The Little Dark Secret
2 Capítulo 1: The Worst Nightmare
Notas iniciais
Ooi galeraa,
Capítulo só de iniciação para vocês conseguirem imaginar mais ou menos o que esperar de Katharina (amo ela, mas as vezes ela faz bosta, assumo!).
Só consigo atualizar por aqui uma vez por semana.
Sorry not sorry
Mentiraaa, amo vocês ♥
Okay, tô morrendo de sono vou parar de ocupar as notas.
Boa Leitura ;D
"Todo mundo precisa de uma fraqueza."
Passo os olhos mais uma vez pelo título do folheto explicativo sobre as avaliações.Odeio essa mania do meu pai de usar frases de efeito para tudo, nas minhas poucas conversas com ele me sinto conversando com um filósofo.Mas, convincente ou não esse é o lema dos Clarkes. Desde que a disputa por ideais começou, as batalhas diretas foram criadas. Os jovens de 18 a 30 anos são devidamente treinados durante um ano, ao final cinco de cada lado são sorteados e lutam até a morte.Isso deveria de alguma forma comprovar qual lado é mais inteligente, mais estratégico. Mas, na verdade só serve para controlar o tamanho da população.Porém, os descendentes diretos das famílias reais apenas enfrentam uma luta rápida. Acredite se quiser, Clarkes e Prices são muito respeitosos.E isso tudo nos leva ao dia da Avaliação. Mais ou menos no meio de cada ano participamos de atividades mais "realistas" para o grande evento.Afinal, segurar uma arma ou acertar um alvo pode ser difícil. Mas, matar alguém a sangue frio é o que acaba prejudicando muito de nós.A regra é bem simples: Mate, ou morra.Mesmo quase 50 anos pós-guerra todas as civilizações restantes não pensam duas vezes antes de matar alguém por um motivo um tanto quanto fútil, " É para o bem da população. ", eles garantem.As pessoas utilizadas nas avaliações cometeram os crimes considerados como mais graves. O que dizem, é que essas pessoas de alguma forma desperdiçaram água.A realidade é que essas pessoas não aceitam os princípios e como vivemos. Não escolhem um lado para apoiar, logo ficam em uma situação trágica, precária.Pensar que eu estou acabando com esse sofrimento, diminuem os pesadelos.Sou tirada do transe por Mary, minha melhor amiga desde que nascemos.Nossas famílias sempre foram aliadas e no meio dos negócios dos nossos pais encontramos uma a outra.Admiro ela, seu pai é ao meu ponto de vista uma das pessoas mais detestáveis. Por mais que seja considerado braço direito do meu pai, está constantemente tentando fazer de sua família a próxima família real.Mesmo com tudo isso, Mary nunca deixou se abalar, está sempre ali com seu sorriso para levantar meu astral. Temos dois anos de diferença, ou seja, a loirinha está em sua primeira avaliação enquanto eu me encaminho para a terceira.– Estou nervosa, Kath – Ela diz enquanto faz movimentos nervosos com as mãos.– Vai dar tudo certo, Mary. Mesmo se não desse, seu pai nunca iria permitir que ficasse com uma nota baixa. – Solto uma risada, mas em troca recebo um olhar mortal.Florent, seu pai, é quem comanda as avaliações, todos nossos movimentos são rigorosamente assistidos e no final recebemos uma nota de 0 a 10.As chances de Mary ser um dos cinco escolhidos no final do ano é muito baixa, as coisas não são tão justas quanto parecem. Mesmo assim, ela se encontra aterrorizada. Mary é uma das pessoas mais bondosas que já conheci, para ela matar não é tão simples como para o resto de nós:– Eu sei que conseguirei uma boa nota, mas... – Ela chega mais perto para ninguém nos ouvir – Nós duas sabemos muito bem que essas pessoas não merecem morrer.– Mas elas precisam morrer, Mary. Pare de pensar nisso, algumas coisas são necessárias não justas.Conheço muito bem minha amiga para saber que o que vira depois disso será um; “Que horror,Kath!”, porém a discussão é encerrada quando meu nome ecoa por todos os cantos da sala de espera.Temos o mês inteiro de julho para fazermos esse processo, portanto o número de pessoas em cada dia não é grande, o que ajuda no processo todo.Sou guiada até um elevador, é necessário descer cerca de 10 andares onde tudo acontece. O que você encontra lá embaixo sempre é um mistério, questão de sorte, ou talvez nem tanto.Assim que a porta abre me preparo para qualquer tipo de confronto, porém nada acontece.Certifico todos os lados de onde poderia vim um possível ataque e me encaminho para a mesa onde se encontram as armas que podemos usar.Como sempre, não encontro nenhuma faca, minha especialidade. Sou obrigada a pegar uma arma de fogo. Enquanto estou amarrando meu cabelo em um perfeito rabo de cavalo, tentando não demonstrar nervosismo algum por simplesmente nada acontecer, começo a ouvir gritos finos vindo em minha direção.Quando finalmente me deparo com uma pequena menina, que deve ter cerca de 10 anos. Por mais que seu estado esteja um dos piores, ela possui um lindo par de olhos azuis que estão brilhando nessa forte luz branca.– Por ... por favor- Ela choraminga se jogando no chão.Por um momento eu fico paralisada, simplesmente não consigo projetar minhas próximas ações; “Acabe com o sofrimento dela” repito mais vezes do que posso contar para tentar ter algum tipo de coragem para as próximas ações:– Querida, seus pais cometeram erros terríveis para estar aqui hoje – Começo, intensificando o choro da menina – Mas você não tem culpa de nada, não merece a vida que te aguarda.
Aos poucos vou andando para trás da garota e ajoelho delicadamente enquanto mecho em seus cabelos:– Você não merece.- Repito antes de disparar um único tiro em seu pescoço, rapidamente ela cai morta no chão. Nas circunstâncias parecia a melhor e mais rápida saída.Seguido do tiro, ouço um grito que presumo ser da mãe da pequena, ela vem correndo em minha direção, se joga no corpo da filha “monstro” é tudo que sai da sua boca. Me encontro ainda atordoada com os últimos acontecimentos, porém mais uma vez não tenho outra alternativa, preciso sair daqui, preciso acabar com isso.Assim que aponto a arma para a mulher desesperada em minha frente ela grita uma história sem sentido:– Uma vez, sua mãe me encontrou com uma recém-nascida no colo, quase morrendo de frio. Ela me ajudou, me disse que queria mudar todo o rumo desse país, porém que estava sendo constantemente ameaçada, por alguém próximo. Então, ela estava esperando uma oportunidade certa, você era a oportunidade certa, Katharina!Fico visivelmente afetada com os fatos, mas quase como um ato automático acerto dois tiros na moça.Pensar que tudo que ela disse são mentiras, diminuem os pesadelos.
Notas finais
Rosas são vermelhas
Branco é o giz
Comente na fic
E me faça feliz
Fale com o autor