez Pandora. – Ainda que por pouco tempo, você viveu como uma menina normal... Em sua infância, você... – Diz se detendo vendo Pandora mudar sua expressão.
Todos os presentes ali notaram a súbita mudança de postura em Pandora, Alice já sabia o que era e ainda mais sabendo que Yohma havia influenciado. Alice se recordava daquela parte do mangá, Pandora estava naquele momento lembrando de sua infância de quando Partita havia lhe contado que esperava Tenma na mesma época que sua mãe estava gravida de seu irmão.
Pandora: Athena... – Diz se desvencilhando seu tridente do báculo de Sasha, e tanto ela como a outra se afastam alguns passos. – Me mostrou coisas muito emotivas com seu pouco cosmo recorreu ao meu coração, algo usual em você. – Diz levando a mão direita para sua face. – Não te importa de causar outros problemas. – Diz incomodada com as lembranças que lhe viam em mente, nisso dá as costas para Sasha para olhar Tenma, isto causara certa estranheza para Radamanthys.
Radamanthys: Senhora Pandora... – A chama se postando ao lado dela, logo, recebendo uma resposta da mesma.
Pandora: Escuta Radamanthys, que nada intervenha. – Diz a ele andando em direção a Tenma.
Não muito longe os outros cavaleiros não intendiam aquela súbita mudança em Pandora, então a voz de Paradox surgia, ele havia criado um elo telepático com eles, assim começava a explicar que Pandora e Tenma já se conheciam, porém Tenma não possuía nenhuma memoria devido a ser pequeno demais, além de contar sobre Yohma, que já havia revelado tudo, por isso Tenma já sabia.
Paradox: Esta é a verdade. — Diz com certa tensão em voz que era perceptível.
Sage: Por que não apareceu e contou antes? — Questiona através do elo, estava irritado por aquele fato não ter já sido contado por ele.
Paradox: Peço perdão por não aparecer e pela omissão, pois é arriscado estar presente neste momento, não é hora para surgir há muita coisa em jogo.— Diz respondendo firme Sage. – Estarei presente, mas não é neste momento. – Diz com calma, era prejudicial estar junto não queria ter sua presença revelada.
Sage: Não é o momento?! Paradox já está na hora de explicar alguns pontos!— Diz severo, estava cansado de algumas partes serem um total mistério. – Paradox?!— Chama-o mais uma vez, contudo não era respondido, o ele telepático havia sido desfeito. – Filho da mãe!— Pensa furioso.
Hakurei: Esse misterioso Paradox... – Diz baixo também irritado. – Alice talvez saiba do plano dele, mas creio que isso é impossível.— Pensa seriamente olhando Alice vendo somente suas costas, logo sentia o cosmo de Pandora agitado. – Mas que... – Pensa vendo o cosmo agitado e furioso da mesma.
Pandora estava cega de raiva, após relatar que Partita havia roubado seu irmão e fugido junto a Tenma para longe. A ira e amargura brotavam de Pandora, enquanto a mesma erguia seu tridente pronta para atacar Tenma.
Pandora: Devolva-me meu irmão que sua mãe roubou, Tenma! – Grita furiosa emanando seu cosmo furioso. –Devolva-me por favor, Athena. Ele tem que estar ao meu lado!!! – Gritava não vendo mais nada em sua frente ao não ser o que sentia. – Alone! Ele recebeu todo meu amor e de seu exército! – Dizia com ira manipulando seu tridente. – Desde aquele dia, meu mundo se tornou cinza! – Vociferava apontando seu tridente em direção a Tenma jogando uma violenta carga nele.
Tenma tenta explicar que não havia sido a sua mãe, porém Pandora nem sequer escuta alguma coisa continua atacando, ela estava tomada pela cólera, tristeza e agonia por sua vida ter se tornado sem cor. Então naquele momento as palavras de Paradox se faziam verdade com Yohma surgindo e imobilizando Pandora e contando que fora ele a roubar a alma de Hades, ele zomba tanto de Pandora e Tenma, e diz que se eles queriam rever Partita ele a traria. A ficha de Pandora cairá finalmente e ali percebendo que em meio ao seu desespero havia mandado matar aquela que fora a sua única amiga. Yohma se diverte vendo a confusão em Pandora, ele então se aproxima questionando se ela queria rever Partita, porém sem saber a resposta ele utiliza de seu poder, assim surge um relógio junto a um turbilhão. Pandora em meio aquilo não aceitava, não queria saber de outra verdade se não aquela em que acreditava, uma vez que, não queria acreditar que havia mandado matar uma pessoa inocente.
Yohma: De verdade que não quer vê-la? Não quer saber? – Diz sorridente com sua cartola e cabelos tampando com sua sombra os olhos dele. – O que você fez... – Diz podendo ver um olhar sem brilho com um toque de crueldade. – Bem, Partita, que comece o Primeiro Ato, “Reencontro”! – Diz estendo sua mão em direção ao turbilhão que criara.
Em meio ao turbilhão surgia Partita, usando um vestido bastante surrado e sujo com uma manta nas mesmas condições cobrindo seus ombros, sua face estava bastante suja, ela não recusara a mão de Yohma, que a ajudava a sair e descer até o chão. Partita sorria para Pandora, dizendo que só existe uma única verdade. Pandora cai de joelhos com ambas as mãos na cabeça com medo da mulher em sua frente achando que era mais um jogo dos deuses, contudo Partita se aproxima e a abraça. Por pouco se sentia reconfortada nos braços de Partita, contudo seus temores se mostram reais e ela é ferida com violência por Partida, deixando todos, Alice, Cavaleiros e espectros, estarrecidos. Logo em seguida, Yohma cria diversos redemoinhos que separa Tenma e a todos ali para diversos outros lugares dentro dos templos malignos e em um desses estava Tenma junto a Partita, usando a Sapuris de Coruja, e Pandora que estavam a alguns metros longe, mas no mesmo templo que os outros dois, agora mãe e filho teriam que se enfrentar.
Alice também fora pega pelo redemoinho e agora se via em outro lugar junto a Régulos que se levantava do chão e se via também como ela pego de surpresa, nisto ele a nota e antes mesmo de dizer algo se vê sendo abraçado por Alice que o abraçava com força.
Alice: Régulos temos que seguir em frente, eles precisam de nos. – Dizia enquanto o soltava.
Régulos: Sim, vamos! – Dizia firme sorridente para ela.
Então Régulos e Alice seguem adiante dentro daquele lugar não sabendo o que encontrariam pela frente, contudo só não estavam tinham a companhia um do outro e ambos se apoiariam nisso com todos suas forças. Alguns minutos depois de andaram um pouco por aquele templo conseguiam sentir o cosmo de Tenma e de mais alguém lutando, Alice sabia bem de quem era, infelizmente aquela parte da história deveria seguir sem interrupção, mas ela sabia que se seguiria conforme deveria ser e logo Tenma obteria a armadura divina de Pégaso.
Alice não estava errada e em algumas horas Tenma despertara a armadura divina e derrotara a sua mãe e conseguindo ver atrás dela o seu passado mitológico, onde ela era a emissária de Athena e que ela se comprometera de reencarnar juntamente a Deusa e Pégaso para proteger seus laços para nunca se romperem. Tenma saia do Templo Maligno de Urano quando surge Pandora no comando da carruagem, bem ali ela se despede de Tenma, contudo antes revelar que Alone estava vivo.
Tenma: Não devo me preocupar com isso, além de Alice já me contara Pandora e eu já estava percebendo isso. – Dizia com um sorriso sereno a Pandora, que se surpreende. – Nós crescemos juntos, a ficha demorou um pouco mais para cair, Alone certamente está esperando, isso é o que acredito. – Dizia firme embora tendo um olhar triste com muitas lembranças.
Pandora: No final, você está na direção de um destino inevitável. – Dizia com um leve olhar terno para Tenma. – JEH! – Gritava puxando os arreios dos cavalos, o que assustara um pouco Tenma, que ralha com ela. – Não se preocupe. – Dizia escondendo a face e segurando com força os cavalos. – Não tem porque carregar a morte de seu amigo... porque eu serei quem derrotara Alone! Até nunca, Pégaso! – Dizia firme atiçando os cavalos que sobem consigo e a carruagem aos seus, assim se despedindo de Tenma.
Pandora se vai e logo depois Tenma daquele local, um pouco longe estava Yohma assistindo tudo sentado em cima do relógio estelar, se divertindo ao mesmo tempo se despedindo mesmo ironicamente demonstra algum carinho pela sua esposa, porém depois sua atenção se volta para onde estava Radamanthys, Régulos e Alice, aqueles que seriam a outra parte da peça.
Devido a atenção de Yohma estar voltada para os que estavam no Templo de Saturno não percebera a figura que estava escondida na carruagem de Pandora. Quem estava junto a ela era Paradox que abre a porta da carruagem silenciosamente e pula para onde Pandora estava com os cavalos, algo que assustara ela, contudo logo era tranquilizada por Paradox, que se aproximara e falara algo nos ouvidos das mesma fazendo-a arregalar os olhos pelo tamanho que fora a surpresa. Logo, Paradox tem uma conversa ali mesmo com Pandora, seu conteúdo dali não seria dito em mais nenhum lugar causando assim um grande mistério, logo, ele termina a conversa da mesma forma que começara dizendo apenas uma única coisa.
Paradox: Mesmo Alice lhe detestando por algumas coisas, ela possui um grande coração que já esquecera o que você fez, ela até mesmo acabara lhe protegendo mais tarde. – Dizia sereno olhando o horizonte. – Somente lhe digo para continuar com o que estava fazendo, mas não esqueça o que lhe falei e o mais importante. – Dizia rígido, porem mostrando serenidade.
Após isso Paradox some deixando Pandora reflexiva, mas não a tirando do que iria realizar, agora bem mais decidida do que antes. No templo de Saturno naquele momento Radamanthys achava que estava sozinho, contudo ele estava errado Régulos e Alice estavam juntos com ele.
Radamanthys: Até quando continuará com isso? – Questionava serio vendo o olhar de Régulos sobe si.
Régulos: Aconteceu algo... Wyvern. – Diz gélido.
Alice: Régulos... – Sussurra puxando a mão do cavaleiro, que bruscamente a retira.
Radamanthys: Há algum tempo atrás, pude sentir sua presença, seu olhar em mim. – Responde caminhando calmamente. – O que você está vendo em mim? – Questiona mais uma vez agora parando e olhando para onde estava Régulos e Alice.
Régulos: Tudo. – Responde o olhando. – Seus movimentos, seus braços, suas pernas, tudo. – Diz com um sorriso de canto abrindo.
Radamanthys: Com que objetivo? Para memoriza-los. – Questiona ao mesmo tempo em que respondia.
Alice via tudo aquilo, se sentia muito impotente, Régulos nem ao menos olhava ou escuta seus apelos, sabia que ele estava sedento por vingar seu pai Ilías. Nisto Alice escuta Radamanthys dizendo ter superado o poder dos humanos e que ele, Régulos, não seria capaz de derrota-lo, assim o juiz ataca sem pronunciar a técnica, que era o Rugido Deslizante, logo, destruindo as colinas na direção onde estava Régulos e Alice. Contudo Régulos sairá dali puxando Alice para um lugar seguro, onde bem exatamente reproduzira o golpe nas costas de Radamanthys ao qual não se intimidara e anulara o ataque com as asas de sua Sapuris.
Régulos: Que aconteceu? Você deveria ter sido destruído com este ataque. – Dizia saindo das sombras do local que estava com Alice. – Parece que você conseguiu mesmo ultrapassar o poder dos humanos. – Dizia sorridente para o juiz. – Então agora deverei superar esse nível!! – Exclamava confiante para o juiz, que se mostrava aborrecido com o cavaleiro.
A luta de Wyvern e Leão se iniciaria, Alice não sabia como se interpor naquela luta, ambos já começavam a se atacar com toda força que possuíam, Radamanthys se mostrava furioso em batalha arrancando por fim sangue de Régulos, que cuspia uma enorme quantidade. Régulos fora arremessado com uma coluna que se estilhaçara quebrando em várias partes pequenas e grandes, contudo ele não tirava os olhos de Radamanthys, que cada vez mais se mostrava frio e analítico.
Régulos saia dos escombros reclamando levemente da dor que sentia, mas que não o pararia e que certamente superaria Wyvern, assim logo, Régulos se coloca em posição de combate e parte diretamente para cima de Radamanthys repetindo o golpe deste, que não se intimida com o Cavaleiro, contudo de repente, surge uma imagem atrás de Régulos, que faz o Juiz relembrar algo, assim não tendo tempo de se defender. O capacete do juiz voa arrancado pelo chifre e que com tamanha força se quebra, um leve fio de sangue escapa da testa do juiz que rapidamente limpa, mesmo surpreendido, Radamanthys pergunta se ele sabe quem era a pessoa que surgiu atrás dele, porém Régulos se faz de desentendido que se o outro não desse um nome não poderia dizer quem era, assim Radamanthys revela o nome, nome ao qual não poderia se esquecer, este sendo Ilías de Leão, o homem que fala com a Terra. Era nostálgico, afinal fora Ilías que havia quebrado seu chifre, claro que Radamanthys não se esqueceria, pois fora ele a mata-lo. Nesse momento, com fúria no olhar Régulos revela que Ilías era seu pai, nisto Alice sai de onde estava e se coloca no meio de ambos.
Régulos: Saia daí Alice! – Dizia enérgico ordenando a ela.
Alice: Não vou sair! – Gritava com convicção olhando-o fixamente. – Me escute Régulos! Seu pai naquela época estava já morrendo! – Dizia firme tremendo de nervosismo.
Régulos: Você não sabe o que diz, meu pai...
Alice: SIM! Seu pai estava morrendo! – Dizia fortemente o interrompendo. – Seu pai estava morrendo, ele não viveria muito com o estado avançado da tuberculose. – Dizia chorando na frente de Régulos, que se via assustado. – A saúde dele já estava deteriorada, Radamanthys quando lutou com Ilías percebeu a doença. – Dizia virando a cabeça para o Juiz.
Radamanthys: Nisto ela não mente, realmente seu pai lutou comigo com doença nos pulmões. – Dizia confirmando as palavras de Alice. – Nisso você não mente, mas bem, venha filhote do leão estou bem diferente do que há 10 anos atrás. – Diz frio olhando para Alice para depois Régulos.
Régulos: Sai Alice... – Diz a empurrando tirando-a do caminho.
Do jeito que Régulos a tirara do meio do caminho a mesma caia sentada no chão de cabeça baixa chorando, ela percebia que com as palavras não mudaria a justiça que Régulos queria fazer com as próprias mãos. Seria que não poderia mudar o destino como já fizera tantas outras vezes, fracassaria e perderia mais um amigo. Não, não seria naquele local que isso aconteceria, assim ela se reerguia e via em sua frente que os dois partiam em direção um ao outro com seus cosmos já acesos e se elevando.
Leão e o Dragão Wyvern partiam na direção um do outro com grande velocidade e com seus cosmos queimando, ambos iam se acertar, contudo algo entrara na frente de ambos e a única coisa que conseguiram visualizar foram asas. Quando deram por si viam-se cada um afastado do outro em alguns metros e no meio do caminho estava Alice, que estava de costas para Régulos. Régulos iria tirar satisfações quando dera por si com o que ocorrera, porém se deterá ao ver as asas dela que já não era apenas um par de asas, mas agora três pares, aquilo denunciava que algo havia despertado dentro dela, além disso, ele, assim como Radamanthys, via agarrada na perna de Alice uma menininha de cabelos brancos, a mesma que guiara Alice quando criara um meio de conexão com a alma de Poseidon presa na ânfora de Athena e com o Oricalco com poder do Deus, Régulos e Radamanthys não tinham conhecimento deste fato. A menininha virava a cabeça e sorria para Régulos com uma serenidade e alegria estampada no rosto e olhar, Radamanthys deixara de prestar atenção na menina e agora olhava fixamente para Alice, que derramava lágrimas, até que quebrava o silencio que havia se instalado ali.
Alice: Parem... – Dizia firme olhando fixo para Radamanthys. – Régulos não lute mais, Ilías não gostaria que se vinga-se por sua morte. – Dizia de costas a ele. – Radamanthys... Em momento algum menti para ti, tudo o que falei naquele momento é verdade. – Dizia derramando lágrimas. – Não lutem... Régulos... Por favor, não faça se o fizer vai morrer e é isso que quero impedir no destino. – Dizia com a fala agora se mostrando embragada, como se estivesse evitando de chorar alarmada.
Radamanthys: Continua insistindo nesta mentira, nesta difamação! – Dizia com o olhar furioso. – Darei um basta nestas mentiras. – Dizia mostrando através de seu cosmo que se acendia e elevava.
Alice: Por favor, Sapuris de Wyvern, mostre ao seu portador que não minto, mostre o que ele não se permite ver. – Sussurrava fechando os olhos pedindo para a Sapuris mostrar a verdade, pedia um milagre.
Radamanthys estava prestes a executar sua técnica contra Alice que de olhos fechado esperava, Régulos vendo aquele movimento corre em direção a ela. Tudo parecia em câmera lenta para o jovem Leão que naquele momento corria tentando se aproximar de Alice, dentro de si gritava para chegar a tempo e a protege-la do golpe, contudo de repente Radamanthys se detém parando o ataque e vendo a Sapuris de Wyvern deixar seu corpo. A Sapuris de Wyvern deixa seu detentor sem proteção enquanto se remontava na frente de Alice como se a protege-se, além disso, ficando de frente como se olha-se Radamanthys.
Radamanthys: Mas o que isso... – Dizia em voz alta até que se cala ao ver sua Sapuris chorando sangue, como se estivesse dizendo para ele que estava errado e que a Alice não mentira.
Alice: Você percebe agora a verdade? Wyvern está me protegendo, está lhe dizendo chorando que não menti em momento algum enquanto contei sobre a verdade do estado de Hades. – Dizia de olhos já aberto e chorando. – Está lhe implorando mostrando de um jeito duro que compreenda a verdade... Radamanthys, não menti. – Dizia chorando saindo de trás da Sapuris e se aproximando do Juiz. – Não menti... – Dizia colocando sua mão no peito de Radamanthys.
Radamanthys estava sem reação, apenas olhando para a mão feminina em seu peito e depois para os olhos da mesma, percebendo que realmente ela não mentira e a Sapuris de Wyvern a protegera para mostrar para si duramente a verdade. O juiz retira a mão de Alice de seu peito e logo em seguida se ajoelhando em frente a ela.
Radamanthys: Perdão...
Continua...
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