The Light of Dawn

7 Lembranças - Parte 1


Notas iniciais
Então, minhas aulas voltaram. É uma realidade triste, principalmente porque agora meu tempo para escrever vai se reduzir em muito. TnT Bem, esse era um capítulo MUITO maior do que está aqui, mas não tive tempo para revisar a segunda parte e acabei percebendo que já fazia tempos que não atualizava a fanfic, então resolvi postar :3 Espero que gostem.

A comitiva marchava pelo último segmento da trilha que os levaria para fora de Trollshaws. A proximidade com as Montanhas Nebulosas fez com que as canções cessassem, pois eles sabiam que o perigo se aproximava.

O ruído de um galho partido despertou a atenção de Calad. A elfa voltou-se na direção de onde o som ecoara e observou durante longos minutos até constatar de que nada havia por ali.

E então foi surpreendida pela sensação fria da lâmina tocando sua garganta.

Então é isso que chamam de Bardo em Dunland? — Indagou o encapuzado quase no mesmo instante em que os anões empunharam suas armas.

Solte-a! — Ordenou Kili, direcionando seu arco para a mão que empunhava a espada.

Calad revirou os olhos e os braços foram lentamente erguidos em um sinal de rendição, mas logo em seguida os cotovelos foram flexionados e empurrados contra as costelas de seu algoz. A rapidez do movimento fez com que a espada fosse desequilibrada por tempo suficiente, então a elfa girou o corpo para a lateral e desembainhou Morinehtar.

Então é isso que chamam de chefe da Guarda em Rivendell? — Retrucou ela.

Foi a vez de Fili apressar-se na direção de ambos, mas antes que pudesse intervir na luta, Thorin o interrompeu. — Essa luta não é nossa.

Calad investiu contra o guarda três vezes seguidas, mas todos os golpes foram aparados.

O som do metal colidindo ecoou pela floresta, até que cessasse completamente em uma medida de forças entre os dois. Então, a disputa foi encerrada quando o homem empurrou o pé contra a barriga de Calad.

O impulso a fez cambalear, mas uma árvore próxima impediu a sua queda.

Fili e Kili se tornavam mais impacientes a cada movimento desferido pelo desconhecido e tentaram intervir inúmeras vezes, mas sempre eram interrompidos pela comitiva.

Finalmente, ele se aproximou da elfa e estendeu-lhe a mão. — Êl síla erin lû e-govaned vîn. As estrelas brilham no momento de nosso encontro.

Calad anuiu com a cabeça e ergueu uma das mãos para aceitar a ajuda que lhe fora ofertada, mas no instante em que os dedos se tocaram, a elfa lançou a mão oposta coberta de lama contra o rosto do guarda.

Ele desferiu alguns passos para trás e buscou compreender a investida da mulher. Logo, Calad sacou uma das adagas e a colocou contra o pescoço do guarda. — Nunca subestime seu adversário.

Você continua a mesma, Estrela do Oeste. — Riu-se ele.

E mesmo assim você não foi capaz de prever isso, Elladan. — Retrucou a elfa pouco antes de soltá-lo. Por fim, abraçaram-se e riram sozinhos durante longos minutos até que sua atenção fosse voltada para a comitiva de Thorin. — Esse é Elladan, filho de Elrond. — Calad tornou a embainhar a espada antes de acrescentar — Um antigo e desagradável amigo…

— Gandalf me enviou para escoltá-los até Valfenda, rei anão. — Explicou-se Elladan e estendeu a mão para Thorin, mas foi imediatamente recusado.

— Nada temos com os elfos, nada temos em Valfenda. — Retrucou o anão.

— Em verdade, atravessar pelo vale nos daria quatro dias de vantagem… — Calad encolheu os ombro e anuiu com a cabeça. — E o Senhor Elrond poderia nos ajudar com as Runas da Lua.

Três Eras e você não sabe como ler essas Runas? — Kili zombou.

— Aos sábios o que é dos sábios, mestre anão. — Um sorriso gentil se delineou entre os lábios da elfa.

— Assim seja. — Thorin concluiu e embora não tivesse simpatia pelos elfos, sabia que sua ajuda seria essencial para aquela jornada.

Havia música quando chegaram em Rivendell. Os festivais de Solstício eram as celebrações mais esperadas pelos elfos e — aquele em especial — exaltaria a luz de Eärendil que pairava sobre eles desde a Primeira Escuridão. Os anões logo se encantaram pela beleza do lugar e pelo aroma apetitoso que dominava os salões da Última Casa Amiga.

Estavam aconchegados na sala de jantar quando Elrond e Gandalf apareceram para saudá-los e apesar da gentileza, Calad pode notar as expressões que carregavam consigo o resultado da discussão que travavam antes da chegada dos anões.

Sejam bem-vindos, filhos de Erebor. — Exclamou Elrond. — Comam e descansem, pois a vossa presença será muitíssimo apreciada durante o festival.

A elfa esfregou as mãos e estava prestes a pegar um dos pratos quando Elrond a interrompeu. — Menos você, Cäle. Você é aguardada no Pátio.

Qual o propósito disso? — Indagou a elfa. Os olhos foram revirados em suas próprias orbes antes que ela assentisse com a cabeça.

Ela está aqui.

Calad ergueu-se de imediato e rumou para a porta no que Bilbo gentilmente chamou por seu nome.

Milady, guardarei alguns bolinhos para você! — Exclamou ele.

Ela riu uma última vez antes de deixar a presença da comitiva de Thorin.

Notas finais
Gente, eu realmente gostaria de algum feedback vindo de vocês. Eu não tenho como saber se o rumo da fanfic têm agradado ou o que vocês esperam dela, qualquer coisa do tipo .-. Beijos