The Loft Of The Rockers
1 Eu estou em L.A, baby!
Notas iniciais
Ah, e antes que eu me esqueça, aqui está o link para verem a personagem Rebecca, se vocês quiserem:
http://www.google.com.br/imgres?q=mulheres+com+beleza+natural&start=142&hl=pt-BR&biw=1366&bih=601&tbm=isch&tbnid=LeLpAlnqFLqIsM:&imgrefurl=http://isabelapimentblogs.blogspot.com/2010/12/cortes-femininos-da-moda-2011.html&docid=Q0XEgESYjq1M8M&imgurl=http://blogalize.net/wp-content/uploads/2009/11/cortes-de-cabelo-2010-3.jpg&w=300&h=304&ei=uJMHUIKeL7Hk6QHY17HPBQ&zoom=1&iact=hc&vpx=448&vpy=59&dur=3091&hovh=226&hovw=223&tx=103&ty=157&sig=111847500569061367835&page=6&tbnh=135&tbnw=134&ndsp=28&ved=1t:429,r:23,s:142,i:259
Dia 13/4/1986 foi um dia muito feliz para mim.
Eu estava extasiada, radiante, dando pulos de alegria por dentro... Não dá pra
explicar como eu me sentia. Eu estava finalmente realizando meu sonho!
E por que eu estava assim? Bom, eu ia pra L.A!
Já que eu já tinha completado meus 22 anos, obviamente eu já tinha terminado
minha faculdade de veterinária, meus pais compraram as passagens e eu ia passar
a morar lá! No começo eu não quis muito ir, pois minha mãe está um pouco doente
e tal... Mas quando meu pai tocou no assunto de minha completa liberdade e de
eu poder tocar minha vida sem qualquer interrupção, eu não resisti e resolvi
aceitar.
No outro dia foi uma felicidade que só. No meu
trabalho todos me deram parabéns e essas coisas, eu recebi meus salários (13º junto, que eu acumulei para o dia da viagem)
e meu chefe fez questão de acrescentar uma carta ao meu currículo falando como eu trabalhava bem. Foi incrível.
À tarde eu cheguei
em casa e minhas malas estavam todas organizadas, minha comida favorita sobre a
mesa (arroz branco, salada, truta com limão, batata sauté e de sobremesa torta
de pêssego.), meus discos favoritos sendo tocados (Beatles e Led Zeppelin)
enquanto eu e meu pai comíamos... Ah, e como minha mãe estava doente, eu levei
comida para ela e ficamos conversando até ela adormecer.
Depois eu tomei
banho e vesti minha roupa favorita (uma calça jeans meio rasgada, sandálias de
gladiador marrons, uma regata laranja decotada e soltinha, pois estava muito
calor, uma tiara branca no cabelo, muitas pulseiras grossas com diferentes
estampas e meu colar da sorte.), fiz uma maquiagem básica, desci a escada para
pegar minhas malas e meu pai me levou para o aeroporto.
Eu chorei aos
prantos por ter deixado meu pai, mas depois eu me animei quando entrei no avião
e gritei “Tchauuzinho Londres, olá L.A!” e todo mundo ficou achando que eu tinha
problema.
Fiquei animada a
viagem inteira, pulando na cadeira como se tivesse pulga na calcinha, mas ai eu
fiquei mais quieta e depois adormeci.
Eu estava quase
acordada, mas tinha preguiça de abrir o olho, ai eu ouvi a voz de uma das
aeromoças e despertei por completo.
E novamente eu fiz
todo aquele percurso chato de sair no avião, mostrar os documentos... E
finalmente eu tinha conseguido ir embora de lá.
Agora eu já andava
de lá pra cá por uma das ruas daquele subúrbio, toda atrapalhada com o número
do loft em que eu iria morar.
Eu estava tão
desatenta, que esbarrei em alguém e voou coisa pra todo lado. Eu meio que
escorreguei na minha mochila e caí no chão, o meu papel voou pra sei lá onde,
enquanto as compras do sujeito caíam e faziam um estrondo no chão.
- Mil desculpas! –
disse um garoto loiro e alto com os cabelos compridos e cacheados. Ele usava
roupas de rock e tinha um estilo muito atraente. Ele me ajudou a levantar e a
levantar minhas malas, pegou suas compras e continuou a falar. – Eu realmente
peço desculpas, estava muito distraído.
- Fique frio, eu
também estava. – falei enquanto ajeitava meu cabelo.
O garoto me olhou
por um momento e depois falou:
- Eu nunca te vi
por aqui. Como você se chama?
- Meu nome é
Rebecca Stanley. – eu estendi a mão. – Eu vim ver o loft que tem um quarto para
alugar aqui da rua.
- Meu nome é
Steven Adler! – o garoto aperto minha mão e deu um enorme sorriso. – Ué, mas
você falou em loft. Deve ser o meu, sabe, ele está para alugar. Achei que sua
entrevista era só semana que vem, mas pode vir comigo.
O garoto deu
meia-volta e começou a andar a passos largos, suas sacolas tilintando
irritantemente. Deviam ser bebidas. Pouco depois chegamos a sua casa ele deixou
a porta aberta para mim e, com certa dificuldade, eu consegui passar por aquela
porta com todas as minhas malas junto.
Quando entrei, meu
queixo imediatamente caiu. A casa era toda bagunçada! Garrafas de bebidas vazias
e quebradas cobriam o chão junto com pacotinhos estranhos, caixas de pizza e eu
podia jurar que eu vi uma calcinha sendo chutada pelo Steven de um jeito
discreto.
- Foi mal pela
bagunça, é que mora muita gente e... A galera não liga muito pra esse tipo de
coisa.
- Não, tudo bem. O
que importa é que aqui é uma bela casa. – eu dei um sorriso para o garoto e
depois continuei a admirar a casa.
- Que barulhera é
essa a essa hora da manhã, caralho? – gritou uma voz meio rouca, vindo em
direção a sala. Quando vi a pessoa, mais uma vez fiquei de queixo caído.
O garoto veio
cambaleando em nossa direção, e ele parecia... Uma coisa bizarra, sei lá. Ele
era alto, meio musculoso, tinha o cabelo castanho comprido e bem armado (... ou
seria cacheado?) e a expressão muito sonolenta. O homem estava só com uma jeans
e deixava seu belo peitoral a mostra. Ele olhava com uma cara de ódio para
Steven e não pareia ter me notado (isso que dá ser baixinha.).
- São quase nove
horas da noite, cara. Ah, eu trouxe bebidas. Quer uma? – o Steven falou essas
três frases em sete segundos.
- Quero sim. – o
garoto pegou uma da sacola e finalmente me notou, fazendo uma cara estranha.
Ele esfregou um pouco os olhos e se virou para Steven novamente. – Quem é essa?
- Ela é nossa nova
inquilina do quarto que sobrou. Rebecca Stanley, Slash, Slash, Rebecca Stanley.
- Fala aê,
baixinha. – Slash deu um gole em sua bebida. – Qué uma bebida? Fica a vontade.
Steven me passou
uma bebida e Slash continuou, agora falando com o loiro:
- O Axl já sabe da
garota?
- Axl é o primeiro
a saber de tudo por aqui, sempre. – Steven largou as bebidas na bancada e
sentou em um banquinho numa pequena escadinha no hall de entrada. Ele pegou uma
bebida e se virou para mim:
- O Axl é que vai
te mostrar o lugar aqui. Ele foi buscar uma coisinha pra gente, já, já ele
volta. – ele e Slash se entreolharam e Steven assentiu rapidamente.
- OK. – falei e
depois comecei a encarar a estranha criatura chamada Slash. Ele parecia estar
distraído, mas ainda atento a alguns detalhes, como eu, por exemplo. Seu olhar
me despia, olhando cada curva do meu corpo e cada traço do meu rosto. Muito
envergonhada, eu virei o resto da bebida gelada garganta abaixo e me virei para
falar com Steven – Então, Steven, quem mora aqui com vocês?
- Bom... – o loiro
pegou minha garrafa e me deu outra, depois fez o mesmo com ele e com Slash. – O
Izzy, ele saiu com o Axl, o Axl, a Emily (ela é uma grande amiga nossa), o
Duff... Onde o Duff ta, Slash?
- O filho da puta
se enfiou em algum lugar pela casa. Sei lá... – respondeu Slash de um jeito
simples.
- Eu vou procurar
ele para ver a nossa nova visita. Aproveito e vou ver se a Emily já saiu do
banho. – Steven sorriu maliciosamente, Slash gargalhou e eu reprimi uma risada.
~~S2~~
- Então, gostou da
casa? – perguntou o lindo ruivo que estava parado na minha frente.
Axl Rose já tinha
me mostrado a casa inteira, e agora nós jantávamos pizza de atum com Jack
Daniels na sala de estar.
- Eu adorei. –
falei, abrindo um sorriso de canto. – E a galera que mora aqui é muito legal
também, não podia existir lugar melhor.
- Por favor, não
nos bajule. – falou Emily, seus cabelos loiros e lisos batiam na altura do meio
das costas, e seus olhos eram azuis claros e vivos. – Também é ótimo ter uma pessoa
maravilhosa como você para nos fazer companhia.
- Ah, são seus
belos olhos. – fiz um gesto bobo com a mão. Virei-me para Axl. – Então, quando
podemos assinar o contrato?
- Os documentos
não estão comigo. – falou Axl, fazendo uma cara de tacho. – Esse bando de
vagabundos também não ajuda colocando a casa somente no meu nome, sabe Becca?
- Eu não me
importo com a espera não, Axl. – eu terminei de beber a garrafa e acendi um
cigarro. Eu fumo desde sempre, nem perguntem. – Sabe de uma coisa? Eu acho que
eu vou dormir agora, sabe, está tarde.
- Amanhã é sábado,
Rebecca, vamos sair, vai? – pediu Duff.
- Eu realmente não
posso. Nem daria, na verdade. Hoje é o último dia do meu remédio, e ele da
muito sono, também não consigo dormir sem calmante...
- Beleza então. –
Emily se levantou e ajeitou sua saia, me deu um beijo na bochecha e começou a
recolher as coisas. Ela já estava na cozinha guardando as coisas. – Eu vou sair
com eles, não consigo dormir muito cedo.
Agora todos já
haviam se levantado, dado tchau para mim e ido embora. Já que não tinha nada
para fazer, resolvi ir organizar meu quarto.
Depois de tudo
organizado e minhas malas guardadas na parte de cima do armário, fui tomar um
banho bem quente e demorado para relaxar os músculos. Tomei meu remédio e peguei
mais um pedaço de pizza da caixa que tinha sobrado. Em seguida eu levei a
vitrola do Izzy (ele me emprestou) para o meu novo quarto e comecei a ouvir os
meus discos favoritos (eu só gostava de ouvir em vitrola). Como eu estava
jogada na minha cama, duas músicas depois eu adormeci.
~~S2~~
Eu acordei com uma
puta dor de cabeça. Ela latejava e pipocava me fazendo ter pensamentos
involuntários e uma estranha vontade de mandar todo mundo se fuder. Ou isso
seria TPM?
Dei uma gostosa
bocejada e olhei o despertador. Já eram dez horas da manhã, e pelo pouco que eu
via pela fresta da cortina, hoje seria um dia maravilhoso para correr.
Acordei e fui
lavar meu rosto. Meu cabelo estava bagunçado, mas como ele era curto nem se
percebia. Eu estava com uma camisola na altura do meio da cocha, preta, mas
quem liga para um pijama? Nem era lingerie.
Então eu peguei a
caixinha do meu comprimido para manhã (esse não dava sono) e fui para a sala.
Mas quando eu vi o estava daquele lugar, eu coloquei a mão sobre o peito e
gritei de espanto.
- Vai gritar na
casa do caralho! – falou uma voz de homem, que parecia vir do sofá.
Fui até lá e vi
quem era. O pobre Duff estava esmagado por um monte de putas no sofá em cima
dele. Não só em cima dele como também no chão, como no balcão do lado da cozinha
(o Izzy também estava no balcão, dormindo que nem um bebê.), e umas duas ou
três no chão.
- O. QUE.
ACONTECEU. AQUI. DUFF MCKAGAN! – berrei o mais alto que pude.
As grupies que
estavam em cima dele levantaram e me olharam com cara de ódio, e como aquele
não era meu melhor dia eu fiz um gesto nada agradável para as putas.
- O que você quer
caralho?! – o menino estendeu a mão para mim e eu o levantei. – Deixa eu voltar
a dormir.
- O que aconteceu
com essa casa, meu Deus? – eu perguntei, mostrando a língua pras putas que
olhavam pra minha cara.
-Essa foi a nossa
festinha. Você realmente não ouviu nada? Que sono pesado.
- Isso não foi uma
festinha! Parece que a terceira guerra mundial ocorreu aqui, e o exército era
formado por grupies nojentas. – elas me olharam com cara de bosta. – Ah, vão dá
o cu que vocês ganham mais. Tira elas daqui Duff, por que se os outros verem
isso...
- Todos sabem, por
que a festa foi de todos. Até a Emily sabe. – Duff falava isso enquanto mandava
as putas pra fora. Ele voltou para a sala e me olhou de cima a baixo. – Adorei
você com essa lingerie.
- Isso é uma
camisola, seu sem rumo. Mas por que vocês piraram e fizeram essa festa? – eu
fui para cozinha e ele me seguiu. Chegamos lá, eu comecei a fazer café e ele
sentou na mesa e me observou. – Era alguma comemoração especial?
- Nós conseguimos
agendar um show no The
Troubadour, lá no centro da
cidade! – Duff se levantou e começou a me abraçar, pulando.
-Peraí! – eu
afastei Duff de mim. Um show? – Um show?!
- Exatamente. –
ele abriu um enorme sorriso e acendeu um cigarro que estava no seu bolso. Deu
um tragada, tirou-o da boca e continuou a falar. – Uma banda de um sucesso
futuro espetacular. O nome da banda é Guns n’ Roses.
Na hora eu fiquei
ao mesmo tempo chocada, animada e com raiva, sem saber o por quê. Foi ai que eu
me lembrei do bilhetinho que tinha caído quando me encontrei com Steve. O
perfil da internet de um loft nessa rua dizia que eles eram calmos,
comportados, etc, etc... O outro não tinha nem perfil. Meu pai queria que eu fosse
ao que tinha descrição, e falou que ia ligar no fixo da casa para se comunicar
comigo. Até o Steve disse que a pessoa que viria aqui tinha marcado uma entrevista para daqui a uma semana. No
que eu tinha me metido?
Notas finais
Tchau galera, até o próximo capítulo.
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