The Little Dark Secret

6 Capítulo 5: The best player


Notas iniciais
Heeey, seres vivos. Primeiro capítulo de 2016 SUPER FEELIIZ. Estou muito animada mesmo para esse capítulo, quando postei essa fic a primeira vez tinha parado nessa parte, simplesmente não conseguia continuar :/ Enfim, ao invés de desistir resolvi começar tudo de novo e cá estou eu, feliz por ter conseguindo "superar" esse meu bloqueio. Boom, um ótimo 2016 e boa leitura! ;D

Nem me importo em ignorar todos os olhares e cumprimentos assim que chego ao meu destino.

É cedo, cerca de 08:00,todos estranharam essas minha ações. Assim que saiu de seu quarto e me encontrou tomando café calmamente e devidamente arrumada na sala de jantar ,Tyler soltou um: "Estou ficando louco ou realmente estou olhando uma Katharina acordada essa hora?"

Tratei de ignorar o comentário e o riso tímido de Rose vindo da cozinha me concentrado no real motivo para eu já estar levantada: Acabar com o desgraçado do Florent.

Assim que chego ao último andar do Centro de Treinamento consigo sentir o olhar espantado e preocupado da secretária de Florent:

–Senhorita Clarke- Ela começa um tanto que atrapalhada- A senhorita quer que eu te anuncie ou...

Pela décima vez apenas ignoro a mulher que tenta sem sucesso nenhum me parar.

– Senhor Brad- Digo enquanto entro em seu enorme escritório atraindo a atenção do homem que parece perdido em papéis.

É engraçado como a ambição é algo tão destruidor, tão tóxico.

Florent tem uma família linda e uma ótima posição em nossa nação. Prova disso é seu escritório que ocupa um andar inteiro do prédio em que me encontro e seu poder em organizar as avaliações. Sem contar na confiança que papai tinha nele.

Tinha, pois ele está a um passo de perder isso e muito mais.

–Katharina Clarke. Ao que devo o prazer de sua visita?

Solto uma risada enquanto ando por seu escritório- Temos assuntos para resolver do último baile.

–Ah sim, daquele baile que você acabou... não se sentindo muito bem? -Ele diz com uma falsa inocência em sua voz afetada.

–Esse mesmo. — Digo sem perder por sequer um segundo o sorriso vitorioso em meu rosto- Pensei muito em sua proposta e cheguei a uma conclus...

–Sem joguinhos, Clarke. Cadê o documento?

– Engraçado você usar o termo: "jogo", Florent. Não é isso que estamos fazendo aqui? Jogando?

– Cadê o documento?

Estendo na mesa em sua frente um simples envelope que Flotent rapidamente e raivosamente rasga e começa a ler o contéudo do papel em seu inteiror:

–Por meio dessa declaração eu, John Clarke declaro que... Qual a ligação do seu pai com essa história? — Florent interrompe sua leitura claramente irritado com toda a situação.

– Ele sempre foi curto e direto para resolver... pendências por aqui-Falo com a voz em tom de tédio- Como é mesmo aquele seu discurso sobre a monarquia?

–Temos uma extrema necessidade de agradar nosso líder em todos os sentidos. -Ele responde em um tom parecido com o meu.

Deixo um sorriso brincar no canto dos meus lábios:

–Prossiga

–Declaro que...- Ele recupera a leitura- Em caso de incapacidade de governação e sucessão de minha família o poder deve ir automaticamente e diretamente para a Sra. Mary Brad.

Um silêncio totalmente agradável se instala na sala, Florent parece estar ligando os pontos ainda.

Não pude evitar um orgulho quando decidi todo o meu plano na noite anterior.

Não sou tola, o plano dele sempre foi dar um jeito de ter a minha morte e de papai.

Com o maldito documento que Florent queria que eu assinasse o poder iria para ele e assim sua ambição seria um pouco menor.

Porém, ele não mataria a própria filha.

Se Florent decidisse me matar agora, eu morreria com a certeza de que o país seria muito bem governardo, talvez até melhor do que por mim.

E Florent, com certeza,sabe disso.

–Ah claro, faltou um detalhe no documento.- Digo tirando o homem de seus próprios pensamentos.- Papai quer seu exílio em 24 horas. Você sabe toda aquela história de monarquia.

Pego a minha bolsa e me encaminho para fora, paro em frente a porta e digo ampliando mais ainda o sorriso em meu rosto:

–Não se iluda, Senhor Brad. Os melhores jogadores são os Clarkes, esse é o nosso jogo.

O caminho de volta para casa é calmo, estamos perto de uma época um pouco mais fria por aqui.

A falta de água cada dia maior junto com as temperaturas elevadas diariamente é uma combinação traiçoeira demais para nós.

Não podemos reclamar tanto assim, a guerra trouxe sim muitas mortes e doenças que atingem mais do que a metade da população, a grande maioria, são deficiências intelectuais sem cura. Porém, algumas regiões simplesmente sairam do mapa.

Posso reparar em nosso pequeno jardim algumas folhas já no chão, o que indica um clima mais ameno se aproximando. Porém, minha atenção logo se volta para todo o movimento em frente a mansão.

Em meio a todas as cores e sirenes consigo reconhecer alguns rostos familiares de funcionários que trabalham para nós, alguns correm, outros choram e alguns simplesmente lançam um olhar triste para mim.

No meio do caos me encaminho o mais rápido que posso para dentro da casa. Quando começo a perceber o quão grave é a situação minha mente faz suposições horríveis e quando me dou conta já estou subindo correndo as escadas em busca de algo mais concreto.

Me deparo com uma Mary chorosa sentada de qualquer jeito no fundo do corredor, quando abro a boca para perguntar algo percebo a porta de meu quarto aberta e um grande número de pessoas em seu interior.

Assim que consigo com dificuldade localizar o que se encontra em minha cama percebo que todas minhas suposições no pequeno trajeto até aqui seriam melhores do que esse cenário de agora.

Em puro ato de desespero tento me aproximar mais, porém dois braços ao meu redor me impedem bruscamente disso.

–Eles mandaram não mecher no corpo — A voz fraca de Tyler me atinge, não preciso olha-lo para perceber o quão abalado está.

Encaro uma equipe inteira trabalhando como se aquele corpo fosse apenas um objeto comum.

Quero gritar, chorar, me livrar dos braços de Tyler. Mas, permaneço imovél ainda tentando me acostumar com o rosto de Rose sempre tão angelical agora sem nenhum sinal de vida.

Notas finais
Sem rimas para esse capítulo, estou chorosa!