Notas iniciais
Bem, sempre as notas vão pra Mona, mas dessa vez não vai ser, vai ser para Gi-chango. Menina, não vicies nas minhas fics, ou vicie, apenas não tente me matar -q

— Não, não, esse sapato não combina com a minha roupa.

E essas foram as palavras que recebi de “bom dia” da Kurumi, ela tinha dormido na minha cama. Não tenho muito problema com isso, desde que ela parasse com a mania de agarrar as coisas ao dormir. Dessa vez eu era a vítima mais próxima e estava sendo sufocada nos peitos dela, quanto mais tentava me afastar mais ela me apertava.

Sentia a mão quente do Shin segurando a minha. Eu a apertei para tentar acordá-lo. Ele se mexeu um pouco, apertei-a de novo e ele acordou

— Precisa de ajuda ?

— Por favor.

Ele pegou um travesseiro e me “trocou” com ela. Levantei-me e o abracei.

— Bom dia Mei-chan.

— Bom dia... – disse desanimada.

— Você... está bem ?

— Com fome na verdade.

— Quer ver se sua avó fez algo para comer ?

— Devemos deixar a Kurumi ai ?

— Acho que ela não vai fazer nada de errado, só com o travesseiro.

— Pudim... – ela mordeu o travesseiro, babando nele.

— Tem razão.

Descemos as escadas e com cheiro de bolo dançando pelo ar.

— Bom dia pimpolhos !

— Bom dia vovó... – disse ainda com pouco de sono.

— Bom dia ! – Shin parecia ser tão feliz sempre.

— Shinichi ! Nem vi você entrando querido.

— Ah, eu dormi aqu- – eu o interrompi pisando no pé dele – Dormi em Quiribati !

— Mesmo assim não o ouvi.

— Deve ser a idade, não é mesmo vovó ?

— Não sou tão velha assim. – imagina se fosse.

Quando acabamos de comer ficamos na sala vendo TV, eu não prestava atenção, apenas ficava tentando não lembrar naquele momento que estava grávida de um estuprador. Estava apenas com a cabeça encostada no peito do Shin que me abraçava.

Do nada eu ouvi passos na escada, era impossível não ouvir, Kurumi estava batendo o pé com toda a força que conseguia (eu acho).

— Eu quero um pudim ! – disse a dita cuja de cabelo bagunçado e com olhos cheios de lágrimas.

— Vai na padaria. – a olhei séria.

— Shin ! Dinheiro !

— Deixa de ser folgada vai. – taquei uma almofada na cara dela, mas não houve um efeito, ela queria mesmo.

— Com 5 reais dá não é ?

— Não, 20 reais !

— Só tenho 10... – assim que ele mostrou, Kurumi pegou e saiu correndo pela porta.

— Desculpe por ela. – estava vermelha.

— Tudo bem.

— Acho que você mima ela demais.

— Também quer ser mimada meu amor ?

— Não quero pedir para ser mimada, quero que você me mime se quiser. – fiquei emburrada.

— Meu amorzinho querido. – ele colocou a mão em meu queixo, levantando para si.

— Shin... – fechei meus olhos lentamente.

— PUDIM ! – Kurumi abriu a porta, quebrando o clima.... como sempre. Ela foi correndo ?

— Saí daqui sua loira burra ! – dessa vez taquei um livro que tinha ali perto, pela minha mira de snipe, acertei a barriga dela.

— Não sou loira burra que nem seu namorado burrico ! E meu cabelo é castanho mel !

— Calma meninas...

— Calado Shin ! – disse a Kurumi.

Ele abraçou uma almofada com medo dela e depois se sentou em uma poltrona.

— E então, pais, qual vai ser o nome do bebê ?

— Shiii, ainda não contei a minha avó.

— Mas logo não vai dar pra esconder da velha. – Kurumi se lambuzava com o doce.

— Eu sei mas.... não posso contar a ela. Ela talvez infarte e aí eu fico sozinha e vou ter de ser adotada.

— Sua avó é velha quanto ? – Shin ainda estava abraçado na almofada.

— Na verdade nem sei.

— Acho que ela tem pelo menos uns 50 anos Mei-chan ! – disse a Kurumi de boca cheia.

— Nem sei, não quero arriscar, Shin... – ele não estava mais ali, olhei para cozinha e vi ele falando com a minha avó, eu gelei e logo ele voltou todo sorridente – O que foi fazer ?

— Perguntar quantos anos sua avó tinha.

— E... ? – aquela imitação de loira era que queria mais saber.

— Ela disse pra eu falar que ela tinha 100.

— Minha avó louca...

Notas finais
PUDIM õ/ -q Isso me lembra Puddings, assista no YouTube -NN /acredite,éumaporcaria♥