The Loft Of The Rockers

3 A descoberta de um (talvez) novo amor...


Notas iniciais
Oe oe genten! Como vão vcs? Eu tava viajando, mais to de volta.
Espero que gostem do capitulo, e... A cansei de escrever (XD) tchauzin, até lá em baixo.

Capítulo 2: A descoberta de um (talvez) novo amor.

Eu levei quase meia hora para chegar à porra do morrinho, e depois mais quase vinte minutos para subir a merda do morrinho. Já da pra imaginar como eu fiquei ao chegar lá, néé?

Os meninos estavam em uma rodinha na pequenina clareira que tinha na ponta daquele morro meio achatado. Eu me joguei na grama e falei, arfando:

- Caralho, como vocês conseguiram subir tudo isso? – perguntei com a cara na grama.

- É que a gente ta em boa forma sabe. – falou Izzy dando uma risadinha.

- Calado, Izzy Stradlin. – de repente começou a me dar uma sede, minha garganta estava seca. – Alguém tem água ai?

- Você vem até aqui pedir água? Tá atrapalhando o fluxo de inspiração, Becca. – reclamou Axl.

- Se você não ficar quieto eu vou morder sua bunda, Axl Rose.

- Eu sei que minha bunda é gostosa, mas se controle pelo menos hoje, sua bitch.

- Ih, ela deve ta bêbeda. – falou Duff. – O que você ta fazendo aqui, Beccs?

- Vim ver meu gato. – falei, tentando encontrar a mão de Axl (eu tinha deitado do lado dele.).

Quando encontrei a mão gelada dele, comecei a levantá-la, mas ele logo soltou e falou, todo nervosinho:

- Sai pra lá, sua anti-cristo. – disse.

- O que é isso? – perguntei enquanto os outros riam, tentava encontrar sua mão novamente.

- A pessoa que tem pacto com o demônio, sua lerda.

- É o amor, Axl, não estrague o clímax do momento. – começou Izzy a provocar.

- Que amor o que, ela ta completamente cheirada, por isso levou cinqüenta anos pra chegar aqui. – Axl zombou de mim.

- Cinqüenta minutos! – me defendi – E eu não estou bêbada, muito menos drogada, só estou nervosa, então eu tento esconder isso da forma mais fácil possível: Irritando as pessoas.

- Me irritando. – falou Axl enquanto eu virava para cima. Só agora percebi que o magrelo tava sem camisa. Ele não era tão magrelo assim. – O que aconteceu?

- A Emily tava me irritando. Sua namorada é uma chata de primeira. – eu olhava para Axl analisando-o.

- Eu falei que ela irrita. – disse Duff, que interrompeu o xingamento do Axl para mim – O que realmente aconteceu?

- Nada demais. Ela só queria tocar na minha ferida e... Chega de falar de mim. – eu passei a língua pelos meus lábios. – Vocês já fizeram alguma música?

- Eu consegui começar uma. Ela se chama Its so easy, vê ai se você achou legal.

Axl me jogou seu caderninho. Eu comecei a ler, até agora ele tinha escrito quatro linhas.

- “I see your sister in her Sunday dress, she's out to please, she pouts her best, she's out to take, no need to try, She's ready to make.”. Muito foda a sua primeira estrofe, mas o que isso tem haver com o título?

- Eu ia começar a escrever o refrão quando você chegou aqui e cortou o fluxo. – Axl tinha um sorriso amargo na sua face.

- Ah, nossa, foi mal. – falei. – Tem certeza que você não tem água ai?

- Só tenho três garrafas de Jack Daniels, e como antes de você chegar éramos três, desça o morro e compre uma bebida. – Izzy falou no lugar de Axl.

Como eu estava com muita preguiça, não falei nada e continuei a olhar para o céu que estava azul como os olhos da vaca da Emily. Eu devo ter ficado lá no máximo vinte minutos em silêncio, até que o Steven apareceu lá para falar comigo (ou seria com os meninos?).

- E aí galera? – perguntou Steven, mas ele parecia estar se referindo a mim. – O que houve com você e a Emily lá na praia? Ela está chateada.

- E eu ligo pra porra da chateação dela? – falei, virando minha cara na grama novamente. – Vai pastar Steven

- Não liga pra ela, Stie. – falou Duff ao loiro. – Senta ai e ajuda a gente.

- Eu sou apenas um baterista, fazer músicas não é meu forte. – Steven pegou uma Jack Daniels da mochila do Izzy. – E eu vim falar com a Baixinha, mais nada.

- Baixinha é a vovozinha. – falei enquanto erguia as mãos para Steven. – Me leva daqui, Stie, eles são muito maus.

- Então vamos, garota doida. – o garoto retrucou e começou a andar.

- Você vai me deixar aqui sozinha, Popcorn? Eu to cheia de calo nos pés, não posso andar.

- Quer que eu te leve no colo? – ele parecia até incrédulo.

- Isso é jeito de tratar a esposa, Steven? – zombou Axl.

- Eu devo ter feito algo pra Deus, só pode. Escutem: – o loiro em pé apontou pra mim. – Você: Não me chame de Popcorn. – ele apontou para o Axl. – E você: vai cheirar heroína, seu taco pequeno.

Quando Steven deu conta do que falou e Axl percebeu que aquilo não foi muito amigável, Steven me pegou pela cintura, me ajustou em seu colo e saiu correndo antes que Axl começasse a correr atrás.

- Ele não está te perseguindo. Já pode parar de correr, antes que você me derrube. – falei me segurando com força em seu pescoço.

- Se eu sobreviver até chegar à praia, ele não precisa correr mesmo. – fiz uma cara confusa. – Meu pescoço, você ta me machucando.

Eu imediatamente afrouxei a aperto. Então com muita dificuldade ele trocou de mão para me segurar por baixo e sua mão acabou apalpando uma parte não muito legal.

- Tire a mão da minha bunda. – o repreendi. Ele parou de andar e me olhou com uma cara de frustração.

- Como e vou te segurar? – perguntou. – Você não é tão leve assim.

- Ei! – eu realmente me senti ofendida. Mas ai, eu me lembrei de algo que nunca falha. – Você é o baterista e tem os braços bem fortes, então quer dizer que o Axl morreria se me segurasse? Caramba, eu pensei que você era um pouco mais forte, porque ser mais fraco que o Axl é muito difícil, e...

- Para de falar caralho! – gritou, e então me soltou. Caí levemente no chão em pé. – Na descida do morro eu não posso te carregar, senão eu vou tropicar e nós dois morremos! Quando chegar à praia eu te carrego.

- Ok. – falei, me sentindo levemente triste. Ele pereceu perceber isso e deu uma risadinha meio baixa. Eu o acompanhei até que estávamos gargalhando sob a luz do dia. – Por que estamos rindo? – perguntei, enquanto várias pedras pequenas e pontiagudas começaram a formar um grande espaço por onde eu andava, me fazendo quase pular na direção de Steven, segurando sua mão. Senti um leve choquinho percorrer meu braço, me preenchendo de uma mistura de calor a frio na barriga. Larguei imediatamente sua mão.

Steven também estava estranho, por isso virou a cara para o lado em direção a praia meio vazia, deixando minha simples pergunta e o choquinho ecoarem sobre o clima estranho.

- O que queria me falar quando chegou lá, Steven? – indaguei, não resisti e segurei sua mão de novo.

- Só queria perguntar o motivo da briga. – ele não voltou a olhar para mim, mas apertou minha mão delicadamente, fazendo círculos nas costas da mesma. – Eu vi que você chorou, como uma menina tão forte como você chora?

- Isso é pergunta que se faça? – eu não mudei o rumo da conversa, mas minha voz se tornou um pouco alterada.

- Qual das duas? – Steven estava tentando me sondar de um jeito mal, pois de tempos em tempos lançava um olhar perigosamente atraente e cheio de mistério.

- A segunda é muito inconveniente, e a primeira não tem nada a ver com você. – mandei na lata, mesmo não querendo.

- Ah é, pois Michael Coletti não é bom o suficiente para saber de tudo, afinal, quem vai confiar num vagabundo sem carreira que nem ele? – ele disse isso muito agressivo, começando a andar mais rápido.

- Ei, espera!!! – gritei tentando alcançá-lo.

Mas infelizmente meu pé estava muito dolorido, então eu acabei tropeçando em uma das pedras e comecei a rolar morrinho abaixo, me ralando nas pedras, enquanto gritava de susto.

Imediatamente Steven me parou com o pé e me levantou. Ainda segurava meus braços e me analisava quando falou:

- Mandei mal? Foi mal, ok?

- Tudo bem – me soltei do seu aperto de ferro e olhei meus pouco machucados pela barriga, pelos braços e pelas pernas. – O único problema agora é falar com a Emily.

Ele deu de ombros e pegou minha mão novamente enquanto descíamos o morro. Se aquilo não era a descoberta de um novo amor, alguém me da um soco bem forte na cara?

Notas finais
Comentários, please?