Phillip:

Depois de tudo aquilo ter acontecido, os convidados ficaram curiosos do que tinha acontecido com a Erin, mas falamos que tinha sido uma das penetras. As pessoas foram indo para suas casas, e as 3 horas estávamos só eu, Francis, David, Roberto, Dustin, Erin, Katelyn, Elizabeth e Ariana.

Erin:

– Foi simplesmente horrível, eu implorei pra ela não me bater – eu contava a eles, chorando.

– Como ela te levou na cozinha? – pedi.

– O Francis tinha saído, foi falar com o David e eu fiquei parada, sem saber o que fazer. Então comecei a pensar na mensagem que recebi...

– Que mensagem? – Francis interrompeu.

– Eu falei mensagem? Nossa, estou desligada mesmo... Comecei a pensar no que todos me falaram – falei, tentando disfarçar o que avia dito.

– Erin, não minta para nós. Somos um grupo, somos amigos, ninguém vai dificultar essa situação só ajudar! – disse Francis.

– Ta bom, eu conto... Uma pessoa me mandou em anônimo, que era para eu tomar cuidado e ficar perto dos meus amigos, e no final usou as letras S. J. como se fosse uma ‘identificação’ – Eu falei sobre a mensagem ‘sem querer’, não queria que os outros soubessem.

– Mas quem pode ser? – disse David.

– Alguém que só quer o bem da Erin, porque ela estava certa, e só queria ajudar – disse Phillip. Então meu celular vibrou, olhei e era uma mensagem... Todos vieram do meu lado para ver.

Abri a mensagem, e dizia: ‘É, você errou, não fez o que te aconselhei. Você pode confiar em mim, a Denyse é perigosa, tem uma mente, digamos que, criminosa... Seu passado é muito diferente do que você pensa. Ela vai fazer de tudo para ter o que quer, e ela quer seu namorado. Cuidem-se, falo isso a você e todos os seus amigos! Isso é muito maior do que você pensa’

Passado? Que passado era esse? Taquei meu celular na parede e sai, me tranquei no banheiro e lá sentei, abraçando as minhas pernas. Comecei a chorar...

Katelyn:

A Erin foi muito estranha, jogou seu celular na parede e foi para o banheiro... Por um lado eu entendo, é muito pressão para ela. Todos estavam em volta da porta do banheiro. Pedi licença para conversar a sós com ela, já que estávamos mais intimas.

– Pessoal, será que podem me deixar falar com a Erin? A sós? – pedi.

– Ta bom, vamos pessoal – disse Francis, e todos foram saindo.

– E não venham aqui, por nada... – falei, eles estranharam mas assentiram. Eu conseguia ouvir os pequenos soluços que ela dava durante o choro – Erin, eles já foram... Me deixe entrar – ela não respondeu, então insisti – Por favor, só quero te ajudar – a porta abriu, ela estava com a maquiagem toda borrada e veio me abraçar.

– É tudo tão difícil, dá tanto medo! Eu queria que fossemos um casal normal. Seria tão fácil desistir, mas eu o amo tanto – o jeito que ela falou, o que ela falou, fez com que eu começasse a chorar – isso não é justo comigo – ela disse parando de me abraçar, e começou a ter algum ataque de nervosismo – porque a vida é tão injusta?

Ela gritava “Não é justo comigo”, pegou tudo que estava acima da pia e tacou no chão, foi no box e tacou os shampus e condicionadores e tacou tudo no chão. E continuou gritando:

– Eu sempre fui uma boa pessoa, e alguém parece me castigar. Mas o que eu fiz? Me apaixonei! E isso é um crime? Olhe para mim, agora. Meu braço já foi quebrado, ainda tenho dores pelos chutes que ela me deu. E como se já não bastasse, tenho esses cortes – eu estava com a mão na boca, não sabia o que dizer – e agora sei que ela é pior do que imaginávamos, e tudo só vai piorar. E eu não posso fazer nada, só ficar aqui, morrendo de medo e no final me machucar. Por que isso? – ela pediu, mas não sabia o que dizer, nada saia – POR QUEEEEEEEEEE? – ela berrou, muito alto, virou e bateu no box que era de vidro e se quebrou.

O som foi alto, vi que a mão dela sangrava, todos vieram na porta.

– Me ajuda? – ela disse se virando, e do nada, desmaiou.

Flashback:

Francis:

A Katelyn pediu pra ficar sozinha com a Erin, e disse que não era para nós fossemos. Ficamos no quarto que era perto do banheiro, então comecei a ouvir gritos, quando me levantei para ir o Phillip me impediu.

– Francis, não vai lá! A Erin está desabafando e precisa de um tempo com uma amiga.

– Ta bom... – ficamos em silêncio por um tempo, esperando elas virem ou sei lá. Ouvimos um berro da Erin dizendo “Por que” e então ouvi um barulho de algo quebrando, um vidro, e foi muito alto. Me levantei como todos e fomos ao banheiro. A porta estava aberta, a Katelyn estava olhando Erin, que tinha quebrado o box, sua mão sangrava... E então ela se virou e disse:

– Me ajuda? – e desmaiou.

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