The Little Dark Secret
5 Capítulo 4: Missing you like a crazy
Notas iniciais
OLÁ QUERIDAS PESSOAS,
Bom aqui vou eu pela centésima vez explicar a minha tremenda mal sorte e consequentemente o porquê da minha ausência:
A linda aqui deixou o celular cair, eufemismo para despencar, do vigésimo andar pelo minúsculo vão do elevador. O problema é que esse capítulo já estava praticamente pronto no aparelho e não, eu não tinha salvo em outro lugar.
Fiquei nervousar mesmo hahahah, mas passou resolvi reescrever o que no final foi melhor.
Na verdade eu mudei todo o capítulo, deixei ele curto e adiei alguns acontecimentos.
Enfim, fiz com toda a paciência e amor essa atualização, tá curtinho mas é importante para a próximo capítulo que esses momentos aconteçam, pra vcs entenderem as preocupações e os medos da minha bichinha Kath ♥
Aaah e no próximo teremos ALTAS TRETAS
Boa Leitura!
–Preciso da sua ajuda. — As palavras saem e levam todo meu orgulho consigo.
Passei horas, dias, noites nem sei ao certo quanto tempo pensando em uma solução descente para as ameaças do baile, mas todas pareciam torturantes demais para Mary e consequentemente para mim. Ela ama demais o monstro do pai dela, e quem sou eu pra julgar? Já que agora me encontro encarando o velho escritório do monstro do meu pai?As pessoas sempre me culpam pelo afastamento entre eu e papai, a verdade é que somos os dois muito parecidos, muito orgulhosos, muito calculistas e o pior de tudo, os dois carregam consigo o peso da morte de mamãe. Por isso, derrotar Florent é uma das únicas "atividades pai e filha" que temos em anos.– O que aconteceu? -Percebo um vestígio de preocupação em sua voz já cansada por conta do horário, que logo é cortada por seu sarcasmo: — Não me procuraria por nada.Engulo em seco mais uma vez, apenas para garantir que não irei dizer algo errado e estragar tudo: – Estão me ameaçando. Estão ameaçando tudo que nós construímos, papai.- Devolvo a última palavra na altura do seu primeiro sarcasmo.– Se é sobre a camada baixa...-Ele diz com indiferença.A camada baixa, um nome sofisticado para os mendigos e criminosos em nossa sociedade. A maioria deles é contra a monarquia e se recusam a escolher um lado entre Clarke e Price, geralmente são utilizados nas avaliações com a desculpa que cometeram algum crime. As vezes eles tentam alguns ataques, mas são fracos demais para isso.– Acha mesmo que a camada baixa me afetaria? -Solto uma risada amarga — Você me ensinou muito bem, Senhor Clarke.– Direto ao ponto, Katharina. — Papai solta em um tom autoritário que me estremece por alguns segundos.– Florent está me ameaçando com erros do passado.- Solto tudo quase como um suspiro que venho segurando a muito tempo.– Erros? — Ele pergunta arqueando a sombrancelha.– Sabe exatamente do que estou falando. Foi fácil aguentar isso enquanto eram apenas ameaças. Mas, agora ele está obececado com a ideia de governar tudo isso aqui. — Digo tentando demonstrar superioridade enquanto me sento na cadeira em frente a mesa do meu pai.– E por que eu acreditaria? Florent é o meu...– Seu braço direito desde sempre,sim, eu sei. Sei muito bem, papai. Por isso que me pune até hoje por conta desse bendito segredo. Porque assim que Florent foi te contar o que eu fiz você acreditou nele, não em mim. — Explodo e me sinto atingida por um trilhão de lembranças que eu acreditava já ter esquecido, mas que parecem tão recentes e vivas como essa conversa de agora.– Mas se não acredita na sua própria filha...- Continuo tentando retomar o controle da situação. — Realmente acha que eu viria pedir sua ajuda se não fosse caso de vida ou morte?Não passamos mais de 30 minutos resolvendo a questão. A verdade é que eu já tinha tudo pensando, não precisava necessariamente do meu pai, só da assinatura dele.– Saindo agora, Kath? — Encontro uma Rose de pijamas atrás de mim quando já estou com os dedos na maçaneta. — Está meio tarde e perig..- Sua fala é interrompida por um bocejo. Não posso evitar um sorriso ao perceber que pelo menos alguém se preocupa comigo.– Não vou fazer nada errado, Dona Rose. Só preciso de um pouco de ar- Digo dando um beijo na testa da mais velha.- Vá descansar.Sua expressão preocupada abre lugar para um sorriso sereno e volto ao meu trajeto inicial.Assim que piso na primeira folha que indica onde estou sinto um vento em meu rosto, uma sensação forte, mas não me importo.Muitas pessoas acham um tanto que aterrorizante ir em cemitérios a noite, eu apenas acho tranquilo.Obviamente não preciso de ajuda para achar o que estou procurando. Olho para os lados para me certificar de que ninguém irá presenciar esse meu momento de vunerabilidade e encaro a lâpide na minha frente:– Lilly Clarke. Adorada chefe, esposa e mãe. — Leio em voz alta. — O que será que eles escreveriam na minha se Florent me matasse no final de semana? Algo como: "A Clarke mais mimada e impulsiva que já conhecemos."- Solto uma risada amarga misturada com algumas lágrimas que nem faço mais questão de segurar.- Enfim, isso não é mais um problema. Papai me ajudou com minha ideia, é como se pudesse ver seu sorriso com essa fala. A verdade é que consigo ver muito da senhora todos os dias, não que eu acredite nessas coisas superticiosas, longe de mim. Acho que só estou tentando acertar nas escolhas e parar de magooar quem eu amo. — Faço uma pausa enquanto encaro um outro ponto qualquer. — Só estou tentando agir como você, mamãe.O vento me alcança novamente, deposito um pequeno lírio perto de seu nome e continuo: — Pronto, sua flor favorita. Agora realmente preciso ir. Está tarde e eu já estou começando a me sentir uma idiota falando alto por aqui.- Solto uma risada fraca enquanto limpo as últimas lágrimas com a palma da mão. Quando estou prestes a sair digo em um fio de voz: – Sinto sua falta.
Notas finais
Rosas são vermelhas
A Lice definitivamente não tem sorte
No próximo capítulo
Vai rolar até morte
UAHAHAHAHAAH - risada maligna-
Até semana que vem :D
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