The Lord of Darkness
1 Throat
Notas iniciais
Obrigado por prestigiarem nossa Fic, sim ArtIsABang é "nós", somos uma dupla.
Então pessoal, estou eu aqui com minha segunda Fic, espero que gostem.
Essa história começou a muitos anos, geralmente crio histórias na minha cabeça quando estou entediado..., The Lord of Darkness será um misto de tudo de mais sangrento acumulado na minha mente doentía...
Gostaria de agradecer imensamente a Luu-chan* que criou o Godless e o deixou perfeito para ser a imagem da fic, foi nossa consultora especial e nos ajudou a não plagiar histórias do tipo... obrigado moça!♥
Gostaria de agradecer também o meu Itoko-kun(~Ningen_Shikkaku), que aceitou fazer parte desta impreitada doentía mesmo só sabendo meio por cima no que ia dar.
Então pessoal... se gostarem de sangue, multilação e morte, com certeza vão curtir.
Sayonara
“E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue;
E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte.
E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.
E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas;
E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro;
Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir? “
Apocalipse, 6:12-17
No ponto mais alto da Torre Eiffel, enquanto o sol se despedia e a noite caía sobre a linda Paris, uma silhueta aguardava a escuridão pacientemente.
Poucas mechas longas de cabelo escuro escapavam de seu capuz que encobria quase todo seu rosto e cortava a fraca luz verde que emanava suavemente de seus olhos conforme a escuridão tomava conta da cidade. Aquele homem não era um humano comum. Para muitos, nem humano era.
Seres como ele são classificados como Lordes da Escuridão; humanos que por motivos diversos e, na maioria das vezes, secretos, venderam suas almas para demônios em troca de poderes.
Matthew Wade durante o dia é completamente cego, mas ao cair da noite, tem o dom de ver o pecado nos homens.
Ao ouvir o sétimo badalar dos sinos da Catedral de Notre-Dame, um brilho de um verde quase elétrico consome as órbitas brancas de seus olhos e o homem agora vê tudo o que precisa: o mal. Quando se desvanece o último sinal do dia, o último raio solar, o homem caminha para o seu próximo trabalho.
– Under cover of darkness – Sussura e corre para dentro da noite, antes que a intensa luz solar retorne aos céus e roube sua visão.
Logo o Lorde está a toda velocidade em poucos passos largos pelas ruelas de Paris. Escalando os prédios com facilidade quando preciso, sua agilidade era de outro mundo e isso o ajudava a evitar os holofotes da linda cidade. O poder de Matthew era ver o mal nas pessoas, então vez ou outra, por puro instinto, desviava de pessoas sem pecados relevantes, pois sua visão não permite enxergá-los.
Estava ansioso pela, enfim, chegada do momento que tanto esperou.
Quando estava próximo seu destino final, o homem decide parar para conferir suas “ferramentas de trabalho”: em seu quadril, duas katanas estavam estrategicamente posicionadas para fácil saque e corte. Em seu lado direito, Katastrophe; e no outro, Shinra Tensei. Puxou pouco delas para fora da bainha e checou a posição das lâminas. Ao ver que suas mais velhas companheiras estavam exatamente como queria, o homem encapuzado seguiu a camiho até chegar aos portões principais.
Matthew havia estudado por três dias o local, esquemas e planos diversos para o dia do serviço, mas optou pela clássica: entrada ofensiva pela frente.
Ao chegar ao centro do portão, o homem não teve dificuldade em adentrar interior da catedral, pois na noite anterior já havia destruído a tranca que o barraria e os que lá viviam iriam se arrepender profundamente por não terem consertado de imediato.
Como Matthew bem sabia, o interior da catedral não oferecia nenhuma resistência a invasores além dos portões; afinal, por quê a Casa do Senhor precisaria de defesas? Aquele homem estava lá para provar o contrário.
Caminhando pelo pátio, desembainha a katana da direita, Katastrophe, mais por precaução.
Adentra uma pequena casa no fundo, ao lado de uma pequena capela, e entra sem dificuldades, segue por um corredor e avista a porta que procura decorada com uma placa de ferro onde estava gravado em letras garrafais: “Padre Fletcher”.
Sem qualquer tipo de cerimônia, Matthew Wade mete o pé na porta e adentra quarto, encontrando um homem que já passara dos 50 anos ajoelhado ao lado da cama; tudo indica que o homem interrompeu o religioso no momento da última oração do dia. Olhou pra ele rapidamente e voltou seus olhos para o quarto.
Ficou durante pouco menos de um minuto analisando o lugar. Diversos quadros religiosos e um crucifixo fino, com uma bela imagem de Jesus na cruz pendurado na parede, acima da cama. Escrivaninhas antigas com penas, tinta preta e alguns papiros jogados sobre ela.
Sobre a cama, uma bíblia aberta.
– Padre Thomas Antonny Fletcher. – Disse Matthew já dentro do quarto de maneira fria e determinada enquanto continuava a observar os detalhes do quarto.
– Q-quem é você? – Perguntou o padre assustado.
O homem se aproximou lenta e firmemente ignorando a pergunta com sua atenção ainda voltada ao lugar.
– Senhor, qual é o seu nome? – Perguntou o padre indignado se posicionando pra levantar-se.
Ao ver o religioso tentando se levantar, o homem fez um único movimento, apontando sua katana já desembaiada para o ajoelhado padre.
– O que quer aqui? – O padre ousa novamente e tenta levantar-se, mas é interrompido quando o homem aponta rapidamente uma de suas katanas, Shinra Tensei, para a garganta agora recolhida para trás do padre.
– Mais uma tentativa e vai ter que recolher suas cordas vocais do chão. – Mantém-se firme no controle da situação. A vida do padre já fora mais prolongada que Matthew planejara e a ousadia do mesmo só o irritava.
O pavor na face do padre agora era claro, e o homem prestes a fazer justiça se alegrava por dentro. Aos olhos dele, o padre era apenas uma silhueta suja com um rosto demoníaco pavoroso. Era o pecado no homem, sua alma corrompida e condenada.
– Se divertiu com o garoto?
O padre engoliu a seco. Sabia agora do que se tratava. Aquele homem viria punir sua alma e pensar nisso só ampliava seu desespero interno e seu esforço para escondê-lo não era mais suficiente. O estranho aproximou-se mais, no mesmo ritmo lento e o padre pensou em recuar ainda ajoelhado, mas não teve coragem. O homem era assustador.
– Não sei do que está falando. – O padre em desespero volta a engolir a seco. Era claro que ele sabia e isso só se tornava mais óbvio quando desviava os olhos daquelas esmeraldas brilhantes que eram os globos oculares de Matthew.
O homem se irritou ao ver os pecados cometidos nos olhos do padre, e que mesmo assim, tentava encobrir o que fez. O estranho o levantou pelos poucos fios de cabelo que ainda tinha na nuca e o aproximou para perto de seu próprio rosto.
Escarrou na face do padre e o arremessou contra a escrivaninha que estava a uns dois metros da cama, derrubando bíblias abertas e canetas de pena. Gemendo, o padre tentou mais uma vez, inutilmente, se levantar, mas teve sua perna atravessada pela linda justiceira Shinra Tensei, juntamente ao chão.
– AHHHHHHHHHHHHH, DESGRAÇADO! – Berrou o padre.
– Sshh! – Disse o homem retirando lentamente a lâmina de sua katana do padre .
– O QUE VOCÊ QUER? Pelo amor de Deus, diga logo. – Implorou o padre tentando inutilmente estancar o sangramento.
– Deus... Deus... – Disse Matthew aproximando-se mais do padre. Abaixou-se e arrancou o crucifixo que o homem ostentava no peito, desprezando a esperança que o padre depositava naquele pequeno objeto de madeira.
O homem retira o capuz que ocultava seu rosto e, para a surpresa do padre, o rosto era belo, seus cabelos, longos e castanhos. Os fios agora estavam a mostra.
– V-você... É... Satanás? – Perguntou o padre se encolhendo.
Matthew sorriu. Achara engraçado.
– Não... Sou só o enviado do Inferno pra limpar a porcaria que andam fazendo nessa igreja. – Dizendo isso, estocou Shinra Tensei no ombro direito do padre que se contorceu de dor.
– AHHHHH! – Berrou. – Espere ... Antes de me matar, responda uma única pergunta. –Suplicou o padre quase derrotado pelos sangramentos do braço e ombro.
O estranho fez como se não tivesse ouvido e estava pronto para prosseguir, quando novamente o homem suplicou:
– Deus, O Criador, ele realmente existe? – Perguntou o padre com um brilho de esperança nos olhos.
– Gastou a última pergunta de sua vida com isso? – Replicou decepcionado.
– Responda! – Exclamou o padre com o que restava de sua energia.
Matthew olhou diretamente nos olhos do padre com aquelas órbitas verdes e com aquele olhar frio e doente, respondendo:
–Sim, Ele existe.
O padre sorriu e quando estava quase tomado de esperanças, o homem continuou:
– Mas não está nem aí para a humanidade há muito tempo. – Com essas palavras, levanta sua katana, preparando o massacre.
Com um movimento rápido, pôde ver a esperança morrer no brilho que desvanecia nos olhos do padre pouco antes de ter sua garganta violentamente dividida em duas. O sangue jorrou forte e sujou o rosto do assassino.
– Escórias como você me chamam de Godless.
Depois de ter concluído a execução do Padre Fletcher, o homem conhecido por Godless dirigiu-se para os outros quartos da casa paroquial da Catedral, onde repolsavam outros padres, freiras e ajudantes da igreja. Por mais incrível que fosse, aquele local estava infestado de almas podres. Tão podres que seus pecados quase berravam por punição.
Diferente do que ocorreu com Padre Fletcher, Matthew não deu conversa aos outro; sem ultimas palavras, sem ultimos pedidos, sem perguntas. Só lhes ofereceu uma morte dolorosa.
De quarto em quarto, Godless exterminava homens que para muitos eram verdadeiros santos, representação de Deus na Terra, mensageiros; mas para o homem que os via como realmente eram – não suas faces, e sim podridão, corrupção, e ainda, seus pecados – não passavam de lixo.
Ao admirar a vida deixando o corpo de todos aqueles homens, o Lorde aos poucos se acalmava. Ao atravessar a lâmina de sua katana pelo peito de doze dos vinte religiosos responsáveis pela Catedral, Godless encerrara seu trabalho.
Depois de limpar o sangue podre que sujava o fio de suas katanas, o homem se dirige para fora da casa. Caminhando de costas até os portões principais da Catedral, enquanto olhava uma última vez para seu interior, ouve um grito:
– PARE AÍ, SEU MALDITO!
O mercenário achou que tivesse executado todos, mas se surpreendeu com o que viu: um castiçal dourado flutuando, trêmulo.
Tudo indicava alguém bom, sem pecados graves, ali; tentando interceptar o assassino invasor. Mas não foi necessário muito mais que um olhar para derrubá-lo. Quem quer que fosse, tombou ali ao vislumbrar os horrorosos olhos verdes brilhantes pulsando na escuridão.
Sorriu de forma sarcástica ao ver o castiçal que a pouco flutuava, caindo, junto de um som de algo mais pesado colidindo com o chão. Quem quer que estava ali, agora jazia inanimado.
Após limpar seus rastros, Matthew Wade se dirige aos grandes portões da Catedral de Notre-Dame. Ao deixar a igreja o homem vê que a noite está acabando com os primeiros sinais do alvorecer. Correu novamente para o topo da Torre Eiffel para vislumbrar, talvez pela última vez, a beleza da cidade antes que um novo amanhã chegue e ele mergulhe novamente na escuridão eterna de seus olhos.
Notas finais
Espero que gostem. É minha primeira vez ajudando e escrevendo uma Fic. Torço pra que as horas que passo lendo tenha ajudado e a leitura tenha sido agradável pra todo mundo.
De novo, obrigado.
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