The Little Dark Secret
4 Capítulo 3: Love him was red
Notas iniciais
Acordo com uma voz suave cantarolando uma música qualquer.
Rose , eu constato ao abri os olhos.
– Desculpe, Kath. Não tinha a intenção de te acordar. — Ela diz com uma voz tão adoravél que chega a me contagiar. Rose sempre foi governanta aqui em casa, após a morte de mamãe ela literalmente me criou, devo muito a ela.
– Sem problemas, já deve ser um pouco tarde. — Respondo tentando decifrar o horário através das cortinas do quarto. Reparo no que Rose está fazendo, pendurando um lindo e longo vestido de galã vermelho em um cabide.
Ah claro, o baile.
Incrivél como tudo perde a graça quando você perde alguém que ama. Antigamente minhas comemorações favoritas eram os bailes, adorava fazer aqueles passos repetitivos com papai em longos vestidos.
Hoje, me sinto um pouco enjooada só de pensar em ter que ouvir discursos sem sentido ou encarar a nobreza dos Clarkes após meu desastre de ontem.
– Vermelho com detalhes dourados. — Diz Rose percebendo meu olhar sobre o vestido — Eu mesma quem escolhi, cores para uma futura líder.
– Pena que só você quem acredita nisso. — Digo com um ar quase desapontado.
– Acredito na humanidade, Kath. Na compaixão, e tenho certeza que não sou a única.
Compaixão? Fraqueza eu diria. Mas não estou no clima de debater nada com ninguém, apenas levanto e vou ao banheiro para fazer minha higiene matinal.
Lá de dentro consigo ouvir toda a animação de Mary entrando no quarto e conversando sobre algo aleatório com Rose.
– Meu pai tá te esperando lá embaixo. — Ela diz assim que saio do banheiro.
Não consigo evitar uma careta, o que claramente incomoda Mary.
Ela nunca entendeu minha implicância com Florent.
Afinal, é o pai dela.
Mesmo que eu explicasse toda a história, Mary tem uma fé impressionante no melhor das pessoas.
Já tivemos feias discussões sobre esse assunto, por isso sempre tentamos entender uma o lado da outra. Mas, hoje depois da humilhação que ele me fez passar não sei se isso vai ser possivél.
– Kath... — Ela começa como se estivesse cansada de repetir sempre a mesma defesa.
– Não estou muito bem hoje. — A interropição surge mais grosseira do que realmente imaginava, por isso tento amenizar: — Desculpa, Mary.
Um clima terrivél se instala no cômodo, Rose logo percebe e solta com um ar entusiasmado:
– Que cor será seu vestido de hoje, Mary?
– Um lindo tom de roxo. — Vejo um sorriso surgindo no rosto de Mary. E não posso evitar um em meu rosto também. Viro para Rose com uma expressão aliviada, iniciar uma conversa sobre vestidos com Mary, ela realmente me salvou.
As duas entram em uma conversa sobre detalhes do evento de hoje. Aproveito a oportunidade e saio do quarto para tentar tomar um pouco de ar antes do começo dos preparativos.
Perto das 21:00 me encontro quase pronta, Rose realmente cuidou de tudo e modéstia parte pareço muito bem.
As cores do vestido com a maquiagem forte ficaram muito bem com as ondas em meu cabelo.
Pareço realmente uma líder como Rose tinha comentando de manhã. Além disso me sinto intocavél, me sinto poderosa.
Saio do quarto a espera de papai, passo um tempo ajeitando mais um pouco o vestido até que o vejo vindo em minha direção.
Ele também está muito bem vestido, porém as rugas já são muito presente em seu rostos, sua expressão sempre severa também não contribuí para sua aparência. Ele passa por mim com um rápido aceno, o mais perto de: "Está bonita" que irei receber, me oferece o braço e aguardamos o sinal para descer as escadas e caminhar entre as duas fileiras de convidados.
Depois de rápidos acenos nos dirigimos ao centro do salão para pronunciar algumas palavras.
Meu dever é apenas dar um ar mais sutíl ao discurso de meu pai e repetir palavras de incentivo como: "Não precisamos de nenhum aliado, iremos nos rerguer sozinhos" e claro, minha favorita,: " Todo mundo precisa de uma fraqueza."
Após isso, foco em dialógos rápidos com pessoas importantes, que um dia me ajudarão a governar o país, ou parte dele.
Em certo momento, percebo a aproximação de Anastasia.Seu pai é grande responsavél pela parte militar, pune severamente os criminosos, coisas assim:
– Katharina, que prazer. — Ela diz sem esconder o sorriso cínico:
– Pensei que após o..- Ela parece pensar na palavra certa, algo que se aproxime de vergonha concluo: — após o incidente, você estaria abalada.
– Não me abalo tão fácil. — Digo praticamente cortando sua fala.
" Você praticamente já manda nisso tudo, pode matar ela se quiser." Minha consciência grita para mim mesma e me obrigo a colocar um sorriso na altura do seu em meu rosto.
O convite para uma dança atrás de mim parecia ser minha salvação, até eu reconhecer a voz:
– Florent — Digo fazendo os devidos comprimentos antes da dança.
– Srta Clarke — Ele começa me direcionando para a pista que já se encontra colorida com a quantidade de vestidos rodopiantes. — Permita-me dizer que vermelho caí muito bem em você.
– Sempre dizem isso. — Respondo sem esconder meu desinteresse por tudo isso.
Quando estamos perto o suficiente ele diz calmamente em meu ouvido como se eu fosse uma criança de 5 anos e precisasse de muito esforço para entender:
– Uma semana.
– Perdão? — Digo concentrada na dança.
– A senhorita tem acompanhado os últimos acontecimentos? A nação se encontra em caos, eles estão ameaçando até uma revolução. — Ele diz com uma ênfase enorme na sua última palavra- Nós dois sabemos a melhor solução para isso.
Florent se separa de mim e com um sorriso vitorioso conclui:
– Assine o contrato até o próximo domingo, ou as consequências aparecerão.
Nem tenho chance de resposta, já que até processar os últimos acontecimentos ele já se encontra distante.
Tento resistir o máximo que consigo aquele evento patético, porém não demora muito para comprimentar gentilmente as pessoas com que estava conversando e subir as escadas da forma mais discreta e civilizada possivél.
Quando estou prestes a desfazer todo o teatro, sinto os dedos de Tyler agarrando em meu braço.
"Mas esse dia só piora."
– Qual o problema com o Florent? — Ele pergunta diretamente.
Tyler sempre foi o único a desconfiar do pai de Mary, mesmo sem motivos ele repara em meu ódio por Florent.
– Nada da sua conta. — Digo soltando meu braço brutalmente.
– Um dia eu ainda vou descobrir — Ele continua insistindo — Sabe disso.
– Boa noite, Tyler — Digo já na porta do meu quarto de costas para ele.
– Boa noite, Pequena Clarke. — Ele se diverte com o horrivél "apelido".
Porém, antes de eu entrar no quarto sua voz ecoa no corredor, um pouco mais distante:
– Já te disseram que a sua cor definitivamente é o vermelho?
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