The Light... The Darkness...

15 Capítulo 15: Volta para casa.


Notas iniciais
Desculpe se ficou muito grande!É que tinha informações que tinham que ficar nesse cap. Beijos e boa leitura.

Pela manhã:

Sam POV:

Passamos a noite na casa do Boby. Dormimos espalhados pela sala de estar. Entre livros, papéis, algumas xícaras de café e garrafas de cerveja.

- Ei Dean! – Chacoalhei o braço dele. – Dean acorda!

- Oi gostosa! – Dean beijou a almofada.

- Cara acorda! – Gritei. Dean deu um pulo do sofá.

- Que droga Sam! Você interrompeu meu melhor sonho.

- Sonho com asiáticas peitudas. – Dei risada. – Desculpe em interromper seu belo sonho, mas já são 06h00 da manhã. E se quisermos chegar cedo em Ashbury temos que sair as 6:00! – Dean ajeitou o casaco, pegou as chaves do carro e saiu pela porta dos fundos. Que as chaves estavam na fechadura.

Dean POV:

Fui até o meu carro conferir se estava tudo ok para a viagem e pegar minhas coisas pessoais. Quando voltei vi um vulto na frente da janela. Cheguei mais perto e vi que era a Melissa sentada em umas caixas de madeira, com uma agenda no colo e um lápis na mão.

- O que está fazendo? – Perguntei.

- Ah! Oi Dean! Estou desenhando. – Ela se virou para mim.

- Posso ver?

- Mas é claro! – Ela me entregou a agenda.

Folhei as páginas da pequena agenda. Primeiro pensei que poderiam ser desenhos macabros parecidos com o que vivemos. Mas me enganei. Os desenhos tinham um traço fino e delicado.

- São lindos! Você é uma artista!

- Obrigado!

- Eu vou entrar. – Me virei. – Você não vem? – Virei novamente para ela.

- Não! Eu vou continuar por aqui.

- Tudo bem. Daqui a pouco nós já vamos.

- Ok! – Ela sorriu e continuou desenhando.

Entrei na casa.

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Melissa POV:

- O clima da cidade do Boby era diferente do clima de West Land. Aqui faz um calor quase insuportável na parte da tarde e um frio intenso à noite e de madrugada. Em West Land é frio sempre. – Pensei.

- Tchau garotos! – Ouvi a voz do Boby na parte da frente da casa. Levantei das caixas, fechei minha agenda e fui até lá. – Ah! Você está ai! – Todos olharam para mim. Fui até o Boby. Ele estava na frente da porta de entrada da casa.

- Adeus Boby! Acho que não vou voltar a ver você tão cedo. – Dei um abraço apertado nele. Nós três fomos até o carro.

- Sam você senta atrás! – Dean disse.

- Por quê?

- Quem morava em Ashbury era a Melissa. – Sorri. E nós entramos no carro. – Qual a melhor alternativa para chegar em Ashbury?

- Eu aconselho você a pegar a interestadual. – Disse enquanto colocava o cinto de segurança.

Deixamos a casa do Boby e pegamos a estrada mais uma vez. O sol iluminava a grande floresta de pinheiros em que passávamos. Podia ver meu reflexo no vidro do carro, sorri. Eu não estava preocupada em reencontrar meus pais mais sim feliz em ter a oportunidade de reescrever minha vida ao lado deles.

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Ashubry:

- População de 6.325 pessoas. Hum... Fica a 195 quilômetros da cidade onde o Boby mora. Interessante. Clima temperado. Ponto turístico: rio Ashbury. – Sam lia algumas informações da cidade no notebook.

- É aqui! É aqui! Pode estacionar! – Eu apontava para a minha casa. – Bom, eu acho que tenho que fazer isso sozinha. – Tirei o cinto de segurança. Sam fechou o notebook. – Eu ligo pra vocês depois. – Sai do carro e fechei a porta.

- Tchau! – Os dois disseram. Logo depois o carro saiu.

Era exatamente como eu me lembrava. Grama verdinha, balanço de pneu, um banquinho de madeira e cheiro de mato.

Me aproximei da porta e apertei a campainha. Uma moça alta, loira, de olhos pretos, diria que tem uns 35 anos abriu a porta da casa.

- Em que posso ajudar?

- É a residência dos Pine?

- Sim por quê? – Não respondi a mulher. A empurrei a já fui entrando. Olhando para os lados procurando o escritório do meu pai.

- Lindinha quem está aí? – Ouvi a voz do meu pai. Quando virei meu rosto dei de cara com ele. – Melissa?

- Pai! – Corremos um ao encontro do outro e nos abraçamos. Meu pai passou a mão pelo meu rosto e beijou minha testa e minhas bochechas. – Cadê a mamãe?

- Bom... – Meu pai olhou para a mulher. – Ela não...

- Eu já entendi! – Me soltei dos braços dele. – Onde ela está agora?

- Ela está no City America arrumando os preparativos para a festa dos fundadores.

- Festa dos fundadores?

- Sim! – Continuei olhando para ele com cara de interrogação. – A homenagem aos fundadores da cidade que acontece todo ano.

- Ai como pude me esquecer? – Coloquei a mão na testa. – Obrigado pai! – Sai correndo da casa.

- Filha volta aqui! Melissa!

Para começar City America é um espaço onde são realizados todos os tipos de festa. Só é preciso alugar. Mas durante a festa dos fundadores o City America fica a disposição dos organizadores para a realização do evento.

Quando entrei no City America pude ver um lindo salão, com um palco do lado direito e algumas pessoas trabalhando em diversas atividades. Nenhuma delas era a minha mãe.

Eu vi uma grande porta de madeira entreaberta, olhei para os lados, ninguém tinha notado minha presença então resolvi entrar.

Era uma sala de decoração rústica. As paredes eram pintadas de marrom, com fotografias penduradas na parede (ainda em preto e branco), ao centro tinha um lindo colar protegido por uma redoma de vidro. Me abaixei para ver melhor, embaixo estava escrito: ”Pertencente aos Parks.”

- Ei você não pode entrar aqui! – Me levantei e fiz uma cara de culpada. – Era a minha mãe. Sorri. Mas ela abaixou a cabeça. – O que faz aqui?

- Vim para a festa dos fundadores. – Menti.

- Depois dos anos de sofrimento que você me fez passar você tem a coragem de vir me visitar sem mais nem menos?

- Mãe me dá um abraço? – Meus olhos se encharcaram.

- Não! – Ela foi até a porta. – Eu te dou 10 minutos pra você sair dessa sala. – Ela foi embora e eu comecei a chorar.

Não demorou muito e eu sai da sala e do City America. Entrei em uma lanchonete que me chamou a atenção por ter uma placa de um hambúrguer enorme. Me sentei em uma mesa e peguei me celular.

- Alô! Sam?

- É sou eu!

- É a Melissa. Me encontre em uma lanchonete com uma placa de um hambúrguer gigante. – Vi um cara jovem da outra mesa me observando. Não pude ver direito quem era por que estava com um capuz na cabeça. – Tenho novidades! Não se esqueça de trazer o Dean. – Sam riu.

- Mas é claro. Tchau!

- Tchau! – Desliguei o celular e olhei para outras coisas tentando não cruzar meu olhar com o do rapaz.

Logo depois Sam e Dean chegaram e se sentaram nas cadeiras ao me lado.

- Sinistro aquele hambúrguer. – Dean riu, eu e Sam ficamos quietos.

- Vocês têm papel e caneta?- Perguntei. Dean tirou uma caneta do bolso e pegou um guardanapo como papel.

Comecei a desenhar o colar que tinha visto. Ele tinha um pingente grande de cristal parecido com o formato de uma gota de chuva. Na parte de dentro tinha dois símbolos bem pequenos. Um em forma de asa e o outro em forma de maça.

- Espera um pouco! – Sam me interrompeu. — Eu conheço esses símbolos. As asas querem dizer proteção e a maça o pecado.

- Então você quer dizer anjos e demônios? – Dean seguiu seu raciocínio.

- Exatamente! – Sam virou para mim. – Onde você o encontrou?

- Em um grande salão de festas. O City America. Protegido por uma redoma de vidro.

O rapaz que estava me observando passou rápido pela nossa mesa que quase derrubou o salero. E foi embora.

- Eu cuidado! – Dean gritou.

Eu tinha a leve impressão de conhecer esse cara. Ele se parecia muito com o meu... Bom, deixa pra lá. Devo estar ficando louca.

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Notas finais
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